terça-feira, 28 de abril de 2026

Fazer a série até a falha ajuda a ganhar mais massa muscular?

Quem nunca ouviu falar que fazer a série até a falha muscular ajuda a ganhar mais massa? Essa é uma ideia bastante comum entre os praticantes de exercícios físicos, mas o que ela significa? E mais: será que realmente faz sentido ou é apenas um mito?

O que significa falha muscular?

A falha muscular pode ser identificada quando, durante a repetição, você não consegue levantar a carga ou completá-la de maneira correta.

“Ou seja, a falha não é o momento em que você ‘desiste’ mentalmente, mas sim quando o músculo realmente atinge seu limite físico”, explica Eliane Araújo, gestora de musculação da Les Cinq Gym.

“Isso é causado por alguns motivos, como diminuição das reservas de ATP e glicogênio, acúmulo de metabólitos, fadiga neural e microlesões que fazem parte do processo de hipertrofia.”

Treino até a falha gera mais resultado ou mais lesão?

A especialista explica que o estímulo da falha pode, sim, favorecer ganhos, porém não é sinônimo de treino melhor e nem obrigatório em todos os casos.

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Eliane ressalta que nem todo exercício ou série precisa ser realizado até a falha. “Tudo depende do objetivo, do nível do aluno e do planejamento individual”, comenta.

Treinar até a falha pode ser interessante especialmente para pessoas mais experientes, que já possuem uma boa técnica e conseguem reconhecer bem os sinais do corpo.

Durante a execução dos movimentos, o mais importante é sempre respeitar os limites do próprio corpo e priorizar uma técnica correta, garantindo a sua segurança.

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As lesões acontecem porque, ao fazer o músculo chegar até a falha sem o controle adequado, o corpo tende a compensar, sobrecarregando estruturas como articulações, tendões e ligamentos.

“Nunca exagere na carga e na intensidade e nem tente passar da falha, pois isso acaba aumentando o risco de lesão”, finaliza.

O que a ciência diz sobre treinar até a falha?

De acordo com o estudo Influence of Resistance Training Proximity-to-Failure on Skeletal Muscle Hypertrophy: A Systematic Review with Meta-analysis, treinar até a falha nem sempre é necessário para ganhar massa.

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Ainda segundo a publicação, quem treina com foco em hipertrofia pode obter ganho similares de músculos parando antes da falha.

Outras pesquisas também destacaram os riscos de treinar até a falha. No estudo primário Strength & Conditioning Journal, há evidências de que treinar até a falha pode aumentar o risco do chamado overreaching não funcional, que é um estado em que o organismo fica sobrecarregado.

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Treino de fortalecimento completo para quem sente dores nas costas

A dor nas costas é algo recorrente e está entre as principais causas de incapacidade no mundo, de acordo com um estudo publicado no The Lancet Rheumatology, especializado em reumatologia. E o fortalecimento é um dos grandes aliados na solução e prevenção dessas dores. 

Na maioria dos casos, não está ligada a doenças graves, mas a fatores mecânicos e comportamentais acumulados ao longo do tempo, como sedentarismo, sobrecarga física, ganho de peso, estresse e longos períodos sentado, bem como alterações naturais do envelhecimento, explica o médico fisiatra especialista em coluna João Amadera.

O exercício físico é uma das principais formas de prevenir e controlar esse tipo de dor. “A coluna não funciona sozinha. Ela depende de um sistema de suporte formado pela musculatura do tronco, quadril e membros inferiores. Quando esse sistema está fraco, a carga do dia a dia é mal distribuída, favorecendo dor e recorrência”, diz Amadera

Segundo o treinador da Smart Fit, Lucas Florêncio, os exercícios de força melhoram a chamada estabilidade dinâmica, ou seja, a capacidade do corpo de sustentar e proteger a coluna durante movimentos comuns, como sentar, levantar ou carregar peso.

4 exercícios com pesos livres para membros superiores

A rotina moderna afeta principalmente as regiões lombar e cervical. Ficar muito tempo sentado enfraquece os glúteos e encurta os músculos da parte frontal do quadril, o que altera o alinhamento do corpo e aumenta a pressão na lombar. Exercícios que fortalecem a musculatura profunda do abdômen e das costas ajudam a estabilizar a coluna e diminuir essa sobrecarga.

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Nesse contexto, é importante diferenciar desconfortos esperados de sinais de alerta. A dor muscular que surge entre 24 e 48 horas após o treino é comum. Já dores intensas, localizadas ou que irradiam para braços ou pernas, especialmente quando acompanhadas de formigamento, perda de força ou limitação de movimento, exigem avaliação profissional.

 Esse entendimento também ajuda a desfazer um mito comum: exercícios como agachamento e levantamento terra não são perigosos para a coluna quando executados com técnica adequada e progressão gradual de carga. Ajustes na execução e variações mais simples permitem adaptar o treino para diferentes níveis de condicionamento e histórico de dor.

 Para proteger a coluna, o treino deve priorizar o trabalho integrado do chamado complexo lombo-pélvico-quadril, que inclui glúteos, abdômen e músculos estabilizadores profundos. Quando esses grupos atuam em conjunto, há melhor distribuição de forças e menor risco de sobrecarga.

Confira o treino preparado por Lucas Florêncio, treinador da Smart Fit:

Perdigueiro alternado

Série: 3 x 12 (lados)

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Foco: Estabilidade antirotacional e ativação de multífidos.

Abdominal infra

Série: 3 x 15

Foco: Controle da pressão intra-abdominal e manutenção da lombar neutra.

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Agachamento sumô

Série: 3 x 12

Foco: Carga anterior para forçar a verticalidade do tronco e poupar a lombar.

 

Elevação Pélvica na Máquina

Série: 4 x 10

Foco: Fortalecimento do glúteo máximo (principal protetor da lombar).

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Remada curvada supinada barra

Série: 3 x 12

Foco: Fortalecimento de romboides sem sobrecarga axial excessiva.

Prancha isométrica

Série: 3 x 45 seg

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Foco: Resistência à fadiga dos músculos estabilizadores.

 

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O mito dos 10 mil passos: quanto você realmente precisa caminhar por dia para sua saúde

A caminhada é uma prática esportiva que gera muitas dúvidas e mitos de quem a pratica ou pensa em praticá-la, principalmente por conta de sua praticidade. Mas, ela realmente faz diferença na saúde?

A ciência responde de forma clara: vale, e muito! Um estudo publicado na revista The Lancet mostra que aumentar o número de passos diários está associado a menor risco de morte e de diversas doenças crônicas, como as cardiovasculares, diabetes tipo 2, demência e até sintomas depressivos.

Segundo o médico nutrólogo, Nataniel Viuniski, especialista em obesidade, mestre em nutrição e alimentos, e membro do Conselho Para Assuntos Nutricionais da Herbalife, a caminhada é uma das formas mais democráticas de atividade física. Não exige equipamento, pode ser feita perto de casa e se adapta a diferentes níveis de condicionamento.

“Além dos benefícios físicos, caminhar também está associado a melhora do humor, redução do estresse e maior sensação de bem-estar — especialmente quando praticada ao ar livre”, afirma o profissional.

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Mas não é só. A análise também revelou outra boa notícia: não é preciso atingir os famosos 10 mil passos por dia para colher benefícios importantes.

Durante anos, essa meta virou quase um “mandamento fitness”, repetido em aplicativos e relógios inteligentes. No entanto, os dados indicam que cerca de 7 mil passos diários já estão associados a ganhos expressivos para a saúde.

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Na análise, pessoas que caminhavam em torno de 7 mil passos por dia apresentaram risco até 47% menor de morte por todas as causas quando comparadas àquelas que davam cerca de 2 mil passos diários — um nível considerado muito baixo e próximo do sedentarismo.

Por outro lado, 4 mil passos por dia já foi associado a reduções relevantes de risco. “Isso reforça uma mensagem central das diretrizes de saúde pública: qualquer movimento é melhor do que nenhum!”, reforça Viuniski.

Os pesquisadores observaram ainda que, embora o risco continue diminuindo com o aumento dos passos, os ganhos passam a ser menores acima desse patamar para alguns desfechos. Ou seja: mais é melhor, no entanto, sair da inatividade é o que faz a enorme diferença.

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Caminhada: como começar?

O especialista trouxe dicas essenciais para você incorporar a caminhada na sua rotina de autocuidado e bem-estar:

  • Desça um ponto antes do ônibus;
  • Faça pequenas pausas para caminhar no trabalho;
  • Use escadas em vez do elevador;
  • Transforme ligações em caminhadas;
  • Estabeleça metas progressivas de passos e use aplicativos para ajudar a mensurá-las;
  • Vá a pé à padaria e deixe o carro na garagem;
  • Desafie-se de vez em quando aumentando a velocidade dos passos até se sentir mais ofegante.

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Fazer a série até a falha ajuda a ganhar mais massa muscular?

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