terça-feira, 3 de março de 2026

Benefícios da atividade física na menopausa

Caracterizada pelo encerramento do ciclo reprodutivo, que envolve uma série de alterações hormonais, a menopausa desencadeia sintomas que afetam o bem-estar físico e emocional e a qualidade de vida.

O tratamento da menopausa, que sempre deve ser orientado por um médico ginecologista, pode incluir a terapia de reposição hormonal, quando não há contraindicações.

Algumas mudanças no estilo de vida também são indispensáveis para a melhora dos incômodos que aparecem durante essa fase.

Alimentação balanceada, gerenciamento do estresse e atenção à qualidade do sono estão entre os pilares mais importantes para aliviar ondas de calor, oscilações de humor, fadiga, névoa mental e outros sintomas da menopausa.

E é claro que, dentro dessa abordagem integrada, a prática regular de atividades físicas ocupa um papel essencial.

Manter o corpo em movimento durante a menopausa faz toda a diferença para preservar o bom funcionamento do organismo e reduzir os impactos causados pelas alterações hormonais.

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“A atividade física tem impacto direto no sistema nervoso central, no metabolismo e na regulação da temperatura corporal, mecanismos diretamente envolvidos nos principais sintomas da menopausa”, explica a Dra. Caroline Alonso, ginecologista dedicada ao cuidado integral da saúde da mulher.

Benefícios da atividade física na menopausa

A seguir, a Márcia Cunha, CEO e fundadora da Plenapausa, revela como o exercício pode atuar no controle dos sintomas da menopausa. Veja:

  • Saúde cardiovascular

O exercício regular ajuda a melhorar a saúde do coração. Estudos mostram que atividades como caminhada, natação e ciclismo ajudam a reduzir a pressão arterial, melhorar os níveis de colesterol e diminuir o risco de doenças cardíacas, que aumentam após a menopausa.

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  • Controle de peso

Manter um peso saudável pode ser desafiador durante a menopausa devido às mudanças hormonais que diminuem o metabolismo, por isso, a prática de exercícios aeróbicos e de resistência não só queimam calorias, mas também aumentam a massa muscular, o que pode acelerar o metabolismo e ajudar a manter o peso sob controle.

  • Saúde mental

A prática de atividades é conhecida por liberar endorfinas, os hormônios do bem-estar, que combatem o estresse, a ansiedade e a depressão. As Olimpíadas de 2024 destacam a resiliência mental dos atletas, que pode servir de inspiração para mulheres na menopausa enfrentarem as mudanças emocionais com mais equilíbrio e positividade.

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  • Força óssea 

A osteoporose é uma preocupação significativa para mulheres na menopausa devido à diminuição dos níveis de estrogênio. Levantamento de peso, dança e até mesmo caminhar podem ajudar a fortalecer os ossos e prevenir a osteoporose.

  • Flexibilidade e mobilidade

Yoga, pilates e alongamento são excelentes formas de exercícios que podem melhorar a flexibilidade e a mobilidade, reduzindo o risco de quedas e lesões. Incorporar essas práticas na rotina diária pode ajudar mulheres na menopausa a se sentirem mais confiantes e capazes em suas atividades diárias.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/beneficios-atividade-fisica-menopausa/

Chá emagrece mesmo? Descubra mitos e verdades

Depois das notícias sobre as “canetas emagrecedoras”, os chás voltaram a ter atenção relacionado à perda de peso. Muitos conteúdos nas redes sociais, trazem fórmulas e combinações que prometem “secar barriga”, “acelerar o metabolismo” ou até mesmo “desinchar em poucos dias”. Mas o que há de mito ou verdade por trás dessas promessas de que chá emagrece mesmo?

De acordo com o farmacêutico homeopata Jamar Tejada, é preciso separar efeito fisiológico comprovado de estratégias de marketing relacionados ao tema de que chá emagrece mesmo. “Chá não é milagre. Ele pode ser um aliado dentro de um plano estruturado, mas não substitui alimentação equilibrada, sono adequado e atividade física”, afirma.

A seguir, o farmacêutico responde a algumas das principais dúvidas envolvendo chás e seus nutrientes para o emagrecimento:

Chá emagrece mesmo?

Algumas plantas possuem compostos bioativos que podem ter leve efeito termogênico ou metabólico. É o caso do chá verde, rico em catequinas e cafeína, que pode aumentar discretamente o gasto energético.

No entanto, o especialista alerta:

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“O efeito é modesto. Sozinho, dificilmente promove perda de gordura significativa. Muitas vezes o que a pessoa percebe é redução de inchaço, não de gordura corporal.”

Desinchar não é emagrecer

Chás com ação diurética podem aumentar a eliminação de líquidos, reduzindo temporariamente o peso na balança. Mas isso não significa redução de gordura.

“Perda de líquido é diferente de perda de tecido adiposo. Confundir esses dois processos cria expectativas irreais e pode levar a frustrações”, explica Tejada.

Termogênicos naturais funcionam para perder peso?

Plantas com cafeína, como chá verde e chá-mate, podem estimular o metabolismo por curto período. Porém, o organismo tende a se adaptar.

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Além disso, o uso excessivo pode causar:

  • Taquicardia
  • Ansiedade
  • Insônia
  • Elevação da pressão arterial

Natural não significa isento de risco”, reforça o farmacêutico.

Chás para fome emocional

Um ponto pouco discutido é a relação entre ansiedade, cortisol e gordura abdominal. O estresse crônico estimula o apetite e favorece o acúmulo de gordura na região central.

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Chás como camomila, melissa e erva-cidreira podem ajudar indiretamente, promovendo relaxamento e melhorando o sono.

“Quando a pessoa dorme melhor e reduz o estresse, ela regula melhor hormônios como leptina e grelina, que controlam fome e saciedade.”

Nesse sentido, o chá pode ser uma ferramenta complementar na modulação comportamental.

Quando os chás para emagrecer não funcionam

O farmacêutico alerta ainda para misturas prontas para emagrecimento podem conter concentrações elevadas de estimulantes.

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“Antes de consumir qualquer chá com finalidade terapêutica, é fundamental buscar orientação profissional.”

Embora os chás possam fazer parte de uma rotina saudável, eles não substituem mudanças estruturais de estilo de vida.

“Chá pode ajudar. Mas emagrecimento sustentável exige olhar metabólico, emocional e comportamental. A promessa rápida raramente é a solução duradoura”, conclui Jamar Tejada.

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source https://boaforma.abril.com.br/alimentacao/cha-emagrece-mesmo-mitos-verdades/

Massagem e performance nas atividades físicas: que elas têm em comum? Descubra!

Que a prática de atividades físicas faz bem para corpo e mente, não é novidade, principalmente depois de diversas comprovações científicas, com estudos e pesquisas a respeito do tema. E tem mais: de acordo com um levantamento da Brain Inteligência e Estratégia, 42% dos brasileiros praticam atividade física regularmente. E esse número vem crescendo, impulsionado por uma busca por mais bem-estar, saúde e longevidade.

Mas, junto com o crescimento da prática de atividades físicas, diversos pontos precisam ser levados em consideração, como equipamentos adequados, dependendo do esporte escolhido e também a performance sem que aconteçam as temidas lesões.

Treino invisível

Se antes o ponto principal estava no volume de treino, hoje há um conceito que anda ganhando cada vez mais espaço no universo das atividades físicas de alto rendimento: o chamado invisible training (ou treinamento invisível).

Ou seja, tudo aquilo que acontece fora da academia, da pista ou da quadra e que impacta diretamente o desempenho.

E o que entrou nessa lista?

  • sono de qualidade,
  • alimentação balanceada,
  • mobilidade,
  • recuperação muscular.
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E acredite: a massagem passou a ocupar um papel extremamente técnico na rotina de quem deseja melhorar a performance dentro do esporte.

Entenda: não é só o músculo que cansa

Muitas pessoas ainda acreditam que, quando se fala em fadiga, a primeira coisa que vem em mente é “dor muscular”. Porém, esse desgaste vai muito além.

O treino não fadiga só o músculo. Ele também sobrecarrega o sistema nervoso, que é responsável pela conexão entre cérebro e movimento”, explica o preparador físico Eduardo Shiniti Takeuchi, que já trabalhou com atletas olímpicos e profissionais do circuito mundial de surfe e skate.

De acordo com o preparador físico, a tensão acumulada pode comprometer essa comunicação, reduzindo a eficiência dos treinos e aumentando a rigidez muscular. “Quando há rigidez, essa conexão cérebro-músculo perde qualidade. Você passa a usar menos estrutura para realizar o movimento e isso impacta diretamente na performance.”

E é nesse contexto que exercícios de soltura e técnicas de recuperação estão ganhando espaço e também o mesmo peso que o treino em si. E é dentro disso que a massagem vem ganhando um papel fundamental.

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Além de favorecer a mobilidade e a amplitude de movimento, a massagem também atua na regulação do sistema nervoso, ajudando a reduzir o cortisol (hormônio do estresse) e estimulando a liberação de dopamina, associada à sensação de prazer e motivação — o que influencia inclusive a disposição para o próximo treino.

O custo da lesão no esporte amador

Se para atletas profissionais a recuperação já faz parte da rotina, entre os amadores a negligência ainda é comum, além de estremamente e cara.

Muitas pessoas aumentam carga e intensidade sem preparar adequadamente a musculatura, acreditando que treinar duas ou três vezes por semana não exige tanto do corpo, mas exige. E quando a recuperação não acompanha o estímulo, o risco de lesão cresce.

A consequência é conhecida: afastamento da academia, abandono de provas e frustração com a própria performance.

Recuperação virou estratégia de performance

A massagem desportiva é a técnica mais indicada para a recuperação pós-treino, como explica Juliana Kanashiro, coordenadora técnica da rede de spas urbanos Buddha Spa. Entre os principais benefícios estão:

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  • Aceleração da recuperação muscular
  • Redução da rigidez e da fadiga
  • Melhora da circulação sanguínea
  • Diminuição de dores pós-exercício
  • Aumento da flexibilidade e amplitude de movimento
  • Melhora do sono e redução da ansiedade

Em paralelo, técnicas como shiatsu e yin yang também podem ser indicadas quando há excesso de estresse ou tensão acumulada.

Guia rápido: como usar a automassagem a favor da performance

Para quem quer começar a incorporar o chamado treino invisível na rotina, Juliana indica práticas simples que podem ser feitas antes e depois da atividade física.

Antes do treino: ativar, não relaxar

Massagem manual leve

  • Faça deslizamentos rápidos e superficiais nas pernas, panturrilhas e coxas. O objetivo é estimular a circulação e aquecer o tecido muscular.
  • Evite pressões profundas para não relaxar excessivamente a musculatura antes do esforço.
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Depois do treino: recuperar e soltar

Bola de massagem (ou bola de tênis)

  • Posicione a bola sob áreas de maior tensão — como planta dos pés, panturrilha, glúteos ou costas — e aplique pressão com movimentos circulares ou pressão estática por alguns segundos.

A recomendação é esperar algumas horas após o treino, até que a temperatura corporal normalize, para iniciar a recuperação mais profunda.

Esse tipo de automassagem ajuda na liberação miofascial e no alívio de tensões musculares.

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Benefícios da atividade física na menopausa

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