terça-feira, 3 de novembro de 2026

Grazi Massafera retoma treinos após 15 dias parada: quais os cuidados nesse processo?

Grazi Massafera retomou à rotina de atividade físicas na última quinta-feira, 29 de outubro. Em seu perfil no Instagrma, a atriz publicou uma foto no espelho, mostrando que, mesmo sem treinar, ainda está em forma! “Bóra malhar magrela. Mais de 15 dias sem fazer nada, só vivendo a psicose política”, brincou.

Mulher de cabelo castanho preso, vestindo top cropped e shorts pretos, tira selfie no espelho. Ela tem abdômen definido e pernas musculosas. Ao fundo, plantas verdes e uma janela grande. No canto superior esquerdo, texto branco: Bora malhar magrela Mais de 15 dias sem fazer nada só vivendo a psicose política.
<span class="hidden">–</span>@massafera/Reprodução Instagram

 

Ficar um tempo sem treinar se chama “destreinamento”

De acordo com o ortopedista, especialista em joelho, medicina esportiva e regenerativa, Adílio Bernardes, o chamado “destreinamento” começa antes do que a maioria imagina.

“Em cerca de duas a três semanas já há perda de força e resistência muscular. Isso afeta diretamente a proteção das articulações, porque são os músculos que absorvem boa parte do impacto e estabilizam os movimentos”, explica Adílio.

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Embora a memória muscular facilite a recuperação, segundo o especialista, tendões, ligamentos e cartilagens não se adaptam na mesma velocidade que o condicionamento cardiovascular.

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“Essa diferença costuma ser o ponto crítico no retorno. A pessoa se sente com fôlego para retomar o ritmo anterior, mas as estruturas articulares ainda não estão preparadas para o mesmo volume ou intensidade. É nesse descompasso que surgem as lesões”, afirma o médico.

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Dores musculares intensas, inflamações tendíneas, estiramentos e sobrecarga articular estão entre os quadros mais comuns nesse período. Movimentos de impacto, mudanças bruscas de direção e aumento repentino de carga na musculação são fatores que elevam o risco. “O erro mais comum de quem volta à academia após um tempo parado é tentar compensar o tempo parado em poucos dias. O corpo precisa de progressão”, orienta o ortopedista.

Isso é o que você precisa fazer se quer voltar a treinar depois de muito tempo parado

O médico alerta que em geral, após uma pausa de até um mês, o ideal é reiniciar com intensidade reduzida, entre 50% e 70% do volume habitual, aumentando gradualmente ao longo de duas a três semanas.

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“Exercícios de fortalecimento, mobilidade e estabilidade devem anteceder treinos mais intensos. O fortalecimento adequado prepara músculos e articulações para suportar carga. Sem essa base, o risco de lesão aumenta”, diz o especialista.

Outro ponto de atenção é a persistência da dor. Desconforto leve pode fazer parte do processo de adaptação. Já dor que piora com o treino, inchaço articular ou limitação de movimento são sinais de alerta. “Dor não é sinônimo de evolução. Quando ela se mantém ou progride, é preciso reavaliar”, destaca.

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Para quem já planeja participar de provas ou intensificar a rotina no primeiro semestre, o especialista recomenda priorizar constância em vez de intensidade imediata.

“A recuperação do condicionamento pode acontecer em poucas semanas, mas isso depende de respeito ao tempo biológico do corpo. Voltar a treinar é sempre positivo. O desafio é entender que a adaptação ortopédica não acompanha a pressa, e que evolução sustentável é aquela que preserva músculos e articulações no longo prazo”, finaliza o médico.

Como voltar a treinar com segurança após uma pausa

Para quem está retomando a rotina de exercícios, o ortopedista reuniu algumas orientações práticas para garantir um retorno seguro e evitar lesões:

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  • Comece leve Aposte em caminhadas ou atividades de baixa intensidade para reintroduzir o corpo ao esforço físico;
  • Respeite a progressão Nos treinos de força, inicie com cargas leves e mais repetições. Aos poucos, aumente o peso e reduza as repetições;
  • Retome os movimentos do esporte Antes de voltar ao ritmo normal, faça treinos de “gesto”, simulando os movimentos da modalidade para recuperar coordenação e controle corporal;
  • Aqueça antes de começar Um bom aquecimento prepara músculos e articulações para o exercício e reduz o risco de lesões;
  • Alongue ao final O alongamento após o treino ajuda na recuperação muscular e na flexibilidade;
  • Vá com calma Evite tentar compensar o tempo parado em poucos dias. A evolução segura é gradual.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/grazi-massafera-retoma-treinos/

Quais exercícios ajudam a fortalecer glúteos e pernas sem sobrecarregar joelhos e lombar?

Para definir glúteos e pernas não significa sobrecarregar joelhos e lombar! O peso é essencial para o fortalecimento dessas regiões, mas exagerar pode causar lesões. A escolha dos movimentos e o ajuste da intensidade fazem diferença para desenvolver a musculatura com segurança.

 

Segundo Rafael Akira, personal trainer e especialista em movimento humano, exercícios como agachamento e levantamento terra estão entre os mais eficientes para fortalecer membros inferiores. No entanto, eles também exigem participação das articulações dos joelhos e da região lombar. Por isso, a carga precisa ser adequada à condição física de cada pessoa.

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O profissional explica que algum nível de sobrecarga faz parte do processo de fortalecimento. Isso não significa, porém, que seja necessário utilizar pesos elevados. “O músculo não fica forte sem movimentar e sem fortalecer ele, então precisa jogar uma sobrecarga”, afirma.

A recomendação é respeitar a capacidade individual, principalmente quando já existe dor ou alguma limitação. Nesses casos, não é indicado começar com cargas altas. A progressão deve acontecer aos poucos, com atenção à execução e, quando necessário, orientação profissional.

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Elevação pélvica é uma aliada para desenvolver os glúteos

Entre as alternativas para trabalhar os glúteos, Akira destaca a elevação pélvica, que pode ser realizada com barra ou em uma máquina específica. O movimento consiste em deitar de barriga para cima, manter os pés apoiados no chão e elevar o quadril, contraindo os glúteos antes de retornar lentamente à posição inicial.

Por ter como foco a extensão do quadril, o exercício permite estimular a musculatura dos glúteos sem exigir a mesma dinâmica de movimentos como o agachamento. Ainda assim, a carga e a execução precisam ser ajustadas para cada praticante.

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Outra opção é a cadeira abdutora, que trabalha principalmente os músculos responsáveis pela abdução do quadril — movimento de afastar as pernas. A abdução de quadril na polia também pode ser incluída no treino, desde que realizada com controle e resistência adequada.

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Cadeira extensora e flexora ajudam a fortalecer as pernas

Para desenvolver a musculatura das coxas, o personal trainer indica exercícios em máquinas, como a cadeira extensora e a cadeira flexora. A primeira trabalha principalmente o quadríceps, localizado na parte da frente da coxa. Já a segunda enfatiza os músculos posteriores da coxa.

Por permitirem controlar a amplitude do movimento e ajustar a resistência, esses aparelhos podem ser boas alternativas para quem precisa adaptar o treino. Isso não significa que sejam exercícios sem exigência para os joelhos: a regulagem do equipamento, a carga e a execução continuam sendo importantes.

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Agachamento e levantamento terra precisam ser excluídos?

Não necessariamente. Apesar de exigirem participação dos joelhos e da lombar, agachamento e levantamento terra podem fazer parte de um programa de fortalecimento, desde que sejam adaptados à condição física de cada pessoa.

Akira também cita o levantamento terra realizado com barra ou no Smith. Segundo ele, o movimento envolve menor flexão dos joelhos do que o agachamento e pode contribuir para fortalecer a musculatura dos membros inferiores e da região posterior do corpo.

O ponto central, portanto, não é evitar todo exercício que gere sobrecarga, mas encontrar uma intensidade que o corpo consiga tolerar e evoluir gradualmente. Quem apresenta dor persistente, lesões ou limitações deve buscar avaliação de um profissional de saúde antes de definir os exercícios e as cargas do treino.

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Seu fôlego conta mais do que o colesterol? O que é VO₂ máx e como melhorar sem virar atleta

Você sente que fica sem fôlego mesmo subindo apenas um lance de escada? Ou até mesmo durante os treinos, fica sem ar com muita facilidade? Essa dificuldade pode estar relacionada ao seu condicionamento cardiorrespiratório, ou seja, à capacidade do organismo de sustentar esforços físicos. Um dos principais indicadores dessa aptidão é o VO₂ Máx, sigla para consumo máximo de oxigênio.

Mais do que um número exibido na tela de um relógio inteligente, o VO₂ Máx tem importância para a saúde e não apenas para o desempenho esportivo. Ele ajuda a avaliar como coração, pulmões, circulação sanguínea e músculos trabalham em conjunto para fornecer e utilizar oxigênio durante o exercício.

“O VO₂ máx é o consumo máximo de oxigênio que o organismo consegue atingir durante um esforço intenso, medido em ml/kg/min. Ele depende do pulmão captar o oxigênio, do coração bombear o sangue e do músculo usar esse oxigênio. Por isso é o principal marcador da aptidão cardiorrespiratória”, explica o Dr. Roberto Yano, médico cardiologista e especialista em Estimulação Cardíaca Artificial pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e pela Associação Médica Brasileira (AMB).

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Na prática, quanto melhor a capacidade de transportar e utilizar oxigênio, maior tende a ser a aptidão para sustentar atividades como caminhar em ritmo acelerado, pedalar, correr ou subir escadas. Para quem pratica exercícios, o VO₂ máx também pode ajudar a acompanhar a evolução do condicionamento e a organizar as intensidades dos treinos.

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VO₂ máx é tão importante quanto o colesterol?

A comparação pode parecer muito curiosa, mas ajuda a entender por que o condicionamento físico merece atenção mesmo de quem não tem como objetivo correr uma maratona ou melhorar o pace.

Segundo o cardiologista, a aptidão cardiorrespiratória está entre os indicadores mais importantes para avaliar a saúde cardiovascular e a longevidade. Pesquisas associam níveis mais elevados de condicionamento a um menor risco de mortalidade. De acordo com o Dr. Roberto, cada aumento de 1 MET — equivalente a 3,5 ml/kg/min de VO₂ — está associado a uma redução de aproximadamente 10% a 15% no risco de morte.

Mas fique atento que isso não significa que ter um bom VO₂ máx compense níveis elevados de colesterol ou outros fatores de risco cardiovascular. São aspectos diferentes da saúde, que precisam ser avaliados e cuidados individualmente. Ambos fazem parte da vida de qualquer pessoa e é preciso de um profissional adequado para fazer a orientação necessária para entender os números de cada um e o quanto afetam na sua rotina. 

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“O fôlego não conta mais do que o colesterol, mas conta tanto quanto. São fatores de risco independentes, e um não compensa o outro. A vantagem é que o exercício regular melhora o condicionamento e também ajuda a controlar o colesterol”, explica o cardiologista.

Como saber se o seu VO₂ máx está melhorando?

A maneira mais precisa de medir esse indicador é por meio da chamada ergoespirometria, também conhecida como teste cardiopulmonar de exercício. Durante o exame, a pessoa realiza um esforço físico progressivo, geralmente em uma esteira ou bicicleta ergométrica, enquanto equipamentos analisam os gases respiratórios. Dessa forma, é possível identificar quanto oxigênio o organismo consegue consumir durante o exercício e avaliar outros parâmetros importantes para orientar o treinamento.

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Os relógios inteligentes também costumam apresentar uma estimativa do VO₂ máx, calculada a partir de informações como frequência cardíaca e ritmo ou velocidade durante a atividade. Embora sejam úteis para acompanhar tendências e observar a evolução ao longo do tempo, esses dispositivos não substituem a avaliação clínica ou o exame laboratorial e podem apresentar diferenças em relação à medida direta.

Além do número, existem sinais do cotidiano que ajudam a perceber a melhora do condicionamento. O personal trainer Cássio Fidlay destaca alguns deles:

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  • Conseguir sustentar o esforço por mais tempo;
  • Recuperar o fôlego mais rapidamente entre os exercícios;
  • Manter o ritmo com menor sensação de cansaço;
  • Perceber evolução nos tempos e no desempenho geral.

Essas mudanças podem indicar que o organismo está respondendo bem aos estímulos, embora não substituam uma avaliação específica do VO₂ máx.

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Como melhorar o VO₂ máx sem precisar ser atleta?

A boa notícia é que não é necessário treinar como um atleta profissional para desenvolver a aptidão cardiorrespiratória. A recomendação é manter uma rotina regular de atividades físicas e aumentar os estímulos gradualmente, respeitando o nível de condicionamento e as condições individuais.

De acordo com o cardiologista, Dr. Roberto Yano, uma referência para adultos é acumular de 150 a 300 minutos semanais de atividade física moderada. Também é possível combinar exercícios de diferentes intensidades: uma estratégia apresentada pelo cardiologista é concentrar a maior parte do volume em atividades leves ou moderadas e reservar uma parcela menor para estímulos mais intensos.

Entre as estratégias utilizadas para melhorar o VO₂ máx estão os treinos intervalados, que alternam períodos de esforço mais elevado com momentos de recuperação. Um dos protocolos conhecidos é o chamado 4×4, que consiste em quatro ciclos de quatro minutos de exercício intenso, intercalados por três minutos de atividade leve para recuperação.

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Durante os períodos mais fortes, o esforço deve ser suficiente para dificultar a fala em frases completas, mas sem comprometer a segurança e a execução. Para quem utiliza um monitor de frequência cardíaca, uma referência possível é trabalhar entre 85% e 95% da frequência cardíaca máxima nessa etapa, desde que a intensidade tenha sido individualizada.

Esse tipo de estímulo pode ser adaptado a diferentes modalidades, como caminhada em subidas, corrida com tiros, bicicleta com variação de carga e algumas aulas coletivas. No entanto, não é indicado que iniciantes ou pessoas sedentárias comecem diretamente por sessões intensas. A progressão deve acontecer de acordo com a capacidade física e, quando necessário, com orientação profissional.

A musculação também tem espaço nessa estratégia. O fortalecimento muscular contribui para a capacidade funcional e pode complementar o treinamento cardiorrespiratório. Por isso, combinar atividades aeróbicas com exercícios de força é uma maneira de trabalhar diferentes componentes da aptidão física.

É possível melhorar o VO₂ máx mesmo depois dos 40 anos?

Sim. Embora a capacidade cardiorrespiratória tenda a diminuir com o envelhecimento, isso não significa que a evolução seja impossível. Segundo o Dr. Roberto Yano, o VO₂ máx pode apresentar uma redução progressiva a partir da vida adulta, mas a prática regular de exercícios ajuda a preservar e melhorar o condicionamento.

O cardiologista destaca que pessoas sedentárias podem apresentar ganhos expressivos após iniciar um programa de atividades físicas. Em alguns casos, a melhora pode chegar a 10% a 20% em dois a três meses, embora os resultados dependam do nível inicial de condicionamento, da frequência dos exercícios e das características individuais.

Antes de começar treinos intensos, porém, pessoas com mais de 40 anos ou que apresentem fatores de risco cardiovascular devem buscar avaliação médica para verificar quais atividades e intensidades são adequadas.

No fim das contas, melhorar o VO₂ máx não significa necessariamente correr mais rápido ou percorrer distâncias maiores. Significa desenvolver a capacidade de realizar esforços com mais eficiência, recuperar o fôlego e manter a disposição para as atividades do dia a dia. E isso é importante para quem pratica esportes, mas também para quem simplesmente deseja envelhecer com mais saúde e autonomia.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/folego-colesterol-vo%e2%82%82-max-melhorar-sem-virar-atleta/

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