O ritmo acelerado do dia a dia, a pressão constante por resultados e a dificuldade de desconexão têm contribuído para o avanço da síndrome de burnout, caracterizada por exaustão física e emocional, queda de desempenho e sensação de esvaziamento.
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Segundo Cacá Ferreira, Gerente Técnico Corporativo da Cia Athletica, a atividade física exerce um papel fundamental nesse processo ao atuar diretamente na regulação do estresse e no equilíbrio emocional, sendo uma aliada importante tanto na prevenção quanto na recuperação do quadro.
De acordo com o especialista, o exercício estimula a liberação de neurotransmissores como endorfina, dopamina e serotonina, responsáveis pela sensação de bem-estar, além de contribuir para a redução do cortisol, hormônio associado ao estresse crônico.
Por que me sinto feliz depois de treinar?
“O movimento ajuda a reorganizar o corpo e a mente, melhora a qualidade do sono e devolve energia e clareza mental a pessoas que se sentem esgotadas”, explica Cacá Ferreira.
Quando o assunto é por onde começar, Cacá destaca que atividades de intensidade leve a moderada costumam ser as mais indicadas. Caminhadas, treinos de força com cargas ajustadas, aulas coletivas, exercícios funcionais, práticas como yoga e alongamento são opções que ajudam a aliviar a tensão, melhorar a consciência corporal e promover sensação de controle e relaxamento. “O ideal é respeitar o momento de cada pessoa e entender o exercício como uma ferramenta de cuidado, não de cobrança”, reforça o gerente técnico.
Mais do que desempenho físico ou estética, a prática regular de exercícios deve ser encarada como uma estratégia de autocuidado e qualidade de vida. Com orientação profissional e constância, o treino pode se tornar um aliado importante na recuperação do equilíbrio emocional, ajudando a reduzir os impactos do burnout e a construir uma rotina mais saudável e sustentável.
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5 dicas práticas para controlar o estresse em 2026 e melhorar sua saúde mental
O gerenciamento do estresse costuma ser um desafio para muitas pessoas, uma vez que ele está intimamente ligado às cobranças profissionais, ao excesso de estímulos, às expectativas alheias e à dificuldade de desacelerar.
Se um dos seus objetivos para 2026 é tentar ao máximo cuidar melhor de si, vale a pena dar uma atenção especial ao tratamento do estresse, por mais difícil que isso possa parecer.
“Ter o seu estresse regulado não deve ser visto apenas como uma meta muito distante. É necessário manter um treino diário que reorganiza o cérebro, o desacelera e reduz a sobrecarga emocional”, afirma Leninha Wagnes, neuropsicológa.
De acordo com a especialista, existem algumas práticas que você pode incluir no dia a dia de forma simples que podem fazer toda a diferença para o controle do estresse e a melhora da saúde mental.
A seguir, Wagnes lista cinco dicas que podem contribuir positivamente para o alívio das tensões da rotina. Confira:
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1. Defina limites claros no trabalho e na vida pessoal
Determine horários para responder mensagens, estabeleça pausas e separe ambiente de trabalho e vida pessoal. Essas atitudes ajudam a diminuir a ativação constante do sistema de alerta do cérebro, reduzindo sintomas de ansiedade e o estresse.
“O cérebro precisa entender que existe tempo de parar. Sem isso, ele permanece sempre em modo de sobrevivência.”
2. Pratique respirações profundas
As técnicas de respiração desempenham um papel significativo no alívio do estresse, trazendo uma sensação praticamente imediata de relaxamento e de conexão com o próprio corpo. A respiração diafragmática e o ciclo 4-6 são bastantes indicadas.
3. Exercite-se
Caminhadas rápidas ou até mesmo alongamentos ao longo do dia podem proporcionar uma melhora no humor e uma redução nos níveis de cortisol (conhecido como “hormônio do estresse”).
A prática regular de atividades físicas favorece a liberação de neurotransmissores associados ao bem-estar e à estabilidade emocional, como a serotonina e a dopamina.
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4. Reduza excessos digitais
O excesso de notícias, telas e estímulos constantes mantém o cérebro em estado de vigilância. Então, filtre os conteúdos consumidos, estabeleça períodos offline e evite ficar navegando nas redes sociais (principalmente antes de dormir).
5. Estabeleça rituais de descanso
Encontre momentos no seu dia a dia para se dedicar a algo que você goste e que te traga uma sensação de leveza.
Algumas ideias são: meditar, escutar uma música mais relaxante, ler ou simplesmente ficar uns minutos em silêncio. Essas práticas sinalizam ao cérebro que é hora de descansar.
“O descanso mental precisa ser algo bem intencional, não apenas um momento meramente acidental. Ele reorganiza emoções e prepara o corpo para lidar melhor com o dia seguinte”, reforça a Dra. Leninha Wagner.
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https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/do-estresse-ao-bem-estar-o-papel-do-exercicio-fisico-contra-o-burnout/