domingo, 4 de outubro de 2026

Alimentação na menopausa: o que ganha importância no prato

Alimentação na menopausa tem três prioridades: proteína para preservar os músculos, cálcio para proteger os ossos e fibras para cuidar do intestino e do coração. A menopausa não pede uma dieta completamente nova, mas algumas escolhas passam a merecer mais atenção.

Com a queda do estrogênio e as mudanças naturais que acontecem nessa fase, preservar massa muscular, saúde óssea, saúde cardiovascular e intestinal se torna ainda mais importante.

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Resposta rápida sobre alimentação na menopausa

  • Proteína em todas as refeições: distribuída ao longo do dia, ajuda a preservar massa muscular, principalmente junto com treino de força.
  • Cálcio de várias fontes: tofu, vegetais verde-escuros, gergelim, tahine, feijões e bebidas vegetais fortificadas.
  • Fibras todos os dias: frutas, verduras, legumes, aveia, sementes e leguminosas favorecem o intestino e a saúde cardiometabólica.
  • Menos calorias vazias: o prato precisa entregar proteína, fibras, minerais e diversidade.
  • Sem comer menos: a ideia é escolher melhor, sem abrir mão do sabor.

O que muda na alimentação na menopausa?

Numa publicação recente, a International Menopause Society publicou recomendações atualizadas em 2026 sobre saúde da mulher na meia-idade e menopausa. A The Menopause Society trata a alimentação e estilo de vida como parte muito importante do cuidado nessa fase.

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Essa transição costuma vir acompanhada de sinais como ondas de calor, alterações de sono e de humor. Se você quer entender melhor essa fase, vale ler sobre os tipos de menopausa e os sintomas mais comuns.

A alimentação não resolve tudo sozinha, mas é um dos pilares que você controla no dia a dia. Por isso, as escolhas abaixo ganham peso a partir dos 40.

Por que a proteína ganha importância na menopausa?

A proteína é uma das protagonistas. Distribuí-la ao longo do dia ajuda a preservar e construir massa muscular, especialmente quando alimentação e treino de força caminham juntos.

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Lentilha, feijões, grão-de-bico, ervilha, quinoa, chia, linhaça, tofu, tempeh, edamame, sementes de abóbora e girassol são proteínas vegetais que podem ajudar a compor essa ingestão.

Para incluir proteína vegetal no lanche, o bolinho proteico de grão-de-bico e batata-doce é uma opção prática para preparar com antecedência e levar na bolsa.

As sementes de abóbora e girassol também são a base do Leite 40+, uma bebida vegetal feita com duas sementes, que você pode tomar no café da manhã ou no lanche.

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Quais alimentos vegetais são fontes de cálcio?

O cálcio também ganha destaque porque a perda de massa óssea acelera durante a transição menopausal. Além de bebidas vegetais fortificadas, boas fontes vegetais incluem tofu, vegetais verde-escuros, gergelim e tahine, feijões e algumas sementes.

A International Menopause Society também destaca cálcio, vitamina D, proteína e exercícios de força ou com sustentação do peso corporal entre as estratégias importantes para a saúde óssea.

Na prática, distribuir essas fontes ao longo do dia costuma funcionar melhor do que concentrar tudo numa refeição só. Algumas combinações simples ajudam:

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  • tahine no molho da salada ou sobre legumes assados;
  • gergelim por cima do arroz, da sopa ou do tofu;
  • couve, brócolis ou rúcula no almoço e no jantar;
  • feijão ou grão-de-bico como base de pelo menos uma refeição.

Pequenas repetições assim somam ao longo da semana, sem exigir receitas complicadas.

Qual o papel das fibras na alimentação depois dos 40?

E não esqueça das fibras. Frutas, verduras, legumes, sementes, aveia, leguminosas e outros alimentos vegetais integrais favorecem o funcionamento intestinal e fazem parte de um padrão alimentar associado à saúde cardiometabólica.

A The Menopause Society recomenda uma alimentação rica em vegetais, frutas, grãos integrais e fibras como parte dos cuidados cardiovasculares nessa fase.

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Se você quer ir além das fibras e entender como cuidar da flora intestinal, vale conhecer a diferença entre alimentos probióticos e prebióticos e como incluir cada um no dia a dia.

Como montar o prato na menopausa?

Depois dos 40, comer bem deixa cada vez menos espaço para calorias vazias: o prato precisa entregar proteína, fibras, minerais e diversidade.

Você não precisa comer em menor quantidade nem abrir mão do sabor com prazer. É fazer cada escolha trabalhar a favor do nosso corpo e, consequentemente, da nossa saúde mental e emocional também.

Uma forma simples de organizar as refeições principais é pensar o prato em partes:

  • uma fonte de proteína vegetal: feijões, lentilha, grão-de-bico, tofu ou tempeh;
  • muitos vegetais, de cores diferentes: folhas verde-escuras, legumes crus e cozidos;
  • um carboidrato de boa qualidade: arroz integral, quinoa, batata-doce, mandioquinha ou inhame;
  • um toque de gordura boa e sementes: azeite, gergelim, chia, linhaça ou sementes de abóbora.

Esse desenho vale para o almoço e o jantar e pode ser adaptado ao que você tem em casa. O doce também tem lugar: o cacau puro aparece em receitas pensadas para essa fase, como brownie e bombom sem glúten.

Assista ao vídeo

Como a alimentação se conecta com o bem-estar na menopausa?

A comida é uma parte do cuidado, e outras práticas costumam caminhar junto nessa fase. A Nutrição de Precisão aliada à Aromaterapia é um exemplo de abordagem integrativa para o bem-estar nessa transição.

Também vale observar o que o corpo sinaliza no climatério, a fase de transição que começa antes da última menstruação. Este guia sobre os sintomas do climatério ajuda a reconhecer esses sinais.

Conclusão

Eu produzi um e-book para te ajudar nessa fase e transicionar com vitalidade, menos sintomas incômodos, força e energia. Um livro com 30 receitas dentro de um cardápio completo para 7 dias: com café da manhã, almoço, lanche e jantar.

Traz também uma lista de compras para facilitar, preparos e receitas rápidas simples.

FAQ sobre alimentação na menopausa

O que comer na menopausa?

Na menopausa, vale priorizar alimentos que entreguem proteína, cálcio e fibras. Entre as opções vegetais estão lentilha, feijões, grão-de-bico, tofu, tempeh, edamame, quinoa, sementes, vegetais verde-escuros, gergelim, tahine, frutas, aveia e grãos integrais. A ideia é montar refeições variadas, com uma fonte de proteína em cada uma, muitos vegetais e um carboidrato de boa qualidade. Mudanças grandes ou restrições específicas devem ser conversadas com médico ou nutricionista, porque as necessidades variam de uma mulher para outra.

Precisa fazer dieta na menopausa?

Não necessariamente. A menopausa não pede uma dieta completamente nova, e comer menos também não costuma ser o caminho. O que muda é a atenção a alguns nutrientes que ganham importância com a queda do estrogênio, como proteína, cálcio e fibras, e a redução de calorias vazias, como ultraprocessados e doces industrializados. Uma alimentação variada, saborosa e com base em alimentos de verdade tende a ser mais fácil de manter do que um plano restritivo.

Quais alimentos vegetais têm cálcio?

Tofu, vegetais verde-escuros (como couve e brócolis), gergelim, tahine, feijões e algumas sementes são fontes vegetais de cálcio. Bebidas vegetais fortificadas também ajudam a compor a ingestão. Como a perda de massa óssea acelera durante a transição menopausal, vale distribuir essas fontes ao longo do dia, em vez de concentrar tudo numa refeição. A International Menopause Society cita cálcio, vitamina D, proteína e exercícios de força entre as estratégias para a saúde óssea.

Dá para ter proteína suficiente sem carne na menopausa?

Sim, com planejamento. Leguminosas (feijões, lentilha, grão-de-bico, ervilha), soja e derivados (tofu, tempeh, edamame), quinoa e sementes como abóbora, girassol, chia e linhaça são boas fontes de proteína vegetal. O mais importante é incluir uma fonte em cada refeição e combinar a alimentação com treino de força, que ajuda a preservar a massa muscular. Quem tem dúvida sobre a quantidade ideal para o próprio corpo pode buscar orientação de um nutricionista.

Fibras ajudam na menopausa?

As fibras favorecem o funcionamento intestinal e fazem parte de um padrão alimentar associado à saúde cardiometabólica, que merece atenção a partir da menopausa. A The Menopause Society recomenda uma alimentação rica em vegetais, frutas, grãos integrais e fibras como parte dos cuidados com o coração nessa fase. Na prática, isso significa incluir frutas, verduras, legumes, aveia, sementes e leguminosas todos os dias, aumentando a quantidade aos poucos e bebendo água ao longo do dia.

Alana Rox

Autora dos best-sellers Diário de Uma Vegana e Diário de Uma Vegana 2. Prega a conexão corpo, mente e espírito através da alimentação e estilo de vida saudáveis como agentes de transformação.

alanaonline@gmail.com

Dá para ganhar músculo na menopausa?

 

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source https://boaforma.abril.com.br/alimentacao/alimentacao-na-menopausa/

Quantas vezes você já decidiu que iria começar alguma coisa e abandonou?

Talvez você já tenha feito várias promessas para si mesmo como: “Agora eu vou voltar a me exercitar.” “Dessa vez vou comer direito.” “Vou começar a estudar.” “Vou organizar minha rotina.” “Vou cuidar melhor de mim.” “Vou finalmente tirar aquele projeto do papel.”

E naquele momento, você realmente acredita que vai conseguir. Faz planos, organiza a agenda, sente até uma certa empolgação com a possibilidade de uma mudança. Mas, quando chega a hora de começar, alguma coisa trava.

Por que é tão difícil transformar intenção e ação?

E é curioso como, muitas vezes, sabemos exatamente o que precisamos fazer, na verdade o problema não está na falta de informação.

Sabemos que gostaríamos de nos exercitar mais, dormir melhor, estudar, terminar o que começamos, cuidar das nossas relações ou colocar um projeto em prática.

O que falta, muitas vezes, é transformar aquilo que sabemos em uma ação concreta. Porque começar exige muito mais do que vontade. Exige tolerar o desconforto de fazer alguma coisa antes de se sentir preparado para fazê-la.

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Talvez seja por isso que tantas pessoas vivam em um ciclo de começar e parar. Começam uma dieta, um curso, uma atividade física, um projeto, uma mudança de rotina. Nos primeiros dias, existe novidade, motivação e expectativa.

Depois, a empolgação diminui, aparecem os imprevistos, o cansaço e as primeiras dificuldades. Quando os resultados não chegam na velocidade esperada, surge o pensamento: “Eu sabia. Eu nunca consigo manter nada.”

Aos poucos, essas experiências podem afetar a maneira como a pessoa enxerga a própria capacidade de realizar aquilo que se propõe a fazer.

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Quando você promete algo a si mesmo e não cumpre repetidamente, pode começar a duvidar das próprias decisões. É como se cada tentativa interrompida deixasse uma pergunta: “Será que dessa vez vai ser diferente?”

É aí que entra a autoeficácia, que é a percepção que temos sobre nossa capacidade de realizar uma determinada ação e lidar com os desafios necessários para alcançar um objetivo. E ela não é construída apenas pensando positivo.

Ela cresce, principalmente, a partir das experiências que temos. Você começa a perceber que consegue porque começa a experimentar, na prática, que consegue.

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Por isso, cumprir pequenos compromissos é tão importante. Quando você decide caminhar por quinze minutos e realmente caminha, parece uma coisa pequena, mas você acaba de criar uma evidência concreta de que uma decisão pode virar comportamento.

Quando reserva vinte minutos para estudar e cumpre, acontece a mesma coisa. Você não resolveu toda a sua vida, mas fez aquilo que tinha decidido fazer. É assim que, pouco a pouco, seu cérebro aprende que suas intenções podem ser acompanhadas por ações.

Por isso, quando estiver diante de algo que está adiando, tente não pensar imediatamente em todo o caminho. Pense apenas no primeiro comportamento que depende de você e pare de negociar com a sua mente.

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Se quer voltar a se exercitar, talvez o primeiro passo seja colocar a roupa e sair de casa, se quer terminar um curso, talvez seja assistir a uma aula, se quer escrever um projeto, talvez seja abrir o documento e trabalhar por vinte minutos…

O primeiro passo precisa ser pequeno o suficiente para ser possível. Não precisa impressionar ninguém, só precisa tirar você da intenção e colocá-lo em movimento.

Constância sem depender de motivação

E existe outro detalhe importante: pare de esperar estar motivado para começar! A motivação ajuda, mas não pode ser a única responsável por manter uma mudança. Se você só age quando está com vontade, ficará dependente de um estado emocional que muda todos os dias.

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Haverá dias em que você estará animado e outros em que estará cansado. Haverá dias em que será fácil e outros em que será preciso fazer um esforço maior. A constância começa quando entendemos que nem toda ação precisa vir acompanhada de vontade.

Também precisamos aprender a não transformar uma interrupção em desistência. Você pode perder um dia, uma semana ou até mais tempo e ainda assim voltar. “Eu não fiz ontem” não precisa se transformar em “eu nunca consigo”. Uma pausa não precisa significar o fim, cuide com esses pensamentos de tudo ou nada que são criados por aí!

Não transforme tropeço em fracasso

Uma habilidade importante para qualquer mudança é aprender a retomar sem transformar o tropeço em fracasso. Quem consegue continuar não é necessariamente quem nunca interrompe.

Muitas vezes, é quem aprendeu a voltar mais rapidamente! Isso também significa diminuir a quantidade de coisas que tentamos mudar ao mesmo tempo. Às vezes, queremos aproveitar um recomeço para transformar toda a nossa vida de uma vez.

Criamos dez metas, fazemos várias promessas e, por alguns dias, sustentamos uma rotina que exige mais energia do que realmente temos disponível.

Depois, quando não conseguimos manter tudo, interpretamos isso como falta de disciplina, mas na verdade precisamos de planos que não sejam grandes demais para ser sustentáveis.

Recomeçar pode significar escolher uma coisa importante e praticá-la até que ela faça parte da sua rotina. Depois, você acrescenta outra. Não é tão empolgante quanto fazer uma lista enorme de mudanças, mas costuma ser muito mais possível de sustentar.

Busque ser fiel a si mesmo, e isso não significa cumprir absolutamente tudo o que você prometeu no passado. Às vezes, significa reconhecer que determinada meta não faz mais sentido.

Outras vezes, significa parar de escolher aquilo que é mais confortável no curto prazo e agir de acordo com aquilo que você diz que é importante.

Se você diz que sua saúde é importante, como pode cuidar dela hoje? Se diz que quer terminar aquele projeto, qual é o próximo passo? Se diz que quer construir uma vida diferente, que pequena ação hoje está alinhada com essa vida?

Existe uma diferença entre querer alguma coisa e começar a agir de acordo com ela. E talvez seja justamente nessa distância que muitos recomeços ficam presos. Não porque a pessoa não queira. Não porque seja preguiçosa. Não necessariamente porque lhe falte disciplina.

Dê um passo de cada vez

Às vezes, ela simplesmente ainda não encontrou uma maneira de transformar uma intenção grande em uma ação pequena o suficiente para caber na vida real.

Por isso, em vez de perguntar “como vou conseguir fazer tudo isso?”, experimente perguntar: “O que eu consigo fazer hoje?” Depois, amanhã, faça novamente, e, se não conseguir, tente de novo mais tarde.

E talvez seja assim que um recomeço realmente aconteça: não em um grande momento de coragem, mas em pequenas escolhas repetidas até que aquilo que parecia tão difícil de começar finalmente se torne parte da sua vida.

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Oi, eu me chamo Priscila Conte Vieira, mas pode me chamar de Pri! Sou psicóloga, palestrante e mentora. Atuo na psicologia clínica, sou especialista em Psicologia Positiva, pós graduanda em Terapia Cognitivo Comportamental, master em autoconhecimento, coach de vida, practitioner em PNL e também criadora do Podcast Respira, não pira (que tal dar uma conferida lá no Spotify?!)

Estarei por aqui todas as semanas, abordando temas da Psicologia Positiva, felicidade, bem-estar e os auxiliando a serem as suas melhores versões, por meio do autoconhecimento e florescimento. Para saber mais sobre mim e me acompanhar no dia a dia, é só me seguir no Instagram! Estou por lá como @priscilaconte__. Te vejo no próximo Sábado! Até mais <3

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Cinco cuidados para quem decide tirar a carne da dieta

Está pensando em tirar a carne da sua rotina e adotar uma alimentação vegetariana? Saiba que isso pode trazer benefícios para a sua saúde!

 

 

Estudos associam esse padrão alimentar a um melhor perfil de colesterol e controle da glicemia, menor peso corporal e menor risco de doença isquêmica do coração. Mas simplesmente retirar a carne do prato não torna automaticamente uma alimentação saudável.

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“Sem planejamento e orientação adequada de um médico ou nutricionista, algumas escolhas podem resultar em baixa ingestão de proteínas, vitaminas, minerais e compostos antioxidantes importantes para o organismo”, coloca a nutricionista Clara Lucía Valderrama, membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife.

A seguir, a profissional listou 5 cuidados para quem decide tirar a carne da dieta:

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1

Tirar a carne sem orientação

A decisão de eliminar a carne das refeições pode deixar lacunas importantes no cardápio, principalmente em relação à proteína e alguns micronutrientes. Por isso, a orientação de um nutricionista é importante para reorganizar o cardápio de acordo com o tipo de vegetarianismo, a idade, a rotina e as necessidades individuais.

“Não se trata apenas de retirar a carne, mas de entender quais nutrientes ela fornecia e em quais alimentos encontrá-los. Feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, soja e seus derivados são importantes fontes de proteína vegetal. Quem mantém ovos e laticínios na alimentação também conta com essas opções”, orienta a nutricionista.

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2

Achar que qualquer proteína vegetal é suficiente

Além de importante para quem quer ganhar e manter os músculos, a proteína participa da manutenção dos tecidos, da produção de enzimas e hormônios e de diversas outras funções do organismo.

As proteínas são formadas por aminoácidos, sendo nove deles considerados essenciais porque o corpo não consegue produzi-los e, portanto, precisam ser obtidos pela alimentação. Diferentes vegetais apresentam perfis distintos desses aminoácidos. Por isso, variar as fontes proteicas ao longo do dia ajuda a garantir uma ingestão adequada.

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As cinco perguntas que os nutricionistas mais ouvem no consultório

 

 

“A combinação arroz e feijão é perfeita para obter os aminoácidos necessários para o corpo. No entanto, o vegetariano não deve se limitar a esses dois alimentos e deve consumir diferentes fontes de proteína ao longo do dia. A soja, por exemplo, se destaca entre os vegetais por fornecer todos os aminoácidos essenciais em boas proporções”, explica a nutricionista.

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3

Esquecer das vitaminas e dos minerais

A proteína costuma ser a primeira preocupação de quem deixa de comer carne, mas não deve ser o único nutriente a ser avaliado. Vitamina B12, ferro, cálcio, vitamina D, zinco, iodo e ômega-3 também são importantes e podem exigir um planejamento mais cuidadoso, dependendo dos alimentos excluídos e do padrão alimentar adotado.

A vitamina B12 merece atenção especial, pois é encontrada naturalmente em quantidades relevantes principalmente em alimentos de origem animal. Nesses casos, alimentos fortificados e/ou suplementação podem ser necessários.

“É importante avaliar cada pessoa individualmente. Não significa que todo vegetariano terá deficiência desses nutrientes, por isso a importância de uma avaliação profissional”, diz a nutricionista.

4

Achar que todo alimento plant-based é saudável

Hambúrguer, nuggets, salsicha e outros produtos à base de vegetais podem facilitar a rotina, mas o termo plant-based não é sinônimo de alimento nutricionalmente equilibrado.

Dependendo da composição, esses produtos podem apresentar quantidades elevadas de sódio e gordura saturada, e baixos teores de proteína e fibras. Por isso, vale comparar a tabela nutricional e a lista de ingredientes.

“O ideal é que a base da alimentação continue sendo composta principalmente por alimentos in natura e saudáveis, como frutas, legumes, verduras, feijão, lentilha, grão-de-bico, tofu, verduras e cereais integrais”, orienta Valderrama.

5

Cair na monotonia alimentar

Quanto maior a variedade do cardápio, maior também tende a ser a diversidade de fibras, vitaminas, minerais e compostos bioativos consumidos, tornando a alimentação vegetariana nutricionalmente mais completa.

“Uma dica simples é observar as cores e os grupos alimentares presentes no prato. Ao longo da semana, vale alternar tipos de feijão e outras leguminosas, cereais, verduras, frutas, sementes e oleaginosas”, recomenda a nutricionista.

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Alimentação na menopausa: o que ganha importância no prato

Alimentação na menopausa tem três prioridades: proteína para preservar os músculos, cálcio para proteger os ossos e fibras para cuidar do...