domingo, 23 de agosto de 2026

‘Será que ainda dá tempo?’ A pergunta que trava tantas mulheres depois dos 40

Existe uma pergunta cruel que muitas mulheres começam a fazer depois dos 40: “será que ainda dá tempo?”. Reconstruir a confiança profissional nessa fase começa por entender de onde vem essa dúvida.

Curiosamente, ela costuma aparecer justamente quando você acumula mais experiência do que nunca. Já resolveu problemas difíceis, talvez liderou equipes ou criou negócios, construiu uma carreira e superou crises. E, ainda assim, diante de uma oportunidade nova, pensa: “talvez eu esteja velha demais para isso”.

Em um momento da vida em que sua competência aumentou, a confiança parece ter diminuído. Como isso é possível? A resposta está em um detalhe importante: a insegurança profissional não desaparece sozinha com a idade. Ela apenas muda de forma.

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A síndrome da impostora também envelhece

Quando pensamos na síndrome da impostora, normalmente imaginamos alguém no início da carreira. Uma profissional jovem que acredita não saber o suficiente e se sente insegura. Mas a realidade costuma ser mais complexa.

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Depois dos 40, a síndrome da impostora raramente desaparece por conta própria, sem nenhum trabalho interior. Ela apenas troca de argumento.

Antes, ela dizia “você ainda não está pronta”. Agora, sussurra “talvez tenha passado o seu tempo”. Antes, o medo era a falta de experiência. Agora, pode ser o receio de que a experiência já não seja valorizada.

O resultado, porém, é o mesmo: você continua adiando oportunidades porque acredita que existe alguma condição a resolver antes de dar o próximo passo.

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A experiência não elimina todas as dúvidas

Existe uma crença silenciosa de que a experiência deveria resolver definitivamente a insegurança, como se os anos de trabalho trouxessem uma confiança permanente. Quem já viveu essa fase sabe que não funciona assim.

A experiência resolve muitas dúvidas técnicas. Você conhece melhor sua profissão, decide com mais rapidez e reconhece problemas antes que eles aconteçam. O que ela não faz, automaticamente, é transformar a maneira como você enxerga a si mesma.

Confiança precisa ser construída com evidência somada à conversa interior. Sem essa última, é possível acumular décadas de competência e continuar carregando uma autoimagem negativa construída anos atrás, que insiste em perguntar:

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  • “será que sou boa o suficiente?”

Quando a comparação muda de lugar

Na juventude, costumamos nos comparar com outras pessoas. Quem foi promovido primeiro, quem já abriu uma empresa, quem parece mais preparado.

Depois dos 40, essa comparação ganha uma nova direção: passamos a nos comparar com o tempo.

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  • “Será que estou atrasada?”
  • “Será que ainda faz sentido começar um projeto novo?”
  • “Será que o mercado procura alguém da minha idade?”

Essas perguntas parecem racionais, mas muitas vezes são alimentadas pelo mesmo mecanismo da síndrome da impostora. A tendência de focar naquilo que supostamente nos falta, em vez de enxergar tudo o que já construímos.

Parte dessa comparação diminui quando você redefine o que significa sucesso nesta fase. É a lógica por trás do Quiet Ambition, o movimento de quem escolhe medir a carreira por critérios próprios, e não pelo relógio dos outros.

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Vale lembrar que esse receio nem sempre corresponde à realidade do mercado. Os dados mostram que mudar de carreira depois dos 35 é cada vez mais comum, sustentado pelo aumento da longevidade profissional.

O medo de recomeçar não significa incapacidade

Existe uma diferença importante entre começar do zero e construir algo novo. Quando uma mulher decide empreender aos 45 anos, mudar de profissão aos 50 ou assumir um desafio diferente depois de décadas de carreira, ela não volta ao ponto de partida.

Ela leva consigo repertório, rede de contatos, inteligência emocional, capacidade de resolver problemas, discernimento e conhecimento sobre pessoas. Tudo isso continua existindo.

Quem escolhe empreender nessa fase, aliás, pode começar de forma enxuta e intencional, como propõe o conceito de empresa de uma pessoa só.

O projeto pode até ser novo, mas a profissional não é. E talvez seja justamente isso que a síndrome da impostora tente fazer você esquecer.

Como reconstruir a confiança profissional depois dos 40

Reconstruir a confiança não significa convencer a si mesma de que não sente medo. Significa aprender a estar do seu lado, independentemente do que aconteça, com a certeza de que você pode contar com você.

Alguns movimentos ajudam nesse processo.

  1. Questione a voz que diz que já é tarde. Essa voz parece muito mais um freio de mão puxado do que um fato. Antes de aceitá-la, vale investigar se ela descreve a realidade ou apenas repete um medo antigo.
  2. Atualize a imagem que você tem de si. Você provavelmente já não é a profissional que começou a carreira. Então por que continuar se enxergando com os mesmos olhos de anos atrás?
  3. Transforme experiência em evidência. Em vez de pensar apenas no que ainda precisa aprender, faça um exercício de lembrar tudo o que já viveu, resolveu, criou e superou. A experiência não serve apenas para trabalhar melhor: ela também fortalece a forma como você se percebe.
  4. Permita-se continuar aprendendo. Uma das maiores armadilhas da maturidade é acreditar que aprender algo novo diminui sua autoridade. Acontece o contrário. Quem continua aprendendo demonstra confiança e coragem para admitir que nunca estará completamente pronta.

Um bom ponto de partida é enxergar com clareza o que você já construiu.

E se a confiança pedir um novo caminho?

Reconstruir a confiança às vezes revela que o incômodo não é só com a autoimagem, mas com a direção da carreira. Nesses casos, o próximo passo deixa de ser interno e passa a ser prático.

É quando vale construir a mudança com método, em vez de esperar a insegurança passar sozinha. Foi para esse momento que criei o curso Transição Profissional Turbinada, que organiza a mudança em etapas, com estratégia e preparo emocional, sem rupturas impulsivas.

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Conclusão

A insegurança depois dos 40 raramente fala sobre capacidade real. Ela fala sobre uma autoimagem que ficou desatualizada em relação a tudo o que você se tornou.

Como vimos, experiência não garante confiança automática, mas oferece algo igualmente valioso: a possibilidade de olhar para trás e perceber um padrão.

Todas as vezes em que a vida perguntou se você era capaz, a resposta nunca veio antes do desafio. Ela veio depois que você teve coragem de atravessá-lo.

Perguntas frequentes

É normal perder a confiança profissional depois dos 40?

Sim. Muitas mulheres vivem uma fase de revisão profissional nessa etapa da vida. Isso não significa perda de competência, mas uma mudança na forma como enxergam a própria carreira e o futuro. Pode ser, inclusive, um convite para fortalecer a autoimagem e levar a conversa interior para um lugar mais gentil. Reconhecer que a dúvida existe é o primeiro passo para trabalhá-la, em vez de deixá-la conduzir suas decisões silenciosamente.

A síndrome da impostora pode aparecer depois dos 40?

Sim. Embora seja muito associada ao início da carreira, a síndrome da impostora pode continuar presente na maturidade. Nessa fase, ela costuma assumir novas formas, despertando dúvidas sobre idade, atualização, tecnologia e espaço no mercado. O mecanismo é o mesmo de sempre: focar no que supostamente falta e desvalorizar o que já foi construído. Nomear esse padrão ajuda a reduzir o poder que ele exerce sobre suas escolhas.

Como reconstruir a confiança profissional?

Reconheça sua trajetória, questione pensamentos automáticos de incapacidade, mantenha-se aberta ao aprendizado e trabalhe sua inteligência emocional e autoconhecimento. Um exercício prático é transformar experiência em evidência: listar situações que você já resolveu e superou ao longo da carreira. Em casos de sofrimento mais intenso ou persistente, o acompanhamento de um profissional de psicologia pode apoiar esse processo de forma mais profunda.

Vale a pena mudar de carreira depois dos 40?

Em muitos casos, sim. A maturidade pode trazer mais clareza sobre valores, propósito e qualidade de vida. Antes de decidir, vale investigar se a necessidade é mudar de profissão mesmo ou apenas a forma de exercê-la. A partir daí, um planejamento consciente, considerando aspectos emocionais e financeiros, torna a transição mais segura e sustentável do que uma decisão tomada por impulso.

Como vencer o medo de recomeçar?

Recomeçar não significa voltar ao zero. Toda a experiência construída ao longo da vida acompanha você para qualquer novo projeto e pode se tornar uma das suas maiores vantagens. O medo tende a diminuir quando você passa a enxergar seu repertório como um ativo, e não a idade como um limite. Dar passos graduais, em vez de rupturas bruscas, também ajuda a construir segurança ao longo do caminho.

Gabi Squizato

Especialista em inteligência emocional aplicada a negócios, comunicadora e pós-graduada em Psicanálise e em Psicologia Transpessoal. Consultora de negócios para prestadores de serviços, criou a técnica da Liberação Emocional, que lhe permite enxergar a alma humana por trás do negócio e unir o emocional ao estratégico. Já formou mais de 4 mil alunos em diversos países. No Personare, é professora do curso Transição Profissional Turbinada.

gabi@gabisquizato.com

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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/sera-que-ainda-da-tempo-depois-dos-40/

Muito além da mente: o impacto do Mindfulness na saúde física

Durante muito tempo, falar sobre Mindfulness parecia estar restrito ao universo do bem-estar, da meditação e da saúde emocional. Hoje, porém, a prática vem sendo cada vez mais estudada também por sua relação com diferentes aspectos da saúde física.

A Atenção Plena pode contribuir para uma relação mais consciente com o estresse, ansiedade, sono, a alimentação e os próprios comportamentos. E essa conexão é especialmente interessante quando pensamos em uma visão de saúde que não separa corpo e mente.

É justamente essa a proposta da Medicina do Estilo de Vida: compreender que a saúde não é construída apenas quando estamos diante de um médico, mas também nas pequenas escolhas que fazemos todos os dias.

Dentro dessa perspectiva, a prática de Mindfulness ocupa um lugar estratégico. Mais do que uma técnica para relaxar, ajuda a desenvolver consciência sobre pensamentos, emoções, impulsos e comportamentos, criando aquele pequeno espaço entre o que sentimos e a maneira como escolhemos responder.

Nesta edição, conversamos com Renata Cardoso, médica especialista em Cardiologia e Mestre em Ciências Cardiovasculares pela Universidade Federal Fluminense (UFF), sobre a relação entre Mindfulness, saúde física e os pilares da Medicina do Estilo de Vida.

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  • A Medicina do Estilo de Vida parte de uma visão mais ampla de saúde. O que ela significa para você e qual é o papel do Mindfulness dentro dessa abordagem?

A Medicina do Estilo de Vida parte de uma ideia que considero muito poderosa, saúde não é construída apenas dentro do consultório. Ela é construída todos os dias, nas escolhas que fazemos, na maneira como dormimos, nos alimentamos, nos movimentamos, lidamos com o estresse, nos relacionamos e também naquilo que escolhemos não consumir.

Ela é composta por seis pilares: alimentação predominantemente baseada em alimentos naturais e minimamente processados; atividade física regular; sono restaurador; manejo do estresse; relacionamentos e conexão social e redução ou eliminação de substâncias de risco, como tabaco e álcool.

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Dentro desse contexto, o Mindfulness ocupa um papel interessante. Ele se conecta de forma mais óbvia ao pilar do manejo do estresse. O estresse crônico pode interferir no sono, na pressão arterial, no metabolismo, no humor e até na nossa capacidade de manter comportamentos saudáveis.

Por isso, aprender a regular a resposta ao estresse não é simplesmente uma questão de bem-estar.

  • Você também é praticante de Mindfulness. Como percebe os efeitos da prática na sua própria saúde e rotina?
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Sou sua aluna e pratico há alguns anos. A prática regular de Mindfulness me ajudou a entender e controlar melhor minhas emoções, a ter um sono mais reparador, a estar mais presente nas minhas relações e com isso ser uma boa ouvinte.

Também me ajuda na rotina de trabalho, na autorregulação entre um paciente e outro. O que me permite chegar em cada consulta mais inteira, mais disponível e verdadeiramente presente para cada pessoa que atendo.

  • Mindfulness pode ir além do manejo do estresse e dialogar com outros pilares da Medicina do Estilo de Vida?
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Sim, Mindfulness não fica restrito ao pilar do estresse. Ele pode funcionar como uma espécie de ponte entre os outros pilares.

Na alimentação, por exemplo, o chamado mindful eating. Uma metanálise recente encontrou melhora em diferentes comportamentos alimentares, incluindo maior percepção de saciedade, redução de alimentação por estímulos externos e menor ingestão energética.

Isso muda uma coisa importante, o quanto e o que comer deixa de ser apenas uma questão de “força de vontade” e passa a envolver consciência.

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O mesmo raciocínio pode ser aplicado ao sono. Práticas baseadas em Mindfulness podem ajudar algumas pessoas a melhorar a qualidade do sono.

Existe também uma relação entre Mindfulness e pressão arterial. Estudos clínicos e metanálises sugerem que intervenções baseadas em mindfulness podem produzir reduções modestas da pressão arterial.

Uma metanálise de ensaios clínicos em pessoas com pré-hipertensão ou hipertensão encontrou redução média de aproximadamente 9 mmHg na pressão sistólica e 6 mmHg na diastólica após as intervenções.

É claro que não substitui o tratamento medicamentoso anti-hipertensivo quando indicado, mas o Mindfulness pode ser uma ferramenta complementar, no tratamento não farmacológico.

  • Um dos grandes desafios da saúde é transformar conhecimento em comportamento. Como Mindfulness pode ajudar nesse processo?

A prática regular de Mindfulness pode favorecer a mudança de comportamento, porque aumenta a consciência antes da ação. É aquela pequena pausa entre o impulso e a resposta.

Antes de comer automaticamente, perceber se existe fome. Antes de responder impulsivamente a uma situação estressante, perceber o que está acontecendo no corpo. Antes de passar mais uma hora no celular à noite, reconhecer o cansaço.

  • Se a Medicina do Estilo de Vida busca mudanças sustentáveis, qual é o papel da consciência nesse processo?

A Medicina do Estilo de Vida não busca um paciente perfeito. Busca um paciente mais consciente, mais autônomo e capaz de fazer mudanças sustentáveis.

E talvez seja essa a grande contribuição do Mindfulness, não acrescentar mais uma obrigação à rotina, mas ensinar a pessoa a estar verdadeiramente presente na própria vida.

Para mim, cuidar da saúde nunca foi apenas ensinar o paciente o que ele deve fazer. É ajudá-lo a entender por que faz, o que está dificultando a mudança e como encontrar um caminho possível dentro da vida que ele realmente tem.

Porque saúde não acontece nos dias perfeitos, ela acontece no cotidiano.

Você não precisa esperar o estresse, a ansiedade ou o cansaço cobrarem seu preço para começar a cuidar de si. Mindfulness é uma prática que se aprende e se desenvolve com orientação e constância. Se você sente que está na hora de mudar a forma como vive, pensa e reage, esse é o momento de começar e melhorar sua saúde física e emocional antes do fim do ano.

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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/mindfulness/mindfulness-saude-fisica/

Mais do que carga e repetições: como o ciclo menstrual pode influenciar o treino

A ciência mostra atualmente que o organismo feminino passa por oscilações hormonais ao longo do ciclo menstrual que podem influenciar fatores como disposição, recuperação muscular, percepção de esforço e desempenho físico.

Nesse contexto, cresce o interesse pela chamada periodização hormonal, estratégia que propõe adaptar o treinamento às necessidades do corpo em cada fase do ciclo.

Embora não exista uma fórmula única,  já que cada mulher responde de forma diferente às variações hormonais, especialistas destacam que observar os sinais do organismo pode tornar a prática de exercícios mais eficiente e prazerosa.

Estudos publicados no 

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British Journal of Sports Medicine mostram que a resposta ao treinamento durante o ciclo menstrual é altamente individual, reforçando que o planejamento deve considerar sintomas, percepção de esforço e objetivos de cada praticante. 

De maneira geral, a fase folicular, iniciada após a menstruação, costuma ser marcada por um aumento gradual do estrogênio, período em que muitas mulheres relatam maior disposição para treinos de força e exercícios de maior intensidade.

Já na fase lútea, quando a progesterona está mais elevada, algumas podem sentir fadiga, retenção de líquidos ou desconfortos que tornam interessante reduzir a intensidade ou priorizar atividades com menor impacto, sempre respeitando a individualidade.

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Mas isso não significa que você precisa deixar de treinar dependendo da sua fase

Respeitar o ciclo hormonal não significa deixar de treinar, mas entender que a intensidade e até a modalidade podem variar de acordo com a forma como cada mulher se sente.

Em alguns dias, o organismo responde muito bem a um treino intenso de musculação, em outros, uma aula com foco em mobilidade, alongamento, equilíbrio ou condicionamento cardiovascular pode proporcionar mais conforto sem que a pessoa deixe de se exercitar.

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O mais importante é manter a constância e abandonar a ideia de que existe um único modelo de treino que funciona para todas.  O ciclo menstrual pode influenciar a experiência de treino de algumas mulheres, mas não existe uma regra universal que determine exatamente como toda mulher deve treinar em cada fase do ciclo. 

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Algumas mulheres relatam alterações de apetite, maior desejo por doces ou mudanças na disposição ao longo do ciclo menstrual. Nesses casos, estratégias nutricionais individualizadas podem ajudar no controle dos sintomas, na manutenção da energia e na recuperação adequada após os treinos. Em mulheres com fluxo menstrual intenso, a avaliação de parâmetros relacionados às reservas de ferro, como a ferritina, pode ser importante”, explica Larissa Amorim, nutricionista. 

Além de acompanhar um calendário, a periodização hormonal reforça um conceito cada vez mais valorizado pela ciência do exercício: ouvir o próprio corpo. Com orientação profissional e acesso a diferentes modalidades de treino, é possível manter a regularidade da prática, promover mais bem-estar e transformar a atividade física em um hábito duradouro. 

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Pode fazer atividade física mesmo estando menstruada?

5 estratégias para ajustar o treino conforme seus sintomas 

 

1

Ouça o seu corpo

 Nem todas as mulheres sentem os mesmos sintomas em cada fase do ciclo. Em dias de maior disposição, vale investir em treinos mais intensos. Já quando houver fadiga, cólicas ou desconforto, adaptar a carga ou optar por uma atividade mais leve pode ser a melhor escolha.  

2

Não abandone a rotina por causa da menstruação

Salvo orientação médica, menstruar não é motivo para interromper a prática de exercícios. Movimentar o corpo pode, inclusive, ajudar a aliviar sintomas como cólicas, retenção de líquidos e alterações de humor. 

3

Varie as modalidades

Alternar musculação com aulas como yoga, pilates, alongamento, bike indoor ou treinamento funcional ajuda a trabalhar diferentes capacidades físicas e permite ajustar o treino conforme a energia e a recuperação do organismo. 

4

Cuide da alimentação e da hidratação

Proteínas são importantes para a recuperação muscular, enquanto os carboidratos fornecem energia para os treinos. Durante a menstruação, manter uma boa hidratação e acompanhar nutrientes como o ferro,  especialmente em mulheres com fluxo intenso,  também faz diferença. 

5

Conte com orientação profissional

 Avaliações periódicas e acompanhamento de professores ajudam a adaptar intensidade, volume e tipo de exercício de acordo com seus objetivos e com a resposta do seu organismo, tornando os treinos mais seguros e eficientes.

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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/mais-do-que-carga-e-repeticoes-como-o-ciclo-menstrual-pode-influenciar-o-treino/

‘Será que ainda dá tempo?’ A pergunta que trava tantas mulheres depois dos 40

Existe uma pergunta cruel que muitas mulheres começam a fazer depois dos 40: “será que ainda dá tempo?” . Reconstruir a confiança profission...