sábado, 19 de setembro de 2026

Testamos a Corda de Pular Inteligente da Xiaomi: veja a nossa experiência

O mercado de fitness e wellness tem, cada vez mais, recebido novidades que prometem tornar o estilo de vida ativo mais prático, completo e dinâmico. Entre smartwatches, esteiras conectadas e aplicativos que monitoram o desempenho, os acessórios tradicionais também estão ganhando versões mais modernas.

É o caso da Corda de Pular Inteligente da Xiaomi, uma solução inovadora que alia um exercício simples e acessível a recursos tecnológicos. O produto traz características que contribuem para o monitoramento do desempenho durante a atividade e pode facilitar o ato de pular corda em ambientes com pouco espaço. Mas, afinal, como esse dispositivo funciona?

A Boa Forma colocou a Corda de Pular Inteligente da Xiaomi à prova e, a seguir, conta como foi a experiência de uso, quais os principais recursos e se realmente vale a pena. Continue a leitura!

O que tem na Corda de Pular Inteligente Xiaomi?

Um dos detalhes mais interessantes da Corda de Pular Inteligente da Xiaomi é a presença de um conjunto de três sensores Hall, distribuídos para garantir monitoramento de 360 graus durante a atividade. Isso significa que o acessório “entende” o gesto de pular com mais precisão, evitando contagens erradas. Desenvolvido pela própria marca, o algoritmo de contagem filtra tropeços e interrupções no meio do treino.

Duas mulheres jovens, uma loira e uma asiática, pulam corda com cordas inteligentes em um ambiente claro. A loira, em primeiro plano, usa top branco e shorts cinzas. A asiática, atrás, veste top cinza e shorts pretos. Na imagem à direita, a loira está parada, olhando para baixo, com gráficos de desempenho de treino sobrepostos, mostrando dados como pulos, calorias e frequência cardíaca
Testamos a Corda de Pular Inteligente da Xiaomi: veja a nossa experiência |Xiaomi/Divulgação
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O dispositivo oferece dois modos de uso: um com esferas oscilantes e outro com o fio tradicional – que tem 3 metros e é ajustável, facilitando a adaptação para diferentes alturas. A Xiaomi afirma que o cabo que vem na Corda Inteligente de Pular passou por testes de fricção de alta intensidade, o que aumenta a durabilidade e ajuda a reduzir o risco de embaraço.

A alça conta com uma tela de matriz de pontos sem bordas aparentes, que exibe em tempo real repetições, tempo e calorias.

Além disso, o produto tem armazenamento offline, que possibilita guardar até 90 registros de treino diretamente na corda, conectividade com aplicativo e vem com uma bolsa para ser guardado.

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Mão de uma pessoa segurando um cabo de pular inteligente azul-marinho com a marca XIAOMI e a tela exibindo 16 e um ícone de bateria, sobre um fundo de madeira clara e branco
Testamos a Corda de Pular Inteligente da Xiaomi: veja a nossa experiência |Xiaomi/Divulgação

Como foi a experiência de uso?

Leve e compacta, a Corda de Pular Inteligente da Xiaomi é um produto bastante interessante, que pode se tornar uma verdadeira aliada para quem deseja manter um estilo de vida mais ativo mesmo em meio à correria da rotina.

O acessório ajuda a se exercitar em diferentes ambientes e momentos, podendo funcionar bem tanto para treinos em casa quanto para atividades ao ar livre. Assim, ele pode contribuir positivamente para que você consiga manter a constância no movimento do corpo de um jeito mais descomplicado e prático.

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Com o uso das esferas rolantes, é possível pular até mesmo em espaços mais reduzidos, por exemplo, em uma sala pequena ou em um quarto de hotel.

Mão segurando um bastão azul-marinho com uma esfera na ponta, estendido diagonalmente para cima, contra um fundo claro
Testamos a Corda de Pular Inteligente da Xiaomi: veja a nossa experiência |Xiaomi/Divulgação

Essa característica ainda faz toda a diferença para um treino mais silencioso, diminuindo o incômodo que o som da corda batendo no chão pode gerar. Também é útil para pessoas que têm mais dificuldade em relação a manter a coordenação motora e acabam tropeçando com frequência durante o pulo.

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A bateria da Corda Inteligente da Xiaomi é um ponto que surpreende positivamente. Ela dura muito e você não precisa se preocupar toda hora em recarregá-la.

O cabo, ao ser utilizado, traz uma percepção de esforço maior e exige um pouco mais de espaço livre ao redor. Ele realmente parece ser durável e não embaraça durante a atividade. O fato de ele ser ajustável — por meio de um sistema rápido em formato de V — é bom para adaptar o fio conforme a altura de cada pessoa.

Detalhe de um dispositivo azul-marinho com um cabo flexível preso por um anel. Setas laranja indicam o movimento do cabo. Um círculo ampliado mostra o mecanismo de encaixe do cabo, com uma esfera azul pressionada entre duas superfícies, também com setas laranja indicando a pressão. Na parte inferior do dispositivo, números digitais 22 e um ícone de bateria são visíveis
Testamos a Corda de Pular Inteligente da Xiaomi: veja a nossa experiência |Xiaomi/Divulgação
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A tela de matriz de pontos sem bordas aparentes garante boa visibilidade tanto em ambientes bem iluminados quanto em locais mais escuros. Os dados que podem ser exibidos nela —por exemplo, número de pulos, período decorrido e calorias gastas — auxilia no monitoramento do treino em tempo real, permitindo que você acompanhe sua evolução de um jeito simples.

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Corda de Pular Inteligente - Xiaomi

Dois cabos de pular inteligentes azuis-marinho em fundo dividido preto e branco. O cabo esquerdo exibe 20:06 e um ícone de Bluetooth em azul claro. Ambos têm XIAOMI gravado na base

5 exercícios para treinar a sua resistência

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/corda-de-pular-inteligente-xiaomi/

Fertilidade: cuidar da mente e das emoções também faz parte do caminho

Desejar engravidar e começar as tentativas pode ser uma experiência cheia de expectativa, mas, quando os meses (ou até os anos) passam, o sonho pode se transformar em uma jornada emocionalmente exaustiva.

A cada ciclo, muitas mulheres atravessam uma sequência silenciosa de esperança, espera, medo e frustração. Quando esse processo se prolonga, a fertilidade deixa de ocupar apenas o consultório e começa a atravessar o sono, a alimentação, a sexualidade, o relacionamento e a própria forma como essa mulher enxerga o seu corpo.

É por isso que falar sobre fertilidade também é falar sobre saúde mental e emocional.

Nesse mês, conversei com Moniele Cunha, nutricionista especializada em fertilidade feminina e masculina, que há 17 anos acompanha mulheres e casais na preparação para a gestação. Ao longo dessa trajetória, já atendeu presencialmente mais de 25 mil pacientes, enquanto mais de 56 mil mulheres e casais, em cerca de 40 países, já passaram por seus programas e treinamentos online.

Há uns anos, fizemos alguns encontros de Mindfulness para suas pacientes para ajudar na parte da saúde mental e emocional.

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Para Moniele, olhar para a fertilidade exige enxergar muito além dos exames. É preciso considerar a pessoa por trás do diagnóstico: seus hábitos, sua história, seu relacionamento, seu estado emocional e tudo aquilo que ainda pode ser cuidado e aprimorado.

  • Quando a tentativa de engravidar começa a pesar emocionalmente, o que acontece com essa mulher?

Para muitas mulheres, chega um momento em que o ciclo menstrual deixa de ser apenas um marcador de saúde.

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Ele vira calendário. A relação íntima vira estratégia. A ovulação vira obrigação.O teste de gravidez vira ansiedade.E a chegada da menstruação pode ser vivida como uma nova perda.

A ciência já reconhece que mulheres em investigação ou tratamento para infertilidade podem apresentar níveis relevantes de ansiedade, estresse e sintomas depressivos.

Por isso, organizações internacionais de reprodução humana defendem que o cuidado emocional e psicossocial faça parte da assistência a quem enfrenta dificuldades para engravidar.

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Mas aqui existe um cuidado importante.Isso não significa que a mulher não engravida porque está ansiosa. Essa interpretação é simplista e pode ser muito cruel. Poucas frases machucam tanto uma futura mamãe quanto ouvir:“Quando você relaxar, acontece.”

A mulher já está lidando com exames, tratamentos, expectativas, custos e, muitas vezes, anos de frustração. Colocar sobre ela a responsabilidade de controlar perfeitamente as próprias emoções cria apenas mais culpa.

  • Por que é importante olhar para corpo e mente de forma integrada durante a preparação para a gestação?
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O que sabemos é que o organismo funciona de maneira integrada. Sono, alimentação, saúde metabólica, atividade física, inflamação, funcionamento intestinal, hormônios e saúde emocional se relacionam continuamente.

Por isso, quando penso em preparação para a gestação, não olho apenas para a possibilidade de ovular ou para os números de um exame.

Eu quero entender como essa mulher está vivendo. Como ela dorme. Como se alimenta. Como está sua energia. Como está o parceiro. Como está o relacionamento. E como ela está emocionalmente depois de tantos meses ou anos tentando. Essa visão não substitui a medicina reprodutiva. Ela complementa o cuidado.

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  • E onde o Mindfulness entra nesse processo?

E o Mindfulness pode ser uma das ferramentas utilizadas nesse caminho. De forma simples, significa treinar a atenção para o momento presente e aprender a observar pensamentos, emoções e sensações sem reagir automaticamente a cada um deles.

Estudos com mulheres enfrentando infertilidade mostram que intervenções baseadas em Mindfulness podem contribuir para redução de ansiedade, estresse e sintomas depressivos, além de melhorar aspectos da qualidade de vida.

Além da mudança de estilo de vida, redução de poluentes, cuidados com saúde intestinal, suplementação personalizada, equilíbrio hormonal, essa técnica pode ajudar a mulher a atravessar esse processo com menos sofrimento emocional.

Respirar conscientemente durante alguns minutos quando se sentir ansiosa. Fazer uma refeição sem celular. Caminhar prestando atenção ao próprio corpo.

Reconhecer um pensamento como “eu estou com medo de não conseguir” sem imediatamente transformá-lo em “eu nunca vou conseguir ser mãe”.

Para quem vive uma jornada longa de infertilidade, essa mudança pode fazer diferença na forma de atravessar a jornada.

  • Existe alguma história de paciente que tenha mudado sua forma de enxergar a fertilidade?

Uma das histórias que mais me marcou foi a de uma paciente de Luxemburgo. Ela tentava engravidar havia aproximadamente quatro anos.

Tinha síndrome dos ovários policísticos, endometriose, histórico de cirurgias e estava sem menstruar. Ao longo daquele período, passou por avaliações em quatro países e ouviu prognósticos muito desafiadores sobre suas chances de ser mãe, inclusive por reprodução assistida.

Quando analisei seu caso, eu não procurei apenas aquilo que estava comprometido. Procurei entender o que ainda poderia ser trabalhado. E disse algo que ela nunca esqueceu: “Você não precisa de muitos óvulos. Para uma gestação acontecer, precisamos de uma oportunidade biologicamente viável. Vamos cuidar de tudo aquilo que ainda podemos melhorar.”

A partir daí, iniciamos um trabalho individualizado de preparação, considerando saúde metabólica, nutrição, estilo de vida e contexto reprodutivo.

Menos de dois meses depois, após aproximadamente quatro anos de tentativas, ela engravidou naturalmente. Esse caso não significa que exista uma fórmula capaz de produzir o mesmo resultado em todas as mulheres.

E também não significa que uma única intervenção tenha causado aquela gestação. Mas ele representa uma mensagem que considero muito importante na fertilidade.

Um diagnóstico precisa ser levado a sério.Um prognóstico também. Mas nenhum deles deveria impedir que o caso fosse analisado de forma individual e completa.

  • Como equilibrar esperança e responsabilidade quando o assunto é fertilidade?

Na fertilidade existe uma linha muito delicada entre esperança e promessa. Não podemos prometer gravidez. Existem fatores biológicos importantes e existem situações em que a medicina precisa se aproximar.

Mas também não deveríamos reduzir uma mulher apenas ao pior resultado do seu exame. Quando recebo uma paciente, não quero saber somente o que está errado. Quero descobrir também: O que ainda podemos melhorar? Esse olhar muda a conversa, porque sai a ideia da perfeição e entra a preparação com estratégia.

Sai a sensação de que o corpo é um inimigo e entra a possibilidade de compreendê-lo melhor, o que trazemos muito no Mindfulness também.

  • Para finalizar, qual é a mensagem que você gostaria de deixar para as mulheres que estão vivendo essa espera?

Talvez essa seja uma das mensagens mais importantes quando falamos de saúde mental e fertilidade.

Algumas mulheres passam tanto tempo tentando se tornar mães que começam, sem perceber, a abandonar outras partes de si mesmas.

Por isso, preparar o corpo para uma gestação também deveria significar cuidar da mulher que está vivendo essa espera.
Dos seus exames, sim. Da alimentação, sim. Dos hormônios, sim.

Mas também do sono, do relacionamento, da ansiedade, do medo e da vida que continua acontecendo enquanto o positivo ainda não chegou.

A fertilidade não deveria ser uma jornada em que a mulher precise desaparecer para tentar se tornar mãe. Porque antes da futura mãe, existe uma mulher. E ela também precisa ser cuidada.

UM OLHAR PARA ALÉM DO POSITIVO

A fala de Moniele traz uma reflexão importante: cuidar da fertilidade não deveria significar cuidar apenas da possibilidade de uma gestação, mas também da mulher que está vivendo todo esse processo.

Não existe fórmula capaz de garantir um resultado, mas existe a possibilidade de atravessar essa jornada com mais informação, autocuidado e consciência.

E talvez esse seja um dos primeiros passos: não esperar pelo positivo para voltar a cuidar de si. Se você entende a importância de cuidar de mente e emoções nesse momento, tem um Protocolo em grupo de Mindfulness online que começa em outubro.

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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/mindfulness/fertilidade-cuidar-da-mente/

Mitos e verdades sobre lipedema: o que você realmente precisa saber

Dores nas pernas, sensação de peso, hematomas frequentes, além do aumento do volume dos membros inferiores de forma desproporcional…tudo isso podem ser sintomas relacionados ao lipedema.

Sabe-se que a condição ainda é pouco conhecida e, muitas vezes, confundida com obesidade, linfedema e doenças venosas, o que pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento adequado.

 

 

Um estudo publicado no Journal of Vascular Brasileiro estimou que 12,3% da população feminina adulta brasileira apresenta sintomas compatíveis com alta probabilidade de lipedema.

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O dado foi incorporado ao Consenso Brasileiro de Lipedema, elaborado pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), que também destaca a necessidade de ampliar o conhecimento sobre a doença entre profissionais de saúde.

Mas, afinal, como reconhecer o lipedema? E quais são as opções de tratamento? A seguir, a Dra. Patricia Lyra, cirurgiã plástica especialista em lipedema e consultora médica da DMC Group explica cinco mitos e verdades sobre a condição:

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Sedentarismo piora lipedema?

1) Lipedema é apenas excesso de peso

MITO

O lipedema é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura, principalmente nas pernas e, em alguns casos, nos braços. Uma das diferenças em relação à obesidade é que a gordura afetada pelo lipedema costuma ser resistente à perda de peso, mesmo quando a pessoa mantém uma alimentação equilibrada e pratica exercícios regularmente.

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Dor ao toque, sensação de peso, inchaço e facilidade para o aparecimento de hematomas também podem fazer parte do quadro.

Para a Dra. Patricia Lyra, cirurgiã plástica especialista em lipedema e consultora médica da DMC Group, esse atraso interfere diretamente na evolução da doença. “O maior desafio hoje não é apenas tratar o lipedema, mas fazer com que ele seja reconhecido precocemente. Muitas mulheres passam anos acreditando que o problema está relacionado apenas ao excesso de peso, quando, na realidade, convivem com uma doença crônica que exige uma abordagem específica.”

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2) Lipedema e linfedema são a mesma coisa

MITO

Apesar de poderem apresentar sintomas parecidos, lipedema e linfedema são condições diferentes. O linfedema está relacionado ao acúmulo de líquidos em determinadas regiões do corpo por alterações no sistema linfático. Já o lipedema envolve uma distribuição anormal de gordura, principalmente nas pernas e, em alguns casos, nos braços.

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A confusão não acontece apenas entre essas duas condições. Doenças venosas e a própria obesidade também podem apresentar sinais semelhantes, o que dificulta o reconhecimento do quadro.

Segundo o Consenso Brasileiro de Lipedema, essa sobreposição de sintomas ajuda a explicar por que muitas pacientes levam anos até receber o diagnóstico correto.

3) Basta fazer dieta e exercício para o lipedema desaparecer

MITO

Manter uma alimentação equilibrada e praticar atividade física são importantes para a saúde e fazem parte do cuidado de pessoas com lipedema. Mas isso não significa que a doença desapareça ou que a gordura afetada responda da mesma maneira que a gordura corporal relacionada ao excesso de peso.

O tratamento recomendado atualmente é multidisciplinar e pode envolver atividade física, fisioterapia, acompanhamento nutricional, terapia compressiva e manejo da inflamação.

Exercícios físicos são capazes de tratar o lipedema?

A mudança na abordagem também significa olhar para além da estética. “Durante muito tempo o tratamento foi bastante associado ao aspecto estético. Hoje o entendimento é de que o principal objetivo é devolver funcionalidade, reduzir dor, preservar a mobilidade e melhorar a qualidade de vida da paciente. A aparência é uma consequência desse processo, não seu principal propósito”, explica a Dra. Patricia Lyra.

4) É muito fácil diagnosticar o lipedema

MITO

O diagnóstico do lipedema ainda pode levar tempo. Isso acontece principalmente porque seus sinais podem se confundir com os de outras condições e porque a doença ainda é pouco reconhecida por parte da população e dos profissionais de saúde.

Segundo a especialista, o diagnóstico continua sendo predominantemente clínico, baseado na avaliação médica, na história da paciente e na exclusão de outras doenças com manifestações semelhantes.

Por isso, exames e tratamentos feitos sem uma avaliação adequada podem não resolver a causa dos sintomas. O reconhecimento correto da condição é o primeiro passo para definir o acompanhamento mais adequado para cada caso.

5) O tratamento pode incluir diferentes abordagens e, em alguns casos, cirurgia

VERDADE

O tratamento do lipedema depende das características e da evolução de cada paciente. A recomendação é uma abordagem multidisciplinar, e a cirurgia pode ser considerada quando existe indicação clínica, persistência dos sintomas e comprometimento funcional.

Nos casos em que o procedimento é indicado, novas tecnologias também vêm sendo estudadas para tornar a cirurgia mais precisa e reduzir o impacto sobre os tecidos.

Uma pesquisa desenvolvida pela equipe do professor de cirurgia plástica da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFSCPRA) e consultor médico da DMC Group, Dr. Denis Valente, comparou a técnica convencional com um procedimento assistido pela tecnologia One STEP®, observando redução do tempo cirúrgico, menor risco de queimaduras e perda sanguínea, diminuição da dor pós-operatória e retorno mais precoce às atividades em pacientes com lipedema que precisam passar pelo tratamento cirúrgico.

A evolução dos procedimentos acompanha uma abordagem que busca preservar tecidos e estruturas vasculares e linfáticas, além de favorecer a recuperação.

Segundo a Dra. Patrícia Lyra, essas evoluções representam uma mudança na própria lógica do tratamento cirúrgico. “Quando incorporamos tecnologias mais precisas na prática cirúrgica, o procedimento ganha outra lógica: menos trauma para a paciente e mais segurança para o cirurgião. Assim proporcionamos uma melhor qualidade de vida e um retorno mais rápido às atividades cotidianas das pacientes.”

Quando realmente preciso procurar ajuda?

Dor frequente nas pernas, sensação de peso, hematomas que aparecem com facilidade, aumento desproporcional do volume das pernas ou dos braços e dificuldade para reduzir esse volume mesmo com alimentação equilibrada e exercícios são sinais que merecem avaliação médica.

O diagnóstico precoce pode facilitar o início do acompanhamento adequado e ajudar a reduzir complicações e impactos na qualidade de vida. Como os sintomas podem ser parecidos com os de outras condições, a avaliação de um profissional de saúde é importante para diferenciar o lipedema de obesidade, linfedema e doenças venosas.

A informação também ajuda a reduzir o tempo entre o aparecimento dos sintomas e o diagnóstico. Quanto mais conhecida for a condição, maiores são as chances de que as pacientes procurem ajuda e tenham acesso ao cuidado adequado.

 

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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/mitos-verdades-lipedema/

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