quarta-feira, 3 de junho de 2026

Os Smurfs Run transforma corrida de rua em experiência para toda a família

Quando a gente vê que outras pessoas se interessam pela corrida, dá aquele quentinho no coração. E a Helena Saigh, que é repórter de Boa Forma junto comigo, está experimentando esse universo e sua primeira prova foi na Os Smurfs Run.

Ela contou toda experiência dela no texto abaixo e, pode ter certeza que vai te inspirar a correr também!

Os Smurfs Run une gerações em São Paulo

Nem toda corrida de rua é sobre pace, recordes pessoais ou metas de desempenho. Algumas provas apostam em uma proposta diferente: transformar a atividade física em uma experiência de entretenimento capaz de atrair desde corredores experientes até quem nunca participou de um evento do tipo. Foi essa a proposta da Os Smurfs Run, corrida temática inspirada nos personagens azuis que marcaram gerações.

Realizada no último domingo, dia 31,  no Parque Villa-Lobos em São Paulo, a prova reuniu percursos de corrida e caminhada em um ambiente pensado para toda a família. A temática estava presente em praticamente todos os detalhes, desde os kits entregues aos participantes até as ativações espalhadas pela área do evento.

Ainda cedo, o parque já estava movimentado. A camiseta oficial do kit era azul e ajudava a criar uma espécie de mar de Smurfs entre os participantes. Alguns foram além e apareceram fantasiados, com gorros e acessórios inspirados nos personagens. O kit incluía camiseta, número de peito, pulseira de identificação, ecobag temática e brindes como snacks e vitaminas.

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A programação começou uma hora antes do horário marcado para a largada, ou seja: 6h da manhã. Com um aquecimento coletivo que foi realizado no palco principal, qualquer resquício de sono que restava no ar desapareceu. A música agitada, as orientações do instrutor, e todos se movimentando em conjunto, deixou o ambiente rapidamente animado e divertido. 

Minha primeira corrida de rua

Foi nesse cenário que participei da minha primeira corrida de rua.

Até pouco tempo atrás, correr parecia algo distante da minha realidade. Apesar de praticar diferentes modalidades, a corrida nunca fez parte da minha rotina. Por isso, quando surgiu a oportunidade de participar da Os Smurfs Run, enxerguei na prova a chance perfeita de sair da zona de conforto e descobrir, na prática, por que tantas pessoas se apaixonam pelo esporte.

O percurso foi de 5Km, distância considerada uma das mais acessíveis para quem está começando a correr. Apesar da expectativa de encarar uma prova pela primeira vez, a atmosfera do evento ajudou a diminuir a tensão. Diferentemente de corridas mais voltadas para performance, o clima era leve e descontraído.

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Motivando e torcendo pelos corredores durante a largada estavam alguns dos personagens mais queridos da franquia, como Papai Smurf, Smurfette, Desastrado e Gênio. Ver os personagens acenando, tirando fotos e incentivando os participantes ajudou a trazer ainda mais energia para o momento. Confesso que a empolgação da largada me fez começar o percurso mais animada e confiante do que eu imaginava.

Quatro personagens Smurfs em fantasias, incluindo a Smurfette, Papai Smurf e Gênio, posam na linha de partida de uma corrida, com corredores e uma roda-gigante ao fundo. Um cronômetro digital exibe
Smurfette, Papai Smurf, Desastrado e Gênio participaram da largada e incentivaram os corredores antes do início da prova../Divulgação

Ao longo do percurso, a proposta da prova ficava ainda mais evidente. Logo nos primeiros minutos, tive uma percepção que muitos corredores iniciantes provavelmente compartilham: o primeiro quilômetro demorou muito mais para chegar do que eu esperava. Na minha cabeça, a distância parecia bem menor. Mas a energia dos participantes ajudava a manter o espírito do evento, e também na cobrança pessoal. Famílias, grupos de amigos e corredores de diferentes níveis dividiam o mesmo espaço, cada um vivendo a experiência à sua maneira e no seu próprio ritmo.

Meu objetivo era simples: completar os 5Km. Para isso, percebi que teria que alternar momentos de corrida e caminhada, tentando manter um ritmo confortável do início ao fim. E, mesmo sem experiência em provas de rua, em nenhum momento a corrida pareceu intimidadora. Pelo contrário, o ambiente acolhedor e o caráter lúdico do evento ajudavam a tornar a experiência mais leve.

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Conforme os quilômetros passavam, as placas de distância se transformaram em uma motivação extra. Cada nova marca alcançada trazia uma sensação de progresso e me deixava mais animada para continuar. Ver o número diminuir até a linha de chegada tornava o desafio mais concreto e, ao mesmo tempo, mais possível. Outro ponto que ajudou bastante foram os postos de hidratação espalhados pelo percurso. Em uma manhã fria, a hidratação é de extrema importância, e encontrar água gelada ao longo da corrida fez diferença para recuperar o fôlego, manter o conforto e seguir em frente com mais disposição.

A partir do terceiro quilômetro, comecei a me sentir mais confortável com o ritmo da prova. O nervosismo inicial deu lugar à vontade de aproveitar a experiência. Passei a observar mais o ambiente ao redor, os diferentes perfis de participantes e a energia coletiva que se formava ao longo do trajeto. Foi também quando percebi que a corrida não precisava ser encarada apenas como um desafio físico. Havia algo de muito prazeroso em compartilhar aquele momento com centenas de pessoas que estavam ali pelo mesmo objetivo: se movimentar, se divertir e chegar até o final do percurso.

Talvez esse seja um dos principais diferenciais da Smurfs Run. Em vez de colocar o foco exclusivamente no desempenho, a prova aposta na diversão como forma de incentivar o movimento. Para quem já corre, é uma oportunidade de viver uma experiência diferente. Para quem está começando, pode ser uma porta de entrada para o universo das corridas.

Muito além da linha de chegada

Cruzar a linha de chegada teve um significado especial. Além da medalha temática dos Smurfs (minha primeira medalha de corrida), os participantes encontravam uma estrutura preparada para prolongar a experiência. Havia distribuição de bananas para recuperação pós-prova, além de diversas ativações espalhadas pelo espaço.

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Mão feminina segura medalha da corrida Smurfs Run Brasil 2026, com Smurfette e Gênio em relevo, cogumelos vermelhos e fita azul estampada, sobre gramado verde
A medalha temática foi entregue aos corredores após a conclusão dos 5 km.Helena Saigh/BOA FORMA

Pipoca, algodão doce, brinquedos infláveis para crianças e áreas temáticas inspiradas nos personagens ajudavam a manter o clima de diversão mesmo depois do término da corrida. Um dos espaços mais disputados era o ambiente inspirado na personagem Smurfette, onde era possível ter o seu cabelo feito e decorado por especialistas. 

Mais do que uma corrida de rua, Os Smurfs Run mostrou como eventos esportivos podem ir além da competição. Ao combinar atividade física, entretenimento e nostalgia, a prova consegue aproximar diferentes gerações e tornar a corrida mais acessível para quem ainda vê a modalidade como algo distante. E talvez seja justamente esse o seu maior acerto: lembrar que correr também pode ser sinônimo de diversão.

Corrida de rua: 4 motivos para começar a praticar a modalidade

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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/blog-do-corre/os-smurfs-run-transforma-corrida-de-rua-em-experiencia-para-toda-a-familia/

Dia Mundial da Corrida: os benefícios para corpo e mente

Todo ano, na primeira quarta-feira de junho comemora-se o Dia Mundial da Corrida ou Global Running Day. E nada melhor do que falarmos dos benefícios dessa modalidade que conquistou o mundo e cada vez mais atrai pessoas a se desafiarem nas mais variadas distâncias para melhorar a qualidade de vida, afinal, a corrida traz benefícios para corpo e mente!

De acordo com uma pesquisa publicada no Journal of the American College of Cardiology, correr, mesmo por apenas 5 a 10 minutos por dia e em baixa velocidade, está associado à redução do risco de morte por todas as causas e por doenças cardiovasculares.

O médico do esporte, Carlos Ulloa, membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife, afirma que a corrida também pode trazer ganhos para a mente.

“Além de ajudar a melhorar a capacidade cardiorrespiratória, fortalecer músculos e articulações, a corrida também está associada à liberação de substâncias relacionadas à sensação de bem-estar e prazer, contribuindo para um sono melhor”, explica.

Pesquisas e estudos científicos que falam dos benefícios da corrida para corpo e mente não param por aí. A revisão de estudos publicada no International Journal of Environmental Research and Public Health, reforça que a corrida está associada a efeitos positivos, especialmente na redução de sintomas relacionados à depressão e à ansiedade.

Mas, não saia por aí já correndo! É preciso preparação, fortalecimento e ajuda de profissionais para auxiliarem nos seus treinos.

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Correr no frio: 5 cuidados para treinar em baixas temperaturas

Carlos pontua que é preciso fazer uma adaptação gradual para evitar desconfortos e reduzir o risco de lesões.

Pensando nisso, o especialista trouxe algumas dicas muito importantes para você iniciar na corrida de forma segura, confortável e sem se machucar:

Comece alternando caminhada e corrida

Para iniciantes, uma das estratégias mais indicadas é alternar pequenos períodos de corrida com caminhada. Isso ajuda o corpo a ganhar resistência progressivamente e reduz a sobrecarga muscular.

“Não existe necessidade de começar correndo rápido ou longas distâncias. O mais importante no início é criar consistência e respeitar os limites do corpo”, orienta Ulloa.

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Uma forma prática de começar é fazer treinos de 20 a 30 minutos alternando 1 minuto de corrida leve com 2 minutos de caminhada em ritmo acelerado. A recomendação é repetir esse ciclo ao longo do treino, sem preocupação com velocidade ou distância.

Depois de algumas semanas, conforme o corpo se adapta, é possível evoluir gradualmente para 2 minutos correndo e 2 caminhando, depois 3 minutos correndo e 1 caminhando, até conseguir correr continuamente de maneira confortável.

Outro ponto importante é manter um ritmo em que ainda seja possível conversar durante a corrida, sem sensação intensa de falta de ar. Isso ajuda a evitar exageros no começo e torna a adaptação mais confortável e sustentável.

4 dicas para melhorar o condicionamento físico na corrida

Respeite o tempo de recuperação

O descanso faz parte da adaptação física. Especialmente no começo, dias de pausa entre os treinos ajudam músculos e articulações a se recuperarem adequadamente.

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Alimente-se e hidrate-se de forma equilibrada

A hidratação adequada é importante antes, durante e depois da corrida, principalmente em dias mais quentes. Além disso, carboidratos ajudam a fornecer energia para o exercício, enquanto proteínas contribuem para a recuperação muscular após a atividade.

Não compare seu ritmo com o de outras pessoas

Cada pessoa tem um condicionamento físico, histórico esportivo e ritmo de evolução diferente. Comparações podem gerar frustração e até excesso de esforço.

Fortaleça os músculos

O treino de musculação precisa estar na rotina de quem corre, pois são os músculos que absorvem o impacto das passadas evitando danos articulares.

“Hoje sabe-se que pessoas com o ‘core’ fortalecido – região central do corpo, que envolve coxas, glúteos e abdômen — têm menos chances de lesão”, comenta o profissional.

Mito ou verdade: corrida faz mal para o joelho?

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Valorize a regularidade

Mais importante do que intensidade no começo é manter frequência. Corridas leves e consistentes tendem a trazer melhores resultados no longo prazo do que treinos intensos esporádicos.

Vou acrescentar um outro ponto: tenha a orientação de um profissional especializado: seja personal ou assessorias de corrida, é importante você entender o tipo de treino, se deseja ter uma prova-alvo ou até mesmo evoluir na corrida sem participar de provas. Eu conto um pouco aqui sobre ser ou não vantajoso contratar uma assessoria de corrida.

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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/blog-do-corre/dia-mundial-da-corrida-os-beneficios-para-corpo-e-mente/

Por que o treino precisa mudar após os 40 para continuar dando resultados?

Você treina. Talvez duas, três vezes por semana. Acorda cedo, vai à academia, cumpre a série. E mesmo assim, quando olha no espelho, sente que o corpo não está respondendo como deveria. A barriga continua no lugar. A massa muscular não aparece.

A energia no fim do dia deixa a desejar. E uma pergunta vai ganhando força na cabeça: o que estou fazendo de errado? A resposta, na maioria das vezes, não é falta de esforço. É falta de estratégia.

O corpo de um homem ou de uma mulher com 40 anos ou mais é fisiologicamente diferente do que era aos 25. Isso não é pessimismo, é biologia, e entender essa diferença é o primeiro passo para não travar mais e começar a evoluir de fato.

A partir dos 40 anos, o organismo passa por transformações importantes. Os níveis de testosterona nos homens caem cerca de 1% ao ano após os 40 anos, segundo a Mayo Clinic. Nas mulheres, a aproximação da menopausa traz alterações hormonais que impactam diretamente a composição corporal e a disposição.

Ao mesmo tempo, aparece com mais intensidade a sarcopenia (perda progressiva de massa muscular) e o metabolismo começa a responder de forma mais lenta a estímulos que antes repercutiam bem.

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Tudo isso significa que o treino que funcionava aos 25 pode simplesmente não funcionar mais. Não foi porque o corpo ficou “ruim”, mas porque ele mudou e o treino não acompanhou essa mudança.

O problema não é o quanto você treina, mas como você treina

Um dos erros mais comuns entre pessoas acima dos 40 é insistir no volume sem pensar na qualidade. Mais séries, mais exercícios, mais dias na academia, porém o resultado costuma ser o oposto do esperado. Ocorre acúmulo de fadiga, a recuperação fica lenta, há maior risco de lesão e, naturalmente, menos resultado.

O que a ciência mostra é que, nessa faixa etária, o treino de força bem estruturado (com cargas progressivas, exercícios compostos e recuperação adequada, por exemplo) é o estímulo mais eficiente para preservar e ganhar massa muscular, além de manter o metabolismo ativo e melhorar a composição corporal. Então não é sobre treinar mais, é treinar com propósito.

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A intensidade importa, mas o descanso importa é tão importante quanto ela. O corpo acima dos 40 precisa de mais tempo para se recuperar entre as sessões, mas ignorar isso é uma das principais razões pelas quais tantas pessoas treinam com dedicação e não obtêm retorno.

O treino precisa ser pensado para o seu corpo, para a sua rotina e para o resultado que você quer alcançar. Isso inclui escolher os exercícios certos, respeitar a progressão de carga, organizar os dias de treino de forma inteligente e dar atenção à alimentação e ao sono, que são parte inseparável do processo de capacitação física.

Uma pessoa com 42 anos, que dorme mal, trabalha sob pressão e tem pouco tempo disponível, precisa de um treino diferente de outra com a mesma idade e com uma rotina mais tranquila. O corpo não funciona no vácuo, e o treino também não pode funcionar assim.

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Começar a treinar depois dos 40 (ou retomar após um período parado), é totalmente possível e traz benefícios comprovados para a saúde física e mental. No entanto, exige que a pessoa abandone a ideia de que esforço isolado é suficiente. Porque o esforço sem direção cansa, no entanto, o esforço com estratégia, transforma.

Se o seu corpo não está respondendo bem, possivelmente não seja hora de treinar mais, e sim de treinar diferente.

Respondido por:

Rairtoni Pereira, personal trainer há mais de 10 ano e autor do livro “5 Atitudes para criar o hábito de se exercitar todos os dias”. Instagram: @raypersonaltrainer

Resistência física: 5 exercícios que você pode incluir na sua rotina

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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/boa-forma-responde/treino-apos-40-anos/

Os Smurfs Run transforma corrida de rua em experiência para toda a família

Quando a gente vê que outras pessoas se interessam pela corrida, dá aquele quentinho no coração. E a Helena Saigh, que é repórter de Boa For...