sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Por que o número na balança não mexe, mas seu treino já está funcionando?

Começar a treinar costuma vir acompanhado de expectativa imediata por resultados e, muitas vezes, a primeira coisa que decepciona é a balança. Porque o treino pode até estar funcionando, mas o número na balança não mexe. Qual seria o motivo?

Por que o número na balança não mexe, mas seu treino já está funcionando

A nutricionista e colunista da Boa Forma, Marina Nogueira, explica que o problema não está na balança em si, mas na forma como muitas pessoas usam esse número como único parâmetro de evolução. “Se o número determina sua alimentação, seu humor e suas atividades físicas, está na hora de repensar esse hábito. O peso não é sinônimo de saúde”, alerta.

O que o número não mostra

Ao iniciar uma rotina de treinos, especialmente com musculação, o corpo passa por adaptações importantes. É possível perder gordura e, ao mesmo tempo, ganhar massa muscular, e o peso total pode não mudar ou até aumentar.

Um estudo publicado no Journal of Strength and Conditioning Research, mostrou que iniciantes em treino de força apresentaram melhora significativa na composição corporal sem alterações relevantes no peso nas primeiras semanas.

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Ou seja, o corpo muda, mas a balança não conta essa história inteira.

Como o corpo avisa que seu condicionamento físico está melhorando

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Mais do que pesar, é preciso observar

Por isso, acompanhar o progresso vai além de subir na balança. Medidas corporais, desempenho nos treinos, percepção de energia no dia a dia e até a forma como as roupas vestem são sinais importantes de evolução.

Ferramentas como a bioimpedância ajudam a entender melhor essas transformações, mas mesmo estratégias simples, como fotos comparativas e anotações de performance, já oferecem uma visão mais realista do progresso.

Como reforça Marina Nogueira, “a balança não mostra o quanto você está mais forte, mais resistente ou com mais disposição”.

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Quando você começa a treinar, o corpo muda antes do número. A balança pode até demorar a reagir, mas isso não significa estagnação. Muitas vezes, é sinal de recomposição corporal. Olhar além do peso é essencial para não desvalorizar um processo que está, sim, funcionando.

Por que o peso varia ao longo do dia? Saiba 3 fatores

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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/numero-balanca-nao-mexe-treino-esta-funcionando/

Aos 59 anos, Leslie Jones mostra evolução fitness e comenta: ‘Depois dos 40, você realmente precisa se concentrar em seus músculos’

A atriz, comediante e apresentadora norte-americana Leslie Jones, de 59 anos, apareceu nas redes sociais para comemorar sua evolução fitness e comentar sobre o papel de um estilo de vida mais ativo e saudável em seu bem-estar, sua longevidade e sua autonomia. Ela publicou um carrossel em seu perfil no Instagram mostrando detalhes de sua transformação física.

Na legenda, a famosa falou da importância da adaptação dos treinos às necessidades do organismo com o passar dos anos e ainda aproveitou para soltar elogios ao seu treinador, Ronnie Czar, que atua especialmente com pessoas 40+.

“Minha jornada com o corpo tem sido uma loucura. Fui atleta no ensino médio e na faculdade — a gente acha que vai continuar em forma para sempre quando é jovem, né? Mas, desde que comecei a focar de verdade nos treinos certos com o treinador ideal, tudo mudou para muito melhor”, iniciou.

“Depois dos 40, é preciso focar bastante na musculatura. Adoro o Ronnie. Ele é fisioterapeuta e hoje atua como treinador, com foco em pessoas acima dos 40 anos. Ele acredita que devemos ser capazes de nos movimentar pelo resto da vida!”, completou Jones.

Confira:

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Menopausa pode afetar músculos e ossos: como adaptar o treino depois dos 40

Depois dos 40 anos, algumas mudanças nos treinos podem ser interessantes, principalmente porque, nesse momento da vida, o corpo passa por transformações profundas que mexem com músculos, ossos e metabolismo, apresentando necessidades e prioridades diferentes.

No caso das pessoas que menstruam, a chegada da menopausa desencadeia uma queda na produção de estrogênio, um fator que pode contribuir para a enfraquecimento dos ossos, o ganho de peso e o acúmulo de gordura. Dados apontam que você pode sofrer uma redução de até 20% na densidade óssea nos primeiros cinco anos após o fim dos ciclos menstruais.

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“Com a diminuição da produção natural do estrogênio, há desaceleração do metabolismo basal e alterações na forma como o corpo passa a armazenar gordura”, comenta a Fernanda Lopes, nutricionista e profissional da Six Clinic.

Além disso, é importante ressaltar o hormônio tem um papel protetor e regulador dos músculos, agindo, por exemplo, na síntese proteica, na força e no estímulo à recuperação. Dessa forma, a declínio nos níveis de estrogênio pode afetar negativamente a preservação e a construção da massa magra.

Um estudo publicado no Menopause mostrou que mulheres na pós-menopausa apresentam maior percepção de fadiga e recuperação mais lenta após exercícios intensos.

Esses impactos trazidos pela menopausa causam prejuízos que vão além da parte estética, atingindo questões como longevidade, independência, funcionalidade e a qualidade de vida.

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O ganho de peso e o acúmulo de gordura que tendem a aparecer durante essa fase podem representar um perigo para a saúde cardiovascular. O comprometimento dos músculos pode aumentar o risco de quedas, dores articulares e perda de autonomia.

Uma revisão publicada no The Lancet Diabetes & Endocrinology aponta que o exercício físico é uma das ferramentas mais importantes para reduzir os impactos metabólicos e cardiovasculares da menopausa.

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O que muda no treino na menopausa?

Uma das principais adaptações nessa fase é aumentar o foco no treino de força. De acordo com a médica ginecologista, Dra. Caroline Alonso, a musculação é indispensável para preservar e recuperar massa muscular, fortalecer os ossos e reduzir o risco de osteoporose e fraturas.

Isso acontece porque a perda de estrogênio acelera a redução de massa muscular e densidade óssea. Um estudo publicado no Journal of Bone and Mineral Research mostrou que o treinamento resistido ajuda a preservar a densidade mineral óssea em mulheres após a menopausa.

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Além disso, uma revisão no Sports Medicine aponta que o treino de força melhora funcionalidade, equilíbrio e composição corporal nessa fase.

Outra adaptação importante é respeitar mais a recuperação. Alterações hormonais podem impactar sono, fadiga e recuperação muscular.

Um estudo publicado no Menopause mostrou que mulheres na pós-menopausa apresentam maior percepção de fadiga e recuperação mais lenta após exercícios intensos.

Na prática, isso pode significar reduzir excesso de volume, evitar muitos treinos intensos seguidos e prestar mais atenção aos sinais do corpo.

O exercício aeróbico continua importante, mas o objetivo vai além do emagrecimento. Caminhada, bicicleta, dança e corrida leve ajudam principalmente na saúde cardiovascular e no controle da gordura visceral, que tende a aumentar após a menopausa.

Uma revisão publicada no Menopause Journal mostrou que exercícios aeróbicos ajudam a melhorar sensibilidade à insulina, pressão arterial e saúde cardiometabólica em mulheres nessa fase.

Treinos como pilates, yoga e exercícios de mobilidade passam a ter papel mais estratégico. Segundo a Dra. Caroline, essas modalidades ajudam na flexibilidade, no equilíbrio e na prevenção de quedas, além de contribuírem para a qualidade de vida.

Um estudo publicado no Journal of Aging and Physical Activity mostrou que exercícios focados em equilíbrio e mobilidade reduzem risco de quedas e melhoram estabilidade em mulheres após a menopausa.

Na prática, adaptar significa reorganizar prioridades: mais força, mais recuperação, mais mobilidade e uma estratégia mais alinhada ao novo momento do corpo.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/leslie-jones-evolucao-fitness-59-anos/

O que muda no treino de quem usa canetas emagrecedoras?

Existe uma pergunta que nem sempre acompanha quem emagrece rapidamente com medicamentos como as canetas emagrecedoras: além da gordura, o que mais está sendo perdido?

A popularização das canetas emagrecedoras colocou uma nova questão dentro das academias. Como esses medicamentos podem provocar uma redução importante do apetite e do peso corporal, preservar músculos passou a ser parte essencial da estratégia.

Nesse cenário, a musculação deixa de ser apenas uma ferramenta para aumentar o gasto calórico ou melhorar a estética e ganha uma função ainda mais importante: ajudar a manter força, massa muscular e capacidade funcional durante o emagrecimento.

Para Patrick Ferreira, médico e presidente da Academia Brasileira de Clínica Médica, o resultado não deveria ser avaliado exclusivamente pelos quilos eliminados.

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“Quando o paciente perde peso, precisamos olhar para a qualidade desse emagrecimento. O objetivo não deveria ser simplesmente perder o maior número de quilos no menor período possível, mas reduzir gordura preservando ao máximo a massa muscular. Isso exige acompanhamento e uma estratégia que envolva alimentação adequada, atividade física e avaliação individual”, explica.

Musculação passa a ser protagonista

Quando o apetite diminui, é natural que a quantidade de alimentos consumida também caia. O problema aparece quando essa redução significa uma ingestão insuficiente de energia, proteínas e outros nutrientes ao mesmo tempo em que a pessoa permanece sedentária.

O corpo, afinal, precisa de estímulos para preservar aquilo que continua sendo necessário. É justamente aí que os exercícios resistidos ganham protagonismo.

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“O músculo precisa de matéria-prima, mas também precisa de estímulo. Por isso, quando não há contraindicação, o exercício de força deve ser pensado como parte do tratamento. Emagrecer e continuar sedentário não produz o mesmo resultado em composição corporal que emagrecer enquanto se trabalha força e capacidade funcional”, afirma Patrick.

Para o Dr. Renan Bosio, ortopedista e especialista em nutrologia e medicina do esporte, a preocupação não deveria ficar restrita ao resultado estético.

“O músculo não deve ser entendido apenas como uma questão estética. Ele está diretamente relacionado à força, mobilidade, independência funcional, metabolismo e qualidade de vida”, explica.

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Caneta emagrecedora substitui a academia?

A força também cai junto com o peso de quem usa canetas emagrecedoras?

Uma das armadilhas da perda rápida de peso é comemorar exclusivamente o resultado da balança. Dois pacientes podem eliminar a mesma quantidade de quilos e terminar o processo com composições corporais bastante diferentes.

Por isso, observar força, desempenho físico e composição corporal pode ajudar a ampliar a avaliação dos resultados, especialmente quando o emagrecimento é expressivo.

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“Quando uma pessoa perde peso, precisamos saber o que está sendo perdido: gordura, água e também massa magra. O objetivo de uma estratégia adequada de emagrecimento deve ser reduzir principalmente o excesso de gordura e, ao mesmo tempo, preservar o máximo possível de massa muscular”, afirma Renan.

ADra. Júlia Lopes Won Ancken, médica com atuação em emagrecimento, hormônios, longevidade e nutrologia, reforça que o peso corporal isoladamente diz pouco sobre a condição física de alguém.

“Duas pessoas podem ter exatamente o mesmo peso e composições corporais completamente diferentes. Quando pensamos em envelhecimento saudável, precisamos olhar para massa muscular, força, saúde metabólica e capacidade funcional. O músculo não é apenas uma questão estética. Ele participa ativamente do metabolismo e é uma reserva importante para o organismo ao longo da vida”, afirma.

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Para quem treina, isso significa trocar parte da obsessão pelo peso por outras perguntas: a carga dos exercícios está sendo mantida? A força caiu? O treino está rendendo menos? A recuperação piorou? A pessoa está conseguindo se alimentar adequadamente para sustentar a rotina de exercícios?

Whey não substitui musculação

Com o medo de perder músculos, é comum que suplementos proteicos entrem rapidamente na rotina de quem está emagrecendo. Eles podem ser úteis em determinados casos, principalmente quando a redução do apetite dificulta atingir as necessidades nutricionais apenas pela alimentação. Mas transformar o whey em uma espécie de seguro contra perda muscular é um erro.

“Whey é uma fonte de proteína e pode ser útil quando existe indicação. O erro é imaginar que basta acrescentar um suplemento e todo o restante estará resolvido. Precisamos avaliar a alimentação completa, o consumo energético, a quantidade de proteína, a atividade física e as condições clínicas do paciente”, explica Patrick.

Também não existe uma quantidade de proteína que possa ser aplicada indistintamente a todo mundo. Idade, peso, composição corporal, rotina de exercícios e condições clínicas precisam entrar nessa conta. Para quem possui determinadas doenças, especialmente alterações da função renal, aumentar significativamente o consumo proteico sem avaliação pode ser inadequado.

Preservar músculos virou um dos desafios do novo emagrecimento

A questão da massa magra ganhou tanta importância que já aparece entre os desafios discutidos para a evolução dos próprios tratamentos metabólicos. Dr. Bruno Cardoso, endocrinologista titulado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), destaca a preservação muscular entre os pontos relevantes dessa nova fase do tratamento da obesidade.

Semaglutida e tirzepatida atuam em mecanismos relacionados à saciedade e contribuem para uma redução importante do peso em pacientes com indicação. Mas nenhum medicamento transforma, sozinho, perda de peso em ganho de condicionamento físico. É justamente nessa diferença que exercício e tratamento médico precisam conversar.

“O futuro aponta para uma medicina de precisão na endocrinologia. Entender a resposta individual de cada paciente a diferentes combinações hormonais será a chave para otimizar os resultados e garantir a saúde cardiometabólica a longo prazo”, afirma Bruno.

Qual é a relação do uso de caneta emagrecedora e efeito sanfona?

Existe um treino específico para quem usa caneta emagrecedora?

Não existe uma ficha de musculação universal para usuários desses medicamentos. Quem já treinava antes do tratamento terá uma realidade diferente de alguém sedentário que acabou de entrar na academia. Idade, condicionamento, quantidade de peso perdida, alimentação, sintomas, recuperação e condições clínicas também interferem na prescrição dos exercícios.

O ponto central destaco pelos profissionais é outro: não esperar emagrecer primeiro para começar a pensar nos músculos depois.

Treinamento de força, ingestão nutricional adequada e acompanhamento profissional podem caminhar junto com o tratamento desde o início. E, se houver queda importante de rendimento, fraqueza, dificuldade para se alimentar ou recuperação cada vez pior entre os treinos, simplesmente insistir na mesma intensidade pode não ser a melhor estratégia.

Para Júlia, preservar músculos também significa pensar muito além do projeto de emagrecimento. “Quando falamos em longevidade, não estamos falando simplesmente em acrescentar anos à vida. Queremos que esses anos sejam vividos com autonomia, força, mobilidade e saúde.”

Na academia, talvez essa seja a principal mudança trazida pela era das canetas emagrecedoras: o melhor resultado não é necessariamente chegar ao menor peso, mas conseguir perder gordura sem deixar força e músculos pelo caminho.

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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/muda-treino-quem-usa-canetas-emagrecedoras/

Por que o número na balança não mexe, mas seu treino já está funcionando?

Começar a treinar costuma vir acompanhado de expectativa imediata por resultados e, muitas vezes, a primeira coisa que decepciona é a balanç...