sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Mito x verdade: Corrida acaba com o joelho?

A corrida parece ter caído no gosto dos brasileiros nos últimos tempos. Seja pela praticidade, pelo fácil acesso ou pelos benefícios à saúde, cada vez mais pessoas têm incluído a prática na rotina, participado de provas de rua e buscando evoluir no desempenho.

A modalidade é cercada por algumas dúvidas comuns, e uma das principais diz respeito ao seu impacto nos joelhos. Quem nunca ouviu por aí que correr pode destruí-los e “elevar a chance” de surgirem problemas como artrose e desgastes na cartilagem? Será que essas afirmações realmente fazem sentido ou se tratam de um mito?

“Existe um medo histórico de que a corrida ‘desgaste’ os joelhos, mas a ciência mostra que essa relação não é tão simples”, revela o  médico ortopedista, parceiro da Zimmer Biomet, Dr. Guilherme Morgado Runco.

Mito x verdade: Corrida acaba com o joelho?

A ideia de que a corrida acaba com o joelho não encontra respaldo nas evidências científicas mais recentes.

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Stanford, na Califórnia, acompanhou corredores e não corredores durante 21 anos para avaliar o desenvolvimento de osteoartrite, dor e incapacidade física ao longo do envelhecimento.

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A pesquisa mostrou que não houve aumento do risco de osteoartrite entre corredores em comparação com o grupo que não aderiu à atividade no dia a dia.

Os resultados ainda apontaram que, ao longo das duas décadas de acompanhamento, os praticantes regulares apresentaram menor prevalência de incapacidade física, menor risco de dor crônica e melhor mobilidade ao longo da vida.

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“Quando praticada com orientação, progressão adequada e preparo físico, a corrida pode ser uma grande aliada da saúde das articulações. O problema não é correr, mas correr sem preparo, ignorando sinais do corpo e sem orientação profissional”, comenta Runco.

“O movimento é essencial para a questão articular. A cartilagem não tem vasos sanguíneos próprios e depende da movimentação para receber nutrientes. Quando corremos de forma adequada, estimulamos a lubrificação articular, fortalecemos músculos estabilizadores e contribuímos para a manutenção da mobilidade ao longo do envelhecimento. Ou seja, a corrida pode ser parte da prevenção e não da causa de problemas articulares”, conclui ele.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/corrida-acaba-com-joelho/

O treino de luta de Paolla Oliveira

Paolla Oliveira dividiu com seus seguidores um vídeo em seu perfil no Instagram, onde pratica esportes de luta, com movimentos de Boxe e Muay Thai.

A atriz, que já viveu uma atleta de MMA nas telinhas, mostrou sua paixão pelo esporte: “Eu sei que a cada semana invento uma modalidade nova, mas a luta é paixão antiga”, escreveu no vídeo publicado nas redes sociais.

Veja o treino de luta de Paolla Oliveira

Benefícios dos esportes de luta: resistência muscular, agilidade e flexibilidade

A ciência também já comprova que os esporte de luta trazem muitos benefícios não só para o corpo, mas também para a mente.

O boxe, por exemplo, contribui para a melhora da saúde do coração, além da composição corporal. Um estudo-piloto comparou treinamento de boxe de alta intensidade com caminhada de intensidade moderada em adultos com obesidade.

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O grupo de boxe apresentou uma melhora significativa em diversos pontos, como percentual de gordura, pressão arterial sistólica, função vascular, além de trazer benefícios cardiovasculares relacionados à obesidade.

Agora, se o objetivo é o Muay Thai, onde você pratica golpes com braços, cotovelos, joelhos e pernas, as vantagens para a saúde do corpo e mente são muitas.

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Um ensaio randomizado com 20 mulheres que não praticavam Muay Thai e começaram a fazer treinos duas a três vezes por semana, durante 13 semanas, tiveram uma melhora em aspectos como Vo2máx, resistência muscular dos membros superiores, resistência abdominal, flexibilidade, agilidade, entre outras variáveis.

 

Muay Thai: treino une força, foco e queima até mil calorias por aula

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Veja uma sequência de treino de Muay Thai a seguir, para fazer em um saco de pancada:

Mas lembre-se: tenha sempre o acompanhamento de um profissional para te auxiliar nos movimentos e evitar lesões.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/o-treino-de-luta-de-paolla-oliveira/

Vai começar no HYROX? Veja 5 dicas para treinar com segurança

Você já ouviu falar sobre o HYROX? A modalidade, que une cardio e funcional, conquistou muitos brasileiros nos últimos anos, pois propõe um circuito de exercícios funcionais, intercalados por oito trechos de 1km de corrida.

O principal desafio do HYROX é a combinação de resistência aeróbica e força em uma mesma bateria de treinos.

Pensando nisso, profissionais da área de medicina do esporte, cardiologista e ortopedista da Rede Américas, separaram cinco dicas essenciais que você precisa saber sobre os desafios do HYROX, os cuidados antes de estrear na pista e como evoluir seus objetivos com segurança.

Vai começar no HYROX? Veja 5 dicas para treinar com segurança

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Avalie seu condicionamento físico antes de começar

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Embora a modalidade tenha sido comercialmente desenhada para unir praticantes de diferentes níveis de condicionamento físico de esportes já conhecidos como corredores, triatletas, atletas de endurance e iniciantes que buscam superar limites, a preparação deve ser gradual, especialmente para quem está começando.

Segundo o médico do esporte do Hospital Nove de Julho, Pablius Braga, o erro mais comum em qualquer prática é tentar acompanhar o ritmo de atletas mais experientes logo nos primeiros treinos.

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“É preciso planejar e respeitar uma progressão de treinamento. Uma boa avaliação do seu condicionamento físico vai ajudar no desenvolvimento de uma base de força e resistência. Aprender a técnica correta dos exercícios, da própria corrida e até entender os tempos corretos de recuperação muscular, são essenciais para a adaptação do organismo”, explica.

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O tempo de preparação para começar a participação em provas oficiais também pode variar de acordo com histórico de cada praticante.

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Para quem já treina corrida e musculação, por exemplo, entre 8 e 12 semanas de treinamento específico podem ser suficientes.

Já pessoas sedentárias ou com pouca experiência podem precisar de bem mais tempo para construir condicionamento de forma segura. “Mais importante do que cumprir um prazo é chegar à prova bem-preparado, reduzindo o risco de lesões e aumentando as chances de uma boa experiência”, afirma.

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Evite as lesões mais comuns

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Sobre as principais lesões que podem surgir com a prática o ortopedista, Gustavo Sanchez, do Hospital Alvorada Moema, explica que a combinação entre corrida e força impõe uma alta demanda às articulações dos joelhos, tornozelos, quadris, ombros e coluna lombar. A fadiga muscular também pode ser uma questão durante o treino.

“É uma prova longa, o que pode levar a fadiga muscular a interferir na biomecânica, ou seja, na forma como o corpo se movimenta durante os exercícios, aumentando o risco de sobrecarga nas articulações.”, explica.

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Essa demanda intensa, principalmente quando o iniciante aumenta a carga ou o volume dos treinos de forma acelerada, pode causar tendinites, dores nos joelhos e na região lombar, fascite plantar, lesões no tendão de Aquiles, estiramentos musculares e problemas no manguito rotador, por exemplo. Já o excesso de corrida sem adaptação adequada, também pode fazer surgir fraturas por estresse.

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Esteja com o coração em dia

Não pratica nenhum outro esporte e quer começar pelo HYROX? O cardiologista Alexandre Galvão, do Hospital Samaritano Higienópolis explica que começar qualquer prática esportiva é positiva, de modo geral, mas alerta que pessoas sedentárias há muito tempo ou com histórico de fatores de risco, como hipertensão, diabetes e obesidade, iniciem a prática apenas após uma avaliação cardiológica.

“O objetivo não deve ser apenas fazer algo difícil ou da moda, desafiar o próprio corpo com inteligência também é fazer isso de forma que melhore a saúde cardiovascular e promova bem-estar de forma sustentável”, afirma o especialista.

Ao combinar corrida com exercícios funcionais, o coração precisa se adaptar continuamente a diferentes intensidades de esforço, mantendo um elevado nível de batimentos durante praticamente toda a prova.

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Alguns desconfortos podem aparecer quando iniciamos uma prática intensa a qual nosso corpo não estava acostumado, mas alguns sintomas nunca ser ignorados.

Dor ou pressão no peito, falta de ar desproporcional ao esforço, tontura, desmaio e palpitações persistentes, por exemplo. “Nesses casos, o exercício deve ser interrompido imediatamente e é fundamental procurar avaliação médica”, alerta.

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Aprenda a ouvir os sinais do corpo

Quem começa uma nova prática esportiva também precisa aprender a interpretar novos sinais do próprio organismo. Sentir cansaço e dor muscular nos dias seguintes a um treino intenso faz parte do processo de adaptação.

O problema é quando o desconforto deixa de ser muscular e passa a comprometer a execução dos movimentos ou não melhora com o descanso.

“O normal é sentir fadiga muscular e a chamada dor muscular tardia, que costuma surgir entre 24 e 48 horas após o treino e diminuir progressivamente. Já uma dor localizada em uma articulação ou tendão, que piora durante o exercício, causa inchaço, limita os movimentos ou persiste por vários dias merece investigação”, explica o ortopedista Gustavo Sanchez.

Segundo ele, outro sinal de alerta é quando a dor faz o praticante mudar a forma de correr ou executar os exercícios, já que essas compensações podem desencadear novas lesões.

Alexandre complementa que nem sempre o excesso de treinamento aparece apenas como dor.

“Fadiga persistente, queda inexplicada de desempenho, frequência cardíaca mais elevada do que o habitual para um mesmo tipo de treino e dificuldade de recuperação entre as sessões são sinais de que o organismo pode estar sobrecarregado”, afirma.

Nesses casos, a recomendação é reduzir temporariamente a carga de treino e procurar avaliação médica caso os sintomas persistam.

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Descanso também é parte do treino

Para reduzir o risco de lesões e evoluir no HYROX, Pablius lembra que a organização da rotina é tão importante quanto o treinamento em si.

O médico do esporte recomenda combinar treinos de corrida, força e exercícios específicos da modalidade, alternando sessões mais intensas com dias de recuperação. A hidratação deve ser mantida ao longo de todo o dia, enquanto a alimentação precisa garantir energia para os treinos e favorecer a recuperação muscular, com atenção ao consumo de carboidratos e proteínas.

“Dormir entre sete e oito horas por noite é um dos fatores que mais contribuem para uma boa performance esportiva. É durante o descanso que o organismo promove o reparo e a remodelação das fibras musculares estimuladas pelo treino, além de consolidar as adaptações que tornam o músculo mais forte e resistente” afirma.

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