terça-feira, 2 de junho de 2026

Majur: novos hábitos que trouxeram reconexão e amor próprio

A cantora e compositora Majur, que faz sucesso com suas músicas sobre empoderamento e relações afetivas, precisou adotar novos hábitos em sua rotina para melhorar sua qualidade de vida. Não apenas iniciando a prática de atividades físicas, mas também cuidando da alimentação, da saúde mental, trabalhando a autoestima de forma consciente.

E foi por meio de um exame de bioimpedância que veio o sinal: 37% de gordura no corpo. “Aquilo foi um alerta muito importante para mim. Entendi que precisava mudar meus hábitos não só pela estética, mas principalmente pela minha saúde e qualidade de vida”, contou Majur, hoje com 15 quilos a menos, em entrevista à Boa Forma. 

 

Veja o bate-papo completo a seguir!

Pessoa de pele escura, cabelo liso preto com franja, usando body de látex preto e mangas transparentes, colar prateado e brincos longos. Ela tem maquiagem roxa nos olhos e lábios, unhas pretas e a mão esquerda no peito. O fundo é um camarim com uma mesa bagunçada
Majur: 15 quilos mais magra, cantora não cuida apenas do corpo, mas também da mente por meio das atividades físicas../Divulgação

Hábitos conscientes 

Qual foi o principal motivo para você adotar esse novo estilo de vida, que resultou no seu emagrecimento?

Primeiro, eu busquei acompanhamento com um endócrino porque percebia um descontrole hormonal que me fazia comer por ansiedade e como forma de saciação.

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Através de um exame de bioimpedância, detectamos um acúmulo de 37% de gordura no corpo, e aquilo foi um alerta muito importante para mim. Entendi que precisava mudar meus hábitos não só pela estética, mas principalmente pela minha saúde e qualidade de vida.

O que mais mudou na sua rotina desde que adotou estes novos hábitos?

Entrei em um novo ritmo de vida. Hoje tenho muito mais consciência sobre alimentação, treino e disciplina. Passei a organizar melhor minha rotina, cuidar mais do meu corpo e respeitar meus limites.

Também percebo que tenho mais disposição nos shows, energia e autoestima no dia a dia. Agora, estou dentro do peso ideal, com 1,93m e 89 kg. O segredo é você querer.

E que hábitos são esses? A prática de atividades físicas, essa mudança no seu estilo de vida, trouxeram uma reconexão com você mesma? Por que?

Com certeza. Hoje mantenho uma rotina muito focada na minha saúde e performance. Fiz um tratamento acompanhado por endocrinologista, com uso de tirzepatida, aliado a uma dieta equilibrada e musculação.

Também reeduquei completamente meu paladar: estou sem beber, não tenho “dia do lixo” e passei a fazer escolhas mais conscientes no dia a dia. Tudo isso me trouxe uma reconexão comigo mesma porque comecei a me enxergar com mais disciplina, cuidado e amor próprio.

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O que te motiva a movimentar o seu corpo hoje? Quais são os seus objetivos com os exercícios físicos?

Hoje meu maior objetivo é continuar evoluindo. Já alcancei meu peso ideal, mas sigo me desafiando diariamente. Quero secar mais, ganhar mais músculos e manter meu corpo em alta performance. 

Alimentação essencial em todo o processo

A alimentação também entrou nesse processo? Como você faz para ter disciplina na alimentação?

A alimentação foi essencial em todo o processo. Aprendi que disciplina não é sofrimento, é constância. Hoje sigo uma alimentação balanceada, rica em proteína, whey protein e muita fibra.

O mais importante foi mudar minha relação com a comida e entender que eu precisava me alimentar para nutrir meu corpo e me sentir bem

Investimento que vale a pena

O que você considera essencial no seu autocuidado hoje, não por obrigação, mas porque te faz bem de verdade?

Hoje, meu maior autocuidado é investir em mim mesma. Cuidar da saúde, treinar, me alimentar bem e manter minha rotina me fazem bem de verdade.

Aprendi que mudar hábitos exige dedicação, constância e também investimento, mas é um retorno que vale muito a pena. 

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O que você faz para preservar a sua saúde mental? Tem algo que virou a sua “válvula de escape”?

Faço terapia porque acredito muito na importância de cuidar da saúde mental, e estar na praia e ao ar livre também me faz muito bem, porque eu amo a praia.

Essas coisas me ajudam a desacelerar, recarregar as energias e manter meu equilíbrio emocional.

A academia também acabou se tornando uma válvula de escape importante para mim, porque é um momento em que consigo focar em mim, aliviar a ansiedade e me sentir mais forte mentalmente. 

Quando você se olha no espelho hoje, o que mais te chama atenção por dentro e por fora?

Minha autoestima mudou completamente. Eu cheguei a usar manequim 46 e hoje voltei aos 40. Claro que a mudança física chama atenção, porque minhas roupas voltaram a caber.

Mas, por dentro, o que mais mudou foi minha confiança. Hoje me sinto mais segura, feliz e satisfeita comigo mesma. 

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Modelo de pele escura com cabelo esvoaçante, usando body preto transparente e gargantilha prateada, desfilando em passarela escura com luzes fortes e público desfocado ao fundo
<span class="hidden">–</span>./Divulgação

Se cuidar e se amar 

Suas músicas falam de temas como relações afetivas e, principalmente, empoderamento, o que traz pautas de autocuidado, amor-próprio e a relação com a própria imagem. Quando você pensa nesses assuntos, qual a principal mensagem que deseja passar para as pessoas?

Quando eu escrevo, acabo colocando muito da minha vida nas músicas. Falar sobre amor-próprio e empoderamento sempre foi algo natural pra mim, porque eu gosto da ideia de que a música também pode fazer as pessoas se sentirem mais fortes e acolhidas. 

Acho que todo mundo passa por fases, por idas e vindas, e não precisamos entrar em desespero por causa de uma situação difícil. As coisas mudam, a gente aprende, cresce e recomeça. Pra mim, enquanto a gente está vivo, nunca é tarde pra sonhar, se cuidar e aprender a se amar cada vez mais.

Você recentemente desfilou no Rio Fashion Week e, pra você, como é representar tantas outras mulheres trans em um palco onde a diversidade está conquistando seu espaço, que ainda não é tão grande?

Assim que comecei a cantar e aparecer na mídia, percebi que a minha imagem passou a ser representativa. Foi aí que entendi que a minha presença nesses espaços também tinha um sentido coletivo e político. 

Desfilar no Rio Fashion Week tem um peso muito especial pra mim, mas também faz parte de uma trajetória que já vem acontecendo há algum tempo, já tive outras oportunidades de ocupar espaços importantes na moda e no showbiz como pioneira, e em todos eles sinto que ainda estamos construindo espaço aos poucos. 

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De fato, estar ali é sobre isso: mostrar que nós pertencemos e abrir caminhos. Se eu cheguei até aqui, outras também podem chegar.

4 cuidados que você deve ter se estiver tomando Mounjaro

 

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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/majur/

O desafio de correr 63 quilômetros em dois dias

Quando descobri que havia desafios em provas de longa distância, eu nunca imaginaria que algo assim passaria pela minha cabeça. Até que, no final do ano passado, resolvi que treinaria para um.

E Porto Alegre foi a cidade escolhida. O Desafio Gaúcho aconteceu no último fim de semana de maio (30 e 31), onde corri 21km no sábado e 42km no domingo. 

O que posso resumir disso é que: não é fácil. Não é fácil conciliar os treinos, com trabalho, viagens e afins, pois o volume para esse tipo de prova é muito maior, mesmo você treinando os mesmos dias para uma prova normal.

Entre março e maio, choveu muito em São Paulo, o que precisei da esteira para os treinos, algo que não tenho muita paciência, mas precisei treinar muito para conseguir concluir a planilha da semana, tanto que o último longo pré-desafio foi de 16km na esteira.

O psicológico também entra no desafio. O fato de, alguns dias não ter conseguido treinar e, por conta de compromissos, não conseguir mudar o treino, pesou e muito na minha rotina. 

Mas, o que posso dizer é que, se você tentar, você não vai saber qual o resultado. E, fui para Porto Alegre com a cabeça de que eu fiz o meu melhor nos treinos e que iria dar o meu melhor nas provas. 

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Multidão de corredores em uma maratona urbana, vestindo camisetas escuras e números de peito, em uma rua larga com postes de luz curvos e prédios altos ao fundo, sob céu nublado
<span class="hidden">–</span>Schari Kozak - BRSK/Buena Onda | @photobiermann - BRSK /Buena Onda/Divulgação

Dia 1 – 21km

Estava esperando um frio forte em Porto Alegre, mas, ao invés disso, foi chuva no começo da prova e sol no final dela. 

O circuito plano ajuda muito no desafio. Além disso, passamos por pontos turísticos da cidade, como o estádio Beira-Rio, a orla do rio Guaíba e parte da Cidade Baixa, Parque da Redenção e o Centro Histórico, que possui prédios históricos lindos!

Terminei a prova com algumas dores nas coxas e fui direto para casa, pois, sim, o descanso foi crucial para me ajudar no segundo dia. Fiz o mínimo esforço, fiz massagem nas coxas e panturrilhas, gelo, tudo o que estava ao meu alcance para não sentir dor no dia seguinte. 

Dia 2 – 42km 

No domingo, também não estava tão frio quanto eu esperava para essa época do ano em Porto Alegre, mas foi uma temperatura incrível para a corrida. 

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O percurso é praticamente o mesmo do dia anterior, acrescentando algumas rotas, incluindo passar dentro do tradicional Mercado Público da cidade. O destaque é a altimetria: 14 metros.

Além disso, o percurso de 2026 foi diferente dos anos anteriores, o trajeto eliminou as subidas da Zona Sul e se concentrou na região central e na Orla do Guaíba.

Há um “zigue-zague” na rota, que faz com que a gente passe pela orla do Guaíba e também pelo centro histórico duas vezes na ida e, na volta, passar novamente pela orla do Guaíba. 

Escutei algumas pessoas não curtindo muito esse vai e volta, mas, para mim, foi um percurso muito bom, porque a gente tinha mais contato com os atletas que estavam indo ou voltando, algo que, para o meu psicológico, ajuda e muito nas corridas: ver pessoas também correndo! 

Outro ponto que vale destaque: a participação do público. Porto Alegre se mobiliza para apoiar os atletas e é outra coisa que ajuda muito quem está correndo longas distâncias. 

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Além da meia e da maratona, a prova também conta com 5 km e 10 km de distâncias. A prova aconteceu no sábado, mesmo dia dos 21km.

No post abaixo, eu mostro um pouquinho mais de como foi essa corrida pra mim:

História sendo feita na Maratona Internacional de Porto Alegre

Na primeira edição com o nome da Olympikus no título oficial da prova de Porto Alegre, que chegou a sua 41ª edição, os atletas Daniel Sang e Gelane Senbete venceram com tempos históricos, superando o recorde da prova e também nacional.

O queniano Daniel Sang cruzou a linha de chegada em 02:10:21, garantindo não só o pódio, como também os recordes nacional e da competição.

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Quatro corredores negros, sorrindo e segurando tênis de corrida brancos e azuis, medalhas e um cartaz azul com
Os vencedores da Maratona Internacional de Porto AlegreSchari Kozak - BRSK/Buena Onda | @photobiermann - BRSK /Buena Onda/Divulgação

Foi recorde atrás de recorde: os três primeiros colocados bateram o recorde nacional de maratonas de rua, feito pelo Vanderlei Cordeiro de Lima  (02:11:19), em 2002 e os seis primeiros colocados bateram o recorde da prova, conquistado em 1994 por Luís Carlos da Silva (02:12:59). Dentre eles, o brasileiro Giovani dos Santos, que conquistou a 6ª colocação geral no tempo 02:12:26, batendo seu recorde pessoal aos 44 anos.  

No feminino Gelane Senbete, atleta da Etiópia venceu e quebrou o recorde da Maratona com o tempo de 02:31:16. 

Além dela, a atleta queniana Lucy Nthenya, também fez um tempo abaixo do recorde da prova, 02:31:26. O melhor tempo até então era de Ednah Mukhwana (Quênia) com 02:32:41 em 2013.  

Isso consolidou a Maratona de Porto Alegre como a mais rápida do país.

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Correr no frio: 5 cuidados para treinar em baixas temperaturas

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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/blog-do-corre/maratona-porto-alegre/

O que não pode comer no pré-treino?

Alimentos muito gordurosos (como frituras, embutidos ou queijos amarelos), ricos em fibras insolúveis (como feijão, grão-de-bico ou vegetais crus em excesso) ou altamente industrializados (como salgadinhos, refrigerantes e doces) devem ser evitados no pré-treino.

Esses alimentos podem causar lentidão na digestão, desconfortos intestinais e queda no rendimento. Também não é recomendado consumir grandes quantidades de cafeína sem orientação, pois pode gerar efeitos adversos como taquicardia ou ansiedade.

O ideal é que o pré-treino seja uma refeição leve e equilibrada, feita de 1 a 2 horas antes da atividade.

Alimentos naturais ricos em carboidratos de fácil digestão, combinados com uma fonte leve de proteína, são excelentes opções de pré-treino. O principal benefício dessas opções é o fornecimento de energia adequada para suportar o esforço físico.

Os carboidratos aumentam a disponibilidade de glicose, que é a principal fonte de energia durante atividades de alta intensidade. Já a presença de uma pequena quantidade de proteína pode contribuir para a preservação da massa muscular durante o treino, especialmente em exercícios mais longos ou intensos.

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Além disso, alimentos ricos em micronutrientes, como potássio, magnésio e vitaminas do complexo B, ajudam na contração muscular, no equilíbrio eletrolítico e na prevenção de cãibras.

O excesso de comida no pré-treino pode provocar desconfortos gastrointestinais, como náusea, refluxo e sensação de estufamento, prejudicando o desempenho.

O tipo de exercício, sua duração e intensidade também devem ser levados em conta na escolha da refeição.

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Respondido por:

Ruth Egg, nutricionista especialista em esportes e comportamento alimentar. Instagram: @reggnutri

 

 

Quais receitas são boas para o pré-treino?

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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/boa-forma-responde/pre-treino-o-que-nao-pode-comer/

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