quinta-feira, 11 de junho de 2026

Exercício ajuda nos sintomas da TPM?

Durante a Tensão Pré-Menstrual (TPM), é bastante comum perceber o surgimento de sintomas como irritabilidade, fadiga, cólica, inchaço e dor de cabeça. Os incômodos podem comprometer significativamente a rotina, trazendo impactos como queda da concentração, redução da produtividade, falta de disposição, piora da qualidade do sono e alterações emocionais.

Diante disso, neste período, movimentar o corpo pode se tornar um verdadeiro desafio. No entanto, é preciso ter em mente que o hábito pode, justamente, colaborar positivamente para aliviar alguns desses desconfortos.

Exercício ajuda nos sintomas da TPM?

Para muitas pessoas, fazer exercícios físicos durante a TPM costuma ser muito difícil, principalmente nas situações em que os sintomas aparecem com tudo. Ainda assim, sempre respeitando os próprios limites, vale a pena tentar manter algum nível de atividade.

Os exercícios favorecem a liberação de neurotransmissores associados à sensação de bem-estar, à regulação do humor e ao prazer. Dessa maneira, auxiliam no tratamento de ansiedade, estresse e irritabilidade durante a TPM, além de amenizarem a fadiga.

Praticar atividades físicas ainda colabora para a circulação sanguínea, o que pode desempenhar um papel interessante na melhora de inchaços e de dores nas pernas durante a TPM.

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Vale destacar que um os treinos proporcionam vantagens importantes à questão do sono, fazendo com que você durma melhor e acorde com mais energia no dia seguinte. Mexer o corpo também pode potencializar uma ação anti-inflamatória no organismo, aliviando cólicas e desconfortos abdominais.

Um estilo de vida ativo também promove ação anti-inflamatória, aliviando cólicas e desconfortos abdominais.

Escute seu corpo. Se estiver com muitas dores ou muito inchada, não force. Respeite seus limites, mas tente se manter ativa dentro do que for possível”, fala a Dra. Patrícia Varanda, médica ginecologista.

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O que praticar durante a TPM?

Durante a TPM, você não precisa se cobrar para a realização de treinos na mesma intensidade e mesmo ritmo de outros momentos do ciclo menstrual. Uma boa ideia é optar por modalidades que sejam mais leves e que não piorem ainda mais o desgaste físico e psicológico.

“Durante essa fase, o ideal é optar por treinos mais leves, como caminhadas, yoga ou exercícios de mobilidade. Respeitar os sinais do corpo e focar no descanso ativo pode ser a melhor estratégia. Caso se sinta bem, é possível realizar treinos moderados, mas sem sobrecarga”, orienta Aline Becker, personal trainer, nutricionista e colunista de Boa Forma.

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Canetas emagrecedoras: comer melhor e se exercitar ainda é essencial para manter o peso

As canetas emagrecedoras atuam na regulação do apetite e da saciedade. Além disso elas contribuem para a redução da ingestão calórica e para o emagrecimento, mas especialistas alertam que o uso da medicação, por si só, não substitui mudanças na alimentação e no estilo de vida. Atividade física e alimentação continuam sendo a chave principal para a manutenção do peso.

Segundo a pesquisa Ipsos Health Service Report 2025, 58% dos brasileiros afirmam já ter ouvido falar das canetas emagrecedoras.

Paralelamente, dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que 32,25% das notificações de eventos adversos relacionados à semaglutida no Brasil estão associadas ao uso fora das indicações aprovadas em bula, proporção cerca de três vezes maior do que a observada na base global da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Andrea Bottoni, nutrólogo do Hospital IGESP destaca que o cenário reforça a necessidade de uso responsável e acompanhamento médico adequado.

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“As canetas emagrecedoras reduzem a ingestão alimentar porque atuam em vias hormonais ligadas à saciedade e ao esvaziamento gástrico, com sinalização ao sistema nervoso central que o organismo está satisfeito, retardando a digestão, prolongando a sensação de plenitude após as refeições”, explica.

E continua: “Com isso, o indivíduo tende a comer menos e a se sentir saciado com porções menores, facilitando a redução do consumo calórico diário.”

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Alimentação e exercício: essenciais no tratamento

Apesar dos benefícios, a redução do apetite não garante, por si só, uma alimentação equilibrada.

Sem orientação nutricional adequada, é possível diminuir calorias sem assegurar a ingestão correta de nutrientes essenciais, e esse desequilíbrio pode favorecer a perda de massa muscular, reduzir o gasto energético basal e dificultar a manutenção do peso no longo prazo.

“Durante o tratamento, a recomendação é priorizar proteínas magras, como frango, peixe, ovos, carnes magras e verduras, legumes e frutas ricos em fibras, carboidratos complexos (arroz integral, aveia, batata-doce), além de fontes de gorduras boas, como azeite de oliva, abacate, castanhas e sementes”, acrescenta o especialista.

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A prática regular de atividade física é outro pilar indispensável, uma vez que o exercício contribui para a preservação e o ganho de massa muscular, melhora a sensibilidade à insulina, aumenta o gasto energético total e ajuda a evitar a desaceleração metabólica associada à perda de peso.

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Além disso, não se pode descartar os benefícios cardiovasculares, metabólicos e impacto positivo no bem-estar psicológico.

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“Dessa forma, as canetas emagrecedoras devem ser encaradas como uma ferramenta complementar, inserida em uma abordagem integrada que inclui reeducação alimentar, atividade física e mudanças comportamentais. A combinação dessas estratégias é fundamental para resultados sustentáveis e para a promoção da saúde de forma ampla, indo além da simples perda de peso”, finaliza o nutrólogo.

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Dor muscular: quando é um sinal de alerta?

A dor muscular é algo que pode acontecer após um treino mais intenso ou até mesmo quando há alteração de cargas na musculação. Mas, quando a dor muscular é um sinal de alerta?

A dor “normal” e a lesão estão lado a lado, principalmente após um dia de atividade física que exigiu mais do que o esperado. 

Segundo o especialista da BurnUp em medicina do esporte, Dr. Marcial Pereira, a dor muscular é um sinal de alerta quando é uma dor aguda ou lancinante, uma dor que não é muscular, mas sim na articulação, por exemplo, essa deve ser investigada e tratada. Outro fator é se aparecem “sons”, como estalos, durante o exercício ou atividades do dia a dia, isso também chama a atenção para uma investigação mais aprofundada.

A dor muscular após o treino, pode ser um sinal de que os músculos estão se adaptando ao exercício e ficando mais fortes, mas é crucial distinguir entre dor normal e dor que indica uma lesão. Um padrão de dor considerado “normal” após os exercícios, ocorre de 24 a 72 horas após o treino, especialmente após aumentar a intensidade ou tentar um novo exercício“, explica o profissional.

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Ainda de acordo com o médico do esporte, essa dor é causada por microfissuras nas fibras musculares que se reparam e se reconstroem, levando a ganhos de força. Isso é normal, contudo essa dor “normal” não impede nossas atividades diárias e nem interfere no sono, e geralmente ela desaparece em até 72 horas.

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“Febre e fadiga associadas também chamam a atenção e ligam o alerta para buscar ajuda médica”, pontua.

Além disso, é preciso ficar atento a outros sinais importantes, como inchaço ou dificuldade para se mover podem indicar uma lesão mais séria.

“Além disso, se a dor, em vez de melhorar em até 72 horas, piora com o tempo ou não melhora mesmo com repouso, isso também pode ser um indicativo de lesão. Caso a dor atrapalhe o sono ou interfira nas atividades do dia a dia, é mais um alerta de que algo não está certo”, esclarece.

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Até que ponto é possível treinar com dor?

O profissional afirma que, além de todos os sinais citados acima, é preciso avaliar o quanto esse desconforto está te incomodando e, se possível, converse sobre isso com o educador físico da sua academia também.

“De 0 a 10, o quão intenso está esse desconforto? Mais de 6? Se sim, busque trabalhar outros grupos musculares, outras regiões do corpo. Já passou 48 horas do treino e essa dor, invés de melhorar e ir reduzindo, ela está piorando? Procure atendimento médico”, disse.

Mito ou verdade: músculo trabalhado está doendo, é sinal de que está fazendo efeito?

N0ão é necessário sentir dor para ter resultado no treino, mas a dor pode ser um indicador de que o músculo está sendo trabalhado.

“A dor muscular tardia, que surge no dia seguinte ao treino, é frequentemente associada a um bom estímulo para a hipertrofia, mas a ausência de dor não significa que o treino não foi eficaz”, afirma Dr. Marcial. 

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A dor muscular é uma resposta normal. Ela é frequentemente desejável ao exercício, indicando que os músculos estão se adaptando e se fortalecendo.

“No entanto, nossa musculatura também passa por adaptações com o exercício, o que é benéfico. Em termos gerais, é como se a musculatura treinada fosse ficando mais eficiente, por isso a dor pode não ocorrer, até que a musculatura seja ativada com outros estímulos: mudanças de pesos ou dos tipos de exercícios realizados”, conta o profissional.

Tenha sempre a orientação correta!

Apesar de quem pratica atividade física estar com dor, o profissional responsável pode realizar adaptações no treino para que ela se mantenha ativa.

“É possível e recomendável ajustar diferentes aspectos do treino para manter a pessoa ativa. Isso inclui a intensidade dos exercícios, os pesos utilizados, a duração das sessões (em horas ou minutos), o grupo muscular trabalhado e até o tipo de exercício priorizado”, destaca.

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Para isso, é ideal procurar por atividades que não te levem para o caminho do sedentarismo durante aquela lesão ou período de dor, mas que sejam realizadas com a ausência de dor.

“Por exemplo: uma tendinite no punho pode te impedir momentaneamente de pegar pesos na academia, mas ainda pode te permitir correr. Uma inflamação na planta do pé te impede de correr, mas se você se sente confortável no pilates ou na academia trabalhando os membros superiores com pesos, opte por manter essas atividades”, conclui.

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Durante a Tensão Pré-Menstrual (TPM), é bastante comum perceber o surgimento de sintomas como irritabilidade, fadiga, cólica, inchaço e do...