quarta-feira, 22 de abril de 2026

Creatina com cafeína cancela o efeito do suplemento?

Quem nunca ouviu falar que a cafeína anula o efeito da creatina? Essa é uma ideia bastante comum quando o assunto é a suplementação, mas, aparentemente, ela não passa de um mito.

Creatina com cafeína cancela o efeito do suplemento?

Existem muitos estudos que investigaram a possível interação ao longo dos anos. No entanto, não há evidências científifcas robustas de que a cafeína interfira negativamente nos resultados promovidos pela creatina.

“Enquanto a cafeína age no sistema nervoso central, aumentando o foco e a resistência física, a creatina, contribui para fornecer energia extra para as células dos músculos e também do cérebro”, explica Nataniel Viuniski, nutrólogo e membro do Conselho para Assuntos de Nutrição da Herbalife.

Mais mitos e verdades sobre a creatina

1 – Creatina deixa a voz da mulher grossa

MITO. Essa confusão deve ter surgido porque algumas pessoas ainda confundem o suplemento, que é seguro e pode trazer benefícios ao corpo, com os esteroides anabolizantes. Estes últimos realmente geram riscos à saúde e propiciam efeitos colaterais como o engrossamento da voz.

2 – Toda creatina é igual 

MITO. No mercado, existem diferentes apresentações, fornecedores, especificações e qualidades de creatina. A versão da creatina monohidratada (que consiste em uma molécula de creatina ligada a uma molécula de água) de alta qualidade é a forma mais pura do suplemento, reconhecida pelos órgãos reguladores, além de ser a versão mais estudada e com mais comprovações de eficácia. Por isso, é importante buscar por marcas preocupadas com a qualidade de seus produtos.

3 – A creatina contribui para o ganho da massa muscular e o desempenho físico

VERDADE. Estudos comprovam que a creatina auxilia no aumento do desempenho físico, proporcionando mais força, mais energia, aumento na resistência muscular e melhor recuperação após o treino. “Na prática, o suplemento oferece energia extra às células, possibilitando um treino mais forte (com mais carga e/ou repetições), capaz de gerar um melhor estímulo para os músculos crescerem”, explica o nutrólogo.

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4 – A creatina deve ser tomada de forma contínua para apresentar resultado

VERDADE. Diferente de outros suplementos que têm ação imediata, como a cafeína, a creatina precisa ser consumida continuamente. “Isso porque os níveis desse composto de aminoácidos precisam estar adequados no organismo para oferecer seus benefícios. Portanto, seu uso deve ser contínuo, mesmo nos dias sem treino, sem a necessidade de interrupção”, comenta o médico.

5 – A creatina engorda

MITO. Não, o suplemento não possui uma quantidade de calorias significativas, portanto, não leva ao aumento de gordura corporal. Sua ação contribui para o ganho de músculos e isso pode alterar o peso na balança. “Por outro lado, a creatina retém água nos músculos, o que pode gerar uma pequena variação de peso no dia a dia. Mas ainda assim não seria algo significativo. O músculo retém água, mas você não”, explica Viuniski.

6 – A creatina faz mal para os rins

MITO. Não existe qualquer evidência científica de que suplementação com creatina monohidratada cause cálculos renais ou provoque alterações na função renal. Além disso, parte da creatina do nosso corpo é produzida pelos rins. “O rim não pode fabricar algo que faria mal para ele mesmo”, comenta Nataniel.

Uma revisão de estudos publicada no Journal of the International Society of Sports Nutrition demonstra que populações de todas as idades em treinamento ou não, suplementadas com níveis elevados de creatina monohidratada (0,3 – 0,8 g/kg de peso corporal/dia, equivalente a 21–56 g/dia para um indivíduo de 70 kg) durante 5 anos, não tiveram nenhum evento adverso clinicamente significativo ou grave. Portanto, conclui-se que creatina monohidratada é segura para indivíduos saudáveis de todas as idades.

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Energia, força e longevidade: o papel da creatina na rotina alimentar

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source https://boaforma.abril.com.br/alimentacao/creatina-com-cafeina-cancela-o-efeito-do-suplemento/

O tênis certo faz diferença: saiba como escolher o ideal para seu treino com especialistas

O tênis possui um papel importante para quem pratica atividades físicas, como corrida ou caminhada. O modelo ideal ajuda a evitar lesões e também colabora com a performance. Com o avanço da tecnologia, hoje existem diversos modelos para todos os objetivos, além das passadas. Mas, afinal, qual é o tênis ideal?

Um estudo publicado no Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy, 91% dos corredores entrevistados, acreditam que o tipo de tênis influencia no risco de lesões e, dentro disso, 84% afirmaram que o tênis inadequado pode ser o grande vilão para lesões.

Porém, segundo o estudo da revista Frontiers in Sports and Active Living, não há evidências científicas consistentes que constatem os paradigmas sobre o tipo de tênis influenciar ou não no risco de lesões.

Os autores do estudo indicaram que os profissionais de saúde considerem abordar individualmente cada atleta na hora de escolher o tênis ideal para corrida ou caminhada. 

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Outras pesquisas também destacam que não existe um modelo único ideal para todos. Fatores como biomecânica, histórico de lesões, tipo de atividade e até conforto, influenciam na escolha do tênis ideal. Ou seja, o “tênis ideal” varia de pessoa para pessoa, conforme a The Implications of Sports Biomechanics Studies on Running Shoes.

Dicas de profissionais 

Para o Dr. Marcos Cortelazo, ortopedista especialista em joelho e traumatologia esportiva, a escolha do tênis ideal é extremamente importante.

“O tênis desempenha um papel fundamental tanto na performance quanto no conforto e prevenção de lesões. Ele é responsável pela absorção do impacto, funciona como suporte para diferentes tipos de pisada, pode garantir estabilidade e equilíbrio, conforto e desempenho”.

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O profissional ainda ressalta que o objetivo da atividade física também interfere na escolha do tênis ideal, pois, por exemplo, os tênis para corrida precisam de um sistema de amortecimento mais sofisticado, o que é importante nesta atividade.

“Outro ponto é : se tiver uma pisada muito alterada, pronada ou supinada, deve-se fazer um teste e escolher um tênis adequado para a situação, quer seja corrida ou caminhada”, complementa.

São basicamente dois tipos de testes que é possível identificar o tipo de pisada: o teste simples da pisada – chamado de Teste da Pisada no Papel – e a baropodometria. “Ainda existe um teste mais sofisticado para algumas situações que é a análise de marcha em esteira com filmagem”, explica Dr. Marcos.

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E se não me adaptar?

Algo que também pode acontecer é comprar um tênis e não se adaptar a ele, passando a sentir dores após a atividade física. O personal trainer Evandro Félix da Silva dá a dica: “Se o tênis é o modelo adequado para sua pisada e ainda assim você sentiu dores, precisamos identificar a sua aptidão física para o momento”.

O personal ainda destaca que o sobrepeso pode gerar tal problema, por conta da pressão e pela falta de condicionamento físico mesmo. “Adequar o estímulo para caminhadas inicialmente e fortalecimento com uma orientação de um profissional de educação física e que tenha o estímulo correto para dar sequência e com o devido respaldo”, finaliza.

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Hambúrguer é vilão do emagrecimento? Veja 5 dicas de como incluir na dieta

O hambúrguer já faz parte do dia a dia dos brasileiros há muito tempo. Seja no fim de semana, no delivery após um dia corrido ou como uma escolha prática, ele é uma das opções mais consumidas no país. Mas será que o hambúrguer é um vilão para quem está em processo de emagrecimento? É o que vamos descobrir a seguir!

De acordo com números da Kantar, esse hábito segue em crescimento: cerca de 47 milhões de brasileiros consumiram hambúrguer no primeiro trimestre de 2024, somando mais de 113 milhões de ocasiões de consumo no período.

Para Fernanda Lopes, nutricionista da Six Clinic, o efeito desse tipo de preparo está diretamente relacionado à composição do prato e à frequência de consumo.

“Quando inserido dentro de uma rotina nutricional equilibrada, o hambúrguer não compromete o emagrecimento. O que costuma pesar é o excesso de calorias associado, principalmente pela combinação com produtos ultraprocessados e de alta concentração calórica”, explica a especialista.

5 tipos de alimentos que você deve evitar para ter mais qualidade de vida

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Veja a seguir 5 dicas da nutricionista de como incluir o hambúrguer na dieta sem prejudicar seu emagrecimento

1

O tipo de carne define o valor energético

Versões industrializadas costumam apresentar maior teor de gordura saturada, sódio e aditivos, o que eleva a concentração calórica. Já as opções artesanais ou feitas em casa permitem maior controle sobre o corte e a proporção de gordura.

“O tipo de carne impacta diretamente o perfil nutricional. Cortes com maior teor de gordura aumentam o valor energético e podem dificultar o ajuste ao longo do dia. A escolha por carnes mais magras favorece uma melhor distribuição de macronutrientes”, orienta.

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2

A combinação de ingredientes pode elevar a carga calórica

O preparo isolado raramente é o principal fator de desequilíbrio. O aumento do valor energético ocorre, na maioria das vezes, pela associação com ingredientes altamente processados e ricos em gordura.

“A soma de itens como queijos processados, bacon e molhos industrializados eleva significativamente a carga energética, além de reduzir a qualidade nutricional. Esse tipo de combinação aumenta o teor calórico sem promover saciedade proporcional”, explica a nutricionista.

3

O tipo de pão influencia a resposta metabólica

A escolha do pão também interfere diretamente na velocidade de absorção dos carboidratos e na resposta do organismo após o consumo.

“Alimentos com alto índice glicêmico favorecem picos de glicose seguidos de queda rápida, o que pode aumentar a fome em curto prazo. Já opções com maior teor de fibras promovem absorção mais lenta e maior saciedade”, destaca.

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4

A frequência ao longo da semana interfere no resultado

Mais do que um consumo pontual, o efeito está relacionado à frequência com que esse tipo de refeição aparece na alimentação ao longo dos dias.

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“O organismo responde ao padrão alimentar ao longo do tempo. A repetição frequente de preparações com alta carga calórica pode comprometer o déficit necessário para o emagrecimento, mesmo quando há controle em outros momentos”, afirma.

5

Faça escolhas mais saudáveis na montagem

Também é possível melhorar a qualidade da escolha com ajustes simples. Dar preferência a carnes magras, evitar excesso de queijos, reduzir molhos prontos e incluir folhas e legumes aumenta o valor nutricional e melhora a resposta do organismo após o consumo.

“Quando essa escolha está inserida em um contexto alimentar organizado, mesmo preparações mais densas em calorias podem fazer parte da estratégia de emagrecimento. O equilíbrio ao longo do dia é o principal fator para manter consistência e resultado”, conclui.

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