terça-feira, 26 de maio de 2026

Por que a insulina é utilizada no fisiculturismo?

O uso indiscriminado de insulina no universo do fisiculturismo tem se tornado uma prática comum e que pode oferecer uma série de riscos à saúde. Quando utilizado sem necessidade real e orientação médica, o hormônio pode causar complicações sérias e até mesmo fatais. Mas, afinal, por que atletas dessa modalidade tem recorrido a essa substância com tanta frequência?

Por que a insulina é utilizada no fisiculturismo?

A insulina apresenta um forte efeito anabólico — que estimula a construção de tecidos— no organismo. Isso acontece especialmente porque ela facilita a entrada de glicose e aminoácidos dentro da célula muscular, potencializando o ganho de massa.

“Alguns atletas do fisiculturismo acabam utilizando a substância na tentativa de aumentar volume muscular, melhorar recuperação pós-treino e favorecer a síntese proteica”, conta Dra. Elaine Dias JK, endocrinologista e metabologista PhD pela Universidade de São Paulo (USP).

“O uso de insulina dentro desse esporte tem sido visto, de forma equivocada, como estratégia para acelerar resultados. E, muitas vezes, é associado a dietas hipercalóricas e outros hormônios, o que eleva os perigos”, completa.

Segundo a médica, a insulina consiste em um hormônio extremamente delicado do ponto de vista metabólico.

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“Diferente do que muita gente imagina, a insulina não é uma substância ‘simples’. Um erro pequeno na dose, no horário da aplicação ou na ingestão de carboidrato pode desencadear uma hipoglicemia grave“, fala.

A especialista revela o hormônio não deve ser utilizado para fins estéticos e de performance. “A insulina talvez seja uma das substâncias mais arriscadas quando usada sem necessidade médica, justamente porque seus efeitos adversos pode acontecer de maneira muito rápida”, alerta.

“E o mais preocupante é que muitas pessoas subestimam os sinais iniciais. Acham que é apenas tontura, fraqueza ou mal estar passageiro, quando na verdade o quadro pode evoluir rapidamente.”

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Quando a insulina realmente é indicada?

A insulina tem como principal indicação o tratamento de diabetes tipo 1, condição que se caracteriza pela produção inadequada de insulina pelo corpo.

“Ela também pode ser necessária em pacientes com diabetes tipo 2, especialmente quando o controle glicêmico não responde mais apenas a mudanças alimentares ou medicamentos orais”, destaca a endocrinologista.

Existem outras situações em que a insulina também pode ser recomendada, entre elas, diabetes gestacionais, estados hiperglicêmicos graves e determinadas doenças metabólicas.

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“Ou seja, é um tratamento extremamente importante dentro da medicina. O problema não está na insulina em si, mas no uso inadequado, sem necessidade clínica e sem acompanhamento especializado”, finaliza.

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5 nutrientes que compõe um café manhã ideal

A frase “O café da manhã é a refeição mais importante do dia” faz muito sentido, pois é ele quem fará a diferença na disposição que você terá ao longo do dia.

Quem garante é Carolina Nobre, nutricionista graduada pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e com especialização em Nutrição Clínica Funcional pela Universidade Cruzeiro do Sul.

“Hoje em dia a grande maioria das pessoas e com grande frequência substitui o jantar por um lanche, com isso, o café da manhã ganha ainda mais importância. À médio e longo prazo, um café da manhã equilibrado e com todos os macronutrientes necessários (carboidratos, proteínas, gorduras, fibras) é vital para a saúde”, conta a especialista que atende em Goiânia no Órion Complex.

Portanto, um café da manhã ideal, segundo explica a nutricionista, não precisa ter grandes quantidades, mas variedades de nutrientes. Respeitando-se a faixa etária, as diversidades regionais do país e o ritmo de atividade de cada um, a especialista cita e detalha os cinco nutrientes que compõe um café manhã ideal:

1

A poderosa proteína

Num café da manhã não pode faltar uma generosa porção de proteína, que é o macronutriente que garantirá a saciedade, a manutenção muscular, dos tecidos humanos (pele, cabelos, unhas) e também das funções cognitivas.

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Entre as fontes para esse macronutriente, temos os ovos, iogurtes, queijos e o leite, que está entre as fontes de proteínas mais democráticas, segundo a especialista.

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A super energia do carboidrato

Uma porção significativa de carboidrato, nutriente que traz a energia rápida para o corpo e cérebro logo pela manhã, também é fundamental.

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Boas fontes de carboidrato, desde que consumidos com moderação segundo explica Carolina Nobre, são as granolas, a banana e o tradicionalíssimo pãozinho francês, que apesar do receio para quem está numa dieta de emagrecimento, dependendo da composição do café da manhã, é um alimento que pode ter menos carboidrato e calorias do que outros itens consumidos em outras refeições do dia.

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3

As infalíveis fibras – Uma boa porção de fibras, macronutriente que irá justamente auxiliar nas funções digestivas do organismo e no processamento de todos os alimentos, faz toda a diferença para a absorção de substância necessária ao organismo humano. Como fontes de fibras, além de quase todas as frutas, Carolina Nobre sugere algumas sementes como a de linhaça, de abóbora e de girassol, que podem ser misturadas com iogurtes e vitaminas.

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A gordura do bem

E num café da manhã ideal não pode faltar também uma porção pequena, principalmente para quem está em dieta para emagrecimento, de gorduras, que é o nutriente que também fornece energia de forma rápida para o corpo e auxilia na absorção de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) e equilíbrio dos hormônios. 

Pensando em gorduras que fazem bem ao organismo, as fontes sugeridas pela nutricionista do Órion Complex são os ovos mexidos com azeite, temos o abacate e entre os grãos temos a castanha do Pará, castanha de caju e a castanha de baru, todas são oleaginosas riquíssimas em gorduras boas.

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“Muita gente também gosta de açaí, que é uma fonte rica também de gordura boa e tem um pouco de carboidrato também”, acrescenta a especialista.

5

Leite: uma uma proteína boa e acessível

Embora reforce que todos macronutrientes básicos (proteína, fibra, carboidrato e gorduras) são essenciais para uma alimentação saudável e balanceada, a nutricionista Carolina Nobre reconhece que a correria do dia a dia nem sempre é possível ter um café da manhã ideal.

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Nessas ocasiões, que não podem ser frequentes, a dica da nutricionista é priorizar a proteína. “Se tiver que escolher, priorize a proteína porque ela é importante para as crianças, em especial aquelas na faixa dos 5 a 12 anos, pois estão em fase de crescimento e também para garantir um bom desempenho escolar; mas também para os adultos, pois é a proteína que dá a maior sensação saciedade dentre todos os macronutrientes”, explica a nutricionista.

E para garantir essa dose diária de proteína, especialmente no café da manhã, a dica da nutricionista é o leite, que segundo ela está entre os alimentos mais democráticos.

“O leite é um alimento consumido em todo o Brasil, e além de uma proteína de baixo custo, é também uma fonte rica em cálcio, nutriente que é também essencial para saúde e manutenção do organismo, em especial os ossos”, conta a especialista, ao ressalvar que, em casos de pessoas com intolerância a lactose, a dica é optar pelas versões de leite sem lactose.

Outro qualidade que pode ser destacada do leite é o fato de ser um alimento 100% natural e seguro, como explica o diretor de marketing da Marajoara Laticínios, Vinícius Junqueira.

Ele afirma que leite industrializado ou leite de caixinha, passa por um modernos processo de pasteurização e de esterilização, por  meio do método UHT [da sigla em inglês para Ultra High Temperature], que garante um produto estéril de quaisquer microorganismos nocivos a saúde humana, ao mesmo tempo que mantêm as características essenciais do alimentos.

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“Todos os processos de pasteurização e esterilização do leite são feitos por meio de reações fisioquímicas do próprio leite, sem adição de qualquer conservante ou agente artificial”, esclarece Vinícius. 

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Mito ou verdade: corrida faz mal para o joelho?

Cada vez mais, pesquisas mostram o crescimento da corrida de rua no Brasil e no mundo. A mais recente veio do Relatório Anual sobre Tendências do Esporte da Strava. De acordo com o relatório, a modalidade se tornou o esporte mais praticado no mundo.

E, o Brasil ocupa a segunda posição global em número de corredores registrados em aplicativos esportivos e que os clubes de corrida cresceram 109% no país, reforçando a consolidação da prática como parte da rotina de saúde, bem-estar e socialização da população.

Tanta popularidade para a corrida de rua traz também diversas questões relacionadas ao condicionamento e cuidados com o corpo para evitar lesões. Entre elas, a dúvida de todo o corredor: afinal, correr faz mal para o joelho?

 

Como corredora amadora que sou, dentro da minha experiência na corrida, o que aprendi foi que, a corrida faz mal para o joelho desde que você não tenha o preparo, fortalecimento e orientação profissional para a corrida. Mas, melhor que eu escrevendo aqui, é trazer um especialista para falar do assunto.

“Existe um medo histórico de que a corrida ‘desgaste’ os joelhos, mas a ciência mostra que essa relação não é tão simples. Quando praticada com orientação, progressão adequada e preparo físico, a corrida pode ser uma grande aliada da saúde das articulações. O problema não é correr, mas correr sem preparo, ignorando sinais do corpo e sem orientação profissional”, explica o  médico ortopedista, parceiro da Zimmer Biomet, Dr. Guilherme Morgado Runco.

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Corrida faz mal para o joelho: mito ou verdade

A crença de que a corrida faz mal para o joelho não encontra respaldo nas evidências científicas mais recentes.

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Stanford, na Califórnia, acompanhou corredores e não corredores durante 21 anos para avaliar o desenvolvimento de osteoartrite, dor e incapacidade física ao longo do envelhecimento.

A pesquisa mostrou que não houve aumento do risco de osteoartrite entre corredores em comparação com não corredores e que, ao longo das duas décadas de acompanhamento, os praticantes regulares apresentaram menor prevalência de incapacidade física, menor risco de dor crônica e melhor mobilidade ao longo da vida.

Após 21 anos, a incidência de incapacidade física foi de 15% entre corredores, contra 32% entre não corredores — uma redução aproximada de 53% no risco de incapacidade física.

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Segundo o Dr. Guilherme Morgado Runco, esses dados ajudam a mudar a forma como a corrida deve ser encarada pela população.

“O movimento é essencial para a saúde das articulações. A cartilagem não tem vasos sanguíneos próprios e depende da movimentação para receber nutrientes. Quando corremos de forma adequada, estimulamos a lubrificação articular, fortalecemos músculos estabilizadores e contribuímos para a manutenção da mobilidade ao longo do envelhecimento. Ou seja, a corrida pode ser parte da prevenção e não da causa de problemas articulares.”

Corrida na esteira versus rua: qual é melhor para o corpo?

Quando a corrida protege as articulações

O especialista explica que a prática regular da corrida gera adaptações importantes no sistema musculoesquelético. Ao longo do tempo, ocorre fortalecimento da musculatura responsável por estabilizar joelhos e quadris, melhora da densidade óssea e maior eficiência do sistema de absorção de impacto do corpo. Além disso, a corrida contribui para o controle do peso corporal, fator diretamente ligado à sobrecarga das articulações.

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“Cada quilo a mais representa múltiplas vezes essa carga sobre o joelho durante a corrida. Quando a pessoa corre com orientação e progressão adequada, ela fortalece o corpo para lidar com o impacto e ainda reduz um dos principais fatores de risco para desgaste articular, que é o excesso de peso. Por isso, a corrida pode atuar como ferramenta de prevenção e promoção de saúde”, afirma.

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Quando a dor precisa ser investigada

Apesar dos benefícios, a corrida exige atenção aos sinais do corpo. O aumento abrupto da carga de treino, técnica inadequada, uso de calçados impróprios, desequilíbrios musculares e histórico prévio de lesões podem aumentar o risco de dor e lesões.

O ortopedista ressalta que a dor persistente não deve ser normalizada. “Existe uma diferença importante entre desconforto adaptativo, comum no início da prática, e dor persistente, que limita o movimento ou piora com o tempo. Quando ignoramos esses sinais, pequenas sobrecargas podem evoluir para lesões mais complexas. A avaliação médica precoce permite identificar a causa, ajustar o treino e evitar a progressão do problema.”

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Ele reforça que informação de qualidade é essencial para que mais pessoas possam se beneficiar da corrida com segurança. “O conhecimento empodera o paciente. Entender como o corpo responde ao exercício, respeitar a progressão e buscar orientação profissional permite que a corrida seja uma prática segura e sustentável ao longo da vida”, conclui Dr. Guilherme Morgado Runco.

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