sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Para que serve a cadeira abdutora?

A cadeira abdutora é um aparelho da academia que pode estar presente no treino de inferiores, colaborando para o fortalecimento dos músculos envolvidos no movimento de afastar as pernas do centro do corpo. A prática pode ser uma boa opção para iniciantes, uma vez que sua execução tende a ser simples, feita sentado e inclui a orientação da própria máquina.

Ela recruta, em especial, a parte lateral do quadril, onde ficam o glúteo médio, o glúteo mínimo e o tensor da fáscia lata.

De maneira secundária, pode estimular glúteo máximo, principalmente quando o tronco fica levemente inclinado para a frente, e também estruturas associadas à estabilização da pelve e da lombar (piriforme, por exemplo).

Um estudo laboratorial comparou diferentes exercícios relacionados à abdução e constatou que a cadeira abdutora promove uma ativação eficaz do glúteo médio.

Para que serve a cadeira abdutora?

Em termos de estética, a cadeira abdutora, por trabalhar a musculatura da lateral do quadril e favorecer a hipertrofia nessa parte, pode contribuir positivamente para dar mais firmeza e contorno à região do bumbum.

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Entretanto, é importante ressaltar que o papel do exercício vai muito além de questões relacionadas à aparência.

Quando realizada de maneira regular e com a técnica correta, a cadeira abdutora pode ser benéfica para aspectos ligados à funcionalidade, qualidade de vida e desempenho em outras modalidades. Entre as vantagens do exercício à saúde e bem-estar estão:

1. Maior estabilidade da pelve

Isso ocorre sobretudo devido ao fato do exercício atuar na hipertrofia de estruturas como glúteo médio e mínimo, que desempenham um papel fundamental na manutenção do quadril nivelado durante movimentos naturais do dia a dia (caminhar, subir escadas e mais…), e do tensor da fáscia lata – que ajuda a evitar oscilações da pelve quando o corpo está apoiado em apenas uma perna.

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2. Prevenção de dores e lesões

A cadeira abdutora pode funcionar como uma aliada na prevenção de dores e lesões, particularmente em áreas como joelhos, quadris e lombar.

Um glúteo médio fraco está correlacionado ao valgo dinâmico, que é quando o joelho “cai” para dentro. Fortalecê-lo previne a Síndrome da Dor Femoropatelar e problemas no LCA (Ligamento Cruzado Anterior).

“Por contribuir para a estabilização da pelve, um glúteo médio fortalecido reduz compensações excessivas na coluna lombar”, comenta Lucas Florêncio, especialista técnico da Smart Fit.

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3. Suporte ao desempenho em atividades físicas

A hipertrofia das musculaturas recrutadas durante a execução da cadeira abdutora faz toda a diferença para a melhora do desempenho em outras atividades físicas.

Com a parte lateral do quadril mais forte, é possível perceber mais firmeza e segurança para fazer algumas atividades, entre elas, agachamento, levantamento terra e avanço. Esportes que demandam mudanças de direção e apoio, por exemplo, futebol e vôlei, também podem ser favorecidos pelo ganho de massa nessa área do corpo.

4. Preservação da autonomia

No geral, o fortalecimento dos músculos faz parte dos pilares mais cruciais para a preservação da autonomia no dia a dia. Com o passar dos anos, ocorre uma perda gradual de massa – processo conhecido como sarcopenia -, que afeta negativamente força, equilíbrio e mobilidade, tornando movimentos simples do cotidiano mais difíceis e aumentando até mesmo o risco de acidentes e quedas.

Nesse contexto, a cadeira abdutora é uma opção interessante para integrar um programa de treinos focados em hipertrofia dos membros inferiores e, assim, “combater” a sarcopenia e garantir um envelhecimento mais saudável.

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Como fazer cadeira abdutora?

Ajuste o banco e os apoios para que o quadril fique confortável. Sente-se com as costas totalmente apoiadas no encosto.
Escolha uma carga que permita completar as repetições com boa técnica. Segure nas alças laterais para manter o tronco estável.

Abra as pernas de forma lenta e controlada, sem impulso, até uma amplitude confortável. Faça uma breve pausa no ponto de maior abertura. Retorne devagar, sem deixar os pesos encostarem entre as repetições.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/cadeira-abdutora-para-que-serve/

Foco e força! Kéfera mostra treino intenso de inferiores

Kéfera sempre mostra o quanto é apaixonada por exercícios físicos e toda a sua dedicação, enquanto treina na academia. Na última quinta-feira, 15, a influenciadora publicou um Story em seu perfil do Instagram, onde mostrou trechos de seu treino de inferiores.

O treino foi focado em quadríceps, posterior de coxa e glúteos. Entre os exercícios, estavam na lista o Agachamento Sissy de joelhos, Agachamento com Barra, Leg Press 45 graus, Cadeira Extensora e Mesa Flexora Unilateral.

Veja o treino de inferiores de Kéfera a seguir:

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Treino de inferiores: quatro erros que atrapalham seus resultados

O treino de inferiores possui uma variedade de exercícios, alguns mais simples, outros que exigem mais concentração para uma execução correta para alcançar seus objetivos. Mas, algumas falhas no momento de realizar o exercício podem travar a sua evolução, como compensações que reduzem a eficiência do movimento, aumentando a demanda sobre articulações e tendões.

Pensando nisso, Boa Forma conversou com o fisiologista e preparador físico Antonio Brandão, especialista do aplicativo de treino Befit, que listou os quatro principais erros no treino de peronas e o passo a passo para corrigi-los:

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Joelho que cede para dentro (valgo dinâmico)

Em exercícios como agachamento e afundo, um dos erros mais observados é o valgo dinâmico, quando o joelho se desloca para dentro durante o movimento.

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O padrão pode estar ligado à mobilidade do tornozelo, à força e ao controle da musculatura do quadril e à coordenação entre quadril, joelho e tornozelo.

Quando se repete associado a desconforto ou falta de controle, altera a distribuição de forças e aumenta a demanda sobre estruturas como articulações e tendões.

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“Não basta simplesmente dizer para a pessoa empurrar o joelho para fora. É preciso entender por que aquele padrão está acontecendo e ajustar os diferentes fatores envolvidos antes de pensar em aumentar a carga”, afirma Brandão.

O especialista ainda orienta a reduzir temporariamente o peso, escolher uma variação em que seja possível controlar o movimento e progredir aos poucos em complexidade e carga.

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Complexidade demais nos exercícios unilaterais

Começar por variações avançadas do afundo, passada e agachamento búlgaro, que exigem equilíbrio e estabilidade, é um erro frequente. No búlgaro, por exemplo, um banco muito alto para apoiar a perna de trás dificulta a estabilização e pode gerar compensações no joelho, no quadril e no tronco.

A instabilidade ainda faz o praticante gastar parte da capacidade apenas para se equilibrar, o que torna as repetições inconsistentes e trava a progressão de carga.

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A correção é simplificar: apoio mais baixo, só o peso corporal no início e aumento gradual de amplitude, complexidade e carga conforme o controle se consolida.

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Lombar que assume o trabalho do glúteo

Em exercícios como extensão e abdução de quadril, é comum ampliar o movimento usando a pelve e a coluna lombar, o que reduz o controle do quadril e pode gerar desconforto na região.

A recomendação é manter o tronco estável com ajuda da musculatura do core e, se necessário, reduzir amplitude ou carga até executar sem compensações.

“Se ainda assim não for possível realizar o movimento com esse controle, insira exercícios para a região do core associados ao movimento de quadril, como o dead bug e o perdigueiro”, esclarece o educador físico.

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Amplitude maior do que a capacidade atual

Outro engano é acreditar que quanto maior a amplitude, independentemente da forma, melhor o exercício. Segundo Brandão, ultrapassar a capacidade atual de mobilidade e controle gera compensações na pelve, no tronco e na trajetória dos joelhos.

O ideal é começar pela amplitude em que há controle e boa organização do movimento e ampliá-la progressivamente, à medida que mobilidade e força evoluem.

“O objetivo não é alcançar uma profundidade específica a qualquer custo, mas utilizar uma amplitude que seja adequada à capacidade individual e ao objetivo do exercício”, completa.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/kefera-treino-inferiores/

Menopausa e perda de massa muscular: como a alimentação pode fazer diferença

A preservação dos músculos na menopausa é um ponto importante a ser levado em consideração e a alimentação é o destaque, precisando ser equilibrada e muito nutritiva.

Uma revisão publicada em fevereiro de 2026 no Journal of Cachexia, Sarcopenia and Muscle, por pesquisadores ligados à Universidade de Nottingham, no Reino Unido, reuniu estudos que apontam redução de massa magra ou muscular na transição menopausal.

Nas comparações com mulheres antes dessa fase, as diferenças foram de aproximadamente 2,5% na perimenopausa e 5,7% na pós-menopausa. Os autores ressaltam que ainda é difícil separar os efeitos das mudanças hormonais daqueles relacionados ao envelhecimento.

Segundo Vanessa Raio, Nutricionista Especialista em Climatério & Menopausa, alimentação insuficiente, noites mal dormidas e redução da atividade física podem agravar esse quadro. “A preocupação não deve ficar apenas no peso. Perceber mais dificuldade para carregar sacolas, subir escadas ou levantar do chão também merece atenção”, afirma.

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Para ajudar a preservar os músculos, a nutricionista destaca alimentos que podem entrar em diferentes refeições:

  • Ovos: oferecem proteínas e podem ser preparados mexidos, cozidos ou em omeletes. São uma opção prática para incluir no café da manhã, que muitas vezes fica restrito a café e pão.
  • Sardinha e outros peixes: fornecem proteínas, e a sardinha também oferece ômega-3. Quando consumida com as espinhas, é fonte de cálcio. Pode acompanhar arroz e vegetais ou entrar em sanduíches e saladas.
  • Frango e carnes magras: ajudam a compor o aporte de proteínas do almoço e do jantar. Frango desfiado, patinho e lombo suíno são algumas opções para variar o cardápio.
  • Leite, iogurte natural e queijos: combinam proteínas e cálcio, nutriente importante para a saúde óssea. Podem fazer parte do café da manhã ou dos lanches, conforme as necessidades e a tolerância de cada mulher.
  • Feijão, lentilha, grão-de-bico e tofu: ampliam as opções de proteínas vegetais. O tradicional arroz com feijão pode permanecer no prato, acompanhado de verduras e legumes.

“Não adianta pensar em proteína apenas no almoço e passar o restante do dia com refeições pouco nutritivas. O cuidado começa na organização do cardápio, com fontes de proteína ao longo do dia e quantidades ajustadas à necessidade de cada mulher”, orienta Vanessa.

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A especialista também chama atenção para as tentativas de emagrecer com cortes excessivos na alimentação. “A mulher pode perder peso e, junto com ele, perder músculos. Por isso, o acompanhamento precisa considerar a composição corporal e a força, além do número na balança”, explica.

Os cuidados com a alimentação devem caminhar junto com exercícios de força. Suplementos como whey protein e creatina podem ser considerados conforme a avaliação individual, mas não são uma exigência para todas as mulheres nem substituem refeições equilibradas e treinamento.

Dá para ganhar músculo na menopausa?

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Treinar alivia sintomas da menopausa?

Sim! E esse efeito vai muito além de um benefício genérico para o “bem-estar”.

De acordo com Dra. Caroline Alonso, médica ginecologista, com mais de 10 anos de experiência, dedicada ao cuidado integral da saúde da mulher no climatério e na menopausa, a atividade física tem impacto direto no sistema nervoso central, no metabolismo e na regulação da temperatura corporal, mecanismos diretamente envolvidos nos principais sintomas da menopausa.

Para a profissional, o exercício ajuda a modular os centros cerebrais responsáveis pelas ondas de calor, melhora a resposta ao estresse e favorece a liberação de neurotransmissores como endorfinas e serotonina.

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“Com isso, há redução de sintomas como fogachos, ansiedade, irritabilidade e alterações do sono, que costumam se intensificar após a queda dos níveis hormonais”, pontua.

A prática regular de exercícios contribui para a melhora das ondas de calor, do cansaço excessivo, da insônia, das mudanças de humor, da ansiedade e das dores articulares.

Além disso, o treino é fundamental para conter o ganho de peso e o acúmulo de gordura abdominal, comuns após os 40 anos.

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Outro ponto central é a preservação da massa muscular e da saúde óssea, ajudando a prevenir condições como sarcopenia, osteopenia e osteoporose, que aumentam significativamente o risco de quedas e fraturas nessa fase da vida.

De modo geral, recomenda-se a prática de atividade física entre 3 e 5 vezes por semana, com sessões que podem variar de 30 a 60 minutos. Mais importante do que intensidade extrema é a regularidade e a combinação adequada dos diferentes tipos de treino.

A constância é o fator que garante benefícios sustentáveis, tanto no controle dos sintomas da menopausa quanto na preservação da saúde muscular, óssea, metabólica e cardiovascular ao longo dos anos.

Quais exercícios são ideais para quem está na menopausa?

O ideal é uma abordagem combinada e estratégica. A musculação é indispensável para preservar e recuperar massa muscular, fortalecer os ossos e reduzir o risco de osteoporose e fraturas.

Os exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida leve, bicicleta ou dança, são essenciais para a saúde cardiovascular e para o controle da gordura abdominal, que tende a aumentar após a menopausa e eleva o risco cardiometabólico.

Já os treinos como o pilates e a yoga contribuem para equilíbrio, mobilidade, flexibilidade e controle do estresse, reduzindo o risco de quedas e melhorando a qualidade de vida.

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A cadeira abdutora é um aparelho da academia que pode estar presente no treino de inferiores , colaborando para o fortalecimento dos múscul...