sexta-feira, 15 de maio de 2026

Pegada no agachamento livre com barra: veja dicas para fazer o exercício

O agachamento com barra é indicado para a hipertrofia de membros inferiores, com foco especialmente em glúteos, isquiotibiais e quadríceps. Durante sua execução, para manter a técnica correta durante a execução, o core também “entra no jogo” e recebe um estímulo físico.

Quanto a ganhos estéticos, o exercício se destaca na definição e na tonificação de coxas e bumbum, auxiliando no aumento do volume muscular nessas partes do corpo.

Já quanto o assunto é a questão funcional, o movimento pode ser considerado um grande aliado para a melhora da mobilidade, do equilíbrio e da postura e para a prevenção de lesões.

Pegada no agachamento com barra

Para segurar a barra no agachamento, o ideal é priorizar uma pegada firme e confortável, que possibilite que você mantenha o equipamento estável durante toda a execução, sem deixá-lo pender para um lado ou para o outro ou então cair.

As palmas das mãos ficam viradas para frente e os dedos se “fecham” para envolverem a barra, que deve ser posicionada em cima dos trapézios (e não no pescoço, pois isso coloca em risco a cervical).

Outra dica em relação à pegada no agachamento com barra é fazer com que os punhos fiquem o mais alinhados possível. Além disso, é preciso ficar de olho nos cotovelos. Muitas pessoas costumam jogá-los para “trás”, porém o correto é que eles permaneçam apontados para baixo.

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A distância entre as mãos também faz parte dos detalhes que podem ser analisados durante a execução do agachamento livre com barra. Resumidamente, não existe uma considerada “universal” para todo mundo.

Esse fator pode receber influência de aspectos como estrutura corporal e nível de mobilidade do praticante. Algumas pessoas podem conseguir manter as mãos mais próximas aos ombros, enquanto outras precisam afastá-las um pouco mais para prevenir desconfortos e preservar a postura adequada.

Mais dicas para fazer o agachamento livre com barra

1. Comece pelo básico e respeite seu corpo

Se você ainda tem muita dificuldade em executar o agachamento sem carga, adicionar a barra no movimento pode não ser uma boa ideia.

Trabalhe primeiro com o peso do corpo e com outras versões mais simples do exercício para desenvolver estabilidade, técnica e consciência corporal.

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“Antes de colocar carga e intensidade, você precisa dominar o exercício. Para isso, tem que repeti-lo muitas vezes até automatizá-lo”, afirma Cau Saad, criadora dos treinos funcionais Circuito Cau Saad e WorCAUt.

Além disso, é importante ficar de olho nos sinais de desconforto que o seu corpo dá. Ao sentir dor nas articulações, travamentos, perda do equilíbrio ou outros incômodos, a recomendação é interromper o exercício e procurar ajuda profissional.

2. Não use peso demais

Usar peso demais durante a execução do agachamento livre com carga pode colocar em risco a sua segurança, aumentando as chances de lesões.

Lembre-se: o foco deve ser a técnica correta e o controle do movimento, e não a quantidade de carga. Para iniciantes, pode até mesmo ser melhor começar com a barra vazia.

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3. Preste atenção no seu posicionamento

É fundamental prestar atenção no posicionamento do corpo para garantir a segurança durante a execução do agachamento livre com barra.

Os pés precisam ficar alinhados com a largura dos ombros e levemente apontados para fora. A barra deve ser colocada sobre os trapézios, e não na nuca – um erro que pode causar problemas na cervical. Mantenha a postura ereta, sem arredondar a coluna.

Antes de começar a descida, inspire profundamente e contraia o abdômen. Realize a descida de forma controlada, mantendo o peito aberto, o olhar para frente e os joelhos alinhados com os dedos dos pés (não deixe eles se aproximarem). Na hora de subir, continue com a ativação do core.

4. Evite desviar o olhar durante a execução

Desviar o olhar durante o agachamento livre com barra pode atrapalhar o seu alinhamento e prejudicar a postura. Então, mantenha-o fixo em um ponto à frente.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/pegada-agachamento-livre-barra/

Gastroplastia e atividade física: a combinação para manter saúde e peso

A obesidade é uma doença crônica e pesquisas mostram que ela afeta mais de um bilhão de pessoas no mundo. Atualmente, há diversas alternativas no combate à doença, desde dietas, até procedimentos cirúrgicos. Entre eles, a gastroplastia endoscópica vem ganhando espaço como uma alternativa intermediária, especialmente entre pacientes que buscam soluções menos radicais. E a atividade física é essencial no pós-operatório.

O procedimento consiste em reduzir o volume do estômago, por meio de pontos internos, sendo também conhecida como sutura gástrica. É indicado, em geral, para pessoas com excesso de peso que não se enquadram nos critérios formais para a cirurgia bariátrica ou que preferem evitar uma intervenção cirúrgica tradicional.

Segundo o médico endoscopista Jimi Scarparo, a técnica atua de forma mecânica, reduzindo o volume do estômago sem a necessidade de remoção de partes do órgão

Para Scarparo, um dos principais desafios no tratamento da obesidade vai além da perda de peso inicial, envolvendo principalmente a manutenção dos resultados ao longo do tempo.

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O grande problema não é emagrecer, é manter o peso. A gastroplastia ajuda o paciente a se reeducar, porque ele passa a se satisfazer com menos comida, de forma natural, sem depender exclusivamente de medicamentos”, afirma.

Foco na mudança do estilo de vida

A professora de Educação Física Patrícia Afonso destaca que, apesar da intervenção médica ser uma ferramenta importante, a mudança de estilo de vida continua sendo determinante no processo de emagrecimento e manutenção da saúde.

“A gastroplastia pode ser um facilitador, mas não substitui a necessidade de atividade física e reeducação alimentar. O movimento é fundamental para preservar massa muscular, acelerar o metabolismo e sustentar os resultados a longo prazo”, ressalta.

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O que acontece após a gastroplastia?

Depois da gastroplastia, a saciedade passa a ocorrer mais cedo, o que naturalmente reduz a quantidade de alimento ingerida nas refeições. Com isso, muitos pacientes relatam menor desejo por grandes volumes de comida, mais controle sobre a alimentação e maior facilidade para manter uma rotina alimentar mais equilibrada.

O médico endoscopista pontua que essa mudança vai além do aspecto físico e envolve adaptação comportamental. “O procedimento cria uma mudança mecânica importante, mas o que realmente sustenta o resultado é a mudança de comportamento alimentar. O paciente começa a perceber o próprio limite de forma muito mais clara”, explica.

Descanso também emagrece? Entenda a relação

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Depois da gastroplastia, a prática de exercícios físicos também passa a ter um papel importante na consolidação dos resultados. A retomada da atividade deve ser gradual e orientada por profissionais, começando geralmente com exercícios leves, como caminhadas, e evoluindo para treinos de força e condicionamento conforme a adaptação do organismo.

A professora de Educação Física afirma que o movimento é essencial não apenas para potencializar a perda de peso, mas principalmente para preservar massa muscular, manter o metabolismo ativo e reduzir o risco de reganho de peso ao longo do tempo.

Já Scarparo finaliza que o sucesso do procedimento está diretamente ligado à forma como o paciente ajusta sua rotina após a intervenção, consolidando novos hábitos alimentares e de percepção de saciedade ao longo do tempo.

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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/gastroplastia-e-atividade-fisica-a-combinacao-para-manter-saude-e-peso/

Dica de treino híbrido para membros supeiores

O treino híbrido combina musculação com esportes e atividades aeróbicas, como corrida, ciclismo, natação, funcional ou lutas. Essa forma de treinar está se tornando uma das maiores tendências de saúde e performance no Brasil. 

Por que o treino híbrido funciona? 

Especialistas apontam que unir estímulos diferentes pode trazer benefícios amplos ao corpo: 

  • ganho de força e massa muscular; 
  • melhora cardiovascular; 
  • aumento de resistência física; 
  • prevenção de lesões; 
  • gasto calórico ampliado; 
  • mais disposição no dia a dia; 
  • maior constância, graças à variedade. 

Com a rotina corrida e múltiplos objetivos, cresce a procura por espaços que concentrem soluções no mesmo lugar: musculação, cardio, aulas coletivas, orientação profissional e liberdade de horários. 

Treino full body usando apenas halteres

“Muitas pessoas são apegadas à estética, mas obviamente querem melhorar a parte de função e, no treinamento híbrido, ela tem uma economia de tempo. Então, com uma atividade só, ela vai ter estética, força, resistência, treinando por 1h de 3 a 4 vezes na semana. Não é a mesma coisa que um treinamento estético de hipertrofia, mas pode ter uma aderência maior, por juntar todos esses aspectos de estética, força, resistência”, explica Leandro Twin, da BlueFit. 

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Dica de treino híbrido para membros superiores

Lucas Florêncio, especialista técnico da Smart Fit, montou um treino híbrido focado em membros superiores. Ele preparou os exercícios para serem divididos em uma semana de treino, com descanso e dividindo entre musculação e cardio.

O profissional pontua algo importante sobre a dica de treino híbrido para membros superiores: “Com o aumento do volume de treino, é importante controlar bem a intensidade para evitar excesso de esforço. Por isso, exercícios de bíceps e tríceps costumam ser feitos depois dos exercícios principais, já que esses músculos menores já participaram dos movimentos de puxar e empurrar e, assim, recebem um trabalho mais completo”.

Veja o treino a seguir:

Duração: 40 minutos (28 min Musculação + 12 min HIIT).

Método: Treinamento Concorrente com ênfase em densidade metabólica.

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​1. Bloco Multiarticular (composto)

​Trabalharemos com o método de antagonismo para otimizar o descanso.

​A1. Supino Reto com Halteres (Empurrar Horizontal): 3 séries de 8-10 reps.

​A2. Remada Curvada com Barra (Puxar Horizontal): 3 séries de 8-10 reps.

​A3. Desenvolvimento Militar com Halteres (Empurrar Vertical): 3 séries de 10 reps.

​A4. Puxada Alta no Pulley (Puxar Vertical): 3 séries de 10 reps.

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Execução: Realize os quatro exercícios em sequência (circuito) com 30s entre eles. Após o quarto, descanse 90s e repita o bloco.

Objetivo: Maximizar o recrutamento de fibras do tronco através da alternância de vetores de força.

​2. Bloco de Braços (Bíceps & Tríceps)

​Foco em isolamento e estresse metabólico para hipertrofia específica.

​B1. Tríceps no Pulley (Corda): 3 séries de 12-15 reps.

​B2. Rosca Direta com Barra W: 3 séries de 12-15 reps.

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Execução: Super-set (sem descanso entre B1 e B2). Descanse 45s após o par.

Objetivo: Aumentar a sessão transversal do braço através do acúmulo de lactato e inchaço celular (cell swelling).

​3. Bloco de Cardio: HIIT (12 min)

​Para o treino de HIIT, Lucas sugere o uso de remo ergométrico ou realizar uma corrida rápida. “Aqui vamos usar o chamado Sprint Interval Training (SIT), que consiste em treinos de alta intensidade que alterna esforços máximos e mínimos”

Execução: 30 segundos de esforço máximo (All-out) seguidos de 90 segundos de recuperação passiva ou muito leve. Repetir 6 vezes.

Divisão do treino híbrido para membros superiores:

Dia Musculação Cardio
Segunda Superior (Volume Total) HIIT (Remo/Sprint)
Terça Inferior (Foco Quadríceps) LISS (Caminhada 20 min)
Quarta Descanso / Mobilidade
Quinta Superior (Volume Total) HIIT (Bike)
Sexta Inferior (Foco Cadeia Posterior) LISS (Caminhada 20 min)

Veja também a dica de treino híbrido para membros inferiores aqui!

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/treino-hibrido-membros-superiores/

Pegada no agachamento livre com barra: veja dicas para fazer o exercício

O agachamento com barra é indicado para a hipertrofia de membros inferiores, com foco especialmente em glúteos, isquiotibiais e quadríceps....