domingo, 5 de julho de 2026

5 formas de incluir chocolate em uma alimentação equilibrada sem culpa

No dia 7 de julho, comemora-se o Dia Mundial do Chocolate. A data traz  a oportunidade de desmistificar um dos alimentos mais amados e, ao mesmo tempo, mais temidos por quem busca manter uma alimentação saudável ou perder peso.

O chocolate costuma ser apontado como um dos principais obstáculos para quem busca manter uma alimentação saudável ou perder peso. No entanto, quando consumido de forma equilibrada e inserido dentro de uma rotina alimentar planejada, ele pode fazer parte do cardápio sem comprometer os objetivos de saúde, além de contribuir para uma relação mais saudável com a comida.

Segundo o nutricionista Doutor Thyago Nishino, o ponto central não está em excluir o chocolate da alimentação, mas em aprender a consumi-lo com consciência e moderação. “Muita gente associa alimentação saudável à restrição total, mas isso geralmente não se sustenta no longo prazo. O equilíbrio é o que permite manter o resultado e evitar ciclos de culpa e exagero”, afirma.

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De acordo com o especialista, pequenas mudanças de comportamento e combinações inteligentes são suficientes para incluir o chocolate sem comprometer objetivos de saúde ou emagrecimento. A seguir, ele destaca cinco formas práticas de fazer isso:

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1

Consumir pequenas porções com atenção plena

“Quando a pessoa come devagar e presta atenção na saciedade, ela naturalmente reduz o excesso. O problema não é o chocolate, é o consumo automático e descontrolado”, explica Doutor Thyago Nishino.

2

Associar o chocolate a refeições equilibradas

Incluir o chocolate como sobremesa após refeições completas ajuda a reduzir picos de vontade e melhora o controle da quantidade ingerida.

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3

Optar por versões com maior teor de cacau

Segundo o nutricionista, chocolates com maior concentração de cacau tendem a ser mais satisfatórios, o que ajuda a diminuir a necessidade de grandes quantidades.

4

Planejar o consumo ao longo da semana

“Quando o chocolate é planejado dentro da rotina alimentar, ele deixa de ser um gatilho de compulsão e passa a ser uma escolha consciente”, destaca Doutor Thyago Nishino.

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5

Evitar o efeito ‘tudo ou nada’

Para o especialista, a restrição total costuma gerar exageros posteriores. “Proibir completamente aumenta o desejo. Incluir com equilíbrio reduz a chance de descontrole”, afirma.

Doutor Thyago Nishino reforça que a alimentação saudável não precisa ser rígida para ser eficiente. O foco, segundo ele, deve estar na consistência dos hábitos e não na exclusão de alimentos específicos.

“O resultado duradouro vem da construção de uma rotina possível de manter. Quando existe flexibilidade, a adesão melhora e o comportamento alimentar se torna mais estável”, conclui o nutricionista.

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Corrida faz ganhar músculo?

A corrida pode promover ganhos de massa muscular, principalmente em indivíduos sedentários, iniciantes ou pessoas que retornam à prática de exercícios após um período de inatividade.

Os estudos demonstram que corredores recreacionais e iniciantes podem apresentar hipertrofia discreta, sobretudo nos músculos da panturrilha, quadríceps e glúteos.

Entretanto, o potencial hipertrófico da corrida é consideravelmente menor quando comparado ao treinamento resistido (musculação).

Porém, o ganho de massa muscular em indivíduos que praticam corrida pode ocorrer devido à sobrecarga mecânica repetida sobre a musculatura dos membros inferiores.

Como resposta, o organismo promove adaptações musculares que podem incluir o aumento da síntese proteica muscular, incremento da atividade neuromuscular, melhora da capacidade oxidativa das fibras musculares e pequeno aumento da área de secção transversal muscular, principalmente em músculos dos membros inferiores.

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Os músculos mais estimulados durante a corrida são: glúteos, quadríceps (reto femoral, vasto lateral, vasto medial e vasto intermédio), isquiotibiais (bíceps femoral, semitendinoso e semimembranoso), panturrilha (gastrocnêmio e sóleo) e core (transverso abdominal, oblíquos, multífidos e eretores da espinha).

Respondido por:

Prof.ª Tábata Facioli, docente do curso de Fisioterapia da Universidade de Franca (Unifran)

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Corrida faz perder massa muscular?

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sábado, 4 de julho de 2026

Canetas emagrecedoras e transtornos alimentares

Poucos avanços recentes na área da saúde despertaram tanto interesse quanto as chamadas canetas emagrecedoras.

Impulsionados por resultados expressivos na redução do peso corporal e pela ampla divulgação nas redes sociais, esses medicamentos passaram a ocupar espaço não apenas nos consultórios médicos, mas também nas conversas cotidianas de pessoas que buscam melhorar a saúde, controlar doenças associadas ao excesso de peso ou simplesmente transformar a própria aparência.

Embora os benefícios observados em muitos pacientes sejam consistentes e respaldados pela ciência, o debate em torno dessas medicações tem revelado uma questão igualmente importante: em um cenário no qual o emagrecimento é frequentemente celebrado como um objetivo em si mesmo, como garantir que a busca pela perda de peso não contribua para o fortalecimento de comportamentos associados aos transtornos alimentares e à insatisfação corporal?

A resposta não é simples. Isso porque tanto a obesidade quanto os transtornos alimentares são condições complexas, influenciadas por fatores biológicos, psicológicos, sociais e ambientais.

Reduzir qualquer uma dessas condições a uma questão de força de vontade ou de controle alimentar não apenas simplifica excessivamente o problema, como também dificulta a construção de soluções verdadeiramente eficazes.

Nos últimos anos, estudos publicados em periódicos científicos de grande relevância internacional, incluindo o New England Journal of Medicine, demonstraram que medicamentos dessa classe podem promover perdas de peso significativas, acompanhadas por melhorias importantes em parâmetros metabólicos e cardiovasculares.

Para muitas pessoas que convivem com obesidade, condição reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como uma doença crônica, esses recursos representam uma oportunidade concreta de recuperação da saúde e da qualidade de vida.

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Entretanto, a discussão não deve terminar quando os números da balança começam a diminuir. Pelo contrário, é justamente nesse momento que uma avaliação mais ampla se torna necessária.

Afinal, emagrecer e tornar se mais saudável nem sempre são processos idênticos, embora frequentemente sejam tratados como sinônimos.

Vivemos em uma sociedade que historicamente valorizou a magreza como símbolo de sucesso, autocontrole e felicidade. Essa associação, reforçada por décadas de mensagens publicitárias, padrões estéticos e comparações sociais, contribuiu para que muitas pessoas passassem a enxergar o peso corporal como o principal indicador de saúde.

O resultado é que, em alguns casos, a redução do peso acaba recebendo mais atenção do que fatores igualmente importantes, como a qualidade da alimentação, a saúde mental, a aptidão física, a qualidade do sono e a preservação da massa muscular.

Nesse contexto, especialistas têm chamado a atenção para a necessidade de um acompanhamento cuidadoso, especialmente entre indivíduos que apresentam histórico de transtornos alimentares ou uma relação conflituosa com a comida e com a própria imagem corporal.

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Condições como anorexia nervosa, bulimia nervosa e transtorno da compulsão alimentar periódica envolvem muito mais do que o ato de comer. Elas refletem padrões complexos de pensamento, comportamento e sofrimento emocional, que não desaparecem apenas porque houve redução do apetite ou perda de peso.

Uma revisão publicada no International Journal of Eating Disorders destacou a importância de integrar o cuidado psicológico aos programas de controle de peso, justamente porque a saúde emocional desempenha papel fundamental na construção de hábitos duradouros e de uma relação equilibrada com a alimentação.

Quando o foco permanece exclusivamente na balança, existe o risco de que sinais importantes de sofrimento psicológico passem despercebidos, atrasando intervenções que poderiam ser decisivas para o bem-estar do paciente.

Como fisiologista do exercício, observo que uma das maiores armadilhas dos processos de emagrecimento está na tendência de avaliar o sucesso apenas pela quantidade de quilos perdidos.

Embora a redução do excesso de gordura corporal seja um objetivo legítimo e muitas vezes necessário, ela não representa a totalidade da saúde.

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Composição corporal e musculatura

O organismo humano é composto por diferentes tecidos, cada um deles desempenhando funções essenciais para a manutenção da vitalidade, da autonomia e da longevidade.

Entre esses tecidos, a musculatura merece atenção especial. A massa muscular participa diretamente do controle metabólico, da regulação da glicose, da manutenção da força, da proteção das articulações e da capacidade funcional necessária para realizar as atividades do dia a dia.

Além disso, sua preservação torna se ainda mais importante com o avanço da idade, quando perdas aceleradas de massa muscular podem comprometer a independência e a qualidade de vida.

Por essa razão, qualquer estratégia de emagrecimento deve ser acompanhada por medidas que favoreçam a manutenção da musculatura, incluindo alimentação adequada, prática regular de exercícios físicos e monitoramento profissional.

O objetivo não deve ser apenas perder peso, mas melhorar a composição corporal e preservar a funcionalidade do organismo ao longo do tempo.

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Construção de uma relação saudável com a comida

Ao mesmo tempo, é fundamental reconhecer que a relação saudável com a alimentação não se constrói por meio de restrições extremas, culpa ou medo de comer.

Ela nasce da educação, do autoconhecimento e da compreensão de que o cuidado com a saúde envolve equilíbrio e não perfeição. Quando essa perspectiva é incorporada ao tratamento, os resultados tendem a ser mais sustentáveis e menos dependentes de soluções isoladas.

Para além da balança

As canetas emagrecedoras representam, sem dúvida, uma das mais importantes inovações terapêuticas dos últimos anos no tratamento da obesidade.

No entanto, assim como qualquer ferramenta médica, seu valor depende da forma como são utilizadas e do contexto em que estão inseridas.

Quando fazem parte de uma abordagem ampla, baseada em ciência, acompanhamento multiprofissional e mudanças consistentes no estilo de vida, podem contribuir significativamente para a melhora da saúde.

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A grande reflexão que emerge desse debate talvez seja a necessidade de ampliarmos nossa definição de sucesso.

Mais do que atingir determinado número na balança, o verdadeiro objetivo deve ser construir um organismo mais forte, uma mente mais saudável e uma relação mais equilibrada com o próprio corpo. Afinal, saúde não pode ser medida apenas em quilos.

Ela se manifesta na energia para viver, na capacidade de se movimentar, na qualidade das relações, no bem-estar emocional e na autonomia para aproveitar plenamente cada fase da vida.

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BIANCA VILELA é autora do livro Respire, palestrante, mestre em fisiologia do exercício pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e produtora de conteúdo. Desenvolve programas de saúde em grandes empresas por todo o país há quase 20
anos. Na Boa Forma fala sobre saúde no trabalho, produtividade e mudança de hábitos. Não deixe de visitar o Instagram: @biancavilelaoficial

Qual médico pode receitar caneta emagrecedora?

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5 formas de incluir chocolate em uma alimentação equilibrada sem culpa

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