sábado, 3 de outubro de 2026

VO₂ máximo não é só coisa de atleta! Entenda por que esse indicador merece atenção e como melhorá-lo

Quem corre, pedala ou pratica esportes de resistência provavelmente já ouviu falar em VO₂ máximo. Mas esse indicador da capacidade cardiorrespiratória está longe de interessar apenas a atletas.

Afinal, também faz diferença para subir escadas, caminhar em ritmo acelerado, enfrentar uma ladeira e realizar outras atividades do cotidiano sem se cansar excessivamente.

E essa capacidade se torna ainda mais relevante quando o assunto é envelhecimento saudável e preservação da autonomia com o passar dos anos.

“Quando falamos em VO₂ máximo, muita gente pensa imediatamente em corrida, ciclismo ou esporte de alta performance. Mas ele também nos ajuda a compreender a capacidade do organismo de responder a uma demanda física. Isso tem implicações que vão muito além do desempenho esportivo, principalmente quando pensamos em manutenção da funcionalidade ao longo da vida”, explica Cida Mariosa, nutricionista gestora do Núcleo de Nutrição da Biotec.

Entenda por que esse indicador merece atenção

Segundo a especialista, o VO₂ máximo representa a quantidade máxima de oxigênio que o organismo consegue utilizar durante um esforço intenso. Por isso, é considerado um dos principais indicadores da capacidade aeróbica.

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“Esse processo depende de diferentes sistemas. Pulmões, coração e circulação precisam garantir a chegada de oxigênio aos tecidos, enquanto os músculos devem ser capazes de utilizá-lo de maneira eficiente para produzir energia. Nesse ponto, as mitocôndrias têm papel central, já que são responsáveis pela produção de ATP, fonte de energia das células. Nos músculos, essa energia sustenta processos como contração, resistência, recuperação e adaptação ao exercício”, detalha a nutricionista Luisa Wolpe Simas, consultora de nutrição da Biotec.

Mas, com o envelhecimento, essa eficiência tende a diminuir, já que o organismo passa por mudanças que afetam a produção de energia nos músculos. Como consequência, pode haver redução do desempenho físico e maior sensação de fadiga.

“É justamente por isso que preservar a capacidade aeróbica ganha importância quando se fala em longevidade. Não se trata apenas de conseguir treinar melhor, mas de manter disposição, autonomia e capacidade funcional para realizar as atividades do cotidiano”, acrescenta Luisa.

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Como melhorá-lo?

A boa notícia é que o VO₂ máximo não é um parâmetro totalmente fixo e pode ser modulado, visando tanto a melhora da performance quanto um envelhecimento saudável.

Entre as estratégias que ajudam a melhorar esse indicador se destaca a prática regular de exercícios físicos, justamente por desafiar o sistema cardiorrespiratório e estimular adaptações que tornam o organismo mais eficiente no uso do oxigênio.

“O exercício é o principal estímulo para aumentar a capacidade aeróbica. Com treinamento regular e progressivo, o organismo desenvolve adaptações cardiovasculares e musculares que favorecem uma utilização mais eficiente do oxigênio”, pontua Cida Mariosa.

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Mas o treinamento não atua sozinho. Recuperação adequada, alimentação equilibrada e bom aporte de nutrientes também são importantes para oferecer ao organismo as condições necessárias para produzir energia, reparar os músculos e se adaptar aos estímulos físicos.

Mais recentemente, a suplementação também tem se destacado como uma estratégia complementar à prática de exercícios, com evidências dos seus efeitos sobre o VO₂ máximo.

Mais do que ajudar a correr mais rápido ou sustentar treinos intensos, acompanhar o VO₂ máximo pode oferecer informações sobre a forma como o organismo responde aos esforços e ajudar a compreender a capacidade funcional ao longo dos anos.

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“Quando pensamos em longevidade, o objetivo não é apenas viver mais, mas chegar às próximas décadas mantendo disposição, mobilidade e independência. E o VO₂ máximo tem se destacado como uma peça importante desse quebra-cabeça. Melhorá-lo passa por manter o corpo ativo e oferecer condições adequadas para que ele se adapte à demanda física ao longo da vida, com alimentação equilibrada, recuperação adequada e, quando bem indicadas, estratégias complementares como a suplementação. É um cuidado integrado”, finaliza Luisa Wolpe Simas.

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Subir ladeira muda o efeito da caminhada?

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/vo2-maximo-por-que-merece-atencao/

Antes de emagrecer, ganhe músculo!

Existe uma cena bastante comum quando alguém decide emagrecer: a primeira providência é cortar calorias e a segunda é procurar uma dieta mais restritiva. A terceira costuma ser subir na balança todos os dias para verificar se o esforço está funcionando.

Mas talvez estejamos começando a conversa pelo lugar errado. Antes de perguntar quanto peso você precisa perder, uma pergunta mais importante deveria ser feita: quanto músculo você tem?

O número que aparece na balança é apenas uma parte da história! Duas pessoas podem pesar exatamente o mesmo e apresentar composições corporais completamente diferentes; uma pode ter maior quantidade de massa muscular e menor percentual de
gordura. A outra pode ter pouca massa muscular e maior quantidade de gordura.

Por isso, emagrecer e perder peso não são necessariamente a mesma coisa. Quando o objetivo é saúde, estética, funcionalidade e longevidade, o que importa não é simplesmente reduzir o número de quilos, mas melhorar a composição corporal preservando, e sempre que possível aumentando, a massa muscular.

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Essa discussão ganhou ainda mais relevância com a popularização dos medicamentos para tratamento da obesidade. As chamadas canetas para emagrecimento revolucionaram o tratamento do excesso de peso e trouxeram uma nova possibilidade para milhões de pessoas.

Mas também reforçaram uma preocupação que a fisiologia do exercício já conhece há muito tempo: quando o peso corporal diminui, precisamos prestar atenção ao que está sendo perdido junto com a gordura.

Uma redução rápida do peso pode envolver diferentes componentes corporais, incluindo água, gordura e massa livre de gordura. E a massa livre de gordura não é sinônimo de músculo. Por isso, simplesmente acompanhar os quilos perdidos não permite saber

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exatamente o que aconteceu com a composição corporal.

É aqui que o treinamento de força entra como protagonista. Músculo não é apenas uma questão estética. Ele participa da locomoção, da estabilidade articular, da produção de força e da capacidade de realizar atividades cotidianas. Também funciona como um importante tecido metabolicamente ativo e está diretamente relacionado à autonomia física ao longo do envelhecimento.

Construir músculo, portanto, não deveria ser encarado como uma etapa exclusiva de quem deseja ficar mais definido ou aumentar a performance esportiva, é uma estratégia de saúde e existe uma mudança de mentalidade importante nessa ideia.

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Em vez de pensar que primeiro precisamos emagrecer para depois começar a musculação, podemos pensar que precisamos construir uma estrutura muscular capaz de sustentar o processo de emagrecimento.

Isso não significa que toda pessoa precise ganhar músculo antes de iniciar uma estratégia de perda de peso. Pessoas com obesidade, por exemplo, podem e devem receber tratamento adequado para redução do excesso de gordura, inclusive quando houver indicação médica para utilização de medicamentos. A questão é que a perda de gordura precisa acontecer com atenção à preservação da massa muscular.

Na prática, isso significa que o treinamento de força não deveria entrar como complemento opcional no final da dieta. Ele deveria fazer parte do plano desde o início. Outro ponto fundamental é a alimentação. Um déficit energético muito agressivo pode acelerar a perda de peso, mas não necessariamente produz o melhor resultado corporal.

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Pilares cruciais para massa muscular

Para preservar ou aumentar massa muscular, é necessário oferecer ao organismo estímulo mecânico adequado e nutrientes suficientes, especialmente proteínas distribuídas ao longo do dia.

Treino e alimentação trabalham juntos! O exercício de força sinaliza ao organismo que aquele tecido é necessário. A alimentação fornece parte dos recursos para sua manutenção e construção e o descanso permite que o processo de adaptação aconteça.

É uma lógica muito diferente da tradicional mentalidade de emagrecimento, que costuma se resumir a comer menos e gastar mais. O corpo humano não é uma simples equação matemática e talvez essa seja uma das razões pelas quais tantas pessoas emagrecem, mas continuam insatisfeitas com o resultado.

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A balança caiu, mas a composição corporal não necessariamente evoluiu na mesma proporção, em alguns casos, a pessoa fica menor, porém não necessariamente mais forte, mais funcional ou metabolicamente saudável.

O conceito de emagrecimento precisa amadurecer. Em vez de comemorar exclusivamente a perda de dez quilos, deveríamos perguntar: quanto de gordura foi perdido? Quanto de massa muscular foi preservado? Como está a força? Como está a capacidade funcional? Como está o sono? Como está a disposição? Como está a relação da pessoa com a atividade física? A balança continua tendo seu lugar.

Mas ela não pode ser o único instrumento de avaliação! Para quem está começando um processo de transformação corporal, talvez a
estratégia mais inteligente seja inverter a pergunta. Não pense apenas em como perder peso, avalie em como construir um corpo capaz de perder gordura sem perder aquilo que você mais precisará para envelhecer bem: força e músculo.

Essa perspectiva também muda a relação com o tempo! Ganhar músculo é um processo mais lento do que perder alguns quilos de água ou reduzir rapidamente o peso corporal. Exige estímulo consistente, alimentação adequada, sono e paciência, mas é justamente essa construção gradual que pode fazer diferença décadas depois.

A partir dos 40 anos, essa conversa se torna ainda mais relevante. O envelhecimento está associado à redução progressiva de massa e força muscular, especialmente quando não há estímulo adequado. Não precisamos esperar que essa perda aconteça para então tentar recuperá-la.

Podemos construir uma reserva, uma espécie de patrimônio físico que será utilizado ao longo da vida e por isso, talvez a pergunta mais importante antes de iniciar uma dieta não seja “quantos quilos quero perder?”, mas “que corpo quero ter quando chegar ao
meu objetivo?”.

Se a resposta envolver saúde, autonomia, força, disposição e longevidade, existe um componente que não pode ficar de fora da equação: o músculo.

Emagrecer pode fazer a balança comemorar e ganhar músculo faz o corpo agradecer. E, no longo prazo, talvez essa seja a diferença entre simplesmente pesar menos e realmente estar melhor.

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BIANCA VILELA é autora do livro Respire, palestrante, mestre em fisiologia do exercício pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e produtora de conteúdo. Desenvolve programas de saúde em grandes empresas por todo o país há quase 20
anos. Na Boa Forma fala sobre saúde no trabalho, produtividade e mudança de hábitos. Não deixe de visitar o Instagram: @biancavilelaoficial

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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/home-office-saudavel/antes-de-emagrecer-ganhe-musculo/

O que uma partida de tênis e uma corrida de 5km têm em comum?

O que acontece com o organismo durante uma hora de tênis? 60 minutos de treino em quadra podem gerar um gasto energético entre 500 e 700 calorias. No entanto, o principal benefício da modalidade vai muito além da queima calórica.

A combinação de deslocamentos rápidos, mudanças bruscas de direção, golpes repetitivos e tomada de decisões em frações de segundo transforma o tênis em um dos esportes mais completos para o organismo.

Esses efeitos fazem da modalidade uma aliada tanto na prevenção de doenças crônicas e cuidados com a saúde mental quanto na promoção do envelhecimento saudável.

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A prática regular contribui para a redução da gordura corporal, melhora a capacidade cardiorrespiratória, fortalece músculos e ossos, favorece o funcionamento do metabolismo e promove ganhos de força, flexibilidade, equilíbrio e coordenação motora. 

”O tênis funciona como um treino de HIIT sem cara de academia. Em uma hora, o atleta realiza cerca de 300 a 500 acelerações e desacelerações explosivas, o equivalente a uma aula de CrossFit completa. Durante 60 minutos, ele trabalha membros e core de uma vez só. A dinâmica do tênis faz com que o atleta alterne entre a energia aeróbica, de longa duração, e a anaeróbica, de curta duração, aumentando o gasto calórico e estimulando o metabolismo”, pontua Arthur Neves, médico endocrinologista e franqueado da Fast Tennis, rede de academias de quadras de tênis.

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Quais os benefícios da prática de tênis para saúde mental?

A prática de tênis e seus benefícios surpreendentes para a longevidade

Para viver mais e melhor, os alicerces fundamentais englobam a prática regular de atividades físicas e o combate aos comportamentos sedentários no dia a dia.

O movimento do corpo tem sido cada vez mais associada ao aumento da expectativa de vida, e existem algumas modalidades que se destacam nesse quesito, entre elas, o tênis.

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No Brasil, há um crescente interesse pela modalidade. Dados da Confederação Brasileira de Tênis estimam que o país já contabiliza mais de 2 milhões de praticantes.

Principais benefícios do tênis à saúde

O tênis é uma prática completa que oferece uma série de efeitos benéficos ao corpo e à mente.

“Ele contribui para a saúde cardiovascular, ajuda na prevenção da diabetes, melhora a coordenação motora, aumenta os níveis de energia e fortalece músculos e ossos. Além disso, a dinâmica do jogo combina exercícios aeróbicos e de força, favorecendo também a perda de peso”, cita Felipe Garcia, professor de educação física e franqueado da Fast Tennis.

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O esporte ainda auxilia na criação de conexões, uma vez que geralmente é executado de maneira coletiva, estimulando a convivência e promovendo o senso de pertencimento.

“O ser humano é naturalmente sociável. Estar em um ambiente com pessoas que compartilham interesses em comum fortalece a saúde mental, reduz o estresse e, consequentemente, melhora a perspectiva de vida”, conclui Felipe.

O que diz um estudo sobre o papel do tênis na longevidade

Um estudo populacional conduzido pela Copenhagen City Heart Study (CCHS) e divulgado pela Mayo Clinic, em 2018, acompanhou por até 25 anos 8.577 participantes dinamarqueses, sendo que parte deles realizavam diferentes modalidades esportivas com frequência.

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Os praticantes de tênis apresentaram maior ganho em expectativa de vida: cerca de 7 a 9 anos adicionais. Ciclistas tiveram um aumento de 3 anos, nadadores de 3 a 4 anos e corredores de 3 a 2 anos.

Há mais de 85 anos, a Universidade Harvard conduz o “Estudo sobre o Desenvolvimento Adulto”, considerado o mais longo levantamento científico sobre felicidade já realizado, que revela que as pessoas com relações sociais próximas permanecem fisicamente mais saudáveis à medida que envelhecem.

4 razões para incentivar a prática de tênis desde a infância

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VO₂ máximo não é só coisa de atleta! Entenda por que esse indicador merece atenção e como melhorá-lo

Quem corre , pedala ou pratica esportes de resistência provavelmente já ouviu falar em VO₂ máximo . Mas esse indicador da capacidade card...