segunda-feira, 2 de março de 2026

Execução muda quando o foco é emagrecimento?

Quando o objetivo é emagrecer, muita gente muda a forma de treinar. As repetições ficam mais rápidas, as cargas diminuem e o treino vira quase um circuito interminável. A lógica parece simples: quanto mais movimento, mais gordura vai embora.

Mas a execução do exercício em si não deveria mudar. O que muda é a estratégia ao redor dele.

Técnica continua sendo prioridade

Um agachamento bem feito para hipertrofia é o mesmo agachamento que deve ser feito quando o foco é perda de gordura. A mecânica articular não se adapta ao seu objetivo estético.

Estudos publicados no Journal of Strength and Conditioning Research mostram que desalinhamentos técnicos reduzem o recrutamento do músculo alvo e aumentam a sobrecarga nas articulações. Quando a técnica se perde para acelerar o ritmo, o estímulo muscular diminui e o risco de lesão aumenta. Em outras palavras, fazer “mais rápido” não significa fazer melhor.

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O que muda é a organização do treino

Quando o foco é emagrecimento, o ajuste acontece na estrutura da sessão. Intervalos podem ser reduzidos, a densidade do treino pode aumentar e exercícios podem ser combinados em sequência para elevar o gasto energético total.

Pesquisas publicadas no Medicine & Science in Sports & Exercise indicam que o gasto calórico está mais relacionado ao volume total e à intensidade global da sessão do que apenas à velocidade de cada repetição. Ou seja, não é a pressa que determina o resultado, mas o conjunto do estímulo.

Preservar músculo é parte do processo

Outro ponto fundamental é que perder gordura não significa abandonar o estímulo de força. Revisões no Sports Medicine mostram que manter massa muscular durante um déficit calórico depende de estímulo mecânico consistente.

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Controlar a fase excêntrica do movimento e manter boa técnica favorece o tempo sob tensão e ajuda na preservação muscular. Movimentos descontrolados até podem elevar a frequência cardíaca, mas não substituem um estímulo bem executado.

Qual é a importância da massa muscular?

Emagrecer não é treinar pior

O corpo não sabe qual é o seu objetivo estético. Ele responde à tensão aplicada, ao volume de treino e ao balanço energético.

Se a execução piora porque o foco virou “queimar calorias”, você pode estar comprometendo exatamente o que ajuda no emagrecimento: manter músculo enquanto reduz gordura corporal.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/execucao-muda-quando-o-foco-e-emagrecimento/

Longevidade além da dieta: entenda o papel da massa muscular na saúde

Quando se fala em longevidade, o imaginário coletivo costuma associar o tema à genética, alimentação equilibrada e controle de doenças crônicas, mas um fator decisivo para viver mais e melhor ainda recebe pouca atenção fora do meio científico, a massa muscular.

Mais do que estética ou desempenho, os músculos têm um papel central na manutenção da saúde ao longo dos anos, influenciando diretamente a autonomia, o metabolismo e até a prevenção de doenças graves.

“Existem muitos fatores que contribuem para viver mais com mais saúde, mas quando listamos, raramente os músculos são citados, apesar de terem um enorme peso na saúde”, destaca o cardiologista e médico do exercício e esporte, Dr. Rafael Marchetti.

Músculos e terceira idade

Com o avanço da idade, ocorre naturalmente a perda de massa e força muscular, processo conhecido como sarcopenia. Esse fenômeno está associado a maior risco de quedas, fraturas, perda de independência funcional e aumento da mortalidade.

“Estudos já mostram que indivíduos com maior massa muscular tendem a apresentar melhor equilíbrio metabólico, menor inflamação sistêmica e mais resistência a doenças cardiovasculares e metabólicas, como diabetes tipo 2”, destaca o Dr. Rafael Marchetti.

Quais os benefícios da atividade física para idosos?

Do ponto de vista metabólico, os músculos são grandes consumidores de glicose. Quanto maior e mais ativo for o seu tecido muscular, melhor também será o controle da glicemia e da sensibilidade à insulina.

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“Isso explica por que pessoas com boa massa muscular apresentam menor risco de desenvolver resistência insulínica, condição diretamente ligada ao envelhecimento precoce e a diversas complicações de saúde”.

Saúde do coração

A relação entre músculos e longevidade também passa pelo sistema cardiovascular. A prática regular de exercícios que estimulam a força contribui para a melhora da pressão arterial, da função endotelial e da capacidade cardiorrespiratória.

Atividade física ajuda a tratar doenças reumáticas?

“Para o coração, um corpo muscularmente ativo representa menor sobrecarga em atividades cotidianas e maior eficiência no uso de oxigênio, fatores que se refletem em menor risco de eventos cardiovasculares”.

Autonomia e mobilidade

Além dos benefícios fisiológicos, a manutenção da massa muscular impacta diretamente a qualidade de vida. Força, equilíbrio e mobilidade garantem autonomia por mais tempo, permitindo que o envelhecimento ocorra com independência e menor necessidade de cuidados constantes.

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“Construir e preservar massa muscular não é um objetivo restrito a atletas ou pessoas jovens. Pelo contrário, é uma estratégia de saúde que deve acompanhar todas as fases da vida”, alerta o Dr. Rafael Marchetti.

As melhores atividades físicas para serem praticadas na terceira idade

1. Musculação

A musculação, quando bem adaptada e indicada, ajuda a tratar a sarcopenia — perda de massa muscular natural que ocorre com o avanço da idade.

Também colabora para a melhora da força, da coordenação motora, da resistência e da densidade óssea, o que contribui para a prevenção de quedas e para a independência funcional.

2. Caminhada

A caminhada consiste em uma modalidade aeróbica que proporciona benefícios significativos ao condicionamento físico. A prática fornece energia e favorece o sistema cardiovascular.

3. Natação e hidroginástica

Os esportes aquáticos, como a natação e a hidroginástica, são boas opções de atividade física para a terceira idade. Essas modalidades apresentam baixo impacto nas articulações e trabalham todos os músculos do corpo.

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4. Pilates

O Pilates está entre as atividades que podem trazer uma série de benefícios durante a terceira idade. Um deles é o fortalecimento da musculatura estabilizadora do corpo, que é fundamental para a boa postura, o equilíbrio e a estabilidade.

Um estudo publicado no Journal of Sports Science & Medicine aponta que essa modalidade, quando incluída na rotina de forma regular, pode aumentar a flexibilidade em até 40% após apenas oito semanas.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Miami ainda mostra que idosos que fazem Pilates apresentam uma melhora significativa na amplitude dos movimentos e nas dores articulares.

“Com movimentos de baixo impacto, como a elevação pélvica ou o alongamento lateral da coluna, já é possível notar avanços importantes. A chave está na repetição e no respeito aos limites do corpo”, afirma a Vanessa de Andrade, fisioterapeuta e professora de Pilates.

5. Yoga

O yoga auxilia na redução de dores articulares e da rigidez, na melhora da mobilidade, na qualidade do sono e na regulação do sistema nervoso e das emoções. A respiração profunda durante a prática colabora para a diminuição do estresse e da ansiedade.

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“O Yoga é benéfico em todas as idades, mas é especialmente importante para idosos principalmente quando se trata de mobilidade saudável. A frase resume uma realidade: envelhecer não precisa significar perder movimento, mas preservar, e até recuperar, capacidades corporais essenciais”, destaca  Francisco Kaiut, fundador do Método Kaiut Yoga.

Atividades físicas previnem sarcopenia?

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/longevidade-alem-da-dieta-entenda-o-papel-da-massa-muscular-na-saude/

Sofre com dores crônicas? Veja como Yoga pode ajudar a reduzi-las

As dores crônicas estão entre as queixas de saúde mais comuns da atualidade, milhões de pessoas convivem diariamente com desconfortos persistentes que afetam mobilidade, produtividade e bem-estar emocional. Mas, enquanto muitos recorrem apenas a medicamentos, uma técnica milenar auxiliar tem ganhado destaque por sua eficácia natural e respaldo crescente da ciência: O Yoga.

O professor de Yoga e especialista no Método Kaiut Yoga, Ravi Kaiut, explica que as dores crônicas costumam ter origem multifatorial, envolvendo tensões acumuladas, má postura, sedentarismo, traumas passados e até alterações emocionais.

“Não é à toa que o Yoga tem milhares de anos e continua sendo muito utilizada, agora mais ainda com o advento das descobertas da ciência”, afirma.

Yoga: a chave para prevenir o Burnout e melhorar o bem-estar no trabalho

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Por que o Yoga funciona tão bem para dores crônicas?

Ao contrário do exercício tradicional, que muitas vezes exige força, velocidade ou condicionamento físico, o Yoga, principalmente em métodos modernos baseados em biomecânica, como o Método Kaiut Yoga, trabalha o corpo de maneira gentil, profunda e restauradora.

1. Descompressão articular
“Grande parte das dores crônicas se instala porque o corpo perde mobilidade ao longo do tempo. O Yoga atua suavemente nas articulações, liberando tensões antigas e restaurando movimentos que foram sendo bloqueados”;

2. Reprogramação neuromuscular
“O cérebro cria padrões de proteção diante da dor. Com o tempo, esses padrões viram hábitos corporais que pioram o problema. Sequências específicas de posturas ajudam a “ensinar” o sistema nervoso a relaxar, fortalecendo as conexões mente-corpo”;

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3. Regulação emocional e do sistema nervoso
“Respiração lenta e consciente reduz níveis de estresse, cortisol e ansiedade, três gatilhos conhecidos para dores persistentes”.

Método Kaiut Yoga: Um Yoga adaptado para quem sente dor
Diferente de práticas mais vigorosas ou acrobáticas, o Método Kaiut Yoga, criado pelo professor Francisco Kaiut, foi desenvolvido especialmente para restaurar o corpo moderno e suas limitações.

Essa abordagem usa posturas simples, tempo de permanência prolongado e foco preciso em articulações, o que o torna ideal para vários tipos de dores:

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  • dores no quadril;
  • dores no pescoço;
  • dores nos ombros;
  • fibromialgia;
  • artrite e artrose;
  • tensões por estresse;
  • dores por longas horas sentado.

O Yoga como caminho consistente (e acessível) para quem sente dor
A prática regular é o grande diferencial: pequenas doses diárias ou semanais promovem mudanças reais no tecido corporal e na resposta do cérebro ao desconforto.

“Para quem convive com dores crônicas e busca alternativas eficazes, sem riscos e com respaldo científico, o Yoga permanece sendo uma das opções mais completas, a força dessa prática atravessa milênios e continua atual justamente porque funciona”, afirma Ravi Kaiut.

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