sexta-feira, 27 de março de 2026

5 exercícios para fazer na barra paralela

A barra paralela é um aparelho que possui diversos exercícios que recrutam e fortalecem os músculos peitorais, deltóides e tríceps braquial. A forma correta de executá-la pede não apenas força, mas também um amplitude controlada, para que não haja lesões, principalmente nos ombros, além de muito equilíbrio. 

Um artigo publicado pela DoveMed revela que o uso de barras paralelas melhoram o equilíbrio, a flexibilidade, além de aumentar o gasto calórico e saúde cardiovascular. 

Antes de conhecer os exercícios para fazer na barra paralela, vale lembrar que a forma de execução influencia diretamente nos resultados e na prevenção de lesões. Como explica Guilherme Leme, gerente técnico da Bio Ritmo: “O exercício deve ser feito em amplitude controlada para que a flexão do ombro não seja exagerada e também mantendo o bom alinhamento dos punhos, para não flexionar a articulação e aplicar força ao mesmo tempo”.

5 exercícios para fazer na barra paralela

1. Mergulho nas paralelas (Dips)

Para que serve: Esse é o exercício-base da barra paralela porque recruta intensamente o peitoral e o tríceps, ao mesmo tempo em que ativa o deltoide anterior e exige estabilização de ombros e core. Em testes de eletromiografia feitos pela Universidade de São Paulo (USP), registros mostram que o dip, em comparação com empurrar na máquina guiada, gera maior ativação do peitoral maior e do tríceps, por conta da exigência de equilíbrio e da amplitude do movimento.

Como executar corretamente: Desça de forma controlada, mantendo o tronco levemente inclinado quando quiser enfatizar o peitoral, e mais vertical para enfatizar o tríceps. Cotovelos devem ficar próximos ao corpo; ombros devem evitar queda excessiva. Pare quando os antebraços estiverem próximos à vertical e suba com força.

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2. L-sit (isometria)

Para que serve: O L-sit desafia o core de maneira intensa ao segurar as pernas estendidas à frente e o tronco parado. Estudos da Universidade de Brasília (UnB) mostraram que a manutenção de corpo suspenso ativa fortemente o reto abdominal e os flexores de quadril, com baixa participação de carga externa.

Como executar corretamente: Empurre “para longe” com os ombros e alinhe punhos, cotovelos e ombros. Contraia abdômen e mantenha o tronco ereto. Comece com as pernas dobradas (tuck) e evolua à extensão completa conforme adquirir estabilidade.

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3. Elevação de pernas (leg raises)

Para que serve: Esse movimento trabalha principalmente o reto abdominal, mas também exige que o core e a lombar estabilizem o corpo. Uma pesquisa publicada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostrou que elevações suspensas, quando feitas com controle, recrutam mais o abdômen inferior do que exercícios abdominais tradicionais.

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Como executar corretamente: Suba os joelhos ou pernas estendidas com controle, evitando impulso. Controle a descida para não deixar a lombar “afundar”. Se ainda não for possível com as pernas estendidas, vá progredindo a partir dos joelhos flexionados.

4. Parada de mão assistida (Handstand assist)

Para que serve: Esse exercício fortalece os ombros e melhora equilíbrio, já que obriga você a sustentar o corpo numa posição invertida. Na paralela, você pode reduzir a amplitude ou usar uma das pernas de apoio para facilitar a progressão.

Como executar corretamente: Com uma perna apoiada, empurre o solo com as mãos, elevando o corpo verticalmente. Mantenha os cotovelos estendidos e o abdômen firme. Conforme ganha controle, tente empurrar mais com força e menos com a perna auxiliar.

5. Remada australiana (body row nas paralelas)

Para que serve: Essa versão de tração horizontal equilibra o volume de empurrar dos dips. Trabalha dorsais, romboides e bíceps,  contribuindo para manter a saúde dos ombros.

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Como executar corretamente: Fique debaixo da barra paralela ou entre as barras, corpo reto e inclinado. Puxe o tronco em direção às barras, aproximando as escápulas, e desça de modo controlado. Ajuste a inclinação para facilitar ou dificultar conforme seu nível.

Com tantas possibilidades, a barra paralela vai muito além dos dips tradicionais. Usada com consciência e progressões bem escolhidas, ela se torna uma aliada poderosa para fortalecer braços, peito e abdômen sem depender de máquinas sofisticadas.

 

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/5-exercicios-para-fazer-na-barra-paralela/

Como o ciclo menstrual pode auxiliar no desempenho dos seus treinos?

As variações hormonais no ciclo menstrual afetam, em mulheres que treinam, desde força, até a recuperação. Mas, o ciclo menstrual não precisa ser um obstáculo para a musculação.

A fisioterapeuta e neurocientista Cassandra Lyra, especialista em distúrbios psicossomáticos e saúde da mulher, explica que o ciclo é particular de cada uma e, por isso, exige autoconhecimento. “Algumas mulheres vão se sentir mais dispostas na fase de ovulação e outras mulheres ficam mais dispostas em outras fases”, diz.

 O ciclo menstrual também afeta a motivação e o humor. Segundo Lyra, irritação ou inquietação não são apenas incômodos, mas sinais do que o corpo precisa para se regular. “Quando compreendidas, as emoções podem ajudar na busca por equilíbrio”, afirma.

O exercício, nesse sentido, é uma ferramenta de regulação emocional. A contração muscular estimula substâncias ligadas ao bem-estar, reduz irritabilidade e melhora a circulação, o que também ajuda a diminuir o inchaço por retenção de líquidos. Emoções mais intensas, que se destacam durante o ciclo menstrual, como ansiedade ou raiva, podem ser canalizadas para o treino, desde que com atenção à respiração e ao movimento.

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Variação hormonal

Os dois principais hormônios do ciclo, estrogênio e progesterona, influenciam o metabolismo e o sistema muscular, o que explica por que alguns dias o treino parece mais fácil do que outros. No início do ciclo, por exemplo, o estrogênio começa a subir, favorecendo a energia e a disposição.

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Nessa fase, muitas mulheres percebem mais facilidade para treinos intensos, segundo o treinador Lucas Florêncio, da Smart Fit. Já o pico de estrogênio acontece próximo à ovulação – fase que pode coincidir com a melhora na força e na recuperação muscular. Mas é preciso atenção à execução dos movimentos: os ligamentos ficam mais flexíveis nesse período, o que aumenta o risco de lesões.

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Florêncio explica que o ciclo funciona como um guia. “A estrutura do treino pode continuar a mesma, mas a intensidade e o volume devem variar”, explica. Reduzir entre 10% e 15% do peso ou aumentar o intervalo entre séries em períodos do ciclo já ajuda a manter a regularidade sem sobrecarregar o corpo.

Após a ovulação, começa a fase lútea, marcada pelo aumento da progesterona. A temperatura corporal aumenta e a fadiga aparece mais cedo. “Treinos muito intensos podem parecer mais difíceis. O ideal não é parar, mas ajustar o volume e o ritmo”, orienta o treinador da Smart Fit.

Já durante o período pré-menstrual e menstrual, o foco muda para conforto e controle do esforço. Exercícios em máquinas podem ser mais adequados do que pesos livres quando há cólicas ou sensação de instabilidade. Intensidade moderada e menos séries costumam ser suficientes para manter os benefícios sem aumentar o desconforto.

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Outro ponto importante é evitar a lógica do “tudo ou nada”. Não é preciso abandonar a rotina em dias de menos disposição. Ajustar a intensidade ou optar por exercícios mais leves já é suficiente para manter a consistência. “Descansar quando necessário também faz parte do processo. Flexibilidade é essencial para a continuidade”, conclui Lyra.

Exemplo de Ajuste de Treino: Período Menstrual

Neste período, o foco é reduzir a pressão intra-abdominal e priorizar o conforto biomecânico, ou seja, você pode utilizar de quatro variáveis e seguir as seguintes sugestões de ajustes:

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  • Seleção de Exercícios: Priorizar máquinas (leg press, cadeira extensora) em vez de pesos livres (agachamento com barra) se houver muita cólica ou instabilidade.
  • Intensidade: 60-70% de 1RM (Trabalho moderado).
  • Volume: 2 a 3 séries por exercício (Reduzido).
  • Core: Evitar manobras de Valsalva intensas; focar em respiração controlada para evitar pressão pélvica excessiva.

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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/como-o-ciclo-menstrual-pode-auxiliar-no-desempenho-dos-seus-treinos/

Ficou um tempo sem treinar? 6 dicas de como voltar sem se machucar

Imprevistos acontecem e fazem com que você fique um tempo fora da rotina de treinos. Seja por viagens, férias ou até mesmo trabalho, às vezes, essa pausa acontece. E, parece que não, mas, do ponto de vista ortopédico, o corpo sente, e muito rápido. Além disso, quando as pessoas decidem voltar à rotina de exercícios tentando compensar o tempo parado, essa interrupção reduz a força muscular, fazendo com que essa pressa seja o caminho mais curto para dores e lesões. A seguir, você vai entender por meio de dicas, como voltar a treinar sem se machucar

De acordo com o ortopedista, especialista em joelho, medicina esportiva e regenerativa, Adílio Bernardes, o chamado “destreinamento” começa antes do que a maioria imagina. “Em cerca de duas a três semanas já há perda de força e resistência muscular. Isso afeta diretamente a proteção das articulações, porque são os músculos que absorvem boa parte do impacto e estabilizam os movimentos”, explica Adílio.

Embora a memória muscular facilite a recuperação, segundo o especialista, tendões, ligamentos e cartilagens não se adaptam na mesma velocidade que o condicionamento cardiovascular. “Essa diferença costuma ser o ponto crítico no retorno. A pessoa se sente com fôlego para retomar o ritmo anterior, mas as estruturas articulares ainda não estão preparadas para o mesmo volume ou intensidade. É nesse descompasso que surgem as lesões”, afirma o médico.

Fazer musculação duas vezes por dia dá mais resultado?

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Dores musculares intensas, inflamações tendíneas, estiramentos e sobrecarga articular estão entre os quadros mais comuns nesse período. Movimentos de impacto, mudanças bruscas de direção e aumento repentino de carga na musculação são fatores que elevam o risco. “O erro mais frequente é tentar compensar o tempo parado em poucos dias. O corpo precisa de progressão”, orienta o ortopedista.

Fique de olho na intensidade do treino

O médico alerta que em geral, após uma pausa de até um mês, o ideal é reiniciar com intensidade reduzida, entre 50% e 70% do volume habitual, aumentando gradualmente ao longo de duas a três semanas. “Exercícios de fortalecimento, mobilidade e estabilidade devem anteceder treinos mais intensos. O fortalecimento adequado prepara músculos e articulações para suportar carga. Sem essa base, o risco de lesão aumenta”, diz o especialista.

Outro ponto de atenção é a persistência da dor. Desconforto leve pode fazer parte do processo de adaptação. Já dor que piora com o treino, inchaço articular ou limitação de movimento são sinais de alerta. “Dor não é sinônimo de evolução. Quando ela se mantém ou progride, é preciso reavaliar”, destaca.

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Para quem já planeja participar de provas ou intensificar a rotina no primeiro semestre, o especialista recomenda priorizar constância em vez de intensidade imediata. “A recuperação do condicionamento pode acontecer em poucas semanas, mas isso depende de respeito ao tempo biológico do corpo. Voltar a treinar é sempre positivo. O desafio é entender que a adaptação ortopédica não acompanha a pressa, e que evolução sustentável é aquela que preserva músculos e articulações no longo prazo”, finaliza o médico.

Como voltar a treinar com segurança após uma pausa

Para quem está retomando a rotina de exercícios, o ortopedista reuniu algumas orientações práticas para garantir um retorno seguro e evitar lesões:

  • Comece leve Aposte em caminhadas ou atividades de baixa intensidade para reintroduzir o corpo ao esforço físico;
  • Respeite a progressão Nos treinos de força, inicie com cargas leves e mais repetições. Aos poucos, aumente o peso e reduza as repetições;
  • Retome os movimentos do esporte Antes de voltar ao ritmo normal, faça treinos de “gesto”, simulando os movimentos da modalidade para recuperar coordenação e controle corporal;
  • Aqueça antes de começar Um bom aquecimento prepara músculos e articulações para o exercício e reduz o risco de lesões;
  • Alongue ao final O alongamento após o treino ajuda na recuperação muscular e na flexibilidade;
  • Vá com calma Evite tentar compensar o tempo parado em poucos dias. A evolução segura é gradual.

 

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