quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Fazer spinning, natação, dança, etc., substitui a necessidade de fazer musculação?

Spinning, natação, dança, caminhada e outras modalidades diferentes da musculação são ótimas para fôlego, humor e mais… Entretanto, será que elas funcionam como substitutas para os treinos de força e conseguem “cobrir” os efeitos que eles geram no nosso organismo? A resposta curta é: não.

Embora as atividades aeróbicas sejam aliadas para uma série de fatores relacionados ao bom funcionamento do corpo, essas opções não podem ser encaradas como um atalho que dispensa a musculação. Existem impactos positivos que são mais consistentes quando você inclui os treinos de força no seu dia a dia.

No que a musculação se destaca?

Um dos principais benefícios oferecidos pela musculação que outras atividades não tendem a reproduzir com a mesma eficiência é a questão da hipertrofia “A musculação é mais potente em termos de hipertrofia muscular, contribuindo para o aumento da massa magra e potencializando a queima de calorias”, afirma Cau Saad, personal trainer.

Contudo, isso não quer dizer que spinning, natação e dança não envolvam os músculos durante a prática. O que acontece é que o aeróbico não tem como foco o ganho de massa, mas sim a melhora do sistema cardiorrespiratório e da resistência física.

“O estímulo aeróbico também promove fatores hipertróficos, em menor escala do que na musculação, mas seu foco não esta nisso, e sim no desempenho de nosso sistema cardiorrespiratório, que irá proporcionar um gasto energético durante e após o exercício”, diz a personal trainer.

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Os treinos de força permitem progressão gradual – indispensável para desafiar os músculos conforme eles se adaptam aos exercícios, controle de volume e intensidade (ajustes em números de séries, repetições e cargas) e trabalho direcionado para as regiões.

Além disso, vale mencionar que a musculação pode trazer repercussões mais interessantes na parte óssea frente a modalidades de baixo impacto, por exemplo, a natação.

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A literatura científica sugere que a carga mecânica provocada pelo exercício estimula o aumento da massa muscular, provoca estresse mecânico no esqueleto e eleva a atividade dos osteoblastos, células responsáveis pela formação óssea, de acordo com uma revisão divulgada na plataforma PubMed Central.

Por que combinar aeróbico e musculação é uma boa ideia?

Tendo isso em vista, o que costuma ser uma boa ideia é combinar o estímulo aeróbico e o trabalho de fortalecimento muscular, já que um complementa o outro e cada um deles desempenha um papel importante na manutenção da saúde e do bem-estar.

Uma pesquisa divulgada no Journal of Strength and Conditioning Research apontou que programas de oito semanas que uniram o treino aeróbico ao resistido tiveram uma maior redução de gordura corporal e aumento de massa magra, em comparação aos que foram realizados de forma isolada. A estratégia também foi associada à melhorias significativas no condicionamento físico geral.

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“Nosso corpo não é composto por um único tecido. Ele possui vários tecidos e múltiplas capacidades físicas, que são melhor desenvolvidas quando combinamos diferentes estímulos. Combinar musculação e aeróbico faz com que uma enorme cascata de reações induza uma evolução mais eficiente e equilibrada”, finaliza Saad.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/spinning-natacao-danca-substitui-musculacao/

Seis meses depois de retomar rotina de treinos, Mel Maia mostra resultados

Mel Maia está mostrando os resultados da sua dedicação na academia. A atriz, escalada para a novela Avenida Brasil 2, publicou uma foto após o treino junto com sua personal, Carol Vaz.

No registro, Mel aparece de short e top, mostrando boa forma e que está preparada para a rotina de gravações. Veja a seguir:

Duas mulheres sorridentes, uma jovem e outra mais velha, posam para uma selfie no espelho de uma academia. A jovem, à esquerda, veste top e shorts brancos, segurando o celular. A mulher mais velha, à direita, veste regata preta e flexiona o braço, exibindo o bíceps. Ambas têm cabelos escuros e curtos, e o fundo mostra equipamentos de ginástica e uma janela com vista para árvores
<span class="hidden">–</span>@melissamelmaia/Reprodução Instagram
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Mel disse em entrevista que retomou os treinos em fevereiro. “Em um momento difícil da minha vida, eu perdi massa magra e massa gorda, foi aí que pedi ajuda”, revelou a atriz.

A atriz foi alvo de comentários sobre suas aparência, após publicar um vídeo treinando, em abril. Na ocasião, Mel respondeu às críticas: “Quanto comentário insensível…Todo mundo sabe que é difícil voltar à rotina normal depois de um momento difícil”, disse a atriz, que, na época, havia perdido sua mãe.

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Quanto tempo de academia para resultados visíveis no corpo?

De acordo com Brucce Cota, professor de educação física e gerente executivo da rede Contorno do Corpo, a transformação visual costuma ficar mais evidente entre 8 e 12 semanas de consistência na prática de academia.

“Mas é claro que esse tempo recebe influência de uma série de fatores (descanso, alimentação e boa técnica, por exemplo) e do ponto de partida de cada indivíduo”, pontua.

A regra geral, segundo o profissional, é que a performance sempre vem antes da estética. Logo no início, as mudanças mais marcantes não são as do espelho, mas sim o que chamamos de ganhos funcionais. Você vai sentir mais força, melhor coordenação nos movimentos e uma disposição muito maior para o dia a dia.

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No campo mental, o impacto é quase imediato: melhora no sono, redução do estresse e aquela sensação de bem-estar e confiança que surge logo após o treino.

Você vai sentir que a roupa está mais folgada ou que o músculo está mais firme por volta do segundo mês, mas uma mudança impactante no corpo exige um pouco mais de tempo e disciplina contínua.

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O corpo humano prioriza a adaptação, não a estética rápida. Leva tempo para o tecido cicatrizar, para o sistema nervoso se ajustar e para a composição corporal realmente mudar de forma sustentável.

A evolução é a soma de pequenos esforços diários; quem tenta atalhos ou treina de forma agressiva demais acaba se lesionando ou abandonando o processo antes de colher os melhores frutos.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/seis-meses-depois-de-retomar-rotina-de-treinos-mel-maia-mostra-resultados/

Quatro mitos e verdades sobre agachamento que você precisa saber

A atividade física está cada vez mais fazendo parte da rotina das pessoas. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Datafolha de 2025 com pessoas de 16 anos ou mais em 113 municípios do país, a caminhada lidera entre as atividades físicas dos brasileiros que se exercitam, citada por 25%, seguida pela musculação, com 13%.

Ou seja, para quem está saindo do sofá, merece muitos aplausos! Essa corrente em busca de saudabilidade também gera dúvidas em torno dos movimentos funcionais e, neste caso, o agachamento está no topo da lista.

De acordo com Anderson Teu, personal trainer da Academia Gaviões 24h, o exercício é considerado o mais completo porque trabalha vários grupos musculares ao mesmo tempo, como quadríceps, glúteos, posteriores, abdômen e lombar, além de melhorar mobilidade, equilíbrio e estabilidade.

“O agachamento é um movimento anatômico natural presente no dia a dia, como sentar e levantar de uma cadeira, e por isso seu fortalecimento melhora a autonomia e a qualidade de vida em todas as idades“, explica.

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Com a possibilidade de ser executado em diferentes variações e para diversas finalidades, o educador físico destaca mitos e verdades a respeito do agachamento. Veja a seguir:

1. Agachamento prejudica o joelho? Mito

“O agachamento não é um vilão. O movimento serve justamente para fortalecer os músculos das pernas e criar uma espécie de proteção natural para os ossos e articulações do joelho, preparando o corpo para absorver melhor os impactos da rotina. Agachar só se torna um problema quando a pessoa faz a execução errada, com carga inadequada ou sem supervisão técnica, expondo o corpo a riscos desnecessários”, esclarece Anderson.

2. A técnica importa mais do que colocar muito peso? Verdade.

“A carga deve ser compatível com a capacidade de executar o movimento com controle. Aumentar o peso progressivamente é mais apropriado do que sacrificar a execução para levantar mais. O crescimento muscular, denominado hipertrofia, depende de um estímulo bem direcionado ao músculo, e isso só acontece quando o movimento é feito corretamente. Com a técnica ruim, o esforço se espalha para outras regiões e o risco de lesão aumenta”, pontua.

3. Agachamento trabalha só as pernas? Mito.

“Mesmo focado nos membros inferiores, o agachamento exige bastante do abdômen e das costas, que atuam como estabilizadores da coluna durante todo o movimento. Por isso, o exercício também contribui para a postura e para o fortalecimento do core”, destaca.

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4. A técnica ajuda no aumento dos glúteos? Verdade.

“Uma boa execução aumenta a eficiência do exercício e contribui para estimular os glúteos. Fatores como a profundidade do movimento, o posicionamento dos pés e o controle na subida e na descida fazem diferença na ativação da musculatura. Aliada à progressão de carga, à alimentação adequada e ao descanso, a técnica correta favorece o ganho de massa muscular na região”, conclui o profissional.

Para quem está começando, o ideal é buscar a orientação de um profissional de educação física, que poderá avaliar a mobilidade, ajustar a técnica e indicar a variação mais adequada ao objetivo de cada pessoa, seja fortalecimento, reabilitação ou ganho de massa muscular.

Quais os benefícios do agachamento (além da estética)?

Os benefícios do agachamento vão muito além da parte estética.

De acordo com um estudo de 2018, ele é capaz de garantir maior ativação de músculos que sustentam as costas do que o exercício de prancha.

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Por atuar no core e nos estabilizadores, o agachamento é um grande aliado para otimizar a realização de atividades diárias, melhorar o equilíbrio e a postura e aliviar dores na lombar.

Além disso, o fortalecimento de coxas e glúteos é considerado essencial para se mover com mais conforto e menos dor. Atividades como caminhar, curvar-se e até subir escadas se tornam mais fáceis e seguras quando essas partes do corpo estão firmes.

Outro ponto é que os agachamentos podem contribuir para o desenvolvimento de força e velocidade explosivas, que, por sua vez, podem elevar o desempenho atlético.

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Um alerta: antes de incluir um exercício no treino, o melhor a se fazer é consultar um profissional de educação física.

Como fazer o agachamento livre?

Esse tipo mais básico de agachamento usa apenas o peso do corpo para resistência. Quando você começa, a pressão do agachamento deve ser aplicada quase uniformemente nos pés. Imagine um triângulo na sola do pé, com pressão aplicada igualmente em três áreas: na frente do pé, logo atrás do dedão do pé, na frente do pé, atrás do dedo mínimo, e no calcanhar.

  1. Comece com os pés ligeiramente mais afastados que a largura dos quadris e os dedos ligeiramente voltados para fora.
  2. Mantendo o peito para cima e para fora e a pressão uniforme nos pés, contraia os abdominais e transfira o peso de volta para os calcanhares enquanto empurra os quadris para trás.
  3. Abaixe-se e agache-se até as coxas ficarem paralelas com o chão. Se conseguir, agache além.
  4. Mantenha o peito para fora e o núcleo contraído enquanto empurra os calcanhares para voltar à posição inicial. Contraia os glúteos na posição superior.
  5. Execute 10–15 repetições. Trabalhe até 3 séries.
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Como dar mais ênfase nos glúteos?

Se você quer dar mais ênfase aos glúteos durante a execução do agachamento, vale a pena prestar atenção no ângulo de inclinação do tronco e na amplitude do movimento.

Uma pesquisa divulgada no Journal of Strength and Conditioning Research conclui que:

  • Agachamentos mais profundos (com quadris abaixo dos joelhos) recrutam significativamente mais os glúteos em comparação com agachamentos parciais;
  • Inclinar o tronco levemente para frente aumenta a ativação do glúteo máximo, pois exige maior extensão do quadril ao final do movimento;
  • A postura dos pés mais afastados (como no agachamento sumô) também favorece o trabalho dos glúteos e adutores.

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Fazer spinning, natação, dança, etc., substitui a necessidade de fazer musculação?

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