segunda-feira, 13 de abril de 2026

Caminhada e corrida: entenda as principais diferenças entre elas

Tanto a caminhada quanto a corrida são práticas benéficas para o bem-estar físico e mental quando realizadas regularmente. As duas modalidades se enquadram no que conhecemos como “cardio” e oferecem efeitos muito parecidos em relação ao corpo.

No geral, as atividades aeróbicas cardiovasculares garantem benefícios como fortalecimento do sistema imunológico, manutenção de um peso saudável, prevenção de doenças crônicas, melhora do funcionamento do coração, estímulo da circulação sanguínea e aumento da longevidade.

Quando o assunto é a parte emocional, esses exercícios podem ajudar a aliviar o estresse e a tratar transtornos psiquiátricos.

Um estudo concluiu que correr e caminhar podem reduzir a ansiedade e a depressão. Outra pesquisa descobriu que apenas 10 minutos de corrida em intensidade moderada melhoraram o humor dos participantes depois.

As principais diferenças entre caminhada e corrida

As diferenças entre caminhada e corrida se concentram especialmente na intensidade, na sobrecarga mecânica e no gasto energético de cada modalidade.

  • Caminhada x corrida: o que muda na intensidade?
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Na maioria das vezes, a caminhada é considerada menos intensa do que a corrida. Isso porque a primeira tende a ser executada com menor velocidade e menor exigência cardiorrespiratória, fazendo com que a frequência cardíaca suba de forma mais gradual.

A corrida, por sua vez, consiste em uma prática que demanda mais da força muscular e da capacidade aeróbica. Não à toa, ao realizá-la, o praticante percebe um surgimento mais rápido do cansaço e da elevação da respiração.

No entanto, é importante lembrar que vários fatores podem impactar na intensidade de uma prática, entre eles, os desafios presentes e o ritmo adotado.

Uma caminhada com subida, por exemplo, pode se tornar mais “puxada” do que aquelas que acontecem em terrenos planos. Quando feita de um jeito mais acelerado, ela também vira algo mais vigoroso.

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Vale destacar que a intensidade de uma atividade física deve ser determinada seguindo uma série de cuidados e sempre respeitando os limites do corpo.

  • Caminhada x corrida: o que muda no impacto?

A caminhada é uma atividade de baixo impacto que pode ser ideal para sedentários, idosos, iniciantes ou indivíduos em processo de reabilitação.

Já a corrida é uma atividade de alto impacto que “cobra” mais dos músculos, dos tendões e das articulações. Isso porque apresenta uma fase aérea – em que os pés saem do chão – e uma aterrisagem, que resulta em maior força de contato com o solo a cada passada.

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Mas calma: o impacto da corrida não é necessariamente prejudicial. Quando a pessoa usa tênis adequados, têm uma técnica correta e respeita a progressão do treinamento, ele é bem tolerado pelo organismo.

“Apesar de a corrida gerar impacto elevado, o corpo humano é capaz de se adaptar. A cartilagem, músculos e tendões respondem ao estímulo mecânico, desde que a carga seja progressiva”, explica Juliana Munhoz Vergara, ortopedista especialista em cirurgia do joelho.

“Para praticar a corrida sem comprometer as articulações, algumas medidas são consideradas fundamentais, entre eles, a progressão gradual do volume e da intensidade dos treinos, o fortalecimento de quadríceps, glúteos e core, a atenção à técnica correta, o uso de calçados ideais e o respeito aos sinais de dor e ao histórico individual”, cita a médica.

  • Caminhada x corrida: o que muda no gasto energético?
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Você precisa queimar aproximadamente 3.500 calorias para perder meio quilo. Se seu objetivo é perder peso, correr é uma escolha melhor do que caminhar. Um estudo descobriu que correr queima cerca do dobro do número de calorias que caminhar.

Porém tenha em mente que o emagrecimento depende de outras medidas fundamentais e nenhuma atividade física é “milagrosa”, por si só, para eliminar os quilos a mais.

Perder peso saudável precisa de atitudes como alimentar-se bem, tomar bastante água, fazer treinos de força, priorizar boas noites de sono, controlar o estresse e manter a constância no movimento.

Se você sentir que não aguenta a corrida ainda, mas quer emagrecer, a caminhada é um excelente (e mais seguro!) ponto de partida. Não force o seu corpo a uma situação para a qual ele ainda não está preparado.

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Pode fazer esteira à noite?

 

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/caminhada-corrida-diferencas/

“Tríade dos glúteos”: saiba quais exercícios não podem faltar no fortalecimento do bumbum

Quando se fala sobre exercícios para treino de glúteos, um dos primeiros que são pedido por quem treina é a elevação pélvica, sendo vista como o principal exercício para o bumbum.

Mas, a ciência mostra que apostar num único movimento pode limitar os resultados. Um estudo conduzido por pesquisadores da University of North Carolina at Chapel Hill, nos Estados Unidos, que comparou diferentes exercícios para identificar quais ativam a região com mais eficiência, concluiu que a variação de estímulos é essencial para um desenvolvimento mais completo da musculatura.

Isso porque o grupo muscular é formado por regiões com funções distintas. O glúteo máximo está ligado à produção de força e à extensão do quadril.

Já o glúteo médio, à estabilidade da pelve durante caminhada, corrida e mudanças de direção.

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Nesse contexto, surge o conceito da “tríade dos glúteos”, que combina três exercícios complementares: elevação pélvica, cadeira abdutora e kick back.

A elevação pélvica concentra o esforço na fase final do movimento, favorecendo a contração máxima do glúteo com menor sobrecarga na lombar, mas ela não cobre todas as necessidades desses músculos.

“É um exercício importante, mas não trabalha o músculo em todas as posições”, explica o treinador da Smart Fit, Lucas Florêncio.

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Qual exercício é bom para aumentar o bumbum?

Segundo ele, o movimento tende a ser menos eficiente em estimular o glúteo quando o quadril está mais flexionado, como ocorre em exercícios como agachamentos.

É aí que entra a cadeira abdutora, que fortalece a parte lateral do glúteo, ligada à estabilidade do quadril. Já o kick back, ou “coice”, realizado na polia ou em máquina, trabalha uma perna de cada vez, facilitando a correção de desequilíbrios entre os lados do corpo.

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Além da estética, o fortalecimento equilibrado da região traz benefícios funcionais. Glúteos bem treinados ajudam a proteger a coluna e os joelhos, melhoram a postura e aumentam a eficiência de movimentos cotidianos, como caminhar, correr ou levantar peso.

Veja um treino completo, da tríade dos glúteos a seguir:

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/triade-dos-gluteos-saiba-quais-exercicios-que-nao-podem-faltar-no-seu-treino/

Treinar com dor pode prejudicar sua saúde: saiba os sinais e quando parar

Quando se tem uma rotina regular de atividades físicas, independente se aumenta ou não a carga na musculação, por exemplo, sentir dor, normalmente, não pode ser encarado como algo rotineiro.

Cada vez mais comum, sentir dor durante a prática de exercícios, quando feita sem orientação ou com sobrecargas inadequadas, pode gerar impactos negativos no corpo.

Embora o exercício físico seja essencial para a saúde e qualidade de vida, sentir dor em regiões como ombros, coluna e joelhos têm sido frequentes até mesmo entre pessoas ativas. O problema, segundo especialistas, está na forma como esses movimentos são executados e na falta de equilíbrio corporal.

De acordo com o terapeuta corporal Marcio Nagahashi, é comum que pacientes procurem atendimento acreditando que a dor faz parte do processo de treino.

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“O corpo não deve sentir dor constante como consequência da atividade física. Muitas vezes, o que vemos são padrões de movimento inadequados, excesso de carga ou falta de preparo muscular, que acabam gerando sobrecargas e tensões desnecessárias”, explica.

Jogar tênis faz mal para o joelho?

Além disso, fatores como longos períodos sentado ao longo do dia e a repetição de movimentos também contribuem para o surgimento de desconfortos, mesmo em quem se exercita regularmente. O resultado é um corpo que acumula tensão, perde mobilidade e passa a compensar movimentos, favorecendo dores recorrentes.

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Entre os principais sinais de alerta estão dores persistentes após o exercício, sensação de rigidez, limitação de movimento e queda de desempenho físico. Ignorar esses sintomas pode levar ao agravamento do quadro e até a lesões.

Segundo Nagahashi, o cuidado com o corpo vai além da prática de atividade física. “É fundamental que o exercício seja acompanhado de consciência corporal, orientação adequada e estratégias de recuperação. Técnicas como quiropraxia, shiatsu e exercícios terapêuticos ajudam a reorganizar o corpo, aliviar tensões e melhorar a qualidade do movimento”, afirma.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/treinar-com-dor-pode-prejudicar-sua-saude-saiba-os-sinais-e-quando-parar/

Caminhada e corrida: entenda as principais diferenças entre elas

Tanto a caminhada quanto a corrida são práticas benéficas para o bem-estar físico e mental quando realizadas regularmente. As duas modali...