quinta-feira, 16 de abril de 2026

O efeito sanfona: por que ele acontece

O efeito sanfona é uma das maiores preocupações de quem encara um processo de emagrecimento. Depois de eliminar os quilinhos a mais, manter os resultados pode ser um verdadeiro desafio, principalmente quando a perda de peso acontece de maneira rápida, por meio de dietas muito restritivas ou sem a adoção de hábitos de vida sustentáveis.

Um levantamento realizado pela Obesity Reviews aponta que cerca de 80% das pessoas que emagrecem sem suporte retornam ao peso inicial em até cinco anos. Mas quais são as razões por trás desse fenômeno? E o que fazer para evitá-lo? Descubra agora:

Por que o efeito sanfona acontece?

Após uma perda de peso rápida, o corpo tende a entrar em um modo de defesa, desacelerando o metabolismo e gerando um aumento na fome.

“O nosso organismo luta contra a perda de peso, pois ele é programado para sobreviver”, explica o médico do esporte, nutrólogo e ortopedista Dr. Thiago Viana.

Segundo o especialista, tanto fatores internos quanto externos podem influenciar no efeito sanfona após a perda de peso.

“Até a qualidade do sono e os níveis de estresse influenciam na volta do peso. Além disso, pequenas escapadas na regularidade dos treinos físicos e na alimentação fazem grande diferença no resultado final”, diz.

Se você está enfrentando o efeito sanfona, o primeiro passo para lidar isso é não se culpar. “Em primeiro lugar, nada de culpa ou vergonha, isso só atrasa mais a retomada”, fala.

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“Avalie o que te tirou do caminho, se foi o emocional, falta de planejamento, estresse, viagem ou outro problema. Volte ao básico da sua rotina alimentar estruturada, com sono de qualidade e treino constante. E por fim, busque ajuda para reajustar seu plano com um profissional”, orienta. 

Como evitar o efeito sanfona após o emagrecimento?

O Dr. Gabriel Almeida, médico, coordenador e professor da Pós-graduação de Ciências da Obesidade e Sarcopenia, compartilha algumas dicas para evitar o efeito sanfona após o emagrecimento.

1

Fuja das dietas da moda

Cuidado para não se empolgar com os resultados surpreendentes que dietas da moda podem prometer. O ideal é sempre contar com orientação médica, para descobrir as reais necessidades do seu corpo e o que realmente vai funcionar no seu caso em específico.

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Consuma alimentos saudáveis

Para emagrecer de forma saudável e sustentável, é importante que o processo envolva uma reeducação alimentar. Com isso, você vai aprender a comer os alimentos certos e prestar atenção às quantidades.

Um bom cardápio deve incluir uma proporção equilibrada de carboidratos, proteínas, gorduras boas e minerais e vitaminas.

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Faça substituições

Deu vontade de comer algo não saudável? Tente substituí-lo por opções que vão fazer bem para o seu corpo. Por exemplo, troque o refrigerante por águas saborizadas naturalmente ou chás.

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Pratique atividade física

Movimentar o corpo é bom não apenas para evitar o efeito sanfona e perder peso, mas também para a prevenção de doenças e redução do estresse.

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Água, comida na hora certa e vitamina D

A água é uma das grandes aliadas de quem quer se livrar do efeito sanfona e daqueles quilinhos a mais. Isso porque ela controla a sensação de fome e atua nos processos de regulação do organismo, garantindo uma pele mais bonita e o funcionamento adequado do intestino, por exemplo.

Outro conselho é se alimentar nos horários adequados e monitorar os níveis de vitamina D, um micronutriente fundamental para que o corpo mantenha o nível apropriado de glicose e para o equilíbrio da microbiota.

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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/efeito-sanfona-por-que-acontece/

Exercícios de cardio: por que é importante variar para potencializar seus resultados?

O principal objetivo dos exercícios de cardio é melhorar a saúde do coração, pulmões e sistema circulatório e, claro, aumentar a resistência física e algo importante para quem está em processo de emagrecimento: a queima de calorias.  

A ciência também traz mais benefícios. Segundo uma revisão feita por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo, a prática de exercícios de cardio reduz a mortalidade por câncer em 14%. E se combinado com atividades como corrida, caminhada, natação ou ciclismo, diminui para 28%. 

A revisão mostra também que a prática de 30 minutos por semana de exercícios de cardio está associado a uma redução média de 0,52Kg no peso corporal, 0,56 cm na circunferência da cintura e 0,37% na gordura corporal. É o que diz a análise publicada no periódico JAMA. Os maiores efeitos foram observados com exercícios de moderada a alta intensidade.

Não só físico, mas também mental

Patrícia Afonso, Professora de Educação Física, especialista em prevenção e Reabilitação de Lesões e Low Pressure Fitness/ Diástase Abdominal, consultora da Relaxmedic, também fala do impacto positivo dos exercícios de cardio na saúde mental.

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“Atividades aeróbicas estimulam a liberação de endorfinas, promovendo sensação de bem-estar, redução do estresse, da ansiedade e dos sintomas de depressão. Portanto, incluir o treino de cardio na rotina é essencial tanto para quem busca melhora estética quanto para quem prioriza saúde, qualidade de vida e longevidade”.

Mas, é preciso variar… 

A profissional destaca que não é recomendado fazer o mesmo exercício de cardio todos os dias.

“Variar os exercícios é importante para evitar a estagnação dos resultados, prevenir lesões por uso repetitivo e manter a motivação em alta. Além disso, cada tipo de atividade cardiovascular estimula diferentes grupos musculares e desafia o sistema cardiorrespiratório de formas distintas, o que contribui para um condicionamento físico mais completo”.

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Para Evandro Felix, personal trainer, “pela organização mundial da saúde, o recomendado para realização de exercício de cardio é de 2 a 3 vezes na semana. Isso pode variar de acordo com o interesse do indivíduo e seus objetivos (controle e perca de peso, condicionamento físico, atletas e por ai seguimos)”.

E completa: “Mesmo assim, se o indivíduo se propõe a fazer exercício de cardio todos os dias, ou dias seguidos, é interessante alternar os tipos de cardio, bem como intensidade e tempo de duração, de acordo com sua aptidão física, melhorando assim seu condicionamento físico, gasto calórico e é uma forma de “enganar” o metabolismo a sentido de perca de peso, pois ele se acostuma se permanecer sempre com o mesmo estímulo”.

Variar o exercício de cardio nos dias em que há treino de musculação é uma opção que traz benefícios complementares: enquanto na musculação há o trabalho de força, resistência e hipertrofia, no cardio, há a melhora da saúde do coração, pulmão, além de queimar gordura.

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“Ao variar o tipo de cardio — como corrida, bicicleta, escada, HIIT, caminhada rápida ou até aulas dinâmicas — você evita a adaptação do corpo, o que mantém o metabolismo ativo e favorece melhores resultados”, destaca Patrícia Afonso.

Além disso, a variação do exercício de cardio reduz o risco de lesões por movimentos repetitivos e torna a rotina de treinos mais motivadora.

“Cada modalidade de cardio oferece um estímulo diferente: por exemplo, o HIIT pode potencializar a queima calórica, enquanto uma caminhada leve pode ajudar na recuperação ativa após um treino de força intenso. Assim, variar o cardio nos dias de musculação é uma estratégia inteligente para equilibrar performance, saúde e resultado estético de forma mais eficiente”.

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Evandro Felix ainda ressalta a importância do acompanhamento profissional: “Cabe ressaltar a importância de uma atividade devidamente orientada por um profissional da área, que irá adequar o estímulo de acordo com a sua aptidão física, prevenindo assim riscos de lesões por falta de conhecimento e obtendo melhores e maiores resultados de forma segura“, finaliza.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/exercicios-de-cardio-por-que-e-importante-variar-para-potencializar-seus-resultados/

Canetas emagrecedoras: mitos e verdades que você precisa saber

Nos últimos meses, as canetas emagrecedoras ganharam destaque e pesquisas mostram um salto na importação de 88% em 2025, em relação ao ano anterior, de acordo com dados do Conselho Federal de Farmácia.

E muitos mitos e verdades sobre canetas emagrecedoras surgiram. Pensando nisso, a Dra. Karla Bandeira, médica endocrinologista e consultora científica da Voy, empresa de gestão de saúde com foco em assistência farmacêutica, lista os seis deles. Confira:

1

“As canetas emagrecedoras funcionam para qualquer pessoa”

Mito: Esse é um dos equívocos mais comuns e potencialmente perigosos. Esses medicamentos não são indicados para uso indiscriminado. Sua prescrição deve ser individualizada e baseada em critérios clínicos bem estabelecidos, como obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades. O uso deve sempre ocorrer sob avaliação e acompanhamento médico.

2

“Não é necessário fazer dieta e exercício

Mito: Embora os análogos de GLP-1 sejam eficazes, os melhores resultados ocorrem quando o tratamento medicamentoso é associado à mudança de estilo de vida, incluindo reeducação alimentar, atividade física e acompanhamento multiprofissional. O medicamento não substitui esses pilares, ele atua como ferramenta terapêutica complementar.

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“Não têm efeitos colaterais”

Mito: Como qualquer medicamento, podem ocorrer efeitos adversos. Os mais comuns são náuseas, vômitos, constipação, diarréia e desconforto gastrointestinal, especialmente no início do tratamento. Em geral, são transitórios e manejáveis quando há acompanhamento adequado. O uso sem supervisão médica aumenta o risco de complicações.

Canetas emagrecedoras podem dar pancreatite?

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4

“São medicamentos que podem ser usados para tratar outras doenças ”

Verdade: Esses medicamentos foram aprovados para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. Alguns já vêm sendo utilizados também para outras condições associadas à obesidade, sempre com avaliação e acompanhamento médico individualizado.

5

“Podem levar à perda de peso significativa”

Verdade: Estudos clínicos robustos demonstram reduções expressivas de peso corporal em pacientes elegíveis. No entanto, a magnitude da resposta varia entre indivíduos e depende de fatores como adesão ao tratamento, dose utilizada, perfil metabólico e mudanças sustentadas no estilo de vida.

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6

“O peso pode voltar após parar o uso”

Verdade: A obesidade é uma doença crônica e multifatorial. A interrupção do tratamento, especialmente sem manutenção das mudanças de hábitos, pode levar ao reganho de peso. Por isso, o seguimento médico contínuo é fundamental para definir a duração adequada da terapia e estratégias de manutenção.

“É notório que esses medicamentos representam uma mudança relevante no tratamento da obesidade e especialistas consideram um avanço importante na abordagem farmacológica da obesidade. Ainda assim, eles não eliminam a necessidade de políticas públicas e estratégias preventivas, focando sempre em saúde e bem-estar de maneira individualizada”, explica Karla Bandeira.

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O efeito sanfona: por que ele acontece

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