sexta-feira, 10 de julho de 2026

Como o ciclo menstrual pode afetar o desempenho de atletas?

Sentir menos disposição para treinar, perceber uma queda no rendimento ou precisar diminuir a intensidade dos exercícios durante a menstruação é uma realidade para muitas mulheres. Mas essas mudanças são apenas uma percepção ou têm explicação científica?

Ao longo do ciclo menstrual, o organismo passa por oscilações hormonais que podem provocar alterações físicas e emocionais. Embora a resposta seja diferente para cada mulher, estudos indicam que essas variações podem influenciar fatores importantes para quem pratica atividade física, como energia, recuperação muscular, percepção de esforço e humor.

Segundo uma pesquisa da University of California, as mudanças hormonais do ciclo menstrual também promovem alterações temporárias na estrutura do cérebro. Os pesquisadores observaram modificações na substância branca e na espessura cortical ao longo do mês. Outro estudo, realizado pelo Max Planck Institute, identificou remodelações em regiões relacionadas à memória e à percepção espacial, acompanhando as oscilações dos hormônios femininos.

Apesar dessas descobertas, os pesquisadores destacam que ainda são necessários mais estudos para compreender de que forma essas alterações impactam diretamente a performance esportiva.

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Nem toda mulher sente os mesmos efeitos

Embora algumas atletas relatem queda no desempenho durante determinadas fases do ciclo, não existe uma regra.

A surfista de ondas gigantes Michelle des Bouillons percebeu essa diferença na própria carreira. Em entrevista à Boa Forma, ela contou que, durante um período em que utilizou um DIU de cobre e passou a ter um fluxo menstrual mais intenso, começou a sentir mudanças importantes ao entrar no mar. “Foi um período em que eu me senti mais medrosa, mais fraca e com menos energia.”

Segundo a atleta, como a temporada de ondas gigantes em Nazaré costumava coincidir com seu ciclo menstrual, ela precisou aprender a observar os sinais do próprio corpo e adaptar sua rotina. “Cada mulher recebe de uma forma. A mulher está sempre se conhecendo.”

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Treinar menstruada faz mal?

A resposta é não. Segundo a ginecologista Dra. Natacha Machado, da Plenapausa, não existe contraindicação para praticar atividade física durante a menstruação.

“Não há nenhum impeditivo para treinar durante a menstruação, a menos que o desconforto provocado pelo próprio período impeça a pessoa de treinar.” Pelo contrário: movimentar o corpo favorece a liberação de endorfinas, substâncias que ajudam a aliviar dores e contribuem para a melhora do humor e da ansiedade.

Ainda assim, a especialista recomenda respeitar os sinais do organismo.“Cólicas muito fortes, dores de cabeça mais intensas e cansaço excessivo podem pedir uma redução no ritmo ou até mesmo um tempo de descanso.”

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Nesses casos, atividades como caminhada, pilates e alongamentos podem ser opções mais confortáveis para manter o corpo ativo.

Adaptar o treino também faz parte da estratégia

Respeitar o próprio corpo não significa abandonar os treinos. Pelo contrário: ajustar intensidade, duração ou modalidade de acordo com os sintomas pode ser uma estratégia importante para manter a regularidade sem comprometer o bem-estar.

Foi isso que Michelle aprendeu ao longo da carreira. “Eu fui respeitando meu corpo. Não precisava ficar tantas horas na água, podia pegar menos ondas e me respeitar um pouco mais.”

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Hoje, especialistas reforçam que conhecer o próprio ciclo menstrual pode ajudar tanto atletas profissionais quanto praticantes de atividade física a entender melhor as respostas do organismo e construir uma rotina de treinos mais eficiente e confortável.

Atividade física pode atrasar menstruação?

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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/ciclo-menstrual-afeta-o-desempenho-de-atletas/

3 lanches ideais para comer antes de um longão

Que a corrida já caiu no gosto de muitos amantes de atividades físicas, isso não é novidade. E não apenas é possível ver isso nas redes sociais, como também por meio de pesquisas, que mostram que cerca de 13 milhões de pessoas correm pelo menos uma vez por semana. 

E correr não é apenas colocar um tênis e sair pelas ruas e parques. Há também o desafio de qual distância percorrer e, além disso, todo o planejamento, principalmente na alimentação. Comer bem antes da corrida, independente dos quilômetros que estão por vir, sejam poucos ou muitos, é essencial para que não tenha problemas durante o percurso. 

Caso a opção para a corrida seja uma longa distância, o preparo para enfrentá-la requer disciplina e uma alimentação equilibrada.

A médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN, Dra. Marcella Garcez, listou abaixo, não apenas 3 opções de lanches que você pode comer antes de correr uma longa distância, mas também 3 opções do que não comer antes de sair para a corrida:

1

Pão integral com banana e mel: Fonte de carboidratos de rápida e média absorção, fornece energia sem pesar. A banana ainda oferece potássio, importante para prevenir cãibras.

2

Mingau de aveia com frutas e um toque de chia: Combinação equilibrada de carboidratos complexos, fibras e antioxidantes. Sustenta por mais tempo e evita picos de glicemia.

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3

Batata-doce cozida com ovo mexido: Boa opção se a refeição for 2–3 horas antes. A batata-doce libera energia de forma gradual e o ovo fornece proteína leve para manutenção muscular.

4 receitas proteicas que ajudam corredores na recuperação muscular

O que evitar antes da corrida?

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1

Alimentos ricos em gordura (ex: frituras, queijos amarelos, embutidos): podem causar lentidão na digestão, desconforto gástrico e queda no desempenho.

2

Alimentos muito ricos em fibras (ex: feijão, brócolis, granola em excesso): podem aumentar a motilidade intestinal e causar gases ou urgência para evacuar durante a corrida.

3

Doces e açúcares simples em excesso (ex: bolo, refrigerante, chocolate ao leite): podem causar pico glicêmico seguido de hipoglicemia reativa, prejudicando a performance.

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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/blog-do-corre/3-lanches-ideais-para-comer-antes-de-um-longao/

Treinar demais pode afetar a libido?

A queda da libido pode ser um dos primeiros sinais de que o organismo está entrando em um estado de fadiga excessiva.

Quando o corpo entende que está sob estresse contínuo, ele tende a priorizar funções essenciais para a sobrevivência e reduzir temporariamente funções relacionadas à reprodução. Isso pode diminuir o desejo sexual e, em alguns homens, também prejudicar a qualidade das ereções.

É importante lembrar que a perda de libido é inespecífica e pode ter diversas causas, como ansiedade, depressão, uso de medicamentos, doenças clínicas e deficiência de testosterona. Por isso, ela deve sempre ser avaliada dentro do contexto de cada paciente.

Além da redução da libido, treinar demais pode gerar fadiga persistente, queda do desempenho esportivo, dificuldade para ganhar força e massa muscular, alterações do humor, irritabilidade, distúrbios do sono, aumento do risco de lesões e recuperação muscular cada vez mais lenta.

Nos casos mais prolongados, podem surgir alterações hormonais e, eventualmente, impactos negativos sobre a fertilidade.

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O principal recado é que descanso faz parte do treinamento. A evolução física acontece justamente durante a recuperação, e não apenas durante o exercício.

Dormir bem, manter uma alimentação adequada e respeitar períodos de recuperação são tão importantes quanto o próprio treino para preservar a saúde hormonal, sexual e reprodutiva.

Respondido por:

Dr. Pedro Bastos, médico urologista e andrologista

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Alimentos afrodisíacos: a ciência revela a verdade por trás do desejo

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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/boa-forma-responde/treinar-demais-afeta-libido/

Como o ciclo menstrual pode afetar o desempenho de atletas?

Sentir menos disposição para treinar , perceber uma queda no rendimento ou precisar diminuir a intensidade dos exercícios durante a menstrua...