quarta-feira, 19 de agosto de 2026

A força aumenta antes do músculo crescer?

Você sabia que a força aumenta antes do músculo crescer? Pois é, esse está entre os primeiros resultados que você pode sentir após começar a fazer academia. Entenda, a seguir, o motivo por trás desse fenômeno!

A força aumenta antes do músculo crescer?

Isso acontece porque, nesse período inicial, o seu corpo enfrenta principalmente adaptações no sistema nervoso, que passa a recrutar as fibras musculares de maneira mais inteligente e eficiente.

“As primeiras mudanças são neuromusculares. Seu sistema nervoso aprende a recrutar as fibras de forma mais inteligente, eliminando o ‘desperdício’ de energia. Isso melhora estabilidade, técnica, força e capacidade de carga”, afirma o Brucce Cota, professor de educação física e gerente executivo da rede de academias Contorno do Corpo.

De acordo com ele, nesse momento, a estética fica em segundo plano, sendo que o foco está especialmente nas adaptações — que podem ser consideradas o alicerce de tudo.

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“Sem essa base neuromuscular bem construída, você não consegue sustentar a intensidade necessária para hipertrofia lá na frente”, enfatiza.

Ou seja, antes de notar um aumento significativo no volume do músculo, você tende a perceber uma melhora interessante na sua força. Só depois, com a continuidade na prática, dá para ver efeitos mais expressivos em relação à hipertrofia.

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Quanto tempo demora para a transformação visual?

“A transformação visual costuma ficar mais evidente entre 8 e 12 semanas de consistência. É claro que isso depende do ponto de partida de cada um, da alimentação e do descanso, mas a regra geral é que a performance sempre vem antes da estética“, finaliza o profissional.

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Antes e depois de Ana Castela: confira os resultados da cantora com treinos

A cantora Ana Castela, de 22 anos, incluiu a prática regular de musculação na rotina e, após um ano e meio com o hábito, conseguiu conquistar resultados interessantes tanto na questão estética quanto nos cuidados com o bem-estar. A sertaneja ganhou cerca de 5 kg de massa magra e definiu os músculos perdendo gordura.

O papel da constância

Em entrevista recente ao gshow, o André Perez, personal trainer de Ana Castela, rasgou elogios à dedicação da jovem aos exercícios, revelando que ela já chegou até mesmo a treinar 6 a 7 vezes na semana.

“A gente deu uma reduzida agora por conta da agenda dela, principalmente por conta de Barretos. Hoje, como ela já está treinando muito mais pesado, eu estou fazendo um treino dividido em 3 para ela. Então, ela treina em um dia só superiores, no outro dia treina quadríceps e adutores e, no outro, a gente faz mais força de glúteo, posterior de coxa, panturrilha”, disse ele.

Sem uso de anabolizantes

André nega impetuosamente que Ana Castela tenha usado anabolizantes ou outros hormônios para chegar a esse resultado.

“Com o tempo, você vai adquirindo mais maturidade muscular, essa maturidade muscular já te proporciona resultados sem você ter que também buscar outras fontes de acelerar isso”, falou ele.

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De acordo com o personal trainer, a sertaneja tem como aliados alguns suplementos, entre eles, creatina, whey protein e aminoácidos. “Ela já deu uma reduzida até naquele monte de cápsula de coisa manipulada. Então, ela está tentando ir mais para o lado natural.”

Além disso, outro pilar que tem sido um foco da cantora na busca por uma evolução fitness é a alimentação. Ana reduziu o consumo de doces e bebidas alcoólicas, além de ter melhorado sua ingestão diária de proteínas.

“É claro, a questão de ingestão mínima diária de proteína. Eu até tenho que brigar com ela para ela comer, porque é difícil de comer”, brincou Perez.

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Influência da genética

André Perez contou que Ana tem uma facilidade genética em termos de construção de músculos especialmente nos membros superiores, que incluem regiões como costas e ombros.

“A gente focou sempre em treinar o corpo todo, mas ela teve ali, até geneticamente falando, uma predisposição a ficar com a parte superior bem bonita, ficar desenhado. Então já vem da genética dela isso”, afirmou ele.

“No início ela não queria, tinha aquele preconceito que praticamente toda mulher tem de não querer ficar com o braço grande. E eu falei pra ela que não é assim que funciona. Você vai treinar e o corpo vai responder”, completou.

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Agora, o objetivo de Ana tem sido aumentar o volume e promover uma definição mais evidente nas pernas, segundo o personal trainer.

“O foco do treino dela está em pernas. Como ela tem pernas longas, é mais difícil de aparecer músculo em membros mais longos. Então, agora a gente está focando em pernas e glúteos. Ela já tem pernas e glúteos bons, mas o foco é dar mais volume para essa região”.

Antes e depois de Ana Castela

Antes

Duas fotos lado a lado de uma mulher jovem de cabelo escuro e pele bronzeada. À esquerda, ela caminha na água do mar, vestindo um biquíni preto, com montanhas ao fundo. À direita, ela sorri para a câmera, deitada em uma espreguiçadeira, usando um biquíni verde-limão e óculos de sol redondos
Antes Ana Castela |Instagram @anacastelacantora/Reprodução
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Depois

Mulher de cabelos escuros e longos, com tatuagens nos braços, posa em duas fotos lado a lado na academia. Na esquerda, ela levanta a blusa azul para mostrar o abdômen definido, vestindo calça de moletom escura. Na direita, de costas, ela exibe os músculos das costas e braços, usando top e calça justos cor cáqui, olhando por cima do ombro para a câmera
Depois Ana Castela |Instagram @anacastelacantora/Reprodução

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Menopausa e corrida: a prática deixa os sintomas mais brandos?

Que a terapia hormonal ainda é um dos tratamentos mais eficazes para sintomas de menopausa, como fogachos e vasomotores, além também de prevenir a perda ósses e fratura em mulheres. Mas, você sabia que a corrida pode ser uma grande aliada para deixar os sintomas mais brandos?

D acordo com o ginecologista Dr. Nélio Veiga Júnior, pós-doutprando em Menopausa, com foco em saúde hormonal, existem diversas evidências científicas de que mulheres na menopausa fisicamente ativas tendem a apresentar melhor qualidade de vida e menos sintomas, especialmente humor, sono, fadiga.

“Além disso, sabe-se que durante a menopausa há uma queda hormonal, principalmente do estrogênio. Esse hormônio em declínio piora perfil lipídico, com piora da inflamação da parede dos vasos, deixando as artérias mais rígidas, o que favorece o aparecimento de doenças cardiovasculares (DVC), como aterosclerose, infarto e AVC”, explica o profisisonal.

O ginecologista acrescenta que também surgem alterações ósseas, como osteopenia e osteoporose, por perda de massa óssea, o que leva a um aumento do risco de fraturas. “A corrida por ser um exercício de impacto ajuda tanto na ativação dos osteoblastos, as células que constroem o osso, prevenindo as alterações ósseas, assim como propicia melhora do perfil lipídico, reduzindo pressão arterial ao fortalecer músculos cardíacos”, pontua.

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Treino híbrido: como combinar musculação e corrida?

A constância na prática é muito importante

Dra. Ana Paula Fabrcicio, ginecologista com Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia (TEGO), desta que para as mulheres que já fazem corrida, aquelas que têm constância, que já são adeptas a esse tipo de atividade física, há melhora da regulação da temperatura (então melhora os fogachos e o sono).

“Quando a paciente dorme bem, ela acorda mais disposta. Então melhora substancialmente a qualidade de vida da mulher”, diz a Dra. Ana.

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Já para a também ginecologista Dra. Patricia Magier, criadora do Método Plena, as mulheres que sempre fizeram atividade física têm mais bem-estar, menos impacto emocional, melhoram a saúde, a questão neurológica por causa da produção dos neurotransmissores, melhoram a qualidade do sono. “Ou seja, a atividade física é muito boa para a saúde global da mulher, em qualquer fase da vida, inclusive da menopausa”, acrescenta.

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Estudos científicos também comprovam a eficiência da corrida nos sintomas da menopausa

Estudos em ratos e camundongos mostraram que em roedoras que estavam sendo submetidas a prática de corrida em esteira durante 8 semanas, após a remoção bilateral dos ovários, ou seja, menopausa, houve retardo na perda óssea causada pela diminuição do estrogênio e melhora da microestrutura óssea em diferentes graus.

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Outro estudo, comparou os efeitos do treinamento de resistência, com corrida em esteira versus sedentarismo versus terapia de reposição hormonal com estrogênio durante a menopausa.

“Esse estudo mostrou que a função cardíaca de ratas, como os índices de contratilidade e relaxamento cardíacos, melhorou de forma semelhante nos grupos das ratas que praticaram corrida e no grupo da reposição hormonal. Isso pode sugerir que mulheres que apresentam contraindicação de terapia de reposição hormonal podem se beneficiar de exercício resistido, como a corrida”, comenta o Dr. Nélio.

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Treino de força também é essencial nesse momento

Apesar da atividade física ser um dos pilares do tratamento não hormonal da menopausa, a Dra. Patricia Magier conta que o principal exercício da mulher na menopausa é o resistido, de força, ou seja: a musculação. Para ela, é importante a questão da recomendação ser individualizada.

“Algumas pessoas gostam da corrida e pode ser maravilhoso para melhorar o condicionamento cardiovascular. Mas para outras, especialmente aquelas que têm sobrepeso importante, dor articular, perda de massa muscular, que é a sarcopenia, perda da força muscular, ou quem é sedentário, começar com a corrida talvez não seja o melhor exercício, nem o mais indicado. Mas o mais importante é fazer essa pessoa se conscientizar da importância da atividade física, sair do sedentarismo, e que ela tenha disciplina e consistência”, diz a Dra. Patricia.

Ela ainda acrescenta que combinar caminhada com fortalecimento muscular ou Pilates com musculação incialmente e, depois, praticar a corrida é algo que também pode ser indicado.

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E Dra. Ana Paula concorda: “O que eu não abro mão é da musculação, porque ela vai melhorar a composição corporal. O músculo sustenta os nossos ossos. E o maior risco da mulher na menopausa, junto com as doenças cardiovasculares e o câncer, é a osteoporose”, comenta.

Quer começar a correr? Veja alguns pontos importantes

Para quem deseja começar a correr, é importante adotar alguns cuidados, como iniciar a prática aos poucos, correndo pequenas distâncias em dias alternados.

“O descanso é fundamental porque a estrutura óssea e articular não pode receber impacto continuamente. Além disso, após a prática, a musculatura está fadigada com acúmulo de ácido lático, então o desempenho não será tão bom se você tentar correr novamente logo em seguida”, diz o ortopedista Dr. Marcos Cortelazo, especialista em joelho e traumatologia esportiva e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).

O recomendado é ter, em média, dois dias de descanso entre as corridas. “No início, não adianta correr 15km. Uma boa base para começar é de cerca de quatro a cinco quilômetros e, então, fazer a progressão de maneira gradual”, aconselha o médico.

Além disso, é importante realizar um aquecimento e utilizar calçados adequado. “O calçado deve oferecer estabilidade, possuir um tamanho adequado para seu pé e, claro, ser confortável. Os tênis para corrida também devem ser mais leves e ter um sistema de amortecimento mais sofisticado”, diz o Dr. Marcos.

Outro cuidado essencial é o uso de protetor solar, especialmente para quem pretende realizar corridas ao ar livre, para prevenir os danos causados pela radiação solar.

“A proteção do filtro solar deve ser eficiente contra as radiações UVA e UVB, que, quando atingem a pele sem proteção, causam danos cumulativos que favorecem o fotoenvelhecimento e lesões de pele pré-cancerosas. Por isso, o recomendado é aplicar diariamente um protetor solar com FPS de no mínimo 30, mas é interessante também escolher um produto formulado com antioxidantes, que oferecem um benefício a mais para evitar os danos”, ensina a médica Dra. Lilian Brasileiro.

Dr. Nélio reforça que o melhor exercício é o que a mulher consegue manter com prazer e segurança. De acordo com o profissional, o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) sugere pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana, como a corrida/caminhada rápida, natação, ciclismo.

“A ACOG também recomenda adicionar dois ou mais dias de exercícios de fortalecimento muscular por semana a fim de combater a perda muscular relacionada à idade e aumentar a densidade mineral óssea. Além disso o treinamento de equilíbrio para evitar quedas e consequentes fraturas como yoga, tai chi e Pilates oferecem suporte comprovado”, finaliza o profissional.

 

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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/blog-do-corre/menopausa-e-corrida-a-pratica-deixa-os-sintomas-mais-brandos/

A força aumenta antes do músculo crescer?

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