sábado, 10 de outubro de 2026

Como lidar com algo que não está nas nossas mãos?

Como lidar com algo que tem um impacto enorme sobre nós, mas que não está nas nossas mãos? Quando isso acontece, é comum gastarmos muita energia tentando encontrar uma forma de controlar o que não pode ser controlado.

Pensamos em todas as possibilidades, antecipamos resultados, buscamos garantias, tentamos prever o comportamento dos outros e procuramos uma resposta que talvez ainda não exista.

Só que aceitar que algo não está sob nosso controle não significa que precisamos ser indiferentes a isso. Significa reconhecer: “Isso me afeta, mas eu não preciso colocar toda a minha energia tentando controlar aquilo que não depende de mim.”

É aqui que a esperança pode ter um papel importante. Afinal, esperança não significa acreditar que tudo vai acontecer como gostaríamos. Ela está relacionada à capacidade de enxergar possibilidades e caminhos, mesmo diante de dificuldades. E talvez, em situações que não podemos resolver, a esperança precise mudar de lugar. Em vez de esperar apenas que a situação mude, podemos começar a construir esperança na possibilidade de nós encontrarmos maneiras de atravessá-la.

Talvez eu não consiga controlar o que a outra pessoa fará, mas posso escolher como vou me posicionar. Talvez eu não consiga mudar o resultado, mas posso decidir como vou cuidar de mim enquanto espero. Talvez eu não consiga eliminar a incerteza, mas posso escolher não deixar que ela ocupe todos os meus pensamentos. Talvez eu não consiga resolver o problema hoje, mas posso descobrir qual é o próximo passo que está ao meu alcance.

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Isso não faz a situação deixar de ser difícil. Mas devolve para nós uma pequena parte do que a sensação de impotência costuma tirar: a possibilidade de agir sobre aquilo que ainda podemos transformar.

Uma boa prática nesses momentos é separar duas perguntas: “O que eu gostaria que acontecesse?” e “O que eu posso fazer diante do que está acontecendo?”

A primeira pergunta reconhece o nosso desejo e a segunda nos devolve para a realidade e para a nossa capacidade de ação. Também pode ser importante perguntar: “Se eu não puder mudar essa situação, como quero cuidar de mim enquanto ela acontece?”

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Às vezes, a resposta será pedir ajuda, estabelecer um limite, conversar com alguém, buscar informação, descansar, manter uma rotina, continuar fazendo planos ou simplesmente permitir-se sentir o que está sentindo sem transformar aquela emoção em uma previsão sobre o futuro.

Porque sentir medo não significa que algo ruim necessariamente acontecerá. Sentir tristeza não significa que você ficará triste para sempre. E não ter controle sobre o desfecho não significa não ter nenhum controle sobre a forma como você vai atravessar esse momento.

Talvez seja essa uma das formas mais bonitas da esperança: não a certeza de que tudo terminará como queremos, mas a confiança de que ainda podemos encontrar caminhos dentro daquilo que a vida nos apresenta.

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Você não precisa gostar do que está acontecendo, não precisa fingir que está tudo bem, não precisa transformar uma situação difícil em uma lição bonita. Mas pode, aos poucos, devolver sua energia para aquilo que ainda é seu. Porque algumas coisas estão fora do nosso controle, mas a nossa vida não precisa ficar completamente fora dele.

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Oi, eu me chamo Priscila Conte Vieira, mas pode me chamar de Pri! Sou psicóloga, palestrante e mentora. Atuo na psicologia clínica, sou especialista em Psicologia Positiva, pós graduanda em Terapia Cognitivo Comportamental, master em autoconhecimento, coach de vida, practitioner em PNL e também criadora do Podcast Respira, não pira (que tal dar uma conferida lá no Spotify?!)

Estarei por aqui todas as semanas, abordando temas da Psicologia Positiva, felicidade, bem-estar e os auxiliando a serem as suas melhores versões, por meio do autoconhecimento e florescimento. Para saber mais sobre mim e me acompanhar no dia a dia, é só me seguir no Instagram! Estou por lá como @priscilaconte__. Te vejo no próximo Sábado! Até mais <3

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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/priscila-conte-vieira/como-lidar-com-algo-que-nao-esta-nas-nossas-maos/

Seis nutrientes que merecem atenção durante o tratamento com canetas emagrecedoras

As canetas emagrecedoras transformaram o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Mas, à medida que seu uso cresce e os tratamentos se prolongam, surge uma questão importante: quando a ingestão de alimentos diminui, também pode diminuir o consumo de proteínas, vitaminas e minerais essenciais.

Um grande estudo retrospectivo acompanhou 461.382 adultos que iniciaram o tratamento com canetas emagrecedoras. Quase 13% apresentaram algum diagnóstico de deficiência nutricional nos primeiros seis meses de tratamento, percentual que chegou a 22,4% nos primeiros 12 meses.

A vitamina D foi a deficiência mais frequentemente identificada, presente em 7,5% dos pacientes aos seis meses e em 13,6% aos 12 meses. Entre as complicações relacionadas às deficiências nutricionais, a anemia nutricional foi a mais frequente, registrada em 2,1% dos pacientes aos seis meses e em 4% após um ano.

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Outro estudo piloto, publicado em 2025, avaliou o efeito da semaglutida sobre a absorção de ferro em pacientes com diabetes tipo 2. Os pesquisadores realizaram um teste oral de absorção de ferro antes do início da semaglutida e repetiram o procedimento após 10 semanas de tratamento.

Quem faz uso de caneta emagrecedora pode engravidar?

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Para Adriana Stravro, após o uso da semaglutida, a resposta do ferro sérico ao teste foi significativamente menor, sugerindo redução da absorção de ferro. Em 17,6% dos participantes, essa resposta foi reduzida em pelo menos 30% em relação à avaliação inicial.

Outro estudo, publicado em 2025, avaliou a alimentação de usuários de agonistas de GLP-1 por meio de registros alimentares de três dias, encontrou ingestão média de 863 mg/dia de cálcio, 266 mg/dia de magnésio e 12,1 mg/dia de ferro, valores abaixo das referências utilizadas pelos pesquisadores.

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Quem usa caneta emagrecedora pode beber álcool?

É importante diferenciar ingestão inadequada de deficiência nutricional. Estudos de ingestão alimentar podem identificar consumo abaixo das recomendações, mas não diagnosticam, por si só, uma deficiência nutricional. Quando mantida ao longo do tempo, uma ingestão insuficiente pode aumentar o risco de depleção dos estoques corporais e, dependendo do nutriente e de fatores individuais, contribuir para o desenvolvimento de deficiência.

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6 nutrientes que merecem atenção durante o uso de canetas emagrecedoras

Ferro: está presente em alimentos como carnes, vísceras, feijões, lentilha, grão-de-bico, tofu, sementes e cereais fortificados. É essencial para a formação da hemoglobina e para o transporte de oxigênio.

A deficiência de ferro pode causar cansaço, fraqueza e queda de cabelo e, quando progride para anemia ferropriva, podem surgir palidez, falta de ar aos esforços e redução da capacidade física.

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Vitamina D: poucos alimentos apresentam quantidades naturalmente significativas de vitamina D. Entre as fontes estão peixes gordurosos, gema de ovo e alimentos fortificados, embora a síntese cutânea após exposição à radiação UVB seja uma importante fonte para o organismo.

A vitamina D é fundamental para a absorção de cálcio e fósforo, mineralização óssea e função muscular. Sua deficiência frequentemente é assintomática, mas, quando mais acentuada ou prolongada, pode causar fraqueza muscular, dor óssea e osteomalácia e, ao comprometer a saúde óssea, contribuir para maior risco de quedas e fraturas, especialmente em pessoas mais velhas.

Cálcio: leite, iogurte e queijos estão entre suas principais fontes alimentares, além de bebidas vegetais fortificadas, sardinha com espinha e alguns vegetais, como couve e brócolis. O cálcio é fundamental para a saúde óssea, contração muscular e função neuromuscular.

Uma ingestão insuficiente mantida por longos períodos pode favorecer a perda de massa óssea e aumentar o risco de osteoporose e fraturas, especialmente quando associada à deficiência de vitamina D.

Magnésio: encontrado em castanhas e sementes, leguminosas, cereais integrais e vegetais verde-escuros. Participa de centenas de reações enzimáticas relacionadas ao metabolismo energético, à função muscular e ao sistema nervoso.

A deficiência pode provocar fraqueza, fadiga, tremores, câimbras e outras alterações neuromusculares. Em casos mais graves, podem ocorrer alterações do ritmo cardíaco e convulsões.

Tiamina (vitamina B1): presente em cereais integrais e fortificados, leguminosas, sementes, castanhas e carne suína. É fundamental para o metabolismo energético e para o funcionamento do sistema nervoso.

Embora a deficiência não esteja entre as mais frequentes nos estudos com GLP-1, ela merece atenção principalmente em pacientes com ingestão alimentar muito reduzida ou episódios persistentes de náuseas e vômitos, situações que podem levar à deficiência mais rapidamente. A deficiência grave pode causar alterações neurológicas e cardiovasculares.

Vitamina B12: encontrada em carnes, peixes, ovos, leite e derivados, além de alimentos fortificados. É necessária para a formação das células sanguíneas e para o funcionamento adequado do sistema nervoso.

Sua deficiência pode causar anemia megaloblástica, fadiga, formigamento, alterações de sensibilidade e outros sintomas neurológicos.

Ingestão inadequada de deficiência nutricional. Consumir menos de determinado nutriente pode aumentar o risco de inadequação, mas não significa necessariamente que o paciente desenvolverá uma deficiência.

Alguns dos estudos disponíveis avaliaram a ingestão alimentar, enquanto outros investigaram alterações em marcadores laboratoriais ou deficiências diagnosticadas. 

Por isso, a avaliação periódica do estado nutricional, associando a análise da alimentação, sinais e sintomas e, quando indicado, exames laboratoriais, pode ajudar a identificar precocemente possíveis inadequações ou deficiências e orientar a necessidade de ajustes na alimentação ou suplementação.

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source https://boaforma.abril.com.br/alimentacao/nutrientes-merecem-atencao-tratamento-canetas-emagrecedoras/

Qual é a importância da atividade física para a saúde dos ossos?

A atividade física é um dos principais fatores para manter a saúde óssea em todas as fases da vida. Os ossos são estruturas vivas, que passam constantemente por um processo de formação e renovação, e o exercício físico é um dos estímulos mais importantes para que permaneçam fortes e resistentes.

Na infância, na adolescência e na juventude, a atividade física contribui para a formação de uma estrutura óssea mais robusta, ajudando a construir uma espécie de reserva para o futuro. Já na vida adulta, ela ajuda a preservar a massa óssea e, conforme envelhecemos, torna-se especialmente importante para reduzir a perda de densidade óssea, contribuindo para a prevenção da osteoporose e a diminuição do risco de fraturas.

Além disso, os exercícios físicos fortalecem a musculatura e melhoram o equilíbrio e a coordenação, o que também ajuda a reduzir o risco de quedas, especialmente entre a população idosa. Por essa razão, investir na saúde dos ossos não é algo que devemos começar apenas quando ficamos mais velhos. É um cuidado que precisa nos acompanhar ao longo de toda a vida.

Quais as melhores atividades físicas para os ossos?

Praticamente todas as atividades físicas trazem benefícios para a saúde, mas elas não produzem exatamente o mesmo estímulo sobre os ossos. A musculação é uma das atividades mais importantes nesse sentido, porque a contração muscular faz com que forças sejam transmitidas diretamente aos ossos, estimulando sua adaptação e contribuindo para a manutenção da densidade mineral óssea.

Outras atividades, como corrida, saltos, dança e esportes que envolvem principalmente mudanças de direção, também acrescentam estímulos de impacto, que são particularmente interessantes para o fortalecimento dos ossos.

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A caminhada também é uma excelente atividade, especialmente para pessoas mais sedentárias ou de mais idade. No entanto, ela proporciona um estímulo menor para o ganho de massa óssea quando comparada aos exercícios de resistência, como a musculação, e a outras atividades de maior impacto.

É interessante lembrar que modalidades como natação e ciclismo, apesar de serem muito benéficas para a saúde cardiovascular e muscular, não geram o mesmo estímulo de carga sobre os ossos.

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Por isso, o ideal não é escolher apenas um tipo de exercício, mas combinar atividades que promovam o fortalecimento muscular, como a musculação, com outras que produzam carga e impacto adequados à condição física de cada pessoa.

Respondido por:

Dr. Bruno Canizares, ortopedista e traumatologista do esporte

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Musculação ajuda a fortalecer os ossos?

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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/boa-forma-responde/atividade-fisica-importancia-saude-dos-ossos/

Como lidar com algo que não está nas nossas mãos?

Como lidar com algo que tem um impacto enorme sobre nós, mas que não está nas nossas mãos? Quando isso acontece, é comum gastarmos muita ene...