A cantora e compositora Majur, que faz sucesso com suas músicas sobre empoderamento e relações afetivas, precisou adotar novos hábitos em sua rotina para melhorar sua qualidade de vida. Não apenas iniciando a prática de atividades físicas, mas também cuidando da alimentação, da saúde mental, trabalhando a autoestima de forma consciente.
E foi por meio de um exame de bioimpedância que veio o sinal: 37% de gordura no corpo. “Aquilo foi um alerta muito importante para mim. Entendi que precisava mudar meus hábitos não só pela estética, mas principalmente pela minha saúde e qualidade de vida”, contou Majur, hoje com 15 quilos a menos, em entrevista à Boa Forma.
Veja o bate-papo completo a seguir!

Hábitos conscientes
Qual foi o principal motivo para você adotar esse novo estilo de vida, que resultou no seu emagrecimento?
Primeiro, eu busquei acompanhamento com um endócrino porque percebia um descontrole hormonal que me fazia comer por ansiedade e como forma de saciação.
Através de um exame de bioimpedância, detectamos um acúmulo de 37% de gordura no corpo, e aquilo foi um alerta muito importante para mim. Entendi que precisava mudar meus hábitos não só pela estética, mas principalmente pela minha saúde e qualidade de vida.
O que mais mudou na sua rotina desde que adotou estes novos hábitos?
Entrei em um novo ritmo de vida. Hoje tenho muito mais consciência sobre alimentação, treino e disciplina. Passei a organizar melhor minha rotina, cuidar mais do meu corpo e respeitar meus limites.
Também percebo que tenho mais disposição nos shows, energia e autoestima no dia a dia. Agora, estou dentro do peso ideal, com 1,93m e 89 kg. O segredo é você querer.
E que hábitos são esses? A prática de atividades físicas, essa mudança no seu estilo de vida, trouxeram uma reconexão com você mesma? Por que?
Com certeza. Hoje mantenho uma rotina muito focada na minha saúde e performance. Fiz um tratamento acompanhado por endocrinologista, com uso de tirzepatida, aliado a uma dieta equilibrada e musculação.
Também reeduquei completamente meu paladar: estou sem beber, não tenho “dia do lixo” e passei a fazer escolhas mais conscientes no dia a dia. Tudo isso me trouxe uma reconexão comigo mesma porque comecei a me enxergar com mais disciplina, cuidado e amor próprio.
O que te motiva a movimentar o seu corpo hoje? Quais são os seus objetivos com os exercícios físicos?
Hoje meu maior objetivo é continuar evoluindo. Já alcancei meu peso ideal, mas sigo me desafiando diariamente. Quero secar mais, ganhar mais músculos e manter meu corpo em alta performance.
Alimentação essencial em todo o processo
A alimentação também entrou nesse processo? Como você faz para ter disciplina na alimentação?
A alimentação foi essencial em todo o processo. Aprendi que disciplina não é sofrimento, é constância. Hoje sigo uma alimentação balanceada, rica em proteína, whey protein e muita fibra.
O mais importante foi mudar minha relação com a comida e entender que eu precisava me alimentar para nutrir meu corpo e me sentir bem.
Investimento que vale a pena
O que você considera essencial no seu autocuidado hoje, não por obrigação, mas porque te faz bem de verdade?
Hoje, meu maior autocuidado é investir em mim mesma. Cuidar da saúde, treinar, me alimentar bem e manter minha rotina me fazem bem de verdade.
Aprendi que mudar hábitos exige dedicação, constância e também investimento, mas é um retorno que vale muito a pena.
O que você faz para preservar a sua saúde mental? Tem algo que virou a sua “válvula de escape”?
Faço terapia porque acredito muito na importância de cuidar da saúde mental, e estar na praia e ao ar livre também me faz muito bem, porque eu amo a praia.
Essas coisas me ajudam a desacelerar, recarregar as energias e manter meu equilíbrio emocional.
A academia também acabou se tornando uma válvula de escape importante para mim, porque é um momento em que consigo focar em mim, aliviar a ansiedade e me sentir mais forte mentalmente.
Quando você se olha no espelho hoje, o que mais te chama atenção por dentro e por fora?
Minha autoestima mudou completamente. Eu cheguei a usar manequim 46 e hoje voltei aos 40. Claro que a mudança física chama atenção, porque minhas roupas voltaram a caber.
Mas, por dentro, o que mais mudou foi minha confiança. Hoje me sinto mais segura, feliz e satisfeita comigo mesma.

Se cuidar e se amar
Suas músicas falam de temas como relações afetivas e, principalmente, empoderamento, o que traz pautas de autocuidado, amor-próprio e a relação com a própria imagem. Quando você pensa nesses assuntos, qual a principal mensagem que deseja passar para as pessoas?
Quando eu escrevo, acabo colocando muito da minha vida nas músicas. Falar sobre amor-próprio e empoderamento sempre foi algo natural pra mim, porque eu gosto da ideia de que a música também pode fazer as pessoas se sentirem mais fortes e acolhidas.
Acho que todo mundo passa por fases, por idas e vindas, e não precisamos entrar em desespero por causa de uma situação difícil. As coisas mudam, a gente aprende, cresce e recomeça. Pra mim, enquanto a gente está vivo, nunca é tarde pra sonhar, se cuidar e aprender a se amar cada vez mais.
Você recentemente desfilou no Rio Fashion Week e, pra você, como é representar tantas outras mulheres trans em um palco onde a diversidade está conquistando seu espaço, que ainda não é tão grande?
Assim que comecei a cantar e aparecer na mídia, percebi que a minha imagem passou a ser representativa. Foi aí que entendi que a minha presença nesses espaços também tinha um sentido coletivo e político.
Desfilar no Rio Fashion Week tem um peso muito especial pra mim, mas também faz parte de uma trajetória que já vem acontecendo há algum tempo, já tive outras oportunidades de ocupar espaços importantes na moda e no showbiz como pioneira, e em todos eles sinto que ainda estamos construindo espaço aos poucos.
De fato, estar ali é sobre isso: mostrar que nós pertencemos e abrir caminhos. Se eu cheguei até aqui, outras também podem chegar.
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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/majur/
