domingo, 7 de junho de 2026

O frio chegou e as dores também? Entenda o que acontece com as articulações

Com a chegada das ondas de frio em diversas regiões do país, muitas pessoas relatam aumento nas dores articulares, rigidez muscular e desconfortos em regiões como joelhos, coluna, ombros e mãos. Mas, por que será que o frio parece piorar as dores no corpo? É o que você vai entender a seguir!

Embora isso seja frequentemente tratado como uma sensação popular, especialistas explicam que as baixas temperaturas realmente podem influenciar o organismo e intensificar sintomas já existentes.

Pessoas com artrose, lesões antigas, inflamações articulares e doenças crônicas costumam perceber esses efeitos com mais intensidade, principalmente durante períodos de frio intenso e mudanças bruscas de temperatura.

De acordo com o ortopedista especialista em células tronco, Dr. Luiz Felipe Carvalho, o frio provoca alterações fisiológicas que impactam diretamente músculos e articulações.

“O tempo tem um enorme impacto na intensidade das dores. Em temperaturas mais baixas, ocorre uma maior contração muscular e redução da circulação periférica, o que pode aumentar a rigidez e a sensação dolorosa”, explica.

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Por que o frio aumenta dores articulares?

As baixas temperaturas fazem o corpo naturalmente preservar calor, reduzindo a circulação sanguínea em algumas regiões. Isso pode gerar mais tensão muscular e menor lubrificação das articulações.

Além disso, durante o frio, muitas pessoas diminuem a prática de atividades físicas e passam mais tempo em repouso, o que contribui para piora da mobilidade.

“O sedentarismo temporário durante períodos frios também influencia muito. Quanto menos movimento existe, maior tende a ser a rigidez articular”, destaca o Dr. Luiz Felipe Carvalho.

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Outro fator muito importante é a sensibilidade de áreas previamente lesionadas. Pacientes que sofreram traumas, cirurgias ou desgastes articulares costumam apresentar maior percepção da dor em mudanças climáticas.

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Quais regiões do corpo costumam ser mais afetadas?

Joelhos, quadril, coluna cervical, lombar e ombros estão entre as regiões mais sensíveis ao frio. Isso acontece porque essas áreas sofrem grande carga mecânica no dia a dia.

Pessoas com artrose também tendem a apresentar piora dos sintomas durante o inverno, especialmente ao acordar ou permanecer muito tempo na mesma posição.

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“É muito comum observar aumento da rigidez matinal e dificuldade maior nos primeiros movimentos do dia em períodos frios”, afirma.

Movimento continua sendo fundamental

Apesar do desconforto, especialistas reforçam que manter o corpo ativo continua sendo um dos pilares mais importantes para proteger as articulações.

Alongamentos, caminhadas leves, fortalecimento muscular e exercícios supervisionados ajudam a melhorar circulação, reduzir rigidez e preservar a mobilidade.

“Muitas pessoas evitam se movimentar porque sentem dor, mas a falta de movimento pode agravar ainda mais o quadro. O ideal é manter atividades adaptadas à realidade de cada paciente”, explica o ortopedista.

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Além da atividade física, manter o corpo aquecido, ter atenção à postura e evitar longos períodos na mesma posição também ajudam a reduzir o desconforto.

Quando procurar avaliação médica?

Apesar do aumento das dores durante o frio ser relativamente comum, dores persistentes, limitações importantes de movimento ou inchaços articulares devem ser investigados.

“Quando a dor começa a limitar atividades do dia a dia ou se torna frequente demais, é importante buscar avaliação especializada para identificar a causa corretamente”, finaliza o profissional.

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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/o-frio-chegou-e-as-dores-tambem-entenda-o-que-acontece-com-as-articulacoes/

Quais cuidados são importantes para emagrecer saudável?

Para perder peso de forma saudável, o principal ponto é o déficit calórico, que nada mais é do que gastar mais do que você consome ao longo do dia. Mas isso não significa fazer dietas malucas ou deixar de comer. Hoje, a gente já entende que o mais importante é conseguir sustentar esse processo com equilíbrio e constância.

O treino de força, por exemplo, é essencial nesse processo porque ajuda a preservar e ganhar massa muscular. E isso faz toda diferença no emagrecimento, porque o objetivo não é só perder peso na balança, mas melhorar a composição corporal e perder gordura de verdade.

A alimentação também tem um papel muito importante, principalmente o consumo de proteína, que ajuda na saciedade, na recuperação muscular e até no controle da fome ao longo do dia. Não é sobre cortar totalmente carboidrato, e sim aprender a equilibrar melhor os nutrientes dentro da rotina de cada pessoa.

E uma coisa que eu sempre gosto de lembrar: nem sempre um déficit calórico muito agressivo é a melhor escolha. Às vezes a pessoa faz algo muito restritivo, perde peso rápido, mas depois não consegue manter e acaba tendo efeito rebote. O mais importante é criar hábitos que façam sentido pra vida real e que você consiga manter a longo prazo.

Por isso, o acompanhamento profissional faz muita diferença. Um nutricionista ajuda na alimentação, o profissional de educação física direciona o treino da melhor forma e o acompanhamento médico também é importante pra avaliar exames, vitaminas, hormônios, níveis de estresse… porque às vezes pequenos ajustes fazem toda diferença no resultado.

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No fim, emagrecimento saudável não acontece por um único fator. É um conjunto de hábitos funcionando juntos: treino, alimentação, sono, controle do estresse e, principalmente, constância.

Respondido por:

Rapha Brazilian, educadora física e co-founder da BOOM Fit Club. Instagram: @raphabrazilian

Proteína deixa de ser detalhe e vira peça-chave no emagrecimento; entenda

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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/boa-forma-responde/cuidados-emagrecer-saudavel/

sábado, 6 de junho de 2026

O que é a obsessão pelos 10 mil passos? Eles realmente são essenciais?

Abra qualquer rede social voltada para saúde e bem-estar e você provavelmente encontrará alguém comemorando os 10 mil passos do dia. A meta virou quase um símbolo de vida saudável, estampando relógios inteligentes, aplicativos e desafios fitness ao redor do mundo. Mas existe uma questão importante por trás dessa obsessão: os 10 mil passos realmente são um número mágico?

A resposta é não. Embora caminhar seja uma das atividades físicas mais acessíveis e benéficas para a saúde, pesquisas recentes mostram que os principais ganhos podem aparecer antes mesmo de atingir essa marca.

De onde vieram os 10 mil passos?

Ao contrário do que muita gente imagina, o número não surgiu de uma recomendação médica.  A meta nasceu no Japão, na década de 1960, como parte da campanha de lançamento de um pedômetro chamado “Manpo-kei”, que pode ser traduzido como “medidor de 10 mil passos”. O valor era fácil de lembrar e acabou se popularizando mundialmente.

Décadas depois, a ciência começou a investigar se a recomendação realmente fazia sentido.

O que os estudos mostram

Uma metanálise publicada na The Lancet Public Health analisou dados de milhares de adultos e observou que grande parte dos benefícios para a saúde aparece entre 7 mil e 8 mil passos diários.

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Nesse intervalo, os pesquisadores identificaram reduções significativas no risco de mortalidade, doenças cardiovasculares e outras condições associadas ao sedentarismo.

Os benefícios continuam aumentando acima desse número, mas em ritmo menor. Em outras palavras, os ganhos não desaparecem após 8 mil passos, mas passam a crescer de forma menos acentuada.

Menos passos ainda são melhores do que nenhum

Outro ponto importante é que não existe um limite mínimo rígido para começar a colher benefícios. Os estudos mostram que pessoas que caminham entre 4 mil e 5 mil passos por dia já apresentam riscos menores de adoecimento e morte prematura quando comparadas a indivíduos sedentários.

Isso significa que sair de 2 mil para 5 mil passos diários pode representar um ganho de saúde muito maior do que passar de 10 mil para 12 mil.

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Quantos passos você precisa dar para garantir saúde? Descubra agora!

O movimento importa mais do que o número

Embora a contagem de passos seja uma ferramenta útil para monitorar a atividade física, ela não conta toda a história. A intensidade do movimento, a prática de exercícios estruturados e a redução do tempo sentado também desempenham papéis importantes na saúde cardiovascular e metabólica.

Por isso, especialistas costumam reforçar que caminhar mais é positivo, mas não deve ser encarado como a única forma de atividade física.

Então é preciso atingir 10 mil passos?

Não necessariamente. Para muitas pessoas, especialmente aquelas que passam boa parte do dia sentadas, aumentar gradualmente o número de passos pode ser uma estratégia eficiente para se tornar mais ativa.

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Mas transformar os 10 mil passos em uma obrigação diária pode gerar frustração desnecessária.

O que realmente importa

As diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) continuam focando no volume total de atividade física ao longo da semana. A recomendação atual é acumular entre 150 e 300 minutos de atividade física moderada ou vigorosa semanalmente.

Nesse contexto, os passos são uma ferramenta útil, mas não uma regra absoluta. Afinal, quando o assunto é saúde, caminhar 7 mil passos todos os dias costuma ser muito melhor do que perseguir os 10 mil por uma semana e desistir depois.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/10-mil-passos-sao-realmente-essenciais/

O frio chegou e as dores também? Entenda o que acontece com as articulações

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