domingo, 20 de setembro de 2026

Exercício intenso faz bem para todo mundo?

Aumentar a intensidade do exercício físico não significa necessariamente que você conseguirá potencializar os benefícios da prática. Essa estratégia tende a ser arriscada em muitos casos, principalmente quando o indivíduo está saindo do sedentarismo ou tem diagnósticos como problemas cardiovasculares.

“O exercício físico é uma das principais ferramentas para prevenção e controle das doenças cardiovasculares, mas a intensidade precisa ser compatível com a condição clínica e o nível de condicionamento de cada pessoa”, explica o cardiologista 00, da Kora Saúde.

“O que representa um esforço adequado para um indivíduo treinado pode ser excessivo para alguém sedentário”, alerta ele.

A resposta do coração ao exercício recebe influência de aspectos que incluem condicionamento físico, idade, histórico familiar, diabetes, colesterol elevado, obesidade e doenças já identificadas. Tendo isso em vista, fica claro que não existe uma intensidade de atividade física considerada ideal para todo mundo.

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Recomendações para iniciantes

Para iniciantes na prática de atividades físicas, o mais indicado é elevar a intensidade e o volume dos treinos de maneira gradual, sempre respeitando os próprios limites e o ritmo de evolução e de adaptação do corpo.

“O principal erro é tentar começar pelo nível mais alto de esforço porque aquela é a rotina de outra pessoa. O exercício precisa ser sustentável e progressivo. Mais importante do que treinar no limite é conseguir manter uma rotina de atividade física ao longo do tempo”, afirma Brandão.

A cautela deve ser maior para casos de sedentarismo prolongado e início repentino de atividades de alta intensidade. Quem sofre com histórico de doenças cardiovasculares ou outras doenças também deve redobrar o cuidado em relação à intensidade dos treinos.

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“Não significa que uma pessoa com fator de risco cardiovascular não possa fazer exercício intenso. Em muitos casos, ela poderá praticá-lo. A questão é entender qual intensidade é segura e adequada para aquele paciente, considerando sua condição clínica e seu condicionamento”, ressalta o cardiologista.

Sinais de alerta

Existem alguns sintomas durante ou após a atividade física que não devem ser ignorados, por exemplo, falta de ar desproporcional ao esforço, tontura, desmaio, dor ou pressão no peito, palpitações persistentes ou queda inexplicada no rendimento. Nessas situações, é fundamental procurar avaliação médica.

“O objetivo não deve ser simplesmente treinar mais forte. O exercício mais benéfico é aquele que está adequado à pessoa, pode ser realizado com segurança e consegue ser incorporado de maneira consistente à rotina”, conclui André Brandão.

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Como a atividade física protege a saúde do seu coração?

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/exercicio-intenso-faz-bem-para-todo-mundo/

Por que o corpo muda mesmo quando a balança mostra o mesmo peso?

00ara muitas pessoas, a balança funciona como o principal indicador de transformação corporal. Ganhar peso significa aumentar medidas; perder peso significa diminuir o corpo.

Na prática, porém, a relação entre peso e aparência é muito mais complexa. É possível manter praticamente o mesmo número na balança durante anos e, ainda assim, perceber mudanças importantes no contorno corporal.

“A calça que antes vestia perfeitamente começa a apertar em determinada região. O abdômen ganha um novo formato, mesmo sem aumento significativo do peso. Os braços parecem menos definidos, enquanto outras áreas passam a apresentar maior acúmulo de gordura ou alterações na firmeza da pele”, explica o cirurgião plástico Dr. Carlos Manfrim, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Essas transformações ajudam a explicar por que peso corporal e composição corporal não são sinônimos. Duas pessoas podem apresentar exatamente o mesmo peso e ter corpos completamente diferentes.

O número da balança não informa quanto daquele peso corresponde à massa muscular, gordura, água ou outros componentes do organismo.

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Além disso, a distribuição da gordura corporal pode influenciar a silhueta de maneira tão ou até mais significativa que o peso total.

Segundo a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), o peso corporal total é a soma de todos os componentes do organismo, incluindo músculos, ossos, água e gordura.

Mas há diferença entre ganhar peso por um crescimento muscular e ganhar peso por maior acúmulo de gordura.

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“A massa magra inclui músculos, ossos, órgãos e água. Um aumento na massa magra geralmente está associado a um estilo de vida saudável e pode indicar boa saúde muscular, densidade óssea e hidratação adequada. O monitoramento da massa gorda é importante para avaliar o excesso de peso ou obesidade. No entanto, a distribuição da gordura corporal, como a quantidade de gordura abdominal, também é relevante para a saúde, pois pode estar relacionada ao risco de doenças cardiovasculares e metabólicas”, destaca a nutróloga.

“O percentual de gordura corporal é outro indicador importante, que expressa a proporção de gordura em relação ao peso total do corpo. Valores ideais podem estar associados a menor risco de doenças relacionadas ao excesso de peso”, completa ela.

A redução da massa muscular, quando ocorre, por exemplo, pode modificar a relação entre tecido muscular e gordura mesmo sem uma mudança expressiva no peso total.

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“Da mesma forma, alterações na distribuição do tecido adiposo podem fazer com que determinadas regiões passem a concentrar mais volume”, diz a cirurgiã plástica Dra. Heloise Manfrim, cirurgiã plástica e membro titular da SBCP.

A preocupação além do número dado pela balança é fundamental na menopausa, segundo a Dra. Patricia Magier, ginecologista formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e criadora do Método Plena para cuidado da mulher de forma completa, profunda e individualizada.

Para ela, um exemplo é quando mulheres menopausadas tentam dietas muito restritivas, que induzem à perda rápida de peso, mas boa parte dessa perda vem de massa muscular.

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“Isso compromete gravemente a saúde na menopausa e no climatério”, fala a Dra. Patricia.

“Nesse contexto, o foco do emagrecimento para mulheres na menopausa deve ser a recomposição corporal e a melhora metabólica, e não simplesmente a balança. Uma mulher pode pesar o mesmo que antes, mas estar com muito mais saúde se ela tiver mais músculos e menos gordura visceral. O peso isolado é uma métrica ultrapassada”, destaca a ginecologista.

A endocrinologista Dra. Deborah, com pós-graduação em Endocrinologia e Metabologia pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro (SCMRJ), adiciona o conceito de recomposição corporal, que traz aumento de músculo com diminuição de gordura.

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“Mas a recomposição corporal é complexa e exige disciplina e paciência. Todos os macronutrientes (carboidrato, proteína e gordura) desempenham papéis importantes na dieta. No entanto, principalmente nos idosos, a proteína é considerada o macronutriente mais crítico, justamente pela sua ação na manutenção da massa muscular, na síntese de proteínas e no reparo dos tecidos. Aliada ao exercício físico, também melhora a hipertrofia dos músculos”, revela a Dra. Deborah.

Para pacientes que perderam muito peso em dietas de recomposição corporal, a flacidez de pele também pode aparecer – mesmo com o ganho de músculo.

“E a cirurgia plástica corporal pode ajudar atuando sobre questões anatômicas específicas. Ela pode remover excesso de pele e melhorar determinados contornos; mas é claro que ela não substitui alimentação adequada, atividade física ou acompanhamento médico. É fundamental entender qual é a origem da queixa para indicar corretamente qualquer tratamento”, acrescenta a Dra. Heloise.

“Para alguns pacientes, especialmente após perdas ponderais expressivas, podem permanecer excesso de pele e alterações em regiões como abdômen, braços, mamas, coxas e dorso. É nesse cenário que a cirurgia plástica corporal pode ter um papel importante. Procedimentos como abdominoplastia, braquioplastia, lifting de coxas, cirurgias das mamas e outras técnicas de contorno corporal podem ser indicados de acordo com as características e necessidades individuais”, comenta o Dr. Carlos.

Por isso, o tratamento corporal não pode ser definido olhando apenas para a balança. O peso é apenas uma das informações. A decisão envolve avaliação da distribuição da gordura, qualidade da pele, estrutura muscular, proporções corporais e expectativas do paciente.

“É a soma desses fatores que permite construir um planejamento mais seguro e coerente”, conclui o Dr. Carlos Manfrim.

Hipertrofia muscular causa ganho de peso?

 

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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/corpo-muda-peso-balanca/

REDMI Watch 6: o relógio é bom para quem treina?

O monitoramento da sua saúde está cada vez mais próximo de um clique. Relógios esportivos chegaram com tecnologias inovadoras, trazendo diversas informações relacionadas ao seu desempenho, frequência cardíaca e oxigenação do sangue.

Dentre os diversos modelos, um dos últimos lançamento da XIAOMI, o REDMI Watch 6 possui funções para todos os gostos e estilos, quando o assunto é saúde, principalmente. Mas, será que ele vale para quem tem uma rotina de treinos intensa, como corrida ou triathlon? 

REDMI Watch 6: monitoramento de saúde e esportes 

Minhas primeiras impressões do modelo foi o quanto ele é compacto. A tela possui display AMOLED de 5,26 cm, com bordas ultrafinas, simétricas de apenas 2mm, com bateria de 550mAh.

Mas, vamos ao que interessa: e as atividades físicas?

Eu pratico desde musculação, passando por corrida e Muay Thai. Tanto esses esportes, quanto qualquer outro, o monitoramento da frequência cardíaca é importante para entender como está o seu corpo dentro daquele estímulo.

Com o Watch 6, além da frequência cardíaca, você também pode monitorar a oxigenação do sangue, além de entender como foi seu sono (ponto importante para quem treina, pois sabemos o quanto o descanso faz parte do processo) e até seu nível de estresse. 

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Mulher deitada em uma cama, com cabelo escuro e camisa marrom, olhando e tocando a tela de um smartwatch cinza no pulso esquerdo, que exibe a hora 8:50 e botões Snooze e Dismiss
<span class="hidden">–</span>./Divulgação

Com dados fornecidos pelo relógio após a prática das atividades, eu pude acompanhar a minha frequência cardíaca em momentos de “explosões” nos treinos e avaliar como estava a minha oxigenação após as atividades físicas, já que sabemos o quanto o oxigênio é um dos principais combustíveis para a produção de energia necessária para a contração muscular. 

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Além dos 3 esportes citados acima, o REDMI Watch 6 possui mais 150 modos esportivos, desde modalidades indoor, outdoor e também é resistente à água (esportes aquáticos também entram na lista). 

Prós e contras do REDMI Watch 6

Prós:

  • Bateria com autonomia de até 24 dias em uso leve e 12 dias em uso típico. 
  • Fácil de manusear com tela touch ou por meio dos dois botões físicos laterais
  • Monitoramento de saúde essencial para quem pratica qualquer atividades físicas
  • Mais de 150 tipos de esportes para todos os gostos e estilos.
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Contras:

  • Se você utiliza relógios de forma intensa, a bateria do REDMI Watch 6 dura até 7 dias.
  • A pulseira possui engate rápido, mas para tirar o relógio do pulso, é um pouco difícil o manuseio. 
  • Para quem corre com planilhas on-line, o REDMI Watch 6 ainda não conta com plataformas como o Training Peaks. 

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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/blog-do-corre/redmi-watch-6/

Exercício intenso faz bem para todo mundo?

Aumentar a intensidade do exercício físico não significa necessariamente que você conseguirá potencializar os benefícios da prática. Essa e...