segunda-feira, 24 de agosto de 2026

O horário do treino interfere no resultado?

Existe um horário ideal para treinar? Será que o período escolhido para se exercitar faz diferença nos resultados? A resposta para essas questões não é tão simples quanto parece e recebe influência de uma série de fatores, como ciclo circadiano, tipo de atividade praticada, rotina de cada pessoa e aspectos fisiológicos.

A seguir, o educador físico da Academia Gaviões 24h, Anderson Teu, destaca vantagens e desvantagens de se movimentar em cada momento do dia. Entenda mais!

Treinar de manhã: quais as vantagens?

Do ponto de vista fisiológico, o início do dia é marcado pelo pico de cortisol, hormônio responsável por aumentar o estado de alerta. Ao se exercitar nesse momento, há uma liberação de endorfina e dopamina, que promove uma sensação de bem-estar que pode se estender pelas horas seguintes, além de colaborar para o foco e a produtividade.

“A consistência tende a ser maior pela manhã, já que a probabilidade de imprevistos ou compromissos interferirem no treino é menor. Porém, esse período exige maior atenção ao aquecimento. Após horas de repouso, a temperatura corporal está mais baixa e as articulações apresentam maior rigidez, tornando essa etapa indispensável para prevenir lesões”, destaca Anderson Teu.

Treinar à tarde: quais os principais benefícios?

O período da tarde tende a ser mais favorável para quem procura o máximo desempenho físico. Nesse momento, pode ser possível perceber uma maior força, potência e resistência.

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“Uma das principais vantagens de treinar à tarde é o maior aporte energético. Com os músculos naturalmente aquecidos pelas atividades do dia e após a realização de algumas refeições, o organismo costuma estar mais abastecido, favorecendo um melhor rendimento durante o treino”, explica o especialista.

Treinar à noite: pode ser uma boa ideia?

Treinar à noite pode ser uma alternativa interessante para as pessoas que têm uma rotina mais intensa, auxiliando no alívio de tensões acumuladas, na redução do estresse e no relaxamento físico e mental.

Para se exercitar nesse momento, é importante redobrar a atenção em relação à higiene do sono. “Exercícios de alta intensidade elevam a frequência cardíaca, estimulam a produção de adrenalina e aumentam a temperatura corporal. Quando realizados muito próximos ao horário de dormir, podem retardar a produção de melatonina e comprometer a qualidade do sono. Por isso, o ideal é manter um intervalo de, pelo menos, duas horas entre o fim do treino e o momento de deitar”, orienta Anderson Teu.

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Vale lembrar que, independentemente do horário escolhido, o mais importante é adotar uma rotina ativa e atingir os 300 minutos semanais de atividade física orientados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Você sabia? Seu melhor treino pode depender do horário do dia

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O treino híbrido de Bruna Marquezine: performance, funcionalidade e longevidade

O treno híbrido tem como principal objetivo englobar treinos de força, como a musculação, com aeróbicos, como corrida, natação, funcional, entre outras atividades. E hoje vamos mostrar o treino híbrido de Bruna Marquezine, montado pelo personal Chico Salgado.

No vídeo, Chico explica que o treino criado para a atriz mistura performance, funcionalidade e longevidade, trazendo exercícios como step com abdução de ombro lateral, búlgaro conjugado com bíceps, puxada na bola no kinesis, entre outros exercícios.

“Eu combino membros superiores e inferiores no mesmo padrão de movimento para desenvolver um corpo mais eficiente, estável e preparado para qualquer demanda física”, explicou o personal no post publicado no Instagram.

Chico ainda acrescenta que o treino estimula de forma simultânea força global, coordenação motora, estabilidade articular, controle neuromuscular e condicionamento metabólico.

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Veja mais no vídeo a seguir o treino híbrido de Bruna Marquezine:

Dica de treino híbrido para membros inferiores

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Treino híbrido: como combinar musculação e corrida?

Sabemos que a corrida não é simplesmente um passo após o outro em alta velocidade. O esporte movimenta o corpo inteiro e exige a atuação de diversos grupos musculares, tanto dos membros inferiores, quanto dos superiores, para auxiliarem na mecânica do movimento.

Ou seja, para correr, é preciso também fortalecer braços, pernas, glúteos…tendo essas regiões fortalecidas, garante um melhor desempenho nos treinos e provas.

Uma meta-análise publicada noSports Medicine analisou diversos estudos sobre treinamento de força em corredores. Dentre as principais conclusões estavam uma melhora no gasto energético da corrida, aumento da força muscular sem prejudicar a resistência.

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Ou seja, o treinamento de força precisa fazer parte da rotina dos corredores, não apenas para a performance, mas também para a resistência aos impactos e o quanto o esporte exige do corpo.

De acordo com o Blog da Iguana Sports, há algumas dicas essenciais para realizar um treino híbrido e combinar musculação e corrida. São elas:

  1. Evitar treinos intensos de musculação e corrida ao mesmo tempo (se não der, pelo menos dê um bom intervalo entre eles);
  2. Não concentre a musculação apenas nas pernas. Divida os treinos em grupos musculares, de 2 a 3 vezes por semana;
  3. Não esqueça: o descanso faz parte do processo e respeite seu corpo!
  4. Quando tiver uma corrida longa na planilha, evite treinar pernas no dia anterior. Assim evita fadiga muscular no seu treino
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Não se esqueça da alimentação!

Para sustentar uma rotina que mistura diferentes estímulos físicos, a nutrição precisa acompanhar o ritmo.

“Quem pratica treino híbrido precisa olhar para a alimentação de forma estratégica. Não basta pensar apenas em emagrecimento ou ganho de massa. É preciso garantir energia para o cardio, proteína para recuperação muscular e hidratação adequada para manter desempenho e bem-estar”, explica a nutricionista Marcela Mendes.  

Segundo a especialista, o erro mais comum é subestimar o gasto energético e manter dietas muito restritivas. “Isso pode gerar fadiga, queda de rendimento e dificuldade de recuperação.” 

O boom dos treinos híbridos mostra que o fitness brasileiro está amadurecendo. O avanço dos treinos híbridos revela um novo olhar sobre saúde e bem-estar no Brasil. A busca deixa de ser apenas por resultados estéticos e passa a valorizar desempenho, longevidade e equilíbrio na rotina.

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Ao unir diferentes modalidades em uma mesma jornada, o praticante encontra mais liberdade para treinar de forma consistente e prazerosa. Para academias e marcas do setor, o recado é claro: o futuro do fitness será cada vez mais plural, flexível e conectado à vida real. 

Veja um exemplo de divisão de treino híbrido no vídeo a seguir:

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4 exercícios para fortalecer o core em casa e sem equipamentos

Fortalecer o core pode contribuir para o equilíbrio, a estabilidade corporal e a execução de movimentos, tanto durante exercícios físicos quanto nas atividades do dia a dia. E você pode fazer isso em casa!

Segundo o educador físico e especialista em calistenia Felipe Kutianski, exercícios como prancha frontal, prancha lateral, bird dog e ponte de glúteos podem ser realizados em casa, sem aparelhos, com atenção à técnica e ao controle dos movimentos.

Embora seja frequentemente associado ao abdômen e à busca por definição muscular, o core é um sistema mais amplo. Revisões da literatura científica descrevem a região como uma espécie de “caixa muscular” tridimensional, formada por músculos e estruturas localizados à frente, nas laterais e atrás do tronco, além do diafragma e do assoalho pélvico.

Entre seus componentes estão o transverso do abdômen, o reto abdominal, os oblíquos, os multífidos, os eretores da coluna e o quadrado lombar.

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Na prática, esses músculos atuam de maneira integrada para estabilizar a coluna e a pelve antes e durante diferentes movimentos. “O core também participa da transferência de força entre as partes inferior e superior do corpo. Por isso, sua atuação está presente em situações tão diferentes quanto correr, subir escadas, carregar uma mochila, empurrar um objeto ou simplesmente manter o equilíbrio”, destaca o especialista.

7 Exercícios que melhoram a força de empurrar

A importância dessa musculatura não se restringe à prática esportiva. Músculos do core bem condicionados favorecem equilíbrio e estabilidade e facilitam a realização de atividades físicas e tarefas cotidianas. Estudos científicos também analisam a participação dos músculos profundos do tronco no controle da região lombopélvica e mostram que diferentes exercícios produzem padrões distintos de ativação muscular.

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“Quando falamos em fortalecer o core, não estamos falando apenas de fazer abdominais. O objetivo é trabalhar um sistema de músculos que ajuda a estabilizar o tronco e oferece uma base para os movimentos dos braços e das pernas. Isso tem aplicação tanto no exercício quanto nas atividades comuns do dia a dia”, explica Kutianski.

Por que fortalecer o core?

O treinamento do core pode favorecer diferentes aspectos do movimento corporal. Entre eles estão a estabilidade da coluna e da pelve, o equilíbrio, o controle motor e a transferência de força durante ações como correr, saltar, empurrar e puxar. Uma base corporal mais estável também facilita a movimentação dos membros superiores e inferiores.

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Outro ponto importante é que não existe um único exercício capaz de trabalhar todos os componentes do core da mesma maneira.

Revisões sistemáticas identificam diferenças na ativação de músculos como reto abdominal, oblíquos, eretores da coluna e multífidos conforme o movimento executado. A variedade de estímulos, portanto, permite trabalhar diferentes funções desse sistema muscular.

5 exercícios que parecem simples, mas exigem muita coordenação

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“Mais importante do que buscar o maior número de repetições ou permanecer muito tempo em uma posição é conseguir executar o exercício com controle. Para quem está começando, uma sequência simples e bem realizada pode ser uma forma de desenvolver consciência corporal e fortalecer progressivamente a região”, afirma o educador físico.

4 exercícios para fortalecer o core em casa

Uma das vantagens dos exercícios para core é a possibilidade de realizá-los utilizando o peso do próprio corpo. Para quem busca uma rotina inicial de calistenia em casa, quatro movimentos podem compor uma sequência simples:

Prancha frontal

Com os antebraços e os pés apoiados no chão, o praticante mantém o corpo alinhado, evitando que o quadril desça ou fique elevado demais.

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Para iniciantes, a indicação é começar com 10 a 20 segundos, em duas séries. O exercício trabalha principalmente a estabilização do abdômen e do tronco. A série deve ser encerrada quando não for mais possível preservar a postura adequada.

Prancha lateral

Deitado de lado, o praticante apoia o antebraço no chão, posicionando o cotovelo aproximadamente abaixo do ombro, e eleva o quadril mantendo ombros, quadril e pernas alinhados.

É possível começar com 10 a 15 segundos de cada lado, em duas séries. O movimento enfatiza a musculatura lateral do tronco, incluindo os oblíquos, e trabalha a estabilidade do core.

Bird dog

Em quatro apoios, deve-se estender lentamente um braço e a perna do lado oposto, mantendo tronco e pelve estáveis, antes de retornar à posição inicial e trocar os lados.

Uma referência inicial é realizar seis a oito repetições de cada lado, em duas séries.

O exercício trabalha controle motor e estabilidade lombopélvica e envolve músculos profundos e posteriores do core, incluindo multífidos e transverso abdominal.

Ponte de glúteos   

Deitado de costas, com joelhos flexionados e pés apoiados no chão, o praticante contrai a região abdominal e eleva o quadril até formar aproximadamente uma linha entre ombros, quadril e joelhos.

Depois, retorna de maneira controlada. Para começar, podem ser realizadas oito a 12 repetições, em duas séries. Além dos glúteos, o movimento participa do trabalho de estabilização do complexo lombopélvico.

      Técnica deve vir antes de tempo e número de repetições

      Para uma sequência inicial, os quatro movimentos podem ser organizados na ordem prancha frontal, bird dog, ponte de glúteos e prancha lateral, com descanso de acordo com a necessidade individual. O foco deve estar na qualidade da execução, e não em atingir duração máxima ou realizar o maior número possível de repetições.

      “A progressão precisa respeitar a capacidade de manter a técnica. Sentir o músculo trabalhando faz parte do exercício, mas a dor não deve ser tratada como sinal de que o treino está funcionando. Se houver dor durante um movimento, a orientação é interromper a execução e buscar avaliação adequada quando necessário”, orienta Felipe Kutianski.

      A recomendação ganha importância especialmente para pessoas com problemas nas costas, osteoporose ou outras condições de saúde. Nesses casos, a orientação de um profissional qualificado antes de iniciar ou modificar uma rotina de exercícios para fortalecer o core ajuda a definir movimentos e progressões adequados às condições individuais.

      “Mais do que uma estratégia para trabalhar a aparência do abdômen, o fortalecimento do core está relacionado à capacidade do corpo de criar estabilidade e transmitir força durante o movimento. Para iniciantes, exercícios de calistenia executados em casa e sem equipamentos podem ser uma porta de entrada para desenvolver essa musculatura, desde que técnica, controle e progressão sejam priorizados”, completa Kutianski.

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      O horário do treino interfere no resultado?

      Existe um horário ideal para treinar ? Será que o período escolhido para se exercitar faz diferença nos resultados? A resposta para essas qu...