sábado, 17 de outubro de 2026

O que a genética tem a ver com a obesidade? Conheça mitos e verdades

A obesidade é uma condição multifatorial, influenciada por fatores genéticos, metabólicos, ambientais e comportamentais. A genética pode participar da regulação da fome, da saciedade, do armazenamento de gordura e da resposta aos tratamentos, mas não determina sozinha o peso corporal.

Uma revisão publicada em 2026 na revista científica Nature Metabolism reuniu evidências de mais de mil regiões do genoma associadas a variações de peso e mostrou que a obesidade pode envolver diferentes mecanismos genéticos: alterações em um único gene (monogênicos), em alguns genes (oligogênicos) ou na combinação de muitas variantes genéticas, cada uma com um pequeno efeito (poligênicos)

Com novas pesquisas sobre metabolismo, apetite e resposta aos tratamentos, algumas crenças começam a ganhar novas explicações. A seguir, especialistas da Dasa, líder em medicina diagnóstica no Brasil, explicam seis mitos e verdades sobre genética, metabolismo e emagrecimento.

O que a genética tem a ver com a obesidade? Conheça mitos e verdades

1. Existe um gene da obesidade

MITO

Não existe um único gene responsável pela obesidade, que resulta da combinação de muitas variantes genéticas com fatores ambientais. Já em formas raras e monogênicas, alterações em genes específicos podem ter papel importante, como MC4R, LEP, LEPR, POMC e PCSK1.

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“É um erro pensar que existe um único gene capaz de determinar se uma pessoa terá ou não obesidade. A genética pode aumentar uma predisposição, mas ela está sempre interagindo com outros fatores”, explica Ricardo Di Lazzaro, médico doutor em genética, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Dasa Genômica e fundador de Genera, marca da Dasa.

2. Duas pessoas podem fazer o mesmo tratamento e emagrecer de forma diferente

VERDADE

A resposta ao tratamento varia entre indivíduos. Alimentação, atividade física, sono e condições metabólicas são alguns dos fatores envolvidos, mas características biológicas também podem influenciar os resultados.

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Um estudo publicado em 2026 na revista científica Nature, com 27.885 pessoas que utilizaram agonistas do receptor de GLP-1, identificou uma variante no gene GLP1R associada à resposta ao tratamento.

Os pesquisadores estimaram uma diferença de aproximadamente 0,76 kg de perda de peso por cópia da variante. O resultado representa uma associação observada na população estudada e não permite prever quanto uma pessoa específica irá emagrecer.

3. O DNA consegue mostrar qual medicamento para obesidade vai funcionar melhor

MITO

Ainda não. Estudos recentes já identificaram variantes associadas à resposta aos agonistas de GLP-1, mas isso não significa que exista hoje um teste genético capaz, sozinho, de indicar qual medicamento produzirá maior perda de peso em uma pessoa.

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Uma pesquisa publicada em 2025 na Nature Medicine, com 10.960 participantes, avaliou fatores genéticos associados à resposta a agonistas de GLP-1 e encontrou impacto limitado desses fatores sobre a variação da perda de peso observada entre os participantes. ¹

“Os estudos estão avançando, mas ainda não temos um teste genético que, sozinho, consiga dizer qual medicamento fará uma determinada pessoa perder mais peso. A genética é uma informação que precisa ser interpretada junto com o quadro clínico”, explica Henrique Galvão, geneticista e gerente Médico da Dasa Genômica

4. O corpo pode manter uma espécie de memória da obesidade

VERDADE

O estudo da Nature encontrou alterações persistentes na atividade de células do tecido adiposo humano após a perda de peso. Em camundongos, os pesquisadores também identificaram alterações epigenéticas persistentes nos adipócitos que são as células que armazenam gordura e observaram recuperação de peso mais rápida após nova exposição a uma dieta rica em gordura. ⁴

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A ressalva é importante: os achados em humanos mostram alterações celulares que permanecem após a perda de peso, enquanto a demonstração mais direta de uma “memória epigenética” associada à recuperação do peso foi observada em modelos animais. Epigenética não significa mudança na sequência do DNA, mas alterações na forma como os genes são ativados ou desativados.

5. “Peso normal é sinônimo de metabolismo saudável.”

MITO

O peso e o índice de massa corporal (IMC) são medidas importantes, mas não resumem o risco cardiometabólico de uma pessoa. Um estudo publicado em 2025 na revista científica Nature Medicine, com 452.768 participantes do UK Biobank, identificou 205 regiões genômicas nas quais variantes associadas à maior adiposidade também estavam relacionadas a menor risco de alguns problemas cardiometabólicos. O trabalho mostra que diferentes subtipos de obesidade podem apresentar perfis de risco distintos. ¹

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Na prática, isso reforça a importância de olhar além da balança. Pressão arterial, glicemia, colesterol, triglicérides, circunferência abdominal, distribuição de gordura e histórico clínico ajudam a compor a avaliação metabólica.

No Brasil, a proporção de adultos com obesidade nas capitais e no Distrito Federal passou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024, segundo o Vigitel, sistema do Ministério da Saúde que monitora fatores de risco e proteção para doenças crônicas por meio de inquéritos telefônicos.

6. A genética pode ajudar a entender diferentes perfis de obesidade

VERDADE

A genética não determina sozinha o peso corporal, mas pode contribuir para compreender diferenças relacionadas ao metabolismo, à distribuição de gordura, ao apetite, à saciedade e à resposta a determinadas intervenções.

“A obesidade precisa ser entendida como uma condição de saúde multifatorial. A avaliação deve considerar aspectos clínicos, metabólicos, comportamentais e, quando indicado, também genéticos”, conclui Adriano Cury, médico endocrinologista do Alta Diagnósticos e o laboratório Exame Medicina Diagnóstica (DF).

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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/genetica-obesidade-o-que-tem-a-ver/

Você pensou no que a sua criança acharia da vida que você tem hoje?

Quando somos crianças, imaginamos como será a vida adulta. Sonhamos com a profissão que teremos, os lugares que conheceremos, as pessoas que estarão ao nosso lado e as coisas que poderemos fazer quando tivermos liberdade para escolher nossos próprios caminhos.

Às vezes, os nossos sonhos são grandes. Em outras ocasiões, são mais simples: viajar para um lugar diferente, aprender algo novo ou poder fazer o que gostamos sem precisar pedir permissão a ninguém.

Você já parou para pensar em quantas coisas que fazem parte da sua vida hoje foram sonhos um dia? Quantas vezes você desejou estar exatamente onde está agora, mas, depois de conquistar aquilo que queria, acabou se acostumando tanto que deixou de reconhecer o quanto aquilo é especial?

É muito fácil olhar para o que ainda falta e esquecer tudo o que já conquistamos. Estamos sempre pensando no próximo objetivo, na próxima etapa, no que precisamos melhorar ou resolver. E, nessa busca constante por uma vida melhor, corremos o risco de não perceber que muitas coisas boas já estão acontecendo.

O que você tem feito para realizar os sonhos da criança que foi um dia?

Mas hoje quero te convidar a pensar também em outra coisa: o que você tem feito para realizar os sonhos daquela criança que um dia foi você?

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Não estou falando apenas das grandes conquistas, da carreira ou dos planos para o futuro, mas nas coisas que você gostava de fazer por pura diversão. Você ainda tem espaço para elas na sua rotina? Quando foi a última vez que fez alguma coisa simplesmente porque tinha vontade, sem se preocupar se seria produtiva, útil ou se você seria bom naquilo?

Com o tempo, parece que vamos deixando algumas coisas pelo caminho. A rotina fica mais cheia, as responsabilidades aumentam e começamos a acreditar que só poderemos descansar ou nos divertir quando tudo estiver resolvido.

Mas será que esse dia realmente chega?! Ou será que sempre encontramos alguma coisa nova para fazer, alguma meta para alcançar ou algum problema para resolver…

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A verdade é que a vida não precisa estar perfeitamente organizada para que você possa aproveitá-la. Você não precisa dar conta de tudo para se permitir um momento de diversão! E não precisa transformar cada atividade em uma oportunidade de desenvolvimento pessoal. Às vezes, fazer algo sem nenhuma finalidade além de se divertir já é motivo mais do que suficiente.

Talvez a sua criança gostasse de dançar, desenhar, andar de bicicleta, inventar brincadeiras ou passar horas fazendo algo de que gostava. Será que você ainda faz alguma dessas coisas? E, se não faz, será que deixou de gostar delas ou simplesmente deixou de encontrar espaço para elas?

Talvez você nem saiba mais o que gosta de fazer. Afinal, quando passamos muito tempo preocupados com as nossas obrigações e com as expectativas dos outros, podemos acabar nos distanciando das nossas próprias vontades.

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Se esse for o seu caso, que tal experimentar coisas novas? O que você teria curiosidade de fazer se não precisasse ser bom nisso? O que faria você se divertir um pouco mais durante a semana?

Não precisa ser nada grandioso. O importante é lembrar que a diversão não precisa ficar restrita às férias, aos finais de semana ou àquele momento em que todas as responsabilidades estiverem cumpridas.

Sua criança teria orgulho do adulto que você se tornou?

E tem outra pergunta que eu gostaria que você se fizesse: a sua criança teria orgulho do adulto que você se tornou?

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Pense em tudo o que você já viveu, nos desafios que enfrentou, nas escolhas que precisou fazer e nas coisas que aprendeu ao longo do caminho.

Talvez ela ficasse orgulhosa da sua independência, das pessoas que você ama, dos lugares que conheceu ou da coragem que teve para recomeçar. Talvez se surpreendesse ao descobrir que você conseguiu fazer coisas que, naquela época, pareciam tão distantes.

Mas será que ela também ficaria feliz com a maneira como você tem vivido? Você tem cuidado de si? Tem se permitido descansar? Tem aproveitado as pessoas que ama ou está sempre esperando ter mais tempo? Tem se divertido ou está tão preocupado em construir o futuro que acaba deixando de aproveitar o presente?

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Essas perguntas não são para gerar culpa. São um convite para olhar para a sua vida com um pouco mais de carinho e perceber o que pode ser diferente.

Você não precisa ter realizado todos os seus sonhos para reconhecer o caminho que percorreu. Também não precisa viver exatamente como imaginava quando era criança.

Crescer significa mudar, descobrir novos interesses e entender que alguns sonhos deixam de fazer sentido enquanto outros continuam esperando por uma oportunidade.

Mas talvez você ainda possa realizar alguns deles. Ou descobrir novos desejos que combinem mais com quem você é hoje. Afinal, a vida adulta já traz responsabilidades suficientes e não precisamos transformar tudo em obrigação, nem esperar pelas grandes ocasiões para encontrar motivos para aproveitar os nossos dias.

Você não precisa voltar a ser criança para recuperar a leveza. Só precisa se lembrar de que ainda é possível se divertir sendo adulto.

Que a gente não fique tão ocupado tentando construir uma vida boa que se esqueça de vivê-la. E que nunca nos falte espaço, tempo e disposição para fazer algumas coisas simplesmente porque elas nos fazem felizes!

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Oi, eu me chamo Priscila Conte Vieira, mas pode me chamar de Pri! Sou psicóloga, palestrante e mentora. Atuo na psicologia clínica, sou especialista em Psicologia Positiva, pós graduanda em Terapia Cognitivo Comportamental, master em autoconhecimento, coach de vida, practitioner em PNL e também criadora do Podcast Respira, não pira (que tal dar uma conferida lá no Spotify?!)

Estarei por aqui todas as semanas, abordando temas da Psicologia Positiva, felicidade, bem-estar e os auxiliando a serem as suas melhores versões, por meio do autoconhecimento e florescimento. Para saber mais sobre mim e me acompanhar no dia a dia, é só me seguir no Instagram! Estou por lá como @priscilaconte__. Te vejo no próximo Sábado! Até mais <3

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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/priscila-conte-vieira/sua-crianca-vida-que-voce-tem-hoje/

Treino em jejum: será que vale a pena abrir mão da refeição?

Os treinos pela manhã se tornaram um hábito comum para quem busca otimizar a rotina. Porém, muitos optam por treinar em jejum, antes mesmo do café da manhã. Será que isso é vantajoso para o corpo e para os seus objetivos? 

Segundo José Adeirton, educador físico, especialista em fisiologia do exercício e consultor técnico da Fast Treino, a resposta depende de uma série de fatores, como o tipo de exercício, a intensidade, a duração e as características individuais de cada pessoa.

“O método obrigatório ou superior aos outros. O principal é entender como o organismo de cada pessoa responde e avaliar se a técnica contribui para os seus objetivos”, explica.

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10 dúvidas sobre eletrólitos para quem pratica corrida

Treinar em jejum queima mais gordura?

Depois de muitas horas sem ingestão de alimentos, os níveis de insulina ficam mais baixos e o organismo tende a utilizar mais gordura como fonte de energia. É justamente desse processo que surge a ideia de que treinar em jejum é mais eficiente para emagrecer, mas não é.

“A perda de gordura depende do conjunto de fatores da rotina, como alimentação, gasto energético, treinamento e, principalmente, consistência. Em vez de cortar alimentação, opte por pré-treinos, uma fonte baixa de carboidratos, como frutas, ou carboidratos de baixa absorção, uma sequência que possa ajudar significativamente na queima de gordura”, pontua José Adeirton.

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Treinar em jejum melhora a disposição?

Treinar cedo costuma proporcionar uma sensação de dever cumprido, o que pode melhorar o humor e a energia ao longo do dia. Mas esse efeito de disposição não está mais relacionado ao jejum em si.

“A privação de alimentos pode ser mais adequada para treinos leves. Em atividades que exigem mais força ou resistência, pode haver, sim, queda de desempenho. Para quem pretende testar, é importante observar os sinais do próprio corpo, como tontura, fraqueza ou queda de rendimento, e reavaliar se a prática é adequada para você”, destaca o especialista.

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É verdade que treinar em jejum ajuda a evitar refluxo e desconfortos?

A ideia de treinar sem se alimentar antes pode surgir da tentativa de evitar náuseas, azia e sensação de estômago pesado. No entanto, treinar em jejum não é uma solução para refluxo e não deve ser considerado uma forma de prevenção do problema.

”Para reduzir desconfortos, especialmente antes de exercícios mais intensos, uma alternativa é optar por uma refeição mais leve, como frutas e fontes de carboidrato, respeitando o intervalo necessário antes do treino”, finaliza.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/treino-jejum-vale/

O que a genética tem a ver com a obesidade? Conheça mitos e verdades

A obesidade é uma condição multifatorial, influenciada por fatores genéticos, metabólicos, ambientais e comportamentais. A genética pode pa...