quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Treinar em jejum faz sentido? O que a ciência diz

Quem nunca ouviu falar que treinar em jejum emagrece mais? Muitas pessoas optam por essa estratégia com a intenção de potencializar a queima de gordura, porém a ciência mostra que a história não é tão simples assim.

Treinar em jejum é uma prática que tem seus riscos e que pode colocar a saúde em perigo. Entre os problemas que podem surgir devido a esse hábito estão queda de pressão, tontura, fraqueza, fadiga precoce e até mesmo desmaios.

A combinação entre treino em jejum pode não valer a pena e nem ser indicada para todo mundo. A seguir, veja o que dizem alguns estudos sobre a abordagem!

Treinar em jejum emagrece mais?

Uma pesquisa divulgada em 2016 no Journal of the International Society of Sports Nutrition apontou que treinar em jejum aumenta a oxidação de gordura, porém o efeito na perda de peso geral pode ser semelhante ao treinamento em estado alimentado quando o déficit calórico é controlado.

“Na literatura científica, não há evidências robustas que indiquem que treinar em jejum seja mais eficaz para a perda de gordura visceral ou subcutânea especificamente”, comenta Stefan Gleissner, personal trainer e coordenador de musculação na Bodytech Eldorado.

“A perda de gordura corporal total está mais ligada ao balanço energético geral do que ao estado alimentado ou de jejum durante a atividade física”, revela Gleissner.

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Diversos outros artigos sinalizam que o emagrecimento saudável e sustentável deve envolver fatores relacionados a um estilo de vida equilibrado, como a prática regular de atividades físicas, uma dieta balanceada e os cuidados com a saúde mental.

“O importante é entender que, se a pessoa vai emagrecer ou não, depende do contexto. Muito mais que o período em jejum, o momento alimentado deve ser estratégico”, destaca o o nutricionista Ney Felipe Fernandes, Mestre em Biologia Celular e Molecular pela UFPR.

Quais os riscos do treino em jejum?

Segundo Priscilla Martins, mestre em Endocrinologia pela UFRJ, existem casos nos quais o treino em jejum pode atrapalhar a hipertrofia dos músculos.

“A estratégia envolve a possibilidade de catabolismo muscular, quando o corpo, sem nutrientes suficientes, começa a usar a musculatura como fonte de energia”, explica Martins.

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Além disso, é importante destacar que treinar em jejum pode trazer impactos negativos ao desempenho físico, levando à fadiga precoce e a diminuição da resistência e da força. A longo prazo, isso pode comprometer significativamente os resultados.

Um estudo da Sports Medicine mostrou que o treinamento em jejum pode reduzir o desempenho em atividades de resistência e força, principalmente em exercícios com duração superior a 60 minutos.

É preciso ficar alerta ao apresentar sintomas como sensação de desmaio, hipoglicemia, perda de foco, náusea, irritabilidade e dores de cabeça.

Pessoas com hipoglicemia ou diabetes descontrolado, indivíduos com doenças crônicas ou histórico de distúrbios alimentares, grávidas, lactantes, atletas de alta performance e crianças fazem parte do grupo que deve evitar o treino em jejum.

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“Pessoas extremamente sedentárias e aquelas que esporadicamente realizam algum tipo de atividade física também devem ficar longe dessa prática”, completa Fernandes.

“O acompanhamento de um médico ou nutricionista é fundamental para garantir a segurança da abordagem. A palavra-chave é a individualização”, finaliza a endocrinologista Priscilla.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/treinar-em-jejum-faz-sentido/

Menopausa: como a aromaterapia pode integrar os cuidados com a gordura abdominal

Uma das queixas mais frequentes de mulheres na menopausa é o acúmulo de gordura na região abdominal. O metabolismo sofre alterações devido a queda de estrogênio, o que favorece o aumento de gordura na  cintura. E isso acontece até mesmo em mulheres que nunca tiveram tendência em ganhar gordura abdominal.

Entre as aliadas nesse processo, estão a alimentação equilibrada, atividade física, além de abordagens complementares que são investigadas, como a aromaterapia, que ganhou espaço como uma das estratégias de cuidados com o corpo.

Segundo a aromaterapeuta, perfumista e neurocientista Daiana Petry, a ciência já começa a explorar como os óleos essenciais podem contribuir não apenas para o bem-estar emocional, mas também para aspectos físicos relacionados à composição corporal.

O que realmente diz a ciência?

Um estudo clínico publicado no Journal of Korean Academy of Nursing avaliou os efeitos da massagem abdominal associada ao uso de óleos essenciais em mulheres na pós-menopausa. Durante seis semanas, as participantes foram divididas em dois grupos:

  • Um grupo realizou massagem abdominal com uma combinação de óleos essenciais de grapefruit e cipreste diluídos em óleo vegetal.
  • O outro grupo utilizou apenas o óleo vegetal, sem óleos essenciais.
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Ao final do estudo, as mulheres que utilizaram os óleos essenciais apresentaram:

  • Redução da circunferência abdominal
  • Diminuição da gordura subcutânea na região da barriga
  • Melhora da percepção da própria imagem corporal

Para Daiana Petry, o resultado é promissor, mas deve ser interpretado com responsabilidade.

“A aromaterapia não substitui alimentação adequada nem exercício físico. Mas pode atuar como ferramenta complementar, estimulando circulação, drenagem de líquidos e promovendo um cuidado mais consciente com o próprio corpo, sendo algo fundamental durante a menopausa”, explica.

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Como os óleos atuam?

  • Óleo essencial de grapefruit: rico em limoneno, composto natural estudado por seu potencial de apoiar o metabolismo lipídico e auxiliar na redução do acúmulo de gordura.
  • Óleo essencial de cipreste: tradicionalmente utilizado para estimular a circulação e favorecer a drenagem de líquidos, ajudando a reduzir o inchaço e melhorar o contorno corporal.

Segundo a especialista, além dos possíveis efeitos locais da massagem, há também o componente neurofisiológico:

“O aroma atua no sistema límbico, área do cérebro ligada às emoções e ao comportamento. Quando a mulher se sente mais conectada ao próprio corpo, reduz o estresse e melhora a autoestima, isso também impacta positivamente a forma como ela cuida da saúde.”

3 estratégias que ajudam a manter o equilíbrio de forma sustentável na menopausa

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Receita para redução da gordura abdominal

Uma forma simples de incorporar essa prática é preparar um óleo de massagem corporal.

  • 100 ml de óleo vegetal de semente de uva ou creme neutro corporal
  • 30 gotas de óleo essencial de cipreste
  • 30 gotas de óleo essencial de grapefruit

A dica da especialista é misturar bem e aplique na região abdominal uma vez ao dia, realizando movimentos circulares suaves no sentido horário.

Um cuidado importante

Os óleos essenciais são substâncias concentradas e devem sempre ser utilizados diluídos. É fundamental respeitar a dosagem recomendada e, em caso de sensibilidade cutânea ou condições de saúde específicas, buscar orientação profissional.

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Mais do que uma solução isolada, a aromaterapia pode integrar um conjunto de cuidados voltados ao equilíbrio físico e emocional na menopausa — fase que exige atenção, acolhimento e estratégias sustentáveis de autocuidado.

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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/menopausa-aromaterapia-integrar-cuidados-gordura-abdominal/

5 benefícios da vitamina B12 para quem treina

Para quem mantém uma rotina ativa de treinos, a vitamina B12 é um nutriente essencial envolvido em processos fundamentais do organismo, especialmente aqueles relacionados ao metabolismo energético e à formação de estruturas celulares. Compreender o papel desses processos pode ajudar a interpretar sensações comuns do dia a dia, desde variações de disposição até a forma como o corpo responde às demandas físicas e metabólicas.

A ingestão diária recomendada (IDR) da vitamina B12 para adultos é de 2,4mcg, mas há situações específicas em que há a necessidade de ingestão de uma concentração maior, como gestantes, lactantes, idosos, veganos e vegetarianos e pessoas com dificuldade na absorção, como vimos acima. Por isso, é importante realizar exames de check up e buscar orientação de um profissional de saúde habilitado.

Algumas populações, como mulheres, podem apresentar maior suscetibilidade a níveis insuficientes devido a fatores que incluem menor ingestão calórica e oscilações fisiológicas próprias do ciclo, que influenciam o uso e a distribuição dos nutrientes. Por isso, atenção individualizada é essencial para garantir aporte consistente ao longo do tempo.

Diante disso, manter uma rotina de avaliação e acompanhamento com um profissional habilitado é a forma mais segura de garantir que processos dependentes desse nutriente operem conforme o esperado, sustentando os benefícios da sua suplementação, dentro e fora do treino.

A seguir, Raquel Awade, Nutricionista da Catarinense, indústria farmacêutica dona do tradicional Melagrião, traz 5 benefícios fundamentais da vitamina b12 para quem treina e por que vale prestar atenção nos níveis desse nutriente:

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1

Energia celular e ritmo metabólico

No centro da produção de energia, há rotas bioquímicas que convertem carboidratos, proteínas e gorduras em ATP. Nesse universo, a vitamina B12 auxilia no metabolismo energético e auxilia no metabolismo dos carboidratos, proteínas e gorduras, apoiando a fluidez dessas vias que sustentam o dia a dia de treino.

2

Metabolismo proteico e metabolismo da homocisteína

Durante o metabolismo das proteínas, o organismo forma naturalmente a homocisteína, um composto intermediário desse processo. Para que o ciclo metabólico continue funcionando de maneira adequada, essa substância precisa ser reutilizada em novas reações.

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A vitamina B12 auxilia no metabolismo da homocisteína, participando das etapas que permitem sua reciclagem dentro do próprio metabolismo proteico. Quando os níveis de B12 estão adequados, esse fluxo metabólico integra o funcionamento normal do organismo.

Em rotinas com maior ingestão proteica e maior atividade metabólica, como em fases de treino regular, essas vias tendem a estar mais ativas, reforçando a importância da vitamina B12 envolvida nesse processo.

 

3

Transporte interno de oxigênio

A entrega de oxigênio aos tecidos está relacionada à qualidade células do sangue responsáveis por realizar esse transporte. A vitamina B12 auxilia na formação de células vermelhas do sangue, um processo fundamental para que o organismo mantenha seu fluxo interno de maneira organizada durante a rotina ativa.

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4

Renovação tecidual e ciclos de reparo

Durante a prática de exercícios, é natural que ocorram microlesões nas fibras musculares, parte essencial do processo de adaptação e fortalecimento do tecido. Para reorganizar essas estruturas, o organismo depende de mecanismos que envolvem divisão celular e síntese de proteínas, etapas que sustentam a renovação e a manutenção do músculo ao longo do tempo.

Nesse contexto, a vitamina B12 auxilia no processo de divisão celular e auxilia no metabolismo da homocisteína, duas vias diretamente relacionadas à integridade dos tecidos. Esses processos colaboram para que o corpo realize seus ciclos naturais de reparo de maneira coordenada, especialmente em rotinas que exigem constância.

 

5

Ajuda no bom funcionamento do sistema imunológico

Para lidar bem com o ambiente, o organismo depende de células de defesa formadas adequadamente. A vitamina B12 auxilia no funcionamento do sistema imune, contribuindo para que esse sistema opere dentro de sua normalidade fisiológica.

Ao manter esses processos em equilíbrio, o corpo tende a responder aos desafios externos de maneira mais organizada, favorecendo uma resposta imune integrada e coerente com as necessidades do dia a dia.

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source https://boaforma.abril.com.br/alimentacao/5-beneficios-da-vitamina-b12-para-quem-treina/

Treinar em jejum faz sentido? O que a ciência diz

Quem nunca ouviu falar que treinar em jejum emagrece mais ? Muitas pessoas optam por essa estratégia com a intenção de potencializar a queim...