sexta-feira, 24 de julho de 2026

Fazer força com o pescoço durante abdominal: por que acontece

Fazer força com o pescoço durante abdominal é um erro comum que muitas pessoas cometem sem ter noção do quanto ele pode ser prejudicial à eficiência do exercício e à própria segurança ou bem-estar.

Ele acontece principalmente por falta de técnica correta e pela tentativa de compensar a falta de força no abdômen usando a musculatura do pescoço para “ajudar” a elevar o tronco.

Durante o abdominal, alguns praticantes posicionam as mãos por trás da cabeça e e empurram ela ao subir o tronco — algo que não é uma boa ideia e que pode aumentar significativamente o risco de lesões e dores.

As mãos por trás da cabeça durante o abdominal devem servir apenas como um apoio leve, e não como uma maneira de “impulsionar” o exercício.

Além disso, quando o indivíduo nota que não vai conseguir mais subir o abdômen com a força do core, é comum recorrer involuntariamente ao pescoço para completar as últimas repetições. Isso atrapalha a eficiência do exercício e colabora para o surgimento de machucados e outros incômodos.

Então, não é normal “trabalhar” o pescoço durante o abdominal. O foco do movimento deve ser sempre a ativação do abdômen, sendo que a cervical deve permanecer alinhada à coluna durante todo o movimento e atuar apenas como estabilizadora da cabeça.

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Abdominal: como fazer sem sobrecarregar o pescoço

Uma das principais dicas é se certificar de que a musculatura que está sendo exigida durante o exercício é realmente o abdominal.

Quando ele não está sendo bem ativado, a região cervical acaba “entrando no jogo” para compensar o esforço e auxiliar na elevação do tronco, o que pode desencadear dor no pescoço.

Outro ponto que você deve checar é se o controle do exercício está adequado. Subir e descer rápido demais diminui o trabalho da barriga e pode gerar sobrecarga no pescoço. O ideal é que o abdominal seja feito de maneira lenta e consciente.

Prender o ar durante o abdominal também é um erro que pode aumentar a pressão na cervical e resultar em desconfortos no pescoço. É preciso respirar de um jeito sincronizado e cadenciado com cada fase do exercício.

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Quais os benefícios do abdominal? O que ativa?

Quando feito adequadamente, o abdominal pode oferecer uma série de benefícios à funcionalidade e à saúde. Uma revisão publicada no Sports Medicine aponta que os efeitos positivos do exercício incluem fortalecimento do core, melhora na estabilidade da coluna e da postura e auxílio na transferência de força entre superiores e inferiores.

“Ele ativa principalmente o músculo reto abdominal, responsável pela flexão do tronco. Além disso, trabalha músculos oblíquos internos e externos e o músculo transverso do abdome”, cita o Dr. Daniel Oliveira, ortopedista especialista em coluna vertebral e diretor do Núcleo de Ortopedia e Traumatologia de Belo Horizonte.

Como fazer abdominal?

Deite de costas no chão com os joelhos flexionados, pés plantados no chão e olhando para o teto. Para evitar a sobrecarga da cervical durante a execução, apoie os dedos ao lado da cabeça ou faça um ‘X’ com os braços no peito. Sem forçar o pescoço, flexione o abdômen e volte à estendê-lo, retornando à posição inicial.

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Quais são os melhores exercícios para abdômen?

 

 

 

 

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/forca-com-o-pescoco-abdominal/

O exercício errado pode colocar sua saúde vascular em risco; saiba mais

Praticar atividades físicas se transformou em sinônimo de saúde e qualidade de vida. O movimento traz benefícios já comprovados pela ciência, desde uma caminhada de 20 minutos até uma corrida de alta performance. Porém, para o sistema vascular, essa equação não é tão simples.

Especialistas ressaltam que a execução inadequada de um movimento ou a escolha de uma atividade de alto impacto repetitivo pode transformar o que seria um remédio em um perigo silencioso para veias e artérias.

O problema é que o corpo pede movimento, mas exige orientação.

Dados do Ministério da Saúde indicam que 47,5% da população adulta brasileira não se movimenta o suficiente, um índice que cresce entre mulheres e idosos.

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Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), esse comportamento sedentário está diretamente relacionado ao aumento de casos de insuficiência venosa crônica e ao surgimento precoce de varizes.

A saída, segundo a Dra. Haila Almeida, médica cirurgiã vascular e fundadora do Instituto Alphaveins, está em um músculo muitas vezes subestimado: a panturrilha.

Conhecida como o “coração periférico”, a região é a responsável por bombear o sangue de volta ao coração, uma tarefa que as veias não conseguem realizar sozinhas.

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“Cada contração comprime as veias profundas e empurra o fluxo venoso. Fortalecer essa região é uma questão funcional, e não apenas estética”, explica a médica.

O que funciona e o que gera risco

Entre as atividades mais indicadas para a saúde vascular estão os exercícios de baixo impacto, como caminhada, natação, hidroginástica e ciclismo leve.

A água, em especial, exerce uma pressão hidrostática que funciona como uma drenagem natural que alivia o peso nas pernas. A musculação também entra na lista de aliadas, desde que bem orientada e com respeito aos limites do corpo.

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O problema surge com os exageros. “Saltos sucessivos e a musculação com carga excessiva podem fragilizar as paredes venosas, elevar a pressão intra-abdominal e criar um ambiente perigoso para a formação de coágulos. A hidratação inadequada é outro fator crítico. Com a reposição hídrica insuficiente, o sangue se torna mais viscoso, a circulação fica lenta e o risco de trombose aumenta, especialmente em pessoas com predisposição”, afirma a especialista.

Quando ficar em alerta?

De acordo com a Dra Haila, dores na panturrilha que surgem durante a corrida e somem no repouso, inchaço persistente em apenas uma perna, sensação de queimação ou o aparecimento súbito de veias dilatadas são alertas que não podem ser ignorados.

“Nesses casos, insistir no treino é um risco. A recomendação é que o melhor esporte não é o mais intenso, mas aquele que o praticante consegue manter com prazer, regularidade e, acima de tudo, sem lesões”, finaliza a cirurgiã vascular.

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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/o-exercicio-errado-pode-colocar-sua-saude-vascular-em-risco-saiba-mais/

Hidratação ideal depende do peso, da rotina e até do clima; entenda

Uma dúvida muito comum é saber qual a quantidade ideal que devemos beber de água ao longo do dia. Apesar da recomendação de “oito copos diários” ou até mesmo “entre 2 a 3 litros”, especialistas contam que não existe uma regra única para todas as pessoas.

A necessidade de hidratação varia conforme características individuais, como peso corporal, nível de atividade física, idade, temperatura ambiente e condições de saúde

Que a água é essencial para o funcionamento do organismo, não temos dúvida, pois ela não só participa do transporte de nutrientes, mas também regula da temperatura corporal, elimina toxinas, ajuda no funcionamento dos rins e na manutenção de diversas funções metabólicas.

Ainda assim, muitas pessoas não conseguem manter uma ingestão adequada ao longo do dia.

Um estudo internacional publicado na revista Science, que avaliou mais de 5.600 pessoas de diferentes países e faixas etárias, reforçou que a necessidade hídrica varia significativamente entre os indivíduos, derrubando a ideia de que todos precisam consumir exatamente dois litros de água por dia.

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Fatores como sexo, idade, clima e atividade física influenciam diretamente a quantidade necessária. 

Segundo Luciana Prado Azevedo, professora de Medicina da Universidade São Judas, integrante da Inspirali, ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, uma forma simples de estimar a quantidade diária de água é utilizar o peso corporal como referência. 

“Não existe uma quantidade de água que sirva para todas as pessoas. A necessidade de hidratação varia conforme fatores como peso, idade, nível de atividade física, temperatura ambiente e até algumas condições de saúde. Por isso, o mais importante é respeitar as necessidades do organismo e manter uma ingestão regular de líquidos ao longo do dia”, explica. 

Quanto de água devo beber por dia?

Uma forma prática de estimar a quantidade diária de água é multiplicar o peso corporal por 35 ml. 

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Exemplos:

  • Pessoa com 60 kg – cerca de 2,1 litros por dia. 
  • Pessoa com 70 kg – cerca de 2,45 litros por dia. 
  • Pessoa com 80 kg – cerca de 2,8 litros por dia. 

A professora ressalta que esse cálculo é apenas uma estimativa. A necessidade de água pode ser maior em situações como prática de atividade física, dias muito quentes, febre, gravidez ou outras condições que aumentam a perda de líquidos. 

7 razões para você não descuidar da água nos dias frios

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Inverno: atenção redobrada

Embora a preocupação com a hidratação seja mais comum durante o verão, os especialistas alertam que o inverno também merece atenção. Com as temperaturas mais baixas, a sensação de sede diminui naturalmente, fazendo com que muitas pessoas reduzam o consumo de água sem perceber. 

“A menor sensação de sede não significa que o organismo precise de menos água. Continuamos perdendo líquidos pela respiração, pela urina e pela transpiração, mesmo em dias frios.

Quando a ingestão é insuficiente, podem surgir sintomas como dor de cabeça, cansaço, tontura, ressecamento da pele, dificuldade de concentração e até alterações no funcionamento dos rins”, destaca Luciana. 

Além disso, ambientes fechados e o uso frequente de aquecedores e ar-condicionado podem favorecer a desidratação, especialmente entre crianças e idosos, grupos mais vulneráveis aos efeitos da baixa ingestão de líquidos. 

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Como beber mais água no dia a dia?

Para quem tem dificuldade em manter uma rotina de hidratação, pequenas estratégias podem ajudar a transformar o hábito em algo mais natural. 

“Não é necessário esperar sentir sede para beber água. O ideal é distribuir a ingestão ao longo do dia. Muitas pessoas conseguem melhores resultados quando estabelecem metas simples e associam o consumo de água a atividades da rotina, como refeições, intervalos de trabalho ou deslocamentos”, orienta a médica. 

Entre as dicas que podem facilitar a hidratação estão: 

  • Manter sempre uma garrafa de água por perto. 
  • Beber um copo de água ao acordar e outro antes de dormir. 
  • Consumir pequenos volumes regularmente, como um copo a cada uma ou duas horas. 
  • Utilizar aplicativos ou alarmes para lembrar da hidratação. 
  • Apostar em frutas ricas em água, como melancia, melão, laranja e abacaxi. 
  • Aromatizar a água com rodelas de limão, hortelã ou gengibre para variar o sabor. 
  • Estabelecer metas diárias e acompanhar o consumo. 
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Outro indicador importante é a cor da urina. Em geral, tons mais claros costumam indicar uma hidratação adequada, enquanto urina muito escura pode ser um sinal de que o organismo precisa de mais líquidos. 

“Mais do que atingir um número específico de litros, o importante é criar o hábito de beber água regularmente e observar os sinais que o próprio corpo oferece. A hidratação adequada é uma das medidas mais simples e eficazes para promover saúde e bem-estar”, finaliza a profissional.

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Fazer força com o pescoço durante abdominal: por que acontece

Fazer força com o pescoço durante abdominal é um erro comum que muitas pessoas cometem sem ter noção do quanto ele pode ser prejudicial à e...