Um dos grupos musculares mais focados em treinos na academia, com certeza, é os glúteos. Muitas pessoas, ao começarem a fazer musculação, colocam a hipertrofia dessa parte do corpo como um dos objetivos principais.
É claro que os exercícios de força e uma dieta balanceada podem fazer toda a diferença para a definição do bumbum, ajudando a obter aquele aspecto mais arredondando e firme.
No entanto, é preciso ter em mente que a genética também desempenha um papel significativo na maneira como essa região se desenvolve. Entenda mais a seguir!
Formato do bumbum te a ver com a genética?
Os músculos glúteos de todas as pessoas se fixam nos mesmos pontos do esqueleto. A questão é que, geneticamente, os tamanhos das pelves costumam ser diferentes — e isso influencia no formato do seu bumbum.
Especialistas dizem que boa parte (até 70%) da forma geral do corpo é determinada pela genética. Os outros 30%, então, podem ser influenciados pela alimentação, prática de exercícios físicos, sono, postura… Basicamente, pelo estilo de vida.
Outra questão importante é que o tamanho e o formato do bumbum tendem a mudar conforme a idade. Mudanças nos hormônios provocadas pela menopausa, por exemplo, interferem tanto na quantidade de massa magra presente no corpo quanto no estoque de gordura. Resultado? Pessoas mais velhas podem ter aquele glúteo mais “achatado”.
Importância de glúteos fortes: o que diz a ciência?
Um estudo da School of Health & Rehabilitation Sciences, University of Queensland, na Austrália, indica que algumas pessoas com dor no quadril também apresentam deficiências na musculatura dos glúteos.
Essas deficiências podem reduzir a capacidade dos músculos do bumbum de proteger a articulação contra danos naturais do envelhecimento e afetar potencialmente a capacidade de uma pessoa de suportar peso (por exemplo, ao ficar de pé em uma perna ou subir escadas).
A redução no tamanho do músculo e um aumento no tecido não ativo, como a gordura, foram relatados em condições do quadril, como a síndrome da dor trocantérica maior (um tipo comum de dor no quadril, também conhecida como tendinopatia glútea).
O mesmo também é verdade para a osteoartrite do quadril, que afeta toda a articulação.
A osteoartrite é uma doença que afeta as articulações caracterizada pela degeneração das cartilagens com inflamação. Um levantamento do American College of Rheumatology, publicado no periódico Arthritis & Rheumatology, revelou um crescimento no número de casos no mundo.
Segundo o estudo, realizado com base em dados que cobrem o período entre 1990 e 2019, houve uma alta global de casos de 113,25% no período estudado. O salto foi de 247,5 milhões, em 1990, para quase 528 milhões em 2019.
No Brasil, estima-se que cerca de 12 milhões de brasileiros tenham osteoartrite, o equivalente a 6,3% da população adulta. A prevalência aumenta entre idosos. Em pessoas acima de 65 anos, 85% apresentam evidência radiológica da doença.
Glúteos fortes também melhoram a função diária do corpo, especialmente em pessoas com osteoartrite do quadril. Mesmo quem sofre com este problema e trabalha no fortalecimento dos glúteos, andam mais rápido e percorrem distâncias maiores e sobem escadas mais rapidamente do que aquelas com glúteos mais fracos.
Ou seja, glúteos fracos está associado a:
- dor lombar, de acordo com um estudo publicado pelo British Journal of Sport Medicine
- dor patelofemoral (dor sob a rótula) e
- Síndrome da dor trocantérica maior (o tipo comum de dor no quadril que mencionamos anteriormente, também conhecida como tendinopatia glútea).
Bike ou escada: qual ativa mais os glúteos?
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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/gluteo-arredondado-treino-genetica/