segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Verdade ou mito: praticar atividade física acelera o metabolismo?

A prática regular de atividades físicas desempenha um papel fundamental na preservação do bom funcionamento do metabolismo. E isso acontece por diversos motivos, de acordo com a Dra. Eline Lôbo, especialista em tratamento hormonal e emagrecimento.

Um estilo de vida ativo favorece a construção de massa muscular, que eleva a taxa metabólica basal (quantidade de energia que o corpo gasta em repouso).

Outro ponto é que se movimentar contribui para a liberação de hormônios que atuam na regulação do metabolismo.

“Além disso, após os exercícios, especialmente de alta intensidade, o organismo continua a queimar calorias em um processo conhecido como Consumo de Oxigênio em Excesso Pós-Exercício (EPOC)”, completa e médica.

Para cuidar do metabolismo, existem mais medidas consideradas essenciais, entre elas, adotar uma dieta balanceada, beber bastante água, dormir bem e gerenciar o estresse.

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Mas, afinal, o que é o metabolismo?

O metabolismo consiste no conjunto de reações químicas que ocorrem no nosso organismo para garantir as funções vitais e a conversão dos alimentos em energia.

Ele envolve dois processos principais: o catabolismo, que é o responsável pela quebra de moléculas maiores e menores, liberando energia, e o anabolismo, que constrói moléculas maiores a partir de menores, utilizando energia.

“O metabolismo inclui processos como respiração, circulação sanguínea, crescimento celular e regulação da temperatura corporal, e pode ser influenciado por aspectos como idade, genética, composição corporal, sexo e nível de atividade física”, conclui Lôbo.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/atividade-fisica-acelera-metabolismo/

Calor e menopausa: por que os fogachos pioram no verão

As ondas de calor afetam diretamente as mulheres na menopausa e, entre os sintomas já reclamados, estão os conhecidos fogachos

Fogachos são ondas súbitas de calor, muitas vezes acompanhadas de suor, palpitação e rubor facial, que podem acontecer no período diurno, porém são mais frequentes à noite, causando insônia, porque a mulher cobre e descobre durante à noite”, explica a ginecologista Ana Paula Fabrício, com Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia (TEGO). Mas o calor ambiental pode intensificar esses sintomas.

De acordo com a ginecologista, os fogachos acontecem porque, na menopausa, a queda do estrogênio desregula o centro de controle da temperatura no cérebro, tornando-o mais sensível. “O corpo já está tentando dissipar calor devido às altas temperaturas. Como o organismo da mulher na menopausa tem um controle térmico mais instável, o verão atua como um gatilho, intensificando os sintomas”, acrescenta a médica.

Fogachos na menopausa X ocasionais

A profissional explica que os fogachos da menopausa são diferentes daqueles ocasionais, que podem surgir em qualquer mulher em situações de estresse ou alterações hormonais passageiras. 

3 estratégias que ajudam a manter o equilíbrio de forma sustentável na menopausa

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“Na menopausa, os fogachos são frequentes, persistentes, mais frequentes à noite e podem durar anos, prejudicando sono, energia e qualidade de vida”, diz a médica. 

Dependendo da mulher, o clima quente aumenta a frequência e/ou o desconforto. “Algumas percebem mais episódios; outras não têm aumento no número, mas cada crise se torna mais intensa e incômoda”, reforça a Dra. Ana.

Além disso, os relatos mais comuns sobre os fogachos descrevem uma sensação súbita de calor que parece vir de dentro, como se, de repente, o corpo fosse pegar fogo, especialmente na região do tórax e do pescoço. 

“No entanto, existem outras descrições de como as mulheres sentem esses sintomas vasomotores, por exemplo a sudorese noturna, que, às vezes, não cria uma sensação repentina de calor, mas faz a mulher acordar completamente suada; ou apenas a percepção de sentir mais calor do que o normal, sem as ondas características”, completa o Dr. Igor Padovesi, ginecologista, autor do livro ‘Menopausa Sem Medo’ (Editora Gente), especialista em menopausa certificado pela North American Menopause Society (NAMS).

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Calor ambiental e fogachos: qual a diferença?

Dra. Ana Paula explica que é simples diferenciar o calor ambiental (ondas de calor) dos fogachos. O primeiro incomoda a todos; já os fogachos aparecem de forma repentina, mesmo em ambientes frescos e no inverno, e geralmente vêm acompanhados de suor e sudorese, com sensação súbita de calor que cessa tão rápido quanto começou. 

“É comum sentir calafrios após os suores, por isso a mulher cobre e descobre várias vezes à noite, dorme mal e acorda cansada. Os fogachos podem atrapalhar o sono, provocar fadiga durante o dia, irritabilidade, dificuldade de concentração e até sintomas ansiosos ou depressivos, comprometendo desempenho profissional, relações pessoais e autoestima”, explica a médica.

Como reduzir o desconforto dos fogachos?

Dentre as estratégias que ajudam a reduzir o desconforto, a ginecologista sugere: usar roupas leves de algodão ou linho; manter o ambiente ventilado ou climatizado; evitar álcool, cafeína e comidas muito condimentadas; hidratar-se constantemente; e praticar respiração e técnicas de relaxamento para reduzir o estresse. 

“Atividade física e dieta equilibrada diminui a frequência dos fogachos. Também sugerimos evitar o consumo de açúcar e carboidratos à noite”, diz a médica. 

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Mas para resolver a questão, é necessário buscar ajuda médica. “A mulher deve procurar ajuda quando os fogachos começam a atrapalhar o sono, a rotina ou a autoestima. Hoje temos tratamentos hormonais, com reposição individualizada e personalizada através dos implantes hormonais, terapia transdérmica ou oral. E tratamentos não hormonais, com medicação fitoterápica, controle da alimentação e associado a ajustes de estilo de vida com atividades física regular, yoga, pilates e musculação”, destaca a Dra. Ana Paula Fabrício. 

“A combinação do tratamento da reposição hormonal com um estilo de vida saudável é um alicerce poderoso para viver esse momento com qualidade e se preparar para o envelhecimento de maneira empoderada e ativa”, finaliza o Dr. Igor.

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Como o treino de força é um grande aliado para a definição do abdômen

A busca por um abdômen sarado vai muito além da repetição de exercícios abdominais. Segundo especialistas, o treino de força, especialmente a musculação, é um dos principais aliados para reduzir a gordura abdominal e evidenciar a definição muscular. 

Isso porque esse tipo de treinamento atua diretamente no aumento do gasto energético e na aceleração do metabolismo, fatores essenciais para a queima de gordura corporal de forma eficiente e duradoura.

De acordo com Cacá Ferreira, Gerente Técnico Corporativo da Cia Athletica, a musculação promove um impacto metabólico que vai além do momento do treino.

“O ganho de massa muscular eleva o metabolismo basal, fazendo com que o corpo continue queimando calorias mesmo em repouso. Esse processo é fundamental para diminuir a gordura que recobre os músculos do abdômen e permitir que a definição apareça”, explica.

Outro ponto importante é que exercícios de força, especialmente os movimentos compostos, como agachamentos e levantamentos, ativam diversos grupos musculares ao mesmo tempo, incluindo o core. Treinar o corpo de forma global é muito eficiente, pois aumenta o gasto calórico e ao mesmo tempo ativa a musculatura do abdômen. “Exercícios localizados também poderão ser feitos, porém priorize os globais para depois os exercícios local”.

Quantas vezes por semana fazer abdominal?

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Para alcançar resultados consistentes, o treino de força deve estar aliado a uma rotina equilibrada, que inclua alimentação adequada, hidratação e recuperação muscular. Com acompanhamento profissional e estratégias bem definidas, a musculação se consolida como uma das ferramentas mais eficazes não só para conquistar um abdômen definido, mas também para promover saúde, performance e qualidade de vida.

Fortaleça seu core: treino abdominal simples e eficaz para iniciantes

Crunch (Abdominal Supra)

  • Séries: 3
  • Repetições: 12 a 15
  • Descanso: 45s
  • Foco: Flexão de tronco (ênfase reto abd.)

Execução:

Deitado, joelhos flexionados. O movimento é de “enrolar” a coluna vertebral. Erro comum: Puxar o pescoço. Mantenha o queixo longe do peito e foque em aproximar as costelas do quadril.

Prancha Frontal (Plank)

  • Séries: 3
  • Repetições: 30 a 45 seg.
  • Descanso: 45s
  • Foco: Isometria (resistência do core)
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Execução:

Apoie os antebraços. Mantenha o corpo alinhado. Ponto chave: Realize uma leve retroversão pélvica (“encaixar o quadril”) para ativar mais o reto abdominal e proteger a lombar.

Abdominal Canivete

  • Séries: 3
  • Repetições: 15
  • Descanso: 45s
  • Foco: Flexão de tronco e quadril

Execução:

Deitado de costas, braços e pernas estendidos. Suba simultaneamente os dois braços (promovendo a flexão do tronco) e as duas pernas retas (promovendo a flexão de quadril), toque as duas mãos nas pontas dos dois pés. Retorne à posição inicial de maneira controlada.

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Elevação de Pernas (Solo)

  • Séries: 3
  • Repetições: 10 a 12
  • Descanso: 45s
  • Foco: Controle excêntrico da pelve

Execução:

O foco não é a perna, mas o controle do quadril. Desça as pernas até o ponto onde sua lombar ameaça sair do chão. Se a lombar arquear, você perdeu a ativação abdominal.

Cuidados para Iniciantes

Lucas Florêncio, especialista técnico da Smart  Fit, destaca que ao iniciar o treinamento de core, a segurança biomecânica é prioritária nos seguintes aspectos: 

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Respiração: “Nunca prenda a respiração (manobra de Valsalva excessiva). Expire no momento da contração máxima para aumentar a pressão intra-abdominal de forma segura”.

Qualidade vs. Quantidade: “No abdome, 15 repetições lentas e controladas são infinitamente superiores a 50 repetições rápidas usando impulso (inércia)”.

Quando avançar para o nível Intermediário/Avançado?

De acordo com o profissional da Smart Fit, você estará pronto para mudar o treino quando preencher estes três critérios:

  • Consistência Técnica: consegue manter a lombar colada ao chão (ou em posição neutra controlada) durante todo o movimento de elevação de pernas.
  • Tempo sob Tensão: a prancha de 45 segundos tornou-se “fácil”, sem tremor excessivo ou perda da postura pélvica.
  • Conexão Mente-Músculo: você sente a musculatura abdominal e não cansaço no pescoço ou nas coxas.
  • Progressão sugerida: adicionar sobrecarga (pesos), diminuir o tempo de descanso ou utilizar superfícies instáveis e braços de alavanca maiores (ex: prancha com braços mais à frente).

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Verdade ou mito: praticar atividade física acelera o metabolismo?

A prática regular de atividades físicas desempenha um papel fundamental na preservação do bom funcionamento do metabolismo . E isso acontec...