domingo, 2 de agosto de 2026

Longevidade: uma escolha que começa hoje

Quando pensamos em saúde, é comum imaginarmos a ausência de doenças, exames dentro dos valores de referência ou uma consulta médica que termina com a tranquilizadora frase: “Está tudo bem”.

Mas saúde é muito mais do que isso. É ter energia para viver o dia, dormir e acordar bem, movimentar o corpo com liberdade, manter a mente ativa, cultivar relações que façam sentido, lidar melhor com o estresse e preservar, ao longo dos anos, a autonomia para fazer aquilo que nos dá prazer. É justamente nesse ponto que saúde e longevidade se encontram.

Durante muito tempo, falar em longevidade parecia significar falar principalmente sobre genética.

Hoje, a ciência nos mostra uma realidade mais interessante: os genes importam, mas a forma como eles se expressam também pode ser influenciada pelo ambiente e pelo modo como vivemos.

O papel da epigenética

É nesse campo que entra a epigenética, que estuda mecanismos capazes de modificar a atividade dos genes sem alterar a sequência do nosso DNA.

Sono, alimentação, atividade física, estresse e diferentes exposições ambientais estão entre os fatores que podem influenciar essas modificações.

Isso não significa que podemos controlar completamente nosso destino biológico ou evitar todas as doenças por meio dos hábitos. Significa, sim, que existe uma interação constante entre aquilo que herdamos e as escolhas que fazemos ao longo da vida.

Continua após a publicidade

A medicina evoluiu muito no diagnóstico e no tratamento das doenças, e isso continua sendo indispensável. Mas hoje sabemos que uma parcela importante das doenças crônicas que comprometem nossa qualidade de vida está relacionada aos hábitos e às exposições acumuladas durante anos.

Por isso, quando falamos em longevidade, a pergunta mais importante não é apenas quantos anos vamos viver, mas como queremos chegar até eles.

A Medicina do Estilo de Vida parte de uma ideia simples e poderosa: nossos comportamentos cotidianos têm papel fundamental na prevenção, no tratamento e na evolução de muitas doenças crônicas. Seus principais pilares são alimentação de qualidade, atividade física, sono restaurador, manejo do estresse, relações sociais saudáveis e a redução de substâncias nocivas.

O mais interessante é que nenhum desses pilares atua de forma isolada

Dormir mal interfere no humor, na disposição, no metabolismo e até nas escolhas alimentares. O sedentarismo compromete não apenas músculos e capacidade cardiovascular, mas também a independência e a funcionalidade no futuro. O estresse crônico repercute em praticamente todo o organismo.

E vínculos sociais consistentes, muitas vezes esquecidos quando falamos de saúde, também fazem parte de uma vida mais longa e com mais qualidade. Nosso corpo não é uma coleção de órgãos independentes. Somos um sistema complexo, no qual comportamento, ambiente, emoções e biologia conversam continuamente.

Continua após a publicidade

Talvez por isso uma das mudanças mais importantes na forma como enxergamos a longevidade seja abandonar a busca por uma solução única.

Não existe alimento milagroso, suplemento, exercício ou tecnologia capaz de substituir a construção diária de bons hábitos. Em saúde, consistência costuma ser mais importante do que intensidade.

Mudanças radicais costumam ser difíceis de sustentar. Talvez seja mais interessante fazer outra pergunta: qual é a menor mudança positiva que consigo incorporar à minha vida e manter daqui a seis meses?

Pode ser caminhar um pouco mais, trocar o elevador pelas escadas, dormir mais cedo, reduzir o tempo de tela antes de deitar, incluir mais alimentos in natura nas refeições, iniciar um treinamento de força, reservar alguns minutos para desacelerar ou retomar o contato com pessoas importantes. Isoladamente, cada uma dessas atitudes pode parecer pequena. Repetidas ao longo do tempo, porém, ganham um significado imenso.

É claro que genética, condições socioeconômicas, ambiente, acesso à saúde e acontecimentos que não controlamos também influenciam profundamente nossa trajetória.

Continua após a publicidade

A medicina séria não pode transformar saúde em uma questão simplista de força de vontade. Mas existe uma parte dessa história sobre a qual podemos agir. E é nela que vale a pena investir.

Não precisamos esperar adoecer para cuidar da saúde. Essa talvez seja uma das maiores mudanças de paradigma da medicina contemporânea: sair de uma lógica exclusivamente reativa e fortalecer uma cultura de prevenção.

A pergunta deixa de ser apenas “qual doença eu tenho?” e passa também a incluir: “O que posso fazer hoje para preservar minha saúde daqui a dez, vinte ou trinta anos?”.

A resposta dificilmente estará em uma única intervenção. Ela estará na soma das escolhas que conseguimos sustentar ao longo do tempo. Afinal, uma rotina saudável precisa caber na vida real. Saúde não exige perfeição. Exige direção.

Se, na maior parte dos dias, nossas escolhas apontam para mais movimento, melhor alimentação, sono adequado, relações significativas, equilíbrio emocional e prevenção, estamos construindo muito mais do que bons hábitos. Estamos construindo reserva para o futuro: músculos para preservar a independência, capacidade cardiovascular para continuar em movimento, saúde metabólica para reduzir riscos, cognição para manter a autonomia e relações que dão significado aos anos conquistados.

Continua após a publicidade

É essa a longevidade que me interessa

Nesta coluna, vamos conversar sobre saúde sem fórmulas mágicas nem promessas fáceis. Vamos falar sobre prevenção, saúde vascular, alimentação, movimento, metabolismo, sono, comportamento, práticas esportivas, novas tecnologias e tudo aquilo que a ciência vem descobrindo sobre viver mais e, principalmente, viver melhor.

Porque a longevidade pode parecer um assunto sobre o futuro. Mas ela está sendo construída exatamente agora.

Acompanhe o nosso WhatsApp

Quer receber as últimas dicas e matérias incríveis de Boa Forma direto no seu celular? É só se inscrever aqui, no nosso canal no WhatsApp.

Parceiros de treino têm mais constância na rotina fitness

Publicidade



source https://boaforma.abril.com.br/coluna/longevidade-com-ciencia/longevidade-comeca-hoje/

O que é Ashtanga Yoga e por que é um dos estilos preferidos

Se você quer entender o que é Ashtanga Yoga, comece por aqui: trata-se de um sistema que organiza posturas, respiração e olhar em sequências fixas, praticadas sempre na mesma ordem. Essa estrutura é justamente o que dá ao método sua identidade.

O nome vem do sânscrito e significa “oito membros”, em referência às oito etapas descritas por Patañjali no Yoga-sutra. O que se pratica hoje nas salas de aula, porém, é o Ashtanga Vinyasa, um sistema mais recente de posturas encadeadas pela respiração.

Como instrutora, vejo muita gente chegar ao Ashtanga atraída pelo vigor e permanecer por outro motivo: a sequência fixa cria uma referência clara de evolução, algo que poucos estilos oferecem.

A seguir, você entende a origem, as séries, como é uma aula, o motivo dessa pausa lunar e o que considerar antes de começar.

Conheça o Yoga Para o Seu Dia e pratique no seu ritmo no Clube Personare

Resumo sobre o que é Ashtanga Yoga

  • Ashtanga significa “oito membros” e nomeia as oito etapas do Yoga descritas por Patañjali.
  • O Ashtanga Vinyasa é o sistema moderno de posturas sistematizado por Pattabhi Jois.
  • As posturas seguem sequências fixas, encadeadas pelo ritmo da respiração.
  • A prática se organiza em seis séries, iniciadas sempre pela primeira.
  • É um estilo vigoroso, que costuma pedir adaptação e orientação no começo.

O que é o Ashtanga Yoga

O Ashtanga Yoga é um sistema que integra corpo, respiração e atenção por meio de sequências definidas de posturas. Cada movimento é conduzido pelo ritmo respiratório, o que cria um fluxo contínuo em vez de posturas isoladas.

Continua após a publicidade

A palavra tem origem no sânscrito: ashta significa oito e anga significa membro ou parte. O termo aparece no Yoga-sutra, texto atribuído ao sábio Patañjali, que organizou o caminho do Yoga em oito etapas complementares.

Vale distinguir dois usos do mesmo nome. O Ashtanga clássico se refere a esse caminho filosófico de oito etapas, enquanto o Ashtanga Vinyasa é o método físico praticado nas escolas contemporâneas.

Hatha Yoga, Kemetic, Hot Yoga: conheça todos os tipos e escolha o seu

Os oito membros do Ashtanga Yoga

O caminho descrito por Patañjali propõe uma progressão que começa na relação com o mundo e se aprofunda até estados sutis de consciência. Conhecer essas etapas ajuda a entender que a prática vai além das posturas:

  • Yama: princípios éticos na relação com os outros, como a não violência.
  • Niyama: cuidados na relação consigo, como disciplina e autoestudo.
  • Asana: as posturas corporais, que preparam o corpo para permanecer estável.
  • Pranayama: técnicas de respiração que trabalham a energia vital.
  • Pratyahara: recolhimento dos sentidos em direção ao interior.
  • Dharana: concentração sustentada em um único ponto.
  • Dhyana: estado meditativo contínuo.
  • Samadhi: integração plena, considerada o objetivo final do caminho.

Na prática cotidiana, os asanas e o pranayama costumam ser a porta de entrada. As demais etapas tendem a se desenvolver com o tempo, como consequência da regularidade.

Continua após a publicidade

Participe do grupo de Yoga do Personare no WhatsApp e receba conteúdos atualizados gratuitamente

Como surgiu o Ashtanga Vinyasa

O sistema praticado hoje foi difundido no século XX pelo mestre indiano K. Pattabhi Jois, discípulo de Krishnamacharya, considerado uma figura central na formação do Yoga moderno.

Segundo a tradição da escola, o método teria origem em um manuscrito antigo estudado pelos dois, embora esse relato não seja documentalmente comprovado.

O que se sabe com clareza é que, a partir de Mysore, na Índia, Pattabhi Jois estruturou séries fixas de posturas ligadas por vinyasa. O termo indica justamente a sincronia entre movimento e respiração que sustenta toda a prática.

Esse formato se espalhou pelo Ocidente a partir dos anos 1970 e deu origem a boa parte dos estilos dinâmicos que conhecemos. Se você quer situar o Ashtanga dentro do panorama maior, vale conhecer os tipos de Yoga e suas diferenças de ritmo e proposta.

Como é uma aula de Ashtanga Yoga

A prática costuma começar pela Saudação ao Sol, nas variações A e B, que aquecem o corpo e estabelecem o ritmo respiratório. Depois vêm as posturas em pé, as posturas sentadas e a sequência final de encerramento.

Continua após a publicidade

Três elementos sustentam a atenção durante toda a aula, e a tradição os chama de tristhana:

  • Asana: o alinhamento e a estabilidade da postura.
  • Ujjayi: a respiração sonora e controlada, que marca o compasso.
  • Drishti: o ponto fixo do olhar em cada postura, que ajuda a concentração.

A esses elementos somam-se os bandhas, contrações internas que sustentam o centro do corpo e dão sustentação aos movimentos. A combinação dos três costuma transformar a prática física em um exercício de concentração contínua.

As seis séries do Ashtanga Yoga

O método organiza as posturas em seis séries de dificuldade crescente. Todo praticante começa pela primeira e avança conforme a orientação do professor:

  • Primeira série (Yoga Chikitsa): considerada terapêutica, trabalha alinhamento, força e flexibilidade de base.
  • Segunda série (Nadi Shodhana): foca na purificação dos canais energéticos, com mais extensões da coluna.
  • Séries avançadas (Sthira Bhaga): quatro séries que exigem preparo consolidado e prática de longa data.
Continua após a publicidade

A maior parte dos praticantes permanece na primeira série por anos, e isso é esperado dentro da tradição. O avanço acontece por consistência, e não por pressa.

Ashtanga Yoga e os ciclos da Lua

Um traço curioso da tradição do Ashtanga é a pausa nos chamados moon days. Nos dias de Lua Nova e Lua Cheia, a prática de asanas costuma ser suspensa, por entendimento de que o corpo responde de forma diferente nesses momentos do ciclo.

Esse é um ponto que me encanta, porque une as duas tradições com que trabalho, a Yoga e a Astrologia. Observar os ciclos lunares ajuda a ajustar a intensidade da prática ao momento, em vez de manter sempre o mesmo ritmo.

Se você quiser acompanhar essas datas ao longo do ano, o Calendário Lunar 2026 organiza todas as fases. E para aprofundar essa ponte entre corpo e mapa natal, reuni o método no conteúdo sobre Yoga e Astrologia para a saúde.

Benefícios do Ashtanga Yoga

A prática regular tende a desenvolver força, flexibilidade e resistência de forma bastante integrada, já que as posturas se sustentam umas nas outras. O corpo costuma responder com mais estabilidade e consciência de movimento.

Continua após a publicidade

No plano mental, a repetição das mesmas sequências cria um efeito interessante. Como você já conhece a ordem, a atenção se desloca do “o que vem agora” para a qualidade da respiração e da presença.

Muitos praticantes relatam ainda mais disciplina, melhora do sono e redução da sensação de ansiedade. Esses efeitos tendem a aparecer com constância, e variam conforme o histórico e o momento de cada pessoa.

Cuidados antes de começar

O Ashtanga é um estilo vigoroso e exige atenção redobrada no início. Iniciar com acompanhamento de um professor qualificado reduz bastante o risco de sobrecarga em punhos, ombros e lombar.

Pessoas com lesões, hipertensão, problemas articulares ou em gestação devem conversar com um profissional de saúde antes de iniciar. Muitas posturas têm variações mais acessíveis, e um bom professor sabe indicá-las.

Se você nunca praticou, começar por um estilo mais suave pode ser um caminho mais confortável. Entender primeiro o que é Yoga e experimentar aulas introdutórias costuma tornar a chegada ao Ashtanga bem mais tranquila.

Mysore ou aula guiada: as duas formas de praticar

Existem dois formatos tradicionais de aula, e a diferença entre eles costuma gerar dúvida em quem está chegando.

  • Mysore: cada aluno pratica a sequência no próprio ritmo, de memória, enquanto o professor circula e orienta individualmente.
  • Aula guiada: o professor conduz o grupo inteiro, indicando as posturas e a contagem da respiração.

Para iniciantes, a aula guiada costuma ser mais confortável, porque não exige memorização. O estilo Mysore tende a fazer mais sentido depois que a sequência já está incorporada.

Conclusão

O Ashtanga Yoga oferece um caminho estruturado, que une vigor físico e disciplina interna dentro de uma sequência que se repete e se aprofunda com o tempo.

Mais do que executar posturas difíceis, a proposta é desenvolver constância, respiração consciente e presença.

Se essa estrutura conversa com o seu momento, comece devagar e com orientação. O corpo tende a responder melhor quando a prática respeita o ponto de partida de cada pessoa.

Comece a praticar Yoga no seu ritmo com o Yoga Para o Seu Dia no Clube Personare

Perguntas frequentes sobre Ashtanga Yoga

O que significa Ashtanga?

Ashtanga é uma palavra do sânscrito formada por ashta, que significa oito, e anga, que significa membro ou parte. O termo se refere às oito etapas do Yoga descritas por Patañjali no Yoga-sutra: yama, niyama, asana, pranayama, pratyahara, dharana, dhyana e samadhi. Elas formam um caminho progressivo, que parte da conduta ética e chega a estados profundos de concentração. Quando falamos de Ashtanga nas escolas de hoje, geralmente a referência é ao Ashtanga Vinyasa, o método físico que organiza posturas em sequências fixas.

Qual a diferença entre Ashtanga e Hatha Yoga?

A principal diferença está no ritmo e na estrutura. No Ashtanga, as posturas seguem uma sequência fixa e são encadeadas pela respiração, o que cria um fluxo contínuo e vigoroso. No Hatha Yoga, as posturas costumam ser sustentadas por mais tempo, com pausas entre elas e ritmo mais lento. Os dois compartilham a mesma raiz e trabalham corpo, respiração e concentração. A escolha costuma depender do que você busca: intensidade e estrutura, ou um ritmo mais pausado.

Ashtanga Yoga é indicado para iniciantes?

Sim, desde que a prática seja adaptada e acompanhada por um professor. A sequência é fixa, o que ajuda na memorização, mas o ritmo é intenso e algumas posturas exigem preparo. O caminho mais seguro costuma ser começar por aulas guiadas para iniciantes, com variações mais acessíveis das posturas. Quem tem lesões ou condições de saúde específicas deve conversar antes com um profissional. Com orientação adequada, a maioria das pessoas consegue iniciar sem dificuldade.

Quantas vezes por semana praticar Ashtanga Yoga?

Na tradição, a prática acontece seis dias por semana, com descanso em um dia fixo e também nos dias de Lua Nova e Lua Cheia. Na vida contemporânea, porém, essa frequência nem sempre é viável. Praticar de três a quatro vezes por semana já tende a gerar boa evolução, desde que com regularidade. A constância costuma render mais que a intensidade isolada. O importante é manter um ritmo sustentável, que caiba na sua rotina sem gerar sobrecarga.

Ashtanga Yoga emagrece?

Por ser um estilo vigoroso e contínuo, o Ashtanga está entre os que mais gastam energia dentro do Yoga. A prática trabalha força, resistência e condicionamento, e costuma apoiar a perda de peso quando combinada com alimentação equilibrada e bom sono. Ainda assim, o emagrecimento tende a aparecer como consequência de um conjunto de hábitos, e não como efeito isolado da prática. Se esse é o seu objetivo, vale entender melhor como a Yoga se relaciona com o emagrecimento.

Maísa Farina Colla

Astróloga e Instrutora de Yoga. Idealizadora do Programa Amaré, projeto que une esses dois saberes milenares com foco no cuidado individualizado e no equilíbrio físico, emocional e energético.

maisafarinacolla@gmail.com

 

Publicidade



source https://boaforma.abril.com.br/movimento/ashtanga-yoga-o-que-e/

Nutrição na corrida: veja como as fibras podem fazer parte do cardápio

Quando a gente fala em alimentação para quem corre, claro que os primeiros nutrientes que vem à cabeça são carboidratos e proteínas. Mas, você sabia que as fibras também podem entrar nesta lista?

Presentes em frutas, verduras, legumes, cereais integrais e leguminosas, as fibras contribuem para o bom funcionamento do intestino, promovem maior saciedade e tornam a alimentação mais variada e equilibrada.

Para quem pratica corrida regularmente, ter boa saúde intestinal favorece a digestão, contribui para a absorção adequada de nutrientes e ainda ajuda a reduzir aqueles desconfortos gastrointestinais durante os treinos que precisamos literalmente parar para ir ao banheiro! 

Fibras são essenciais para corridas longas

Aos que se preparam para maratonas ou corridas,  incluir alimentos ricos em fibras no dia a dia pode tornar a sua estratégia nutricional mais completa.

“Uma alimentação equilibrada é construída ao longo dos dias. Quando as fibras são associadas à hidratação adequada, elas auxiliam no bom funcionamento do intestino no bem-estar, aspectos relevantes para quem pratica atividade física regularmente”, afirma Gisele Pavin, Head de Nutrição, Saúde e Bem-Estar da Nestlé Brasil.

Mesmo com tantos benefícios, a especialista ressalta que o momento do consumo também merece atenção. Alimentos ricos em fibras devem ser consumidos em refeições mais distantes dos treinos, já que grandes quantidades pouco antes da corrida podem causar desconfortos gastrointestinais em algumas pessoas.

Continua após a publicidade

“O planejamento da alimentação deve considerar tanto a qualidade dos alimentos quanto o horário em que são consumidos, respeitando as necessidades e a adaptação de cada indivíduo. O ideal é evitar grandes quantidades desses alimentos entre duas a quatro horas antes da atividade”, afirma.

Como incluir fibras na minha rotina?

Para quem deseja aumentar o consumo de fibras, a mudança deve acontecer de forma gradual, sempre acompanhada de uma boa ingestão de líquidos.

Aveia, chia, linhaça, frutas com casca, vegetais e leguminosas são alguns exemplos de ingredientes que podem enriquecer diferentes preparações ao longo do dia, do café da manhã ao jantar.

Contudo, os benefícios das fibras fazem parte de um conjunto maior de cuidados com a alimentação de quem pratica corrida. A combinação entre diferentes grupos alimentares, como carboidratos, proteínas, vitaminas, minerais e líquidos, coopera para uma rotina mais equilibrada e adequada às necessidades de cada pessoa.

“Não existe um único nutriente responsável pelo desempenho esportivo. A variedade alimentar é fundamental para garantir que o organismo receba diferentes componentes importantes para o seu funcionamento”, destaca Gisele.

Continua após a publicidade

5 receitas com morango que cabem na sua dieta

 

 

4 dicas de receitas práticas 

Para inspirar quem deseja diversificar o cardápio, a Receitas Nestlé reuniu receitas práticas que facilitam o consumo desse nutriente sem abrir mão do sabor. 

Shake Pré-Treino Proteico de Abacaxi

Ingredientes

  • 2 rodelas de abacaxi, sem casca
  • Meia manga picada
  • 1 pote de Iogurte Natural Integral (170 g)
  • 2 colheres (sopa) de  Aveia
  • 1 colher (sopa) de mel
  • 5 pedras de gelo

Modo de Preparo

  • Em um liquidificador, adicione o abacaxi, a manga, o Iogurte Natural Integral, a Aveia, o mel e o gelo
  • Bata tudo por cerca de 1 minuto ou até obter uma bebida cremosa e homogênea.
  • Transfira para um copo alto e sirva imediatamente.

Bolo de Banana com Aveia Fácil

Ingredientes

  • 2 ovos
  • 2 colheres (sopa) de óleo
  • 2 bananas-nanica maduras, amassadas
  • 2 colheres (sopa) de nozes tostadas e picadas
  • 4 colheres (sopa) de Farelo de Aveia com Proteína
  • Meia colher (sopa) de canela em pó
  • 1 colher (sopa) de fermento em pó
Continua após a publicidade

Modo de Preparo

  • Em um recipiente, bata os ovos com o óleo.
  • Acrescente as bananas e misture até ficar homogêneo. Adicione o restante dos ingredientes, deixando o fermento por último.
  • Em uma forma de furo central (19 cm de diâmetro) untada com óleo e polvilhada com farelo de aveia e canela em pó, despeje a massa e asse em forno médio (180°C), preaquecido, por cerca de 25 minutos.

Gominha de suplemento de fibras com Laranja

Ingredientes

  • 4 folhas de gelatina incolor
  • 5 colheres (sopa) de água
  • 4 colheres (sopa) de suplemento de fibras sabor Laranja
  • 1 xícara (chá) de água

Modo de Preparo

  • Em um recipiente, pique as folhas de gelatina e misture com a água. Deixe hidratar por 5 minutos. Leve ao micro-ondas por 15 segundos. Reserve.
  • Em outro recipiente, dilua o suplemento de Laranja na água. Adicione a gelatina reservada e mexa bem. Transfira para uma forminha de gelo e leve para a geladeira por cerca de 2 horas ou até estar firme. Sirva.

Surpresa de Morango e Nozes 

Ingredientes

  • 4 morangos picados
  • 1 colher (sopa) de nozes picadas
  • meia xícara (chá) de Aveia em Flocos
  • 4 colheres (sopa) de água
  • 1 colher (sopa) de mel

Modo de Preparo

  • Em uma taça individual, adicione os morangos e a nozes no fundo. Reserve.
  • Misture a Aveia com a água e o mel em um recipiente até obter um creme.
  • Cubra os morangos e nozes com o creme e leve para gelar por 30 minutos antes de servir.
Continua após a publicidade

Acompanhe o nosso WhatsApp

Quer receber as últimas dicas e matérias incríveis de Boa Forma direto no seu celular? É só se inscrever aqui,
no nosso canal no WhatsApp

Publicidade



source https://boaforma.abril.com.br/coluna/blog-do-corre/nutricao-na-corrida-veja-como-as-fibras-podem-fazer-parte-do-cardapio/

Longevidade: uma escolha que começa hoje

Quando pensamos em saúde , é comum imaginarmos a ausência de doenças, exames dentro dos valores de referência ou uma consulta médica que ter...