sexta-feira, 3 de julho de 2026

Mito x verdade: Fazer abdominal afina a cintura?

Fazer abdominal afina a cintura? Quando o assunto é a redução de medidas nessa região, é fundamental ter em mente que não existem soluções milagrosas — nem mesmo exercícios que, por si só, tragam esse resultado. Não dá para escolher de onde o corpo vai eliminar a gordura: esse processo acontece de maneira sistêmica no nosso organismo.

Mito x verdade: Fazer abdominal afina a cintura?

Ao contrário do que muitas pessoas acham, fazer abdominal, de maneira isolada, não afina a cintura. Apesar do exercício recrutar músculos localizados na região do abdômen, ele não é capaz de promover a queima de gordura apenas nessa área.

“Por si só, o abdominal não promove o emagrecimento e nem afina cintura. A perda de gordura depende de um déficit calórico geral e de outros cuidados, incluindo dieta equilibrada, uma rotina de treinos completa, o gerenciamento do estresse e um sono de qualidade”, ressalta o Dr. Daniel Oliveira, ortopedista especialista em coluna vertebral e diretor do Núcleo de Ortopedia e Traumatologia de Belo Horizonte.

Para que serve abdominal?

O abdominal consiste em um movimento que favorece ganhos estéticos interessantes, entre eles, a definição e da firmeza da barriga. Mas seus benefícios vão muito além disso e incluem também a melhora da estabilidade da coluna vertebral, prevenção de dores, aumento da capacidade funcional, redução do risco de lesões, melhora da postura e desenvolvimento da flexibilidade.

“Ele ativa principalmente o músculo reto abdominal, responsável pela flexão do tronco. Além disso, trabalha músculos oblíquos internos e externos e o músculo transverso do abdome”, cita Oliveira.

Continua após a publicidade

Como fazer abdominal?

Deite-se de costas, dobre os joelhos e coloque as mãos atrás da cabeça. Agora puxe o abdômen, a cabeça e o ombro para cima e enrole-se, avançando em direção ao joelho, volte e repita.

Acompanhe o nosso WhatsApp

Quer receber as últimas dicas e matérias incríveis de Boa Forma direto no seu celular? É só se inscrever aqui, no nosso canal no WhatsApp

Posso descansar sentado entre as séries?

Publicidade



source https://boaforma.abril.com.br/movimento/fazer-abdominal-afina-cintura/

Michelle des Bouillons explica o que é preciso para enfrentar uma onda de quase 25 metros

Em dezembro de 2025, durante uma etapa da WSL em Nazaré, Portugal, Michelle des Bouillons viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. A brasileira de 35 anos, surfou uma onda que, segundo uma medição preliminar, alcançou 24,99 metros e pode superar o recorde mundial feminino. O resultado oficial ainda será analisado pelo Guinness World Records, mas, para a surfista, a conquista começou muito antes de entrar no mar.

Reconhecida como um dos principais nomes do surfe de ondas gigantes no Brasil, Michelle competia na modalidade tow-in, em que o atleta é rebocado por um jet ski até ondas que seriam impossíveis de alcançar remando. Em Nazaré, praia portuguesa conhecida pelas maiores ondas do planeta, ela entrou na água pensando apenas em fazer uma boa bateria.

“Eu não entrei lá pensando em pegar a maior onda do mundo. Eu entrei focada na competição. O mar estava gigante, mas também estava muito bom, com vento favorável e a parede da onda lisinha. Isso me deu confiança”, conta.

Quando uma série ainda maior se formou, seu parceiro de tow-in, Ian Cosenza, acelerou o jet ski em direção à onda. Naquele instante, Michelle entendeu que enfrentaria um dos maiores desafios da vida. “Eu queria tanto vencer aquela competição que não dei margem para o medo.”

Assista ao momento em que Michelle surfa a onda de 24,99 metros:

MICHELLE_by YUNES KHADER
Continua após a publicidade

O preparo começa muito antes do mar

Muito antes de descer uma onda gigante, Michelle passa horas treinando fora do mar. Para ela, a coragem só aparece quando existe confiança no próprio preparo. “Grande parte de vencer o medo é confiar no meu preparo físico, na minha performance e no meu corpo.”

A rotina de treinos reúne musculação, exercícios funcionais e um trabalho voltado para a biomecânica, adaptado às necessidades do seu corpo e às exigências do surfe de ondas gigantes. “Eu treino muita força. Faço musculação, exercícios funcionais voltados para a minha biomecânica e para o meu esporte. Cada pessoa tem um corpo e funciona de uma forma diferente, então trabalho isso junto com o meu treinador.”

Outro pilar da preparação é a apneia, habilidade essencial para quem enfrenta ondas gigantes. Durante a temporada em Nazaré, Michelle inclui treinos específicos para aumentar a capacidade de permanecer sem respirar, simulando situações em que pode ficar submersa após uma queda. O objetivo é melhorar o controle da respiração e manter a calma mesmo em condições extremas.

Apesar do trabalho realizado na academia, ela acredita que o principal treinamento acontece no próprio oceano. “A maior parte do meu treino é dentro da água. A gente passa muito tempo sendo rebocado pelo jet ski e isso trabalha o corpo inteiro, dos pés aos braços.”

Continua após a publicidade

Além da força e da resistência, esse treinamento também exige equilíbrio, coordenação e estabilidade para controlar a prancha em alta velocidade antes mesmo de iniciar a descida da onda.

Preparar a mente faz parte do treino

Se o corpo precisa estar pronto para suportar a força do oceano, a mente também precisa aprender a lidar com um ambiente extremo.“É impossível falar de ondas gigantes sem falar de medo.”

Segundo Michelle, o trabalho psicológico acontece diariamente, muito antes das competições. “É tudo muito intenso. A força da onda, o barulho, o balanço do mar… Não é um ambiente em que você está confortável. Por isso a gente treina tanto, para se sentir cada vez mais seguro.”

Na descida da onda de quase 25 metros, a concentração tomou conta. “Quando cheguei na base da onda, a sombra dela cobriu a luz do sol. Escutei o estrondo da onda quebrando e senti a espuma batendo na minha perna. Pensei: ‘Eu não posso cair aqui’.”

Continua após a publicidade

Ela conseguiu concluir a manobra e, naquele momento, teve a sensação de que havia vivido algo especial, embora ainda não soubesse a dimensão do feito.

A confiança também vem de quem está ao lado

Além do preparo físico e mental, Michelle acredita que a segurança para enfrentar ondas gigantes depende da equipe. Ela destaca a parceria com Ian Cosenza, responsável por rebocá-la até as ondas, e com outros surfistas experientes, como Lucas Chumbo, que fazem parte de sua rotina.

“Eu confio muito neles. Somos amigos há muitos anos. Eles dão a vida deles por mim e eu dou a minha por eles.” Para a atleta, essa relação faz toda a diferença quando as condições do mar são extremas. “Eu sei que, se eu cair, eles vão estar lá. Isso me dá muita confiança.”

Mulher sorridente em roupa de neoprene preta e azul claro, de pé sobre uma prancha de surf rebocada por um jet ski cinza pilotado por um homem de boné e roupa preta, em mar agitado com montanhas e prédios ao fundo
Michelle des Bouillons ao lado de Ian Cosenza, seu parceiro.Arquivo pessoal/Divulgação
Continua após a publicidade

O possível recorde só veio depois

Apesar de sentir que havia surfado uma onda diferente, Michelle conta que só começou a entender a dimensão da conquista após o fim da competição. “Eu sabia que ela era muito grande, mas em nenhum momento pensei em recorde.”

Foi apenas depois de receber mensagens de outros surfistas e analisar as imagens da bateria que percebeu que poderia ter entrado para a história. “Vários atletas começaram a dizer que aquela podia ser uma onda de recorde. Aí eu comecei a entender o tamanho do que tinha acontecido.”

A medição preliminar apontou 24,99 metros, número que, se confirmado oficialmente, superará o recorde mundial feminino. Enquanto aguarda a análise final, Michelle prefere manter o foco no significado daquele momento. “Quero muito trazer esse título para o Brasil.”

Natação alivia dor nas costas?

Publicidade



source https://boaforma.abril.com.br/movimento/michelle-des-bouillons-revela-como-preparou-corpo-e-mente-para-onde-de-25-metros/

Depois dos 40, treinar força faz mais diferença do que muita gente imagina

Por muito tempo, emagrecer foi associado a exercícios de cardio, dietas e aquela relação de amor e ódio com a balança. Mas, um estilo de treino passou despercebido pelas mulheres e agora a ciência está cada vez mais o destacando nos processos de emagrecimento: o treino de força.

O treino de força pode ser uma das estratégias mais eficientes para perder gordura corporal com saúde, especialmente após os 40 anos e durante a menopausa.

“Nessa fase da vida, a musculação vai melhorar a composição corporal. O músculo sustenta os nossos ossos. E o maior risco da mulher na menopausa, junto com as doenças cardiovasculares e o câncer, é a osteoporose. Então eu sempre indico iniciar ou continuar a musculação”, explica a Dra. Ana Paula Fabricio, ginecologista com Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia (TEGO).

O também ginecologista Dr. Igor Padoves complementa que a recomendação mais atual é que se a mulher tiver que escolher um tipo de modalidade para praticar, que ela escolha a musculação ou treinos de resistência.

“Qualquer atividade física é benéfica, tem benefício cardiovascular, tem inúmeras outras vantagens e benefícios comprovados, porém se a mulher quiser fazer exercício aeróbico, que também é ótimo, o ideal seria associá-lo com treinos de resistência; e se tiver que escolher um tipo de atividade física seria treino de resistência”, pontua o profissional.

Treino de força é um grande aliado no processo de emagrecimento sim!

Dra. Ana Paula Fabricio explica que, mais do que “ganhar músculos”, exercícios resistidos, como musculação, pilates com carga, treinamento funcional e exercícios com peso corporal, promovem adaptações metabólicas importantes que favorecem o emagrecimento e ajudam a combater os efeitos hormonais típicos dessa fase da vida.

Continua após a publicidade

“A mulher costuma procurar o exercício pensando apenas em gastar calorias naquele momento, mas o treino de força vai muito além disso. Ele ajuda a preservar e aumentar a massa muscular, que é metabolicamente ativa. Quanto mais músculo a pessoa tem, maior tende a ser o gasto energético ao longo do dia”, explica a médica.

Utilizar peso no abdominal queima mais calorias?

A recomendação e adicionar dois ou mais dias de exercícios de fortalecimento muscular por semana a fim de combater a perda muscular relacionada à idade e aumentar a densidade mineral óssea, é o ideal. Para o Dr. Nélio Veiga Junior, ginecologista pós-doutorando em Menopausa, o treinamento de equilíbrio ajuda a evitar quedas e consequentes fraturas como yoga, tai chi e pilates oferecem suporte comprovado.

Treino de força: também aliado na menopausa

Isso ganha ainda mais relevância durante a menopausa. Com a queda do estrogênio, é comum ocorrer aumento da gordura abdominal, perda progressiva de massa magra, redução da força física e maior resistência à insulina.

“O resultado pode ser um metabolismo mais lento, maior dificuldade para emagrecer e alterações na composição corporal mesmo sem grandes mudanças na alimentação”, diz a Dra. Ana.

Continua após a publicidade

Outro ponto relevante é que, na menopausa, é comum que a mulher perca massa muscular de forma acelerada, fenômeno conhecido como sarcopenia.

“Essa perda vai além da estética e impacta diretamente o metabolismo, a mobilidade, a saúde óssea e até o risco cardiovascular”, diz. Nesse cenário, o treino de força funciona quase como um “freio biológico” contra parte dessas mudanças. “Além de aumentar o gasto calórico indireto, ele melhora a sensibilidade à insulina, favorece o controle glicêmico, reduz processos inflamatórios associados ao excesso de gordura visceral e contribui para maior autonomia física ao longo do envelhecimento”, diz.

Quais são os melhores exercícios para quem está na menopausa?

Cuidado da mulher de forma completa

Além disso, o exercício é benéfico em diversos aspectos para a saúde da mulher, segundo a ginecologista Dra. Patricia Magier, criadora do Método Plena para cuidado da mulher de forma completa, profunda e individualizada.

“As mulheres que sempre fizeram atividade física têm mais bem-estar, menos impacto emocional, melhoram a saúde, a questão neurológica por causa da produção dos neurotransmissores, melhoram a qualidade do sono”, diz Patricia. “A atividade física é muito boa para a saúde global, da mulher, em qualquer fase da vida, inclusive da menopausa”, completa.

Continua após a publicidade

Com relação ao emagrecimento, a Dra. Ana reforça que ele não deve ser medido apenas pelo peso na balança.

“Mulheres que fazem musculação regularmente podem apresentar mudanças significativas na composição corporal mesmo sem grandes oscilações no peso total. Às vezes a paciente se frustra porque perdeu poucos quilos, mas reduziu medidas, ganhou definição corporal, melhorou exames laboratoriais e diminuiu gordura abdominal. O corpo muda de forma diferente quando há preservação e ganho muscular”, ressalta a especialista.

Academia é bom para ansiedade?

Melhor qualidade de vida e saúde mental

Além dos benefícios metabólicos, o treino de força também está associado à melhora da saúde mental e da qualidade de vida, segundo a médica.

“Há evidências de redução de sintomas de ansiedade, melhora do sono, da disposição e da autoestima, fatores frequentemente impactados durante a menopausa”, explica a ginecologista Dra. Patricia.

Continua após a publicidade

Apesar disso, muitas mulheres ainda evitam a musculação por medo de “ficar muito musculosa”, percepção considerada ultrapassada. “O ganho excessivo de massa muscular depende de fatores hormonais e genéticos específicos, além de rotina intensa de treinamento e alimentação direcionada”, comenta.

Na prática, o que costuma acontecer é justamente o oposto: um corpo mais funcional, fortalecido e metabolicamente mais eficiente. Porém, não existe fórmula única.

O ideal é que o treino seja individualizado, respeitando idade, condicionamento físico, presença de dores, doenças associadas e objetivos de cada paciente. A combinação entre exercícios resistidos, alimentação adequada, sono de qualidade e acompanhamento médico com prescrição de terapia de reposição hormonal tende a trazer resultados mais consistentes e sustentáveis.

“Emagrecer não deveria significar apenas perder peso rapidamente, mas preservar saúde, funcionalidade e qualidade de vida. E o treino de força hoje é uma das ferramentas mais importantes nesse processo, principalmente para mulheres acima dos 40 anos”, conclui a médica.

Acompanhe o nosso WhatsApp

Quer receber as últimas dicas e matérias incríveis de Boa Forma direto no seu celular? É só se inscrever aqui, no nosso canal no WhatsApp

Publicidade



source https://boaforma.abril.com.br/movimento/depois-dos-40-treinar-forca-faz-mais-diferenca-do-que-muita-gente-imagina/

Mito x verdade: Fazer abdominal afina a cintura?

Fazer abdominal afina a cintura? Quando o assunto é a redução de medidas nessa região , é fundamental ter em mente que não existem soluçõ...