No dia 29 de setembro comemora-se o Dia Mundial do Coração, para conscientizar sobre a doença cardiovascular (DCV).
Em 2026, a campanha global “Não Perca o Ritmo” reforça que a DCV é a maior causa de morte no planeta, sendo responsável por aproximadamente 1 em cada 3 óbitos, vitimando cerca de 20 milhões de pessoas de forma precoce todos os anos no mundo. Segundo a Federação Mundial do Coração (World Heart Federation), a DCV provoca mais mortes do que o câncer e as doenças respiratórias crônicas somados.
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Muitos sintomas e fatores de risco passam despercebidos pela população e pelos órgãos públicos.
Segundo levantamento da World Heart Federation – principal organização não governamental global dedicada à prevenção e ao controle das doenças cardiovasculares -, aproximadamente 4 em cada 5 pessoas com hipertensão não têm a pressão arterial controlada de forma adequada, o que eleva consideravelmente o risco de complicações severas.
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Além disso, a organização aponta que menos de 20 países no mundo possuem um plano nacional específico para combater essas enfermidades, o que torna as ações preventivas e a conscientização individual ainda mais essenciais.
A necessidade de atenção antecipada, voltada principalmente para a população masculina, é reforçada por dados científicos e atualizações médicas recentes.
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Um estudo do projeto CARDIA (Coronary Artery Risk Development in Young Adults), publicado no Journal of the American Heart Association, acompanhou adultos por mais de 30 anos e mostrou que os homens começam a desenvolver doenças cardiovasculares, em média, sete anos antes das mulheres.
O que é importante para a longevidade?
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Quando analisada a doença coronariana (causa do infarto), o início ocorre cerca de dez anos mais cedo nesse grupo, com as taxas de risco passando a se distanciar de forma mais acentuada a partir dos 35 anos.
A esse cenário soma-se a nova Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), que redefiniu os critérios de normalidade e passou a enquadrar o histórico “12 por 8” (120/80 mmHg) na categoria de pré-hipertensão. A mudança busca incentivar mudanças no estilo de vida antes que a doença se instale completamente e proteger órgãos vitais como rins, cérebro e o próprio coração.
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A boa notícia é que a maioria das mortes por doenças cardiovasculares pode ser prevenida com pequenas escolhas diárias. Incorporar hábitos ativos melhora significativamente a saúde ao longo do tempo:
- Movimentar-se mais: trocar o elevador pelas escadas, fazer pausas ativas no trabalho para caminhar ou descer do transporte público uma estação antes ajudam a manter o corpo em movimento.
- Fazer escolhas alimentares inteligentes: adotar trocas saudáveis nas refeições diárias e reduzir o consumo excessivo de sal reduz o risco de hipertensão.
- Realizar check-ups periódicos: aferir a pressão arterial e fazer exames preventivos em postos de saúde ou clínicas permite identificar fatores de risco antes que causem complicações.
- Acompanhar o seu progresso: praticar caminhadas, andar de bicicleta ou dançar com amigos são formas simples de manter a consistência e continuar em movimento.
“Reconhecer os sinais de alerta com rapidez e praticar mudanças simples no dia a dia são as ferramentas mais poderosas que temos para evitar complicações graves e garantir mais anos de vida com qualidade. Para viabilizar esse acompanhamento na rotina corrida, é fundamental realizar um check-up com consultas e exames essenciais — como laboratoriais, ECG, ecocardiograma e teste ergométrico, facilitando a prevenção e o diagnóstico precoce” , orienta o Dr. Thiago Ghorayeb Garcia, cardiologista do Centro Médico e Diagnóstico (CMD) do Hospital Nipo-Brasileiro (HNIPO).
Ao unir conscientização e cuidados práticos no cotidiano, a instituição e seus profissionais reforçam seu compromisso de promover a saúde cardiovascular e incentivar a população a adotar estilos de vida equilibrados para uma vida mais longa e saudável.
Qual atividade física faz mais bem para o coração?
De acordo com o médico cardiologista Dr. Roberto Yano, os exercícios aeróbicos costumam ocupar posição de destaque quando o objetivo é fortalecer o coração.
“O coração é um músculo e responde positivamente aos estímulos físicos adequados. Atividades aeróbicas trazem adaptações cardiovasculares importantes, melhorando a capacidade de bombeamento do sangue, a eficiência da circulação e a utilização de oxigênio pelo organismo”, explica.
Cardio antes ou depois da musculação? Quatro estratégias para potencializar cada objetivo
Exercícios aeróbicos lideram a lista
Caminhada, corrida, ciclismo, natação e dança estão entre as atividades mais recomendadas para a saúde cardiovascular.
Esse grupo de exercícios aumenta a frequência cardíaca de forma controlada, estimulando o sistema circulatório e fortalecendo o músculo cardíaco. Além dos benefícios diretos para o coração, essas atividades também auxiliam no controle do estresse, fator que tem relação importante com a saúde cardiovascular.
“Os exercícios aeróbicos melhoram não apenas a capacidade cardiorrespiratória, mas também contribuem para reduzir níveis de ansiedade e tensão emocional, fatores que podem impactar negativamente a saúde do coração ao longo do tempo”, destaca o cardiologista.
Não esqueçam da musculação!
Durante muitos anos, os exercícios de força foram vistos principalmente como aliados da estética e do ganho muscular. Hoje, a medicina reconhece que eles também desempenham papel relevante na prevenção cardiovascular.
O fortalecimento muscular melhora o metabolismo, favorece o controle da pressão arterial e ajuda na manutenção da composição corporal saudável, fatores que influenciam diretamente o risco cardiovascular.
“A musculação complementa os benefícios dos exercícios aeróbicos. Ela contribui para o controle metabólico, melhora a sensibilidade à insulina e auxilia na preservação da massa muscular, especialmente com o avanço da idade”, afirma o Dr. Roberto Yano.
O melhor exercício é aquele que pode ser mantido
Apesar de algumas modalidades apresentarem vantagens específicas, a consistência costuma ser mais importante do que a escolha da atividade em si. Uma pessoa que pratica regularmente uma atividade de que gosta tende a obter mais benefícios do que alguém que abandona rapidamente um programa de exercícios considerado ideal.
“Não existe uma modalidade única que seja superior para todas as pessoas. O melhor exercício é aquele que respeita as condições individuais, pode ser realizado com segurança e se torna parte da rotina. A regularidade é um dos fatores mais importantes para a proteção cardiovascular”, ressalta.
Movimento como investimento em saúde
O sedentarismo continua sendo um dos principais fatores de risco modificáveis para doenças cardíacas. Em contrapartida, incorporar movimento à rotina traz benefícios que vão além da prevenção de problemas cardiovasculares, impactando também disposição, qualidade do sono, saúde mental e longevidade.
“Quando falamos em saúde do coração, estamos falando de um conjunto de hábitos. A atividade física é um dos pilares mais importantes porque atua simultaneamente em diversos mecanismos de proteção cardiovascular”, conclui o Dr. Roberto Yano.
Quais os benefícios da atividade física à memória?
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source
https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/dia-mundial-do-coracao-habitos-simples-ajudam-a-prevenir-doencas/