sexta-feira, 24 de abril de 2026

O que pode ser dor no joelho ao treinar?

Os motivos mais comuns para dores no joelho durante os treinos envolvem uma combinação de fatores mecânicos e de sobrecarga.

Os principais incluem execução inadequada dos exercícios, sobrecarga ou aumento rápido de intensidade/volume, desequilíbrio muscular, alterações biomecânicas e falta de mobilidade.

Além disso, existem causas estruturais mais específicas, por exemplo, síndrome femoropatelar, tendinites, lesões de menisco, lesões ligamentares e condropatias (desgaste da cartilagem).

Como saber se a dor no joelho é por execução incorreta?

A dor no joelho por execução inadequada ou sobrecarga surge durante o exercício, geralmente melhora com descanso, não costuma gerar inchaço significativo, não limite atividades do dia a dia e é mais “localizada e “previsível”.

Já a dor no joelho com característica patológica tende a persistir mesmo em repouso, piora progressivamente, pode vir acompanhada de inchaços, desencadeia sensação de instabilidade ou travamento e provoca uma limitação funcional.

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Quando se preocupar com a dor no joelho durante o treino?

É fundamental se preocupar com a dor no joelho durante o treino quando ela é persistente e se manifesta com outros incômodos, como inchaços visíveis, estalos, perda de força, sensação de instabilidade ou limitação de movimento.

Nesses casos, o mais importante é interromper a atividade que está causando dor e procurar avaliação médica especializada. Insistir no treino pode transformar uma lesão simples em algo mais complexo.

Respondido por:

Carlos de Nigris González, médico ortopedista, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)

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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/boa-forma-responde/dor-no-joelho-ao-treinar-o-que-pode-ser/

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Por que a constância é melhor do que a performance? Entenda

Muitas pessoas acham que treinar bem significa alcançar sempre o limite máximo, atingindo aquela sensação de exaustão ao final. Mas a verdade é que a constância é muito melhor do que a performance na prática de exercícios físicos. Isso quer dizer que de nada adianta pegar um dia e dar tudo de si, sendo que não é possível sustentar esse ritmo a longo prazo.

Geralmente, um treino simples realizado com regularidade costuma oferecer mais benefícios do um que programa considerado ideal no papel, porém extremamente difícil de manter na rotina e que pode, até mesmo, gerar frustração e desmotivar o praticante.

A seguir, reunimos evidências científicas que comprovam que a constância está entre os segredos mais importantes para a evolução!

O corpo se adapta ao que é frequente, não ao que é ideal

A adaptação fisiológica acontece quando o organismo é exposto repetidamente a um estímulo. Força, condicionamento e composição corporal mudam de forma progressiva, conforme o treino se torna parte da rotina.

Uma revisão publicada no Journal of Strength and Conditioning Research mostrou que a frequência semanal do treinamento tem impacto direto nos ganhos de força e resistência, independentemente do método utilizado. Ou seja, aparecer e repetir conta mais do que acertar todos os detalhes técnicos desde o início.

O problema do treino “perfeito” que nunca acontece

Quando o foco está apenas no treino ideal, qualquer imprevisto vira motivo para desistir. Falta tempo, energia, disposição ou condições ideais, e o treino acaba sendo adiado. Esse padrão interrompe a continuidade, que é justamente o que sustenta os resultados.

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Estudos sobre adesão ao exercício, como o publicado no British Journal of Sports Medicine, mostram que a regularidade é um dos principais fatores associados à manutenção da atividade física no longo prazo. Rotinas mais simples e realistas tendem a ser mantidas por mais tempo do que programas complexos e difíceis de seguir.

Constância também protege contra lesões e frustrações

Outro ponto importante é que a constância permite progressões mais seguras. Quando o treino acontece de forma regular, o corpo se adapta gradualmente às cargas e intensidades, reduzindo o risco de lesões por excesso ou picos repentinos de esforço. Estudos sobre gerenciamento de carga mostram que a regularidade é mais eficaz do que picos de esforço isolados.

De acordo com um estudo, também publicado no British Journal of Sports Medicine, aumentos bruscos de volume e intensidade elevam o risco de lesão, enquanto treinos consistentes e progressivos permitem melhor adaptação do corpo e reduzem interrupções na rotina.

O que realmente sustenta resultados

Resultados duradouros vêm de hábitos consistentes, não de semanas perfeitas isoladas. Treinar três vezes por semana durante meses tende a gerar mais impacto do que seguir um plano intenso por poucos dias e depois abandonar.

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Diretrizes do American College of Sports Medicine reforçam que a prática regular de atividade física é o principal fator associado a benefícios cardiovasculares, metabólicos e musculares, independentemente do tipo exato de exercício escolhido.

O treino perfeito pode até existir no papel, mas é a constância que transforma o corpo na vida real. Manter uma rotina possível, adaptável e sustentável é o que permite evolução contínua, menos frustração e mais resultado ao longo do tempo.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/constancia-melhor-do-que-performance/

Rabdomiólise por exercício: entenda a condição que destrói as fibras musculares

Você sabia que existe uma condição capaz de destruir as fibras musculares por conta do esforço físico extremo? Ela se chama rabdomiólise induzida pelo exercício. 

“A rabdomiólise ocorre quando há uma lesão muscular aguda, que libera componentes intracelulares na corrente sanguínea, como a proteína mioglobina”, explica Washington Alves, profissional de Educação Física da UBS Jardim Lídia, gerenciada pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.      

 

O profissional destaca que em excesso, a proteína pode sobrecarregar e levar à insuficiência renal. “Outras substâncias, como a creatina quinase (CK) e o potássio, também são liberadas e podem provocar alterações metabólicas relevantes, incluindo arritmias cardíacas”, completa. 

Principal gatilho: ultrapassar os limites

O esforço físico extremo é um dos principais gatilhos, especialmente quando combinado à falta de preparo adequado, desidratação, recuperação insuficiente, exposição ao calor ou ambientes pouco ventilados.

O consumo de álcool, o uso de determinados medicamentos e condições clínicas prévias também elevam o risco. 

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Essa preocupação ganha força em um cenário de aumento da prática de atividade física no país. Dados do Vigitel, do Ministério da Saúde, mostram que 40,6% dos adultos brasileiros atingem o nível recomendado no tempo livre, número que vem crescendo na última década. Além disso, tendências apontam os treinos de alta intensidade entre os mais populares atualmente.  

O organismo responde ao estímulo do exercício, mas precisa de um intervalo para se reconstruir. É nesse processo de recuperação que a evolução acontece”, afirma Washington.  

Segundo o especialista, o problema não está na intensidade, mas na repetição do esforço sem a devida recuperação. “O risco começa quando treinar em estado de exaustão e ignorar a dor vira um padrão. O corpo deixa de se adaptar e passa a emitir sinais de alerta.” 

Sinais de alerta 

Os primeiros sintomas podem ser confundidos com dores comuns do pós-treino, mas é fundamental estar atento a manifestações que fogem do padrão: 

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  • Dor muscular desproporcional: persistente e, por vezes, incapacitante, dificultando movimentos simples. 
  • Fraqueza e rigidez: perda de força e dificuldade em contrair ou relaxar o músculo afetado. 
  • Inchaço (edema) e sensibilidade na região muscular. 
  • Urina escura: sinal clássico de alerta, com coloração semelhante à de um refrigerante de cola, indicando a presença de mioglobina. 
  • Sintomas sistêmicos: mal-estar generalizado, náuseas, vômitos e cansaço extremo. 

 “É crucial notar que a urina escura, embora seja um sinal clássico, pode não estar presente em todos os casos, o que tende a atrasar o diagnóstico. Ao identificar um conjunto desses sintomas, a avaliação médica imediata é indispensável”, complementa o profissional. 

O equilíbrio é a melhor prevenção 

A lógica da superação constante, muitas vezes leva à negligência do descanso, parte essencial de qualquer programa de treinamento. 

“Muitas pessoas ainda associam dor à eficácia, o que é um equívoco perigoso. Existe uma diferença clara entre o esforço que gera adaptação e o excesso que leva à lesão”, alerta o especialista. 

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Na maioria dos casos, a condição pode ser evitada com medidas básicas: 

  • Respeitar a progressão gradual em volume e intensidade. 
  • Manter uma hidratação adequada antes, durante e após o exercício. 
  • Garantir períodos de descanso suficientes para a recuperação muscular. 
  • Evitar treinar em condições ambientais extremas (calor e umidade elevados) ou locais sem ventilação adequada. 
  • Reconhecer os sinais de exaustão e saber a hora de parar. 

 Embora a rabdomiólise seja considerada uma condição rara na população geral, sua gravidade exige atenção. “O segredo para um progresso seguro e duradouro não é treinar até o limite todos os dias. Pelo contrário, é o equilíbrio que garante resultados e, acima de tudo, preserva a saúde”, finaliza. 

Faltar um dia de treino atrapalha os resultados?

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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/rabdomiolise-por-exercicio-entenda-a-condicao-que-destroi-as-fibras-musculares/

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