sexta-feira, 10 de abril de 2026

Diabéticos tipo 1 podem praticar atividade física?

Pessoas diagnosticadas com diabetes tipo 1 podem praticar atividade física normalmente. O movimento do corpo está entre os pilares mais importantes para o tratamento da doença e para a prevenção de complicações mais graves.

“Diabetes mellitus tipo 1 é um problema autoimune no qual os anticorpos do próprio organismo destroem as células beta pancreáticas, fazendo com que não haja uma produção de insulina“, explica Dra. And Yara Particelli Gelmini, pós-graduada em medicina integrativa e nutrologia.

Os principais sintomas são perda de peso, fraqueza, fadiga, mudanças repentinas de humor, náuseas e vômitos. Quando não controlada adequadamente, a condição pode desencadear quadros muito sérios, incluindo tonturas, desmaios e até risco de vida.

A ciência já provou que os exercícios regulares desempenham um papel fundamental para lidar com diabetes tipo 1. Entenda por que eles devem fazer parte do cotidiano!

Diabéticos tipo 1 podem praticar atividade física normalmente?

Diabetes tipo 1 não possui cura e seu tratamento é direcionado para o controle da glicose no sangue e a prevenção de complicações graves.

Além de medicamentos específicos, como as injeções de insulina, a adoção de hábitos de vida saudáveis são extremamente importantes para o manejo da doença.

Uma declaração de posicionamento da American Diabetes Association explora os efeitos positivos da atividade física regular no organismo de pessoas com a doença e mostra que o hábito deve ser recomendado a todos os pacientes, desde que respeitadas as orientações e necessidades individuais.

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O documento relata que uma meta-análise de 10 ensaios em jovens menores de 18 anos de idade com diabetes tipo 1 encontrou melhorias significativas no teste de A1c (hemoglobina glicada) em praticantes de exercícios.

“Em adultos, a atividade física regular tem sido associada à diminuição da mortalidade“, também declara o texto, fazendo referência a uma pesquisa divulgada no American Journal of Epidemiology.

O papel da atividade física no tratamento de diabetes tipo 1

A atividade física no tratamento de diabetes tipo 1 ajuda de diferentes maneiras. Uma revisão sistemática encontrada no Journal of Physical Education cita que o hábito está relacionado a benefícios significativos no bem-estar desses pacientes.

Entre os impactos positivos estão aumento da aptidão cardiorrespiratória, diminuição da necessidade de insulina, melhora da função endotelial, redução do colesterol sérico e melhora da saúde vascular e da composição corporal.

A prática regular de atividades físicas também pode colaborar para a prevenção de osteoporose em indivíduos com diabetes tipo 1, auxiliando na preservação da densidade mineral óssea.

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“Esses achados são clinicamente importantes para o gerenciamento da doença e para retardar, de forma prematura, o início de complicações secundárias, como doenças cardiovasculares“, afirma a revisão.

Caminhada, corrida e natação são exemplos de exercícios aeróbicos que podem ser boas opções para o controle da glicemia. Os treinos de força, por sua vez, geram um aumento de massa muscular, o que potencializa o funcionamento do metabolismo, favorecendo uma utilização mais eficiente da glicose pelo organismo.

É bastante indicado optar por uma rotina de treinamentos regular e diversificada, estimulando o corpo de um jeito completo e trabalhando múltiplas capacidades físicas.

O que você precisa fazer antes de começar a treinar?

Antes de começar a treinar, você precisa procurar uma avaliação médica. A liberação de um profissional de saúde é crucial para garantir que as atividades físicas se tornem grandes aliadas para o bem-estar. No caso de pessoas diagnosticadas com diabetes tipo 1, esse cuidado se torna ainda mais relevante.

O especialista avalia todos os exames e condições individuais do paciente, identificando possíveis riscos e orientando sobre os parâmetros e exercícios mais seguros para cada caso.

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Quando a atividade física deve ser evitada?

Se o paciente diagnosticado com diabetes tipo 1 estiver com a glicemia descontrolada e apresentando sintomas como mal-estar, tonturas ou fraqueza intensa, é necessário interromper a prática de atividades físicas e procurar atendimento médico o mais rápido possível.  Tanto durante episódios de hiperglicemia quanto de hipoglicemia, a realização de exercícios pode representar riscos.

Qual a recomendação de exercício por semana? E os cuidados?

Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) aconselham que pacientes com diabetes tipo 1 cumpram, no mínimo, 150 minutos semanais de atividade aeróbica de moderada ou vigorosa intensidade.

Segundo a entidade, para efeitos mais consistentes no tratamento da doença, o ideal é não permanecer mais do que dois dias consecutivos sem exercício físico.

Outro orientação da SBD é que pessoas com diabetes tipo 1 monitorem seus níveis de glicose antes, durante e após o movimento do corpo.

A prática de atividades físicas mexe com a glicemia, fazendo com que ela suba ou caia, dependendo da intensidade e da duração do esforço.

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O medo da hipoglicemia está entre os motivos mais comuns pelos quais pacientes que sofrem com diabetes tipo 1 desistam de iniciar ou manter os exercícios no dia a dia.

Nesse sentido, a SBD ressalta a importância de pessoas com diabetes tipo 1 manterem um bom planejamento em relação aos seus treinos e uma atenção redobrada aos sinais do corpo.

Ela diz que, em casos de diabetes tipo 1, pode ser considerada a monitorização contínua da glicose intersticial durante o exercício físico.

Além disso, quem apresenta a doença pode realizar adaptação das doses de insulina e da ingestão de carboidratos antes de se movimentar.

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Atividade física ajuda a controlar diabetes?

 

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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/diabeticos-tipo-1-podem-praticar-atividade-fisica/

Runner’s Face é mito? Entenda a relação entre corrida e envelhecimento do rosto

A corrida ganhou um espaço no coração do brasileiros. Pesquisas mostram que, em 2025, mais de 15 milhões de brasileiros correram pelas ruas de todo o país. Além disso, eventos de corrida é o que não faltam e assuntos relacionados aos benefícios da prática esportiva também. Entre eles, um temo tem se destacado: o Runner’s Face ou rosto de corredor.

O Runner’s Face associa a prática ao envelhecimento precoce do rosto, com surgimento de flacidez. Mas o que exatamente acontece? Na verdade, não existe evidência de que a corrida, por si só, envelheça o rosto; e a tal da Síndrome do Rosto de Corredor é um termo que nem existe na ciência.

Mas essa percepção do Runner’s Face, segundo a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), se deve principalmente à perda expressiva de peso causada pelos exercícios aeróbicos. “A perda de peso, principalmente em casos em que há diminuição expressiva na quantidade de gordura, promove diminuição da gordura da face e, consequentemente, do volume que mantinha a pele esticada. Como resultado, o tecido cutâneo evidencia uma flacidez que já existia”, detalha a profissional.

Ambientes externos também influenciam

Somado a isso, há a questão da exposição solar, visto que a corrida é majoritariamente praticada em ambientes externos.

“A exposição solar pode causar diversos danos à pele. Além do risco de câncer, a radiação ultravioleta A emitida pelo sol é responsável por degradar as fibras elásticas da pele, o que leva ao envelhecimento precoce”, diz a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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Vai correr? Veja 5 alongamentos para fazer antes

Porém, é importante ressaltar que, mesmo que fosse comprovado que a corrida envelhecesse a pele, resultando no Runner’s Face, a prática regular de atividade física ainda assim deve ser incentivada, pelos seus benefícios para a saúde, prevenindo doenças, além de melhora significativa da pele, inclusive com prevenção do envelhecimento.

“A atividade física é importante para a pele em diversos aspectos, visto que reduz o nível de cortisol, melhora a elasticidade, atua no controle da acne e da oleosidade, fortalece a barreira de proteção da pele e previne o envelhecimento precoce”, explica a cirurgião plástica.

Proteja a pele e hidrate-se!

Mas para não sofrer com o efeito estético conhecido como Runner’s Face, basta adotar alguns cuidados, principalmente com relação à fotoproteção.

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“O equilíbrio é fundamental. Descanso também é indispensável, lembre-se disso”, aconselha a Dra. Beatriz.

Outro ponto importante para o Runner’s Face é a fotoproteção. “A fotoproteção deve ser realizada diariamente pela manhã com um filtro solar de, no mínimo, FPS 30. Além disso, o produto deve ser reaplicado a cada 2 horas ou sempre que houver sudorese importante”, diz a Dra. Paola.

Outro fator muito importante é a hidratação, devido à grande perda de água durante os exercícios, e a alimentação, principalmente no que diz respeito ao consumo de carboidratos e também de proteína, que é essencial para diversas funções, desde manutenção da massa magra até produção de colágeno para a pele.

“O principal efeito negativo da restrição de carboidrato é a redução da performance em exercícios físicos, ocasionando uma sensação de baixa energia”, diz a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

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Na ausência de ingestão adequada de carboidratos, o organismo pode recorrer à gliconeogênese, utilizando aminoácidos provenientes da quebra de proteínas para produzir glicose, o que pode reduzir sua disponibilidade para funções estruturais e metabólicas, como a manutenção da pele.

“Além disso, caso o aporte proteico não seja suficiente para manter a chegada de aminoácidos para todos os tipos de tecidos de colágeno, o organismo irá priorizar a reposição de fibras de colágeno nos tecidos condicionais à vida e a pele ficará em segundo plano, com aceleração do envelhecimento”, diz a Dra. Marcella.

E finaliza: “As necessidades diárias podem ir de 0,6 a 2g por quilograma ao dia e dependem de vários fatores, como idade, gênero, nível de atividade física, estado de saúde e objetivos. Ou seja, uma pessoa com 60kg pode consumir de 36 a 120g de proteína diariamente. Então, o consumo deve ser individualizado e específico”.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/runners-face-e-mito-entenda-a-relacao-entre-corrida-e-envelhecimento-do-rosto/

Hyrox: conheça os oito os movimentos da corrida fitness indoor

O Hyrox está conquistando o coração de quem é amante de um desafio: a modalidade já é conhecida como uma “corrida fitness” indoor, que combina a mesma com exercícios de força e resistência.

O formato do Hyrox é padronizado: são oito vezes um percurso de 1 km de corrida, cada um seguido por uma estação funcional — totalizando 8 km intercalados com desafios físicos.

“Nas aulas, o treino tem duração de uma hora e segue uma rotina dinâmica. O objetivo é melhorar o condicionamento físico e a funcionalidade, além de aumentar a resistência muscular, a força e a resiliência mental para encarar desafios. Participar da aula, queima muitas calorias e colabora com a sensação de bem-estar proporcionada pela liberação de endorfina”, destaca Leandro Ribeiro dos Santos, líder da modalidade Hyrox na Companhia Athletica, unidade Kansas, em São Paulo.

O profissional explica como funciona cada movimento do Hyrox:

  1. SkiErg (1000 m): simulação de esqui nórdico, com foco em braços, ombros e core.
  2. Sled Push (50m): empurrar trenó com carga sobre o carpete.
  3. Sled Pull (50m): puxar o trenó com corda até o ponto inicial.
  4. Burpee Broad Jumps (80 m): burpee completo seguido de salto em distância.
  5. Rowing (1000 m): remo ergométrico, exigindo resistência e força.
  6. Farmers Carry (200m): caminhada com kettlebells pesados, um em cada mão.
  7. Sandbag Lunges (100m): avanços com carga nos ombros.
  8. Wall Balls (75 a 100 repetições): agachamento com arremesso de bola na parede.
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A prova de Hyrox pode ser disputada de forma individual, em dupla ou em equipes de quatro pessoas (revezamento).

Nas aulas preparatórias, o treino costuma ter cerca de uma hora e simula partes da prova, com foco no desenvolvimento de condicionamento físico, resistência muscular e força.

Veja mais dos movimentos do Hyrox no vídeo a seguir:

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4 motivos de como Hyrox pode contribuir com a saúde física e mental

1

Condicionamento físico completo: o Hyrox combina corrida com exercícios funcionais (força, potência e resistência). Isso melhora a capacidade cardiovascular, força muscular e resistência, gerando um corpo mais eficiente e equilibrado.

2

Disciplina e constância mental: a dinâmica dos treinos e a preparação para a prova criam rotina, metas claras e compromisso. Esse conjunto fortalece a disciplina mental, a organização do dia a dia e a capacidade de manter constância mesmo sob cansaço.

3
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Melhora do estresse e mais foco: o esforço intenso estimula a liberação de endorfinas e exige presença total durante o treino. Esse “estado de foco” reduz a ansiedade, melhora o humor e ajuda a descarregar tensões acumuladas.

4

Autoconfiança e superação pessoal: cada treino e cada prova concluída reforçam o progresso de cada participante, a superação de desafios físicos aumenta a autoconfiança, fazendo com que o Hyrox seja único.

Os esportes que estão em alta em 2025

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