terça-feira, 10 de março de 2026

Mini band e elástico: realmente funcionam?

As mini bands e os elásticos de resistências são acessórios de treinos que, apesar de parecerem simples, podem ser bastante eficazes para o fortalecimento dos músculos.

São equipamentos versáteis e que geralmente não apresentam um custo elevado, o que os torna grandes aliados para variar os estímulos ou até mesmo intensificar os treinos em casa.

Eles podem ser utilizados para a ativação de diversos grupos musculares, por exemplo, em exercícios de glúteos, de pernas, de braços e de core.

“O elástico é considerado multifuncional porque pode ser associado com séries para o corpo todo: na flexão de cotovelo, flexão de quadril, estabilização central, flexão de joelhos… E por aí vai”, cita a educadora física Priscila Kameda, professora da rede de academias Smartfit, de São Paulo.

Eles podem trazer efeitos interessantes em relação à tonificação muscular, ao desenvolvimento de força, à saúde das articulações, ao aumento do volume muscular e à melhora do alongamento, além de favorecerem a estabilidade e coordenação e o maior controle durante o movimento.

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As mini bands e os elásticos podem ser encontrados em diferentes cores, sendo que cada uma delas costuma indicar um nível de distinto de resistência.

“O ideal é sempre, no caso de iniciantes, começar pelos níveis mais fáceis e aumentar gradativamente. Já no caso dos intermediários, testar as resistências médias e evoluir para as mais intensas. Praticantes avançados podem usar as fortes, extra-forte e ultra-forte”, explica a educadora física Vanessa Furstenberger.

Mini band e elástico: realmente funcionam?

Um estudo publicado no Journal of Strength and Conditioning Research comparou exercícios com elásticos e pesos livres e observou que, quando a tensão é adequada, a ativação muscular pode ser semelhante, especialmente em exercícios de empurrar.

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Além disso, revisões no European Journal of Applied Physiology mostram que a resistência variável, como a dos elásticos, aumenta a exigência na fase final do movimento, região em que muitos exercícios com halteres ou barra tendem a perder tensão.

Funciona assim: ao serem esticados, esses acessórios oferecem uma certa resistência, exigindo do músculo mais força para realizar o movimento. Analogamente, é parecido com levantar um pesinho, sem grandes riscos de lesões.

Eles acionam a região tanto na fase concêntrica (quando o músculo se contrai) quanto na excêntrica (quando ele relaxa) do exercício.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/mini-band-elastico-funcionam/

Vegetais congelados x saúde intestinal e imunológica: qual a relação?

Vegetais congelados deixaram de ser apenas um item de emergência e se tornaram aliados do dia a dia, principalmente para quem possui uma rotina agitada e corrida.

Prontos para uso e fáceis de armazenar, os vegetais congelados oferecem uma solução viável para quem busca manter uma alimentação equilibrada mesmo em rotinas corridas.

 

Além da conveniência, o que muitas vezes passa despercebido é que o congelamento logo após a colheita ajuda a preservar nutrientes essenciais, conectando qualidade nutricional diretamente do freezer ao prato.

E, acredite: vegetais congelados não perder valor alimentar. Pelo contrário, em alguns casos, ajuda até a evitar perdas nutricionais comuns em vegetais frescos, que ficam em exposição à luz e ao calor antes mesmo de chegar ao prato do consumidos.  

“O consumo regular de vegetais congelados contribui diretamente para a saúde intestinal e imunológica, já que esses alimentos preservam fibras, antioxidantes e micronutrientes importantes para o equilíbrio da microbiota, a digestão e a absorção de nutrientes“, explica comenta Bruna Pavão, nutricionista da Saudabe, parceira da Grano Alimentos, líder na produção de vegetais congelados no Brasil.

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Bruno ainda complementa que quando congelados logo após a colheita, eles mantêm seu valor nutricional e podem ser incorporados com facilidade à rotina alimentar, favorecendo escolhas mais consistentes ao longo do tempo.

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E quais são os vegetais associados ao intestino e à imunidade?

 

Entre os vegetais mais associados à saúde intestinal e imunológica estão opções amplamente presentes no dia a dia do consumidor, como brócolis, couve-flor, grão-de-bico e alho. Ricos em fibras, compostos antioxidantes e substâncias bioativas, esses alimentos auxiliam no funcionamento do intestino, na modulação da microbiota e na resposta inflamatória do organismo. Quando congelados logo após a colheita, mantêm essas características nutricionais, o que facilita o consumo regular mesmo fora da sazonalidade.

Dr. Renato Riccio, gastroenterologista do dr. consulta, comenta que outro ponto relevante é o impacto do consumo regular de vegetais na prevenção de inflamações crônicas e no controle metabólico.

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“Algumas pessoas acham que alimentos congelados são uma opção de segunda linha, mas isso não é verdade. Quando um vegetal é colocado no congelador logo após a colheita, como brócolis, couve-flor ou grão-de-bico, ele mantém quase as mesmas qualidades de quando estava na terra“, disse o profissional.

Além disso, Dr Renato afirma que as fibras continuam preservadas, assim como os compostos que ajudam a proteger o nosso corpo. O que realmente perdemos é a ideia de que só o alimento fresco vale a pena, mas, na verdade, o seu intestino não se importa com isso. “Ele só quer comida de verdade e que as fibras estejam congeladas ou não, são o que alimenta as bactérias boas do nosso intestino. Quando essas bactérias estão felizes, o intestino não fica inflamado. E, quando o intestino não inflama, o corpo todo funciona melhor.”

Qual a importância de uma boa alimentação?

E não para por aí: o profissional ainda ressalta que, quando o intestino está bem cuidado, nosso sistema imunológico funciona melhor, formando uma barreira mais forte contra inflamações.

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“Ter uma alimentação rica em fibras é fundamental para cuidar da nossa microbiota, que são as bactérias boas do nosso corpo. Quando alimentamos essas bactérias de forma adequada, elas produzem ácidos graxos de cadeia curta, que ajudam a fortalecer a barreira do intestino. Como aproximadamente 70% das nossas células de defesa ficam no intestino, manter essa região saudável não é só uma questão de regularidade, mas uma estratégia importante para ter um sistema imunológico forte e preparado para combater doenças.”

 

Além de funcionarem como acompanhamento, esses alimentos podem ser incorporados a receitas do dia a dia, como refogados rápidos, massas, arroz, omeletes e pratos únicos. A possibilidade de contar com alimentos já higienizados, cortados e prontos para o preparo contribui para que mais pessoas consigam manter uma alimentação equilibrada, mesmo diante de agendas intensas e pouco tempo disponível para cozinhar, reduzindo barreiras comuns do consumo dos vegetais, que incluem desperdício e tempo de preparo. 

Mais do que uma alternativa ao vegetal fresco, os congelados se consolidam como aliados de uma alimentação funcional, acessível e compatível com as exigências da vida contemporânea, contribuindo para escolhas mais equilibradas sem abrir mão de saúde e praticidade.

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source https://boaforma.abril.com.br/alimentacao/vegetais-congelados-x-saude-intestinal-e-imunologica-qual-a-relacao/

Ficar muito tempo sentado pode prejudicar a saúde mesmo de quem faz atividade física; entenda

O Dia Mundial do Sedentarismo é celebrado no dia 10 de março e a data chama a atenção para um problema crescente de saúde pública: o tempo excessivo que muitas pessoas passam sentadas ou com pouca movimentação ao longo do dia. 

Em grandes centros urbanos, como São Paulo, rotinas marcadas por longos deslocamentos, trabalho em escritório e pouco tempo livre contribuem para um estilo de vida cada vez mais sedentário.

Pesquisas científicas recentes reforçam os impactos desse comportamento na saúde. Uma revisão científica publicada em 2026 no Journal of Epidemiology concluiu que o comportamento sedentário, caracterizado por longos períodos sentado ou com baixo gasto energético, está associado a maior risco de doenças crônicas, problemas cardiovasculares e outros prejuízos à saúde, independentemente da prática de atividade física.

Segundo o nutrólogo e médico do esporte Dr. Eduardo Rauen, esse é um ponto que ainda gera muita confusão entre as pessoas. “Mesmo se eu praticar atividade física todos os dias, se eu tiver um estilo de vida sedentário, o risco para a saúde continua aumentado. A prática do exercício é muito importante, mas também é fundamental não passar o dia inteiro parado, sentado no sofá ou no escritório”, explica.

Sedentarismo dá dor nas costas?

O especialista ressalta que sair do sedentarismo não significa necessariamente começar com treinos longos ou intensos. A partir de pequenas mudanças na rotina ajudam a reduzir o tempo de inatividade.

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“Entre um compromisso de trabalho e outro, por exemplo, é possível levantar por um ou dois minutos. No horário do almoço, fazer uma caminhada de cinco a dez minutos. Essas pausas ajudam a quebrar períodos longos sentado e já trazem benefícios para o organismo”, orienta.

Ele ressalta que a ideia é manter o corpo em movimento sempre que possível. “Temos que sempre nos movimentar. Não é apenas praticar atividade física em um momento do dia e depois passar o restante do tempo parado. O ideal é evitar ficar muitas horas seguidas sentado e tentar incluir movimento ao longo de toda a rotina”, afirma.

Pequenas mudanças fazem diferença

Em cidades como São Paulo, onde muitas pessoas passam horas no transporte e chegam em casa cansadas, o médico recomenda aproveitar oportunidades do próprio dia a dia para se movimentar. “Descer um ponto antes do ônibus ou do metrô, caminhar alguns minutos, usar escadas em vez de elevador ou fazer pausas para alongamento já são mudanças simples que ajudam a reduzir o comportamento sedentário”, explica.

Criar pequenos lembretes também pode ajudar a manter o corpo ativo ao longo do dia. “Colocar um alarme no celular para lembrar de levantar, alongar-se, mudar de posição ou caminhar alguns minutos já faz diferença. No trabalho, por exemplo, é possível levantar entre uma tarefa e outra, buscar água, usar escadas ou fazer pequenas pausas para alongamento”, recomenda.

Começar com poucos minutos

Para quem ainda não tem o hábito de praticar exercícios, o especialista recomenda começar de forma gradual. “Muita gente acredita que precisa começar fazendo uma hora de atividade física por dia, mas não é assim. Cinco minutos de alongamento ou uma caminhada curta já são um começo. O importante é dar o primeiro passo e manter a constância”, diz.

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Segundo o médico, com o tempo o corpo responde positivamente. “Pequenas mudanças repetidas todos os dias ajudam a melhorar o condicionamento físico, reduzir o cansaço e cuidar da saúde. A atividade física é uma necessidade, mas também é fundamental evitar passar o dia inteiro parado”, conclui.

Desperte seu corpo: 4 dicas práticas para mulheres deixarem o sedentarismo para trás

Cada etapa da vida afeta o organismo feminino, mostrando que ele não é realmente estático. As oscilações hormonais, desde o ciclo menstrual à gestação, passando pelo pós-parto e chegando à menopausa…cada etapa influencia energia, qualidade do sono, composição corporal e ritmo metabólico. Quando o estilo de vida passa a ser mais sedentário, o corpo perde um dos seus principais mecanismos de ajuste biológico: a prática regular de atividade física.

De acordo com dados publicados durante o Panorama Setorial – 4ª edição da Fitness Brasil publicado em 2025,  entre os que não realizam exercícios, 65% pertencem ao público feminino. A maior concentração está entre 41 e 50 anos, fase marcada por sobrecarga pessoal e profissional e pelo início de transições hormonais relevantes. 

O levantamento ainda mostra que os principais impeditivos para abandonar a inatividade são falta de tempo (21%), falta de motivação (21%), limitações financeiras (13%) e não saber como iniciar (12%).

Para Flávia Cristófaro, educadora física formada pela USP, ex-atleta da Seleção Brasileira de Ginástica Aeróbica Esportiva (2011–2014) e fundadora do Elah App, plataforma de treinos femininos, o estímulo corporal funciona como um regulador do sistema feminino. “O exercício vai além do gasto calórico. Ele modula hormônios, melhora a resposta à insulina, preserva o tecido muscular e ajuda o organismo a lidar melhor com o estresse”, detalha. 

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Sedentarismo faz mal para os joelhos?

A seguir, a educadora física apresenta orientações práticas para deixar o comportamento sedentário e adotar um padrão mais ativo de forma segura e sustentável:

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Comece pelo que é possível: casa, rua ou academia

“Muitas mulheres acreditam que só vale a pena começar quando têm tempo, dinheiro ou a estrutura ideal, mas o corpo reage ao movimento, não ao ambiente. O estímulo certo, feito com regularidade, é o que transforma esforço em resultado — em qualquer lugar que você esteja”, explica. A profissional ainda reforça que quando há baixa ativação muscular, o gasto energético tende a cair, portanto, qualquer prática contínua já melhora a circulação, oxigenação e vitalidade.

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O início não precisa ser longo, precisa ser frequente

“Quem está em um quadro de sedentarismo costuma errar pela intensidade, o corpo precisa de um processo de adaptação. Sessões curtas e frequentes são mais eficientes do que treinos longos e esporádicos”, orienta a profissional. Flávia explica que mesmo práticas de 20 a 30 minutos por dia já estimulam o sistema cardiovascular e muscular sem sobrecarregar articulações. Essa progressão reduz desconfortos, aumenta a tolerância ao esforço e facilita a constância.

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Participe de comunidades que incentivam a prática

“O apoio social faz diferença real na manutenção do hábito. Quando a mulher se insere em um grupo, seja presencial ou online, o compromisso deixa de ser só individual. Ela passa a se sentir parte de um processo coletivo, o que aumenta a motivação e reduz as chances de desistência”, relata. Grupos de caminhada, aulas coletivas, aplicativos com acompanhamento ou amigas que treinam juntas ajudam a transformar o movimento em rotina. “Além do estímulo físico, há troca de experiências, incentivo e sensação de pertencimento, fatores que sustentam a prática mesmo nos dias de menor energia”, orienta.

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Use a evolução do preparo físico para experimentar novas atividades

“A corrida é excelente, mas o impacto exige adaptação. Alternar caminhada com trotes curtos permite que articulações e musculatura se fortaleçam gradualmente. Conforme o condicionamento melhora, outras modalidades também se tornam mais acessíveis”. Segundo a especialista, esse momento amplia o repertório corporal. “Natação, dança, ciclismo ou esportes coletivos podem deixar de ser apenas exercício e se tornar lazer. Quando a atividade vira um passatempo, a continuidade acontece de forma natural”, conclui.

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Exercícios fáceis para sair do sedentarismo

  • Caminhada: é uma ótima opção para iniciantes, pode ser feita em qualquer lugar e ajuda a melhorar a circulação sanguínea e o bem-estar mental. A médica orienta estabelecer uma meta para atingir algo próximo de 10000 passos diários.
  • Agachamento: é um exercício que tem uma execução simples e auxilia no fortalecimento de pernas e glúteos, além de melhorar a postura.
  • Polichinelos: os polichinelos provocam um aumento da frequência cardíaca e colaboram para o desenvolvimento de mais resistência física.
  • Alongamentos: são movimentos que podem ser incluídos em diferentes momentos do dia e ajudam a aumentar a flexibilidade, a evitar dores musculares e a melhorar a mobilidade das articulações.
  • Exercícios de peso corporal: flexões e abdominais são ótimos movimentos para fortalecer os músculos sem utilizar equipamentos específicos.
  • Passear: é algo simples, mas que pode contribuir para o aumento dos níveis de atividade física. É importante priorizar ambientes seguros e agradáveis.
  • Danças: são atividades dinâmicas e que podem ser extremamente divertidas. Elas envolvem grandes segmentos corporais e ativam diversos músculos durante a execução.

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Mini band e elástico: realmente funcionam?

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