quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Quem tem fibromialgia pode fazer atividade física?

A prática regular de atividades físicas pode desempenhar um papel crucial no manejo da fibromialgia, condição que acomete cerca de 2% a 3% da população brasileira, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).

O problema é caracterizado por sintomas como dores generalizadas, mudanças de humor, distúrbios do sono e fadiga extrema. Estudos indicam que a fibromialgia está associada a alterações na maneira como o sistema nervoso central processa a dor.

“Os exercícios físicos são importantes no manejo de doenças reumáticas como a fibromialgia, uma vez que atuam como um agente tanto no controle de comorbidades quanto na melhora dos sintomas associados a esses diagnósticos. Também auxiliam na prevenção de déficits funcionais”, comenta a Dra. Luiza Grandini, reumatologista da Sociedade de Reumatologia do Rio de Janeiro.

Um estudo divulgado na National Library of Medicine concluiu que “o exercício físico representa a terapia não farmacológica mais eficaz e com melhor custo-benefício para a fibromialgia, atuando tanto no controle dos sintomas quanto na fisiopatologia subjacente”.

Como a atividade física ajuda na fibromialgia?

A adoção de um estilo de vida ativo faz toda a diferença para o tratamento da fibromialgia, desde que os exercícios sejam realizados sempre respeitando os limites do corpo e com todos os ajustes necessários para cada caso em específico.

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“O tipo, a intensidade e a duração do movimento são pontos que devem ser definidos de acordo com cada caso e sempre com a supervisão de um profissional qualificado, a fim de evitar complicações”, explica Grandini.

Movimentar-se com frequência pode colaborar positivamente para a modulação do sistema nervoso central e, consequentemente, para a redução da sensibilidade à dor a longo prazo.

Além disso, os exercícios físicos pode favorecer a qualidade do sono, ajudando a promover melhores noites de descanso e, assim, combatendo a sensação de fadiga que tende a estar associada à fibromialgia.

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Outro ponto que vale mencionar é que o treino auxilia na liberação de neurotransmissores relacionados ao bem-estar e ao prazer, o que pode apoiar a questão do humor e aliviar sintomas de ansiedade e depressão.

“A prática regular é fundamental para manter a flexibilidade, fortalecer os músculos, reduzir a rigidez articular, controlar o peso corporal, minimizar o risco de doenças cardiovasculares e melhorar a qualidade de vida do paciente”, acrescenta a reumatologista.

Vale destacar que o exercício ainda pode agir diretamente como um potente anti-inflamatório e analgésico natural.

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Quais modalidades são boas para quem tem fibromialgia?

Para casos de fibromialgia, as modalidades que costumam ser mais recomendadas são aquelas de baixo impacto e intensidade progressiva. Entre os exemplos que podem ser boas opções estão Pilates, hidroginástica, natação, yoga e caminhada leve.

Existem evidências científicas que apontam que a atividade aeróbica combinada com alongamento pode ser uma ótima estratégia para a redução da dor ligada ao quadro.

A musculação também pode ser incluída na rotina de quem sofre com essa condição. No entanto, para que o treino de força seja seguro nessas situações, é preciso redobrar a atenção em relação à carga utilizada, ao volume de séries e repetições e à técnica de execução.

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Quando o assunto é fibromialgia e a prática de atividades físicas, é ainda mais crucial ficar de olho nos sinais de alerta do corpo e nunca ignorá-los.

“Antes do início das atividades físicas, o paciente reumatológico deve ser avaliado quanto a problemas que contraindiquem a realização de exercícios, sendo que essas restrições podem ser temporárias ou até mesmo definitivas”, finaliza a especialista.

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Quais os benefícios da atividade física à saúde mental?

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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/fibromialgia-pode-fazer-atividade-fisica/

O treino de força e mobilidade da cantora Nicole Scherzinger

A cantora Nicole Scherzinger, que voltou aos palcos essa semana com a turnê PCD Forever Tour, das Pussycat Dolls, mostrou em seu perfil no Instagram como foi a preparação para encarar o palco ao redor do mundo, inclusive no Brasil.

No treino, Nicole não apenas fez exercícios de fortalecimento, mas também apostou em cardio (corrida), mobilidade e equilíbrio, fundamentais para dançar horas pelos palcos por onde irá passar.

“Hora do jogo. Treinando para a turnê. Está na hora”, escreveu Nicole na legenda. 

Veja o treino de força e mobilidade da cantora Nicole Scherzinger:

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É realmente preciso fazer mobilidade antes de treinar?

Chegar à academia e partir direto para a primeira série pode parecer uma boa maneira de economizar tempo. Mas preparar as articulações e os músculos antes de aumentar a intensidade ajuda o corpo a executar melhor os movimentos que vêm pela frente.

O que a mobilidade faz antes do treino?

A mobilidade trabalha a capacidade de movimentar uma articulação de forma ativa e controlada. Antes do exercício, movimentos dinâmicos ajudam a preparar as regiões que serão mais exigidas e podem facilitar a execução.

Em um treino de pernas, por exemplo, trabalhar tornozelos e quadris pode ajudar a alcançar uma posição mais confortável no agachamento. Já antes de treinar membros superiores, movimentos para ombros e região torácica podem preparar o corpo para exercícios como supino e desenvolvimento.

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Mobilidade de tornozelo pode melhorar o agachamento?

Mobilidade pode melhorar o desempenho?

O aquecimento dinâmico também aumenta a temperatura muscular e prepara o sistema nervoso para o esforço.

Uma revisão de David Behm e Anis Chaouachi, publicada no European Journal of Applied Physiology, mostrou que movimentos dinâmicos realizados antes do exercício podem favorecer o desempenho em atividades que envolvem força, potência, saltos e corrida.

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Isso não significa, porém, que seja necessário passar vários minutos fazendo uma sequência extensa de mobilidade. Movimentos direcionados às articulações exigidas naquele treino podem ser suficientes.

Mobilidade e alongamento são a mesma coisa?

Não. Enquanto a mobilidade envolve movimentos ativos e controlados, o alongamento estático geralmente consiste em permanecer parado em uma posição por determinado período.

E essa diferença importa antes do treino. Uma metanálise publicada no Medicine & Science in Sports & Exercise, que reuniu 104 estudos, encontrou redução de aproximadamente 5,4% na força máxima e de 1,9% na potência após sessões de alongamento estático.

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Por isso, antes de exercícios de força, a preferência costuma ser por movimentos dinâmicos. Alongamentos estáticos mais prolongados podem ficar para outros momentos da rotina.

Quanto tempo é necessário?

Não precisa transformar a mobilidade em outro treino. Cerca de três a cinco minutos podem ser suficientes quando os movimentos são escolhidos de acordo com o que será feito na sessão.

Mais importante do que cumprir uma sequência fixa é preparar as articulações que realmente serão exigidas. Assim, a mobilidade funciona como uma transição entre o repouso e o esforço que vem a seguir.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/treino-forca-mobilidade-cantora-nicole-scherzinger/

Como a atividade física protege a saúde do seu coração?

Em 29 de setembro é celebrado o Dia Mundial do Coração. A data reforça a urgência da prevenção contra as doenças cardiovasculares e a adoção de hábitos saudáveis ao longo da vida, como as atividades físicas.

Criada pela Federação Mundial do Coração em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a data lança luz sobre números alarmantes: o grupo das cardiopatias segue como a principal causa de morte no mundo.

No Brasil, cerca de 14 milhões de pessoas possuem alguma doença cardiovascular, e cerca de 400 mil pessoas perdem a vida por ano em decorrência de alguma doença cardíaca, segundo dados da OMS. 

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Anderson Teu, professor de educação física da Academia Gaviões 24h, ressalta que mais do que escolher uma modalidade específica, o segredo é criar uma rotina ativa e sustentável.

“O equilíbrio entre diferentes estímulos é a chave para proteger o coração. Caminhada, corrida, ciclismo, natação e dança aumentam as frequências cardíaca e respiratória, estimulando diretamente o sistema cardiorrespiratório e aumentando a resistência física. Já o treinamento de força preserva a massa muscular e melhora a capacidade funcional, atuando como um complemento indispensável”, afirma o profissional.

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Entre os fatores de risco causadores de doenças como arritmia, cardiopatia congênita e insuficiência cardíaca, estão: pressão alta, tabagismo, níveis altos de colesterol e diabetes, obesidade e sedentarismo.

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Para conter esse avanço, a OMS recomenda que crianças e adolescentes pratiquem ao menos 60 minutos diários de exercícios moderados a intensos. Para os adultos, além das atividades aeróbicas regulares, é fundamental incluir o fortalecimento dos principais grupos musculares pelo menos duas vezes por semana.

“A prevenção começa com pequenas mudanças na rotina e a construção de hábitos que possam ser mantidos a longo prazo. Não é necessário começar com treinos intensos para cuidar da saúde do coração. Para quem ainda não pratica exercícios, a recomendação é começar gradualmente, com atividades de menor intensidade, ajustando o volume e a intensidade à medida que o condicionamento evolui. E, claro, o check-up médico recorrente deve estar em dia para identificar quaisquer condições, impeditivos ou restrições”, alerta o professor.

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A saúde do coração é construída diariamente e depende diretamente do estilo de vida. É preciso ter em mente que as doenças cardíacas nem sempre são congênitas, ou seja, existentes desde o nascimento. O estresse excessivo, o descanso inadequado, a má alimentação e a falta de movimento acumulados ao longo dos anos sobrecarregam o órgão, podendo levar ao entupimento de vasos e a eventos graves. 

Qual atividade física faz mais bem para o coração?

Quando o assunto é proteger o coração, qual a primeira coisa que você pensa? Muitos falam das atividades físicas e, claro, estão corretos, pois elas são uma das maiores aliadas nos cuidados com corpo e mente.

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Porém, apesar de todos os benefícios, existem tipos específicos que trazem mais vantagens para a saúde cardiovascular, apesar de não exista uma única modalidade capaz de atender todas as necessidades de todas as pessoas, alguns tipos de atividade se destacam pelos benefícios diretos ao sistema circulatório.

A prática regular de exercícios está associada à redução do risco de hipertensão, infarto, insuficiência cardíaca e outras doenças cardiovasculares, além disso, ajuda no controle do peso, melhora a circulação sanguínea e contribui para o equilíbrio dos níveis de colesterol e glicose.

De acordo com o médico cardiologista Dr. Roberto Yano, os exercícios aeróbicos costumam ocupar posição de destaque quando o objetivo é fortalecer o coração.

“O coração é um músculo e responde positivamente aos estímulos físicos adequados. Atividades aeróbicas trazem adaptações cardiovasculares importantes, melhorando a capacidade de bombeamento do sangue, a eficiência da circulação e a utilização de oxigênio pelo organismo”, explica.

Cardio antes ou depois da musculação? Quatro estratégias para potencializar cada objetivo

Exercícios aeróbicos lideram a lista

Caminhada, corrida, ciclismo, natação e dança estão entre as atividades mais recomendadas para a saúde cardiovascular.

Esse grupo de exercícios aumenta a frequência cardíaca de forma controlada, estimulando o sistema circulatório e fortalecendo o músculo cardíaco. Além dos benefícios diretos para o coração, essas atividades também auxiliam no controle do estresse, fator que tem relação importante com a saúde cardiovascular.

“Os exercícios aeróbicos melhoram não apenas a capacidade cardiorrespiratória, mas também contribuem para reduzir níveis de ansiedade e tensão emocional, fatores que podem impactar negativamente a saúde do coração ao longo do tempo”, destaca o cardiologista.

Não esqueçam da musculação!

Durante muitos anos, os exercícios de força foram vistos principalmente como aliados da estética e do ganho muscular. Hoje, a medicina reconhece que eles também desempenham papel relevante na prevenção cardiovascular.

O fortalecimento muscular melhora o metabolismo, favorece o controle da pressão arterial e ajuda na manutenção da composição corporal saudável, fatores que influenciam diretamente o risco cardiovascular.

“A musculação complementa os benefícios dos exercícios aeróbicos. Ela contribui para o controle metabólico, melhora a sensibilidade à insulina e auxilia na preservação da massa muscular, especialmente com o avanço da idade”, afirma o Dr. Roberto Yano.

O melhor exercício é aquele que pode ser mantido

Apesar de algumas modalidades apresentarem vantagens específicas, a consistência costuma ser mais importante do que a escolha da atividade em si. Uma pessoa que pratica regularmente uma atividade de que gosta tende a obter mais benefícios do que alguém que abandona rapidamente um programa de exercícios considerado ideal.

“Não existe uma modalidade única que seja superior para todas as pessoas. O melhor exercício é aquele que respeita as condições individuais, pode ser realizado com segurança e se torna parte da rotina. A regularidade é um dos fatores mais importantes para a proteção cardiovascular”, ressalta.

Movimento como investimento em saúde

O sedentarismo continua sendo um dos principais fatores de risco modificáveis para doenças cardíacas. Em contrapartida, incorporar movimento à rotina traz benefícios que vão além da prevenção de problemas cardiovasculares, impactando também disposição, qualidade do sono, saúde mental e longevidade.

“Quando falamos em saúde do coração, estamos falando de um conjunto de hábitos. A atividade física é um dos pilares mais importantes porque atua simultaneamente em diversos mecanismos de proteção cardiovascular”, conclui o Dr. Roberto Yano.

Quais os benefícios da atividade física à memória?

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Quem tem fibromialgia pode fazer atividade física?

A prática regular de atividades físicas pode desempenhar um papel crucial no manejo da fibromialgia, condição que acomete cerca de 2% a 3% d...