As ondas de calor afetam diretamente as mulheres na menopausa e, entre os sintomas já reclamados, estão os conhecidos fogachos.
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“Fogachos são ondas súbitas de calor, muitas vezes acompanhadas de suor, palpitação e rubor facial, que podem acontecer no período diurno, porém são mais frequentes à noite, causando insônia, porque a mulher cobre e descobre durante à noite”, explica a ginecologista Ana Paula Fabrício, com Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia (TEGO). Mas o calor ambiental pode intensificar esses sintomas.
De acordo com a ginecologista, os fogachos acontecem porque, na menopausa, a queda do estrogênio desregula o centro de controle da temperatura no cérebro, tornando-o mais sensível. “O corpo já está tentando dissipar calor devido às altas temperaturas. Como o organismo da mulher na menopausa tem um controle térmico mais instável, o verão atua como um gatilho, intensificando os sintomas”, acrescenta a médica.
Fogachos na menopausa X ocasionais
A profissional explica que os fogachos da menopausa são diferentes daqueles ocasionais, que podem surgir em qualquer mulher em situações de estresse ou alterações hormonais passageiras.
3 estratégias que ajudam a manter o equilíbrio de forma sustentável na menopausa
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“Na menopausa, os fogachos são frequentes, persistentes, mais frequentes à noite e podem durar anos, prejudicando sono, energia e qualidade de vida”, diz a médica.
Dependendo da mulher, o clima quente aumenta a frequência e/ou o desconforto. “Algumas percebem mais episódios; outras não têm aumento no número, mas cada crise se torna mais intensa e incômoda”, reforça a Dra. Ana.
Além disso, os relatos mais comuns sobre os fogachos descrevem uma sensação súbita de calor que parece vir de dentro, como se, de repente, o corpo fosse pegar fogo, especialmente na região do tórax e do pescoço.
“No entanto, existem outras descrições de como as mulheres sentem esses sintomas vasomotores, por exemplo a sudorese noturna, que, às vezes, não cria uma sensação repentina de calor, mas faz a mulher acordar completamente suada; ou apenas a percepção de sentir mais calor do que o normal, sem as ondas características”, completa o Dr. Igor Padovesi, ginecologista, autor do livro ‘Menopausa Sem Medo’ (Editora Gente), especialista em menopausa certificado pela North American Menopause Society (NAMS).
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Calor ambiental e fogachos: qual a diferença?
Dra. Ana Paula explica que é simples diferenciar o calor ambiental (ondas de calor) dos fogachos. O primeiro incomoda a todos; já os fogachos aparecem de forma repentina, mesmo em ambientes frescos e no inverno, e geralmente vêm acompanhados de suor e sudorese, com sensação súbita de calor que cessa tão rápido quanto começou.
“É comum sentir calafrios após os suores, por isso a mulher cobre e descobre várias vezes à noite, dorme mal e acorda cansada. Os fogachos podem atrapalhar o sono, provocar fadiga durante o dia, irritabilidade, dificuldade de concentração e até sintomas ansiosos ou depressivos, comprometendo desempenho profissional, relações pessoais e autoestima”, explica a médica.
Como reduzir o desconforto dos fogachos?
Dentre as estratégias que ajudam a reduzir o desconforto, a ginecologista sugere: usar roupas leves de algodão ou linho; manter o ambiente ventilado ou climatizado; evitar álcool, cafeína e comidas muito condimentadas; hidratar-se constantemente; e praticar respiração e técnicas de relaxamento para reduzir o estresse.
“Atividade física e dieta equilibrada diminui a frequência dos fogachos. Também sugerimos evitar o consumo de açúcar e carboidratos à noite”, diz a médica.
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Mas para resolver a questão, é necessário buscar ajuda médica. “A mulher deve procurar ajuda quando os fogachos começam a atrapalhar o sono, a rotina ou a autoestima. Hoje temos tratamentos hormonais, com reposição individualizada e personalizada através dos implantes hormonais, terapia transdérmica ou oral. E tratamentos não hormonais, com medicação fitoterápica, controle da alimentação e associado a ajustes de estilo de vida com atividades física regular, yoga, pilates e musculação”, destaca a Dra. Ana Paula Fabrício.
“A combinação do tratamento da reposição hormonal com um estilo de vida saudável é um alicerce poderoso para viver esse momento com qualidade e se preparar para o envelhecimento de maneira empoderada e ativa”, finaliza o Dr. Igor.
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source
https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/calor-menopausa-fogachos-pioram-verao/