sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Musculação: estudos indicam que começar leve favorece adaptação e regularidade

Um dos grandes desafios que quem começa a treinar musculação em uma academia é manter a constância, principalmente no início do ano, quando as metas são colocadas em práticas e, entre elas, está a prática ade atividade física.

Um dos motivos mais comuns para o abandono é a ideia de que só é possível ter resultados treinando todos os dias ou passando horas na academia.  A ciência do exercício, no entanto, aponta para outro caminho: protocolos simples e bem estruturados já são suficientes para gerar ganhos relevantes em iniciantes. Estudos mostram que volumes baixos de treino são eficazes para quem está começando.

 Segundo o treinador da Smart Fit, Lucas Florêncio, pesquisas indicam que entre uma e quatro séries por grupo muscular por sessão, somando menos de dez séries semanais, já promovem ganhos consistentes em indivíduos sedentários. “O foco do mínimo eficaz está mais na qualidade da execução e na escolha dos exercícios do que na quantidade de tempo treinando”, explica.

A evolução acelerada do iniciante tem explicação fisiológica. Antes mesmo de grandes mudanças estéticas, o corpo passa por adaptações neuromusculares. Ou seja, o sistema nervoso aprende a recrutar melhor as fibras musculares e a coordenar o movimento de forma mais eficiente. Além disso, como o músculo ainda não está habituado ao estímulo do treino de força, qualquer sobrecarga acima do nível habitual já gera resposta positiva.

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Na prática, isso permite treinos mais curtos e menos frequentes. Um modelo considerado eficiente é o treino de corpo inteiro, realizado duas ou três vezes por semana, com duração de 30 a 45 minutos. A recomendação é priorizar exercícios multiarticulares, que envolvem vários grupos musculares ao mesmo tempo, com duas a três séries por exercício.

Florêncio alerta que um erro comum é tentar compensar a falta de regularidade com treinos excessivos. “Quando a pessoa falta alguns dias e tenta resolver tudo em uma única sessão muito intensa, a fadiga compromete a técnica e aumenta o risco de lesão”, afirma.

Os resultados também seguem uma linha temporal previsível. Ganhos de força costumam ser percebidos já nas primeiras duas semanas, graças às adaptações neurais. Melhoras no condicionamento aparecem entre a terceira e a quarta semana. Mudanças estéticas mais visíveis tendem a surgir a partir da oitava semana, quando a hipertrofia muscular passa a se tornar mais evidente.

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A permanência no treino, porém, não depende apenas do estímulo físico. Fatores como prazer, ambiente e apoio social têm papel decisivo. Sentir-se capaz de executar os exercícios corretamente, contar com a orientação de profissionais e treinar em um local acessível aumentam as chances de continuidade. “Quando a rotina é simples e compatível com a vida da pessoa, a chance de desistência diminui”, explica o treinador.

Outro ponto crítico é o pensamento do “tudo ou nada”. Muitos iniciantes acreditam que, se não puderem treinar por uma hora, não vale a pena ir à academia. “Na musculação, especialmente no início, feito é melhor que perfeito. Um treino curto é sempre melhor do que nenhum”, resume Florêncio.

Confira o treino montado por Lucas Florêncio, treinador da Smart Fit, no vídeo a seguir:

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/musculacao-estudos-indicam-que-comecar-leve-favorece-adaptacao-e-regularidade/

Pasta de amendoim ou paçoca: saiba qual o melhor aliado do seu treino e com maior valor nutricional

Pasta de amendoim e paçoca possuem a mesma base, são queridinhas, principalmente na rotina de quem treina. Mas, apesar da semelhança no sabor e na origem, elas possuem perfis que impactam diretamente energia, recuperação muscular e composição corporal.

Para a nutricionista Isabella Lacerda, parceira da Dr. Peanut, saber qual das duas opções faz mais sentido para quem busca performance, ganho de massa ou controle de peso, depende do objetivo, do momento de consumo e da composição do produto – e não apenas do ingrediente principal. “O valor nutricional por 15g a 20g dos produtos são muito similares, considerando calorias, gorduras, proteínas e carboidratos, então no final é apenas uma questão de quantidade”.

Segundo Isa Lacerda, o amendoim é naturalmente rico em gorduras boas, proteínas, micronutrientes importantes para o treino além de gerar uma liberação gradual de energia, característica que se torna um aliado estratégico tanto no pré quanto no pós-treino. “A chave está no equilíbrio, na frequência de consumo e na adequação ao objetivo da pessoa, seja emagrecimento, ganho de massa muscular ou apenas uma rotina mais saudável.”

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Entre outras vantagens, é que a pasta permite maior controle da quantidade consumida e menor chance de consumo excessivo, o que favorece a composição corporal, além de poder ser incorporada em diversas preparações funcionais, como vitaminas, overnight oats, panqueca proteica e até em molhos que acompanham saladas, por exemplo. Já a paçoca é mais palatável e fácil de ultrapassar porções.

Para ganho de massa ou definição e facilidade de ajuste calórico (porcionando em 10g, 15g ou 30g), a pasta de amendoim pode ser aliada mais estratégica que doces à base de amendoim.

Consumo ideal de pasta de amendoim

Isabella explica que pode variar de pessoa para pessoa, mas o recomendado (e o que ela também consome) é em torno de 30g de pasta de amendoim por dia.

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“Uma pessoa que busca emagrecimento, escolher um pão integral com 15g de pasta de amendoim, banana e canela (meu preferido) como um pós-treino, ou até uma maçã com pasta de amendoim como pré-treino, 15g na colher como sobremesa são quantidades e opções extremamente válidas”, explica.

E continua: “Uma pessoa que busca ganho de massa pode aumentar para 30g por dia ou às vezes até mais, dependendo de outras fontes de gordura que estejam presentes na dieta”.

Quem treina sem objetivo estético, precisa se preocupar com a escolha?

A nutricionista destaca que, novamente, com a escolha não precisam se preocupar, apenas com as quantidades porque, “por mais que a pessoa esteja satisfeita com o físico, a quantidade do que consome é crucial para manter uma boa saúde”, ressalta.

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Alimentos saudáveis e ocasionais

Tanto a pasta de amendoim, quanto a paçoca podem muito bem fazer parte da rotina de qualquer pessoa. Apenas é preciso analisar alguns pontos individuais, como por exemplo, uma pessoa com restrição de consumo de açúcares seria mais interessante o consumo de paçoca zero ou de pasta de amendoim sem açúcares adicionados. “Também é interessante controlar as quantidades, porque eu não sei vocês, mas eu comeria umas 20 delas de uma vez só! Então, controlar para apenas uma ou duas por dia é interessante”, completa Isabella.

Pasta de amendoim e paçoca para todas as idades

A nutricionista ressalta que crianças e adolescentes que praticam esportes podem consumir esses alimentos com segurança. “A única diferença na orientação pode ser na frequência ou até nas quantidades. Uma criança ficaria com, no máximo, uma paçoca por dia, 10g de pasta de amendoim, por exemplo. Um adolescente mais ativo pode consumir um pouco mais por conta do gasto ser maior, então vai depender muito da individualidade de cada um”, finaliza.

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Nós nunca estamos seguras

Nós nunca estamos seguras. E viver num corpo feminino é assustador demais.

Vivi, em um ambiente que eu considerava seguro, uma situação muito desconfortável, daquelas que só um corpo feminino pode entender.

Em meio a tantos discursos de liberdade, da geração de mulheres que pode muito e deve poder muito, que nossa roupa não nos define, que podemos e devemos ir e vir como bem entendermos, que NÃO É NÃO, que TALVEZ TAMBÉM É NÃO, e que o sim, se acontecer, será bem nítido, sonoro e claro… um homem qualquer invadiu meu espaço.

Ainda não entendo o que o fez pensar que ele podia fazer aquilo. Nenhuma justificativa me parece válida. Ele não tinha intimidade comigo. Eu estava acompanhada do meu namorado.

Era um ambiente familiar. Minha roupa era curta. Minha guarda estava baixa. Eu estava sorrindo, porque ousei estar feliz e me sentir livre dentro do meu próprio corpo.

Mas parece que talvez esse tenha sido o problema.

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Já revisitei essa situação inúmeras vezes na minha cabeça, buscando, por incrível que pareça, o erro em mim. Levei para a terapia. Tirou meu sono. E agora está aqui, neste texto.

Por que, cargas d’água, eu, a vítima, passei tanto tempo buscando um erro meu para justificar uma violação gratuita do meu direito de ser eu?

Está intrínseco no meu ser feminino acreditar que a culpada sou eu? Nascemos assim? Com a culpa na carne?

Eu deveria estar procurando justificativas para o que aquele homem achou que tinha permissão de tentar fazer?

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Eu, uma mulher que cresceu, vive e trabalha em prol da liberdade feminina, caí na armadilha de acreditar que minha roupa, minha simpatia, minha desenvoltura são um chamariz para o abuso?

Esse sentimento não deveria ser meu. Eu sinceramente não sei de onde ele veio. Mas, automaticamente, tomou conta de mim e segue sendo motivo de reflexão.

Será que esse homem tem noção da violência que cometeu? Talvez não.

Eu não consegui reagir como gostaria. Não devolvi o constrangimento. Não fiz um escândalo para deixar claro o tamanho do que estava acontecendo ali. Eu só fiquei chocada. Paralisada. E, imediatamente, senti culpa.

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Não lembro exatamente do rosto dele. Nem do nome. Mesmo horas antes tendo sido apresentada àquele infeliz.

O que me vem à cabeça é a invasão do meu espaço, do meu corpo, a vergonha, a culpa e a dúvida. Essas emoções deveriam estar com ele e não comigo.

Eu só estava feliz. Pulando carnaval. Mas, na mala de volta, além do glitter que não sai depois de inúmeros banhos, trouxe também essa memória horrível.

Uma bagagem que não deveria ser minha, mas que virou mais uma marca no meu corpo feminino, preto, curvilíneo, gordo, que é sempre hipersexualizado e marginalizado, consciente e inconscientemente.

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Não posso, não vou e me recuso a me desculpar por existir. Tampouco vou revisitar essas situações buscando falhas minhas.

A culpa é de um sistema que cria meninos para não serem meninas, justamente porque mulheres são vistas como objetos: de desejo, de poder, de dominação, tanto faz, mas nunca igualdade, humanas, dignas de respeito.

A culpa é da cultura do machismo.
Não é da minha roupa.
Não é do meu sorriso.
Não é da minha liberdade.

Eu estava vivendo.
Livre.
Feliz.
No meu direito.

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E isso JAMAIS SERÁ UM CONVITE.

Que este texto encontre quem viveu algo parecido e possa amenizar essa sensação. Você não está sozinha. E você não tem culpa.

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Musculação: estudos indicam que começar leve favorece adaptação e regularidade

Um dos grandes desafios que quem começa a treinar musculação em uma academia é manter a constância, principalmente no início do ano, quando...