quinta-feira, 12 de março de 2026

Exercício físico influencia na libido feminina?

Um estilo de vida ativo beneficia a saúde física e mental de diferentes maneiras. Entre os efeitos mais conhecidos estão o fortalecimento dos músculos, a regulação do humor, melhora da qualidade do sono e aumento da disposição no dia a dia. Mas um ponto que desperta bastante curiosidade em relação a esse assunto é: será que se exercitar ajuda na libido e na resposta sexual?

Exercício físico influencia na libido feminina?

atividade física regular pode ter um impacto positivo na libido feminina. De acordo com a Dra. Karla Mazzini, médica ginecologista, o hábito é muito bom para a saúde hormonal, circulatória e emocional — três pilares fundamentais para uma vida sexual satisfatória.

“O exercício melhora a oxigenação dos tecidos, reduz o estresse, equilibra os níveis hormonais e favorece a autoestima e a imagem corporal. Tudo isso reflete positivamente na libido“, comenta.

“Quem se movimenta com regularidade tende a se sentir mais conectado ao próprio corpo e mais disponível ao prazer”, completa.

Um estudo divulgado na National Library of Medicine investigou os efeitos dos exercícios em mulheres que utilizam antidepressivos e relatavam queda no desejo sexual.

Continua após a publicidade

Os resultados foram bastante animadores: as participantes que passaram a se movimentar com frequência tiveram uma boa melhora na função sexual global, incluindo o orgasmo.

Por que se exercitar ajuda a aumentar a libido?

Existem explicações fisiológicas claras para a melhora da libido promovida pelos treinos regulares.

Durante os exercícios, principalmente em atividades mais intensas ou com sobrecarga muscular, o organismo ativa o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, responsável pela produção dos hormônios sexuais.

Continua após a publicidade

“Isso leva a um aumento natural da testosterona, inclusive nas mulheres. Apesar das mulheres produzirem esse hormônio em menor quantidade do que os homens, ele é essencial para o desejo sexual, vitalidade e bem-estar.”

Além disso, a prática regular de atividades físicas faz toda a diferença para a liberação de neurotransmissores como endorfina, dopamina e serotonina, que favorecem a sensação de prazer e reduzem o estresse.

“Também há melhora da circulação sanguínea, inclusive na região pélvica, o que favorece a resposta sexual”, cita a ginecologista.

Continua após a publicidade

Mazzini ressalta que, para manter o desejo sexual, é preciso cuidar do corpo de maneira integral. “Além dos exercícios, é essencial adotar uma alimentação equilibrada, ter um sono de qualidade, manejar o estresse e preservar vínculos afetivos saudáveis”, finaliza.

Acompanhe o nosso WhatsApp

Quer receber as últimas dicas e matérias incríveis de Boa Forma direto no seu celular? É só se inscrever aqui, no nosso canal no WhatsApp.

Yoga e saúde sexual: como a prática melhora a experiência de homens e mulheres

Publicidade


source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/exercicio-fisico-libido-feminina/

Dormir melhor: como a atividade física ajuda a regular o sono

Atualmente, dormir mal não é apenas um efeito colateral da vida moderna, mas sim um problema estrutural, pois tem impactos direto na saúde e, principalmente, na produtividade. O corpo humano não foi projetado para funcionar em estado permanente de alerta; ainda assim, isso passou a ser o padrão.

Dados recentes no Brasil mostram que cerca de 70% a 72% da população apresenta algum tipo de distúrbio do sono em 2025, com aproximadamente 20,2% dos brasileiros nas capitais dormindo menos de seis horas por noite, e 31,7% apresentando sintomas de insônia, segundo o Vigitel, relatórios do Ministério da Saúde e da Associação Brasileira do Sono.

Segundo pesquisa Vitality, pessoas com sono regular e de boa qualidade podem ter até 24% a 31% menos risco de morte prematura e viver de 2 a 4 anos a mais em comparação com quem dorme mal.

Por que sinto sono depois de treinar?

Para efeito de comparação, estudos mostram que uma pessoa que dorme menos de seis horas por noite pode apresentar desempenho cognitivo equivalente ao de alguém sob efeito de álcool, especialmente em tarefas que exigem atenção e tomada de decisão.

Continua após a publicidade

O papel do exercício físico

Um levantamento realizado pela Fortalece, plataforma especializada em saúde e bem-estar, identificou que a prática regular e estruturada de atividade física está diretamente associada a melhorias na qualidade do sono. Entre os principais benefícios observados estão a redução dos episódios de insônia, a diminuição do tempo necessário para adormecer e o aumento da duração e da sensação de sono restaurador.

Por que me sinto feliz depois de treinar?

“Em um programa conduzido com metodologia própria, voltado à melhoria de hábitos relacionados à prática de exercícios físicos junto a grupos de profissionais da educação, os resultados foram percebidos de forma rápida e consistente. Em apenas sete semanas, os participantes registraram um aumento de 12,9% na autoavaliação da qualidade do sono”, destaca Marcos Rinaldi, especialista em neurociência e fundador da Fortalece.

Além da avaliação direta de sono, outros indicadores percebidos pelos usuários, e correlacionados, também apresentaram melhoras:

Continua após a publicidade
  • 8,56% de melhora no humor
  • 12,90% de melhora no sono
  • 5,17% de melhora na saúde de forma geral
  • 8,25% de melhora na qualidade de vida

O resultado dialoga com um movimento global de revisão do papel dos medicamentos no tratamento dos distúrbios do sono. O mercado de fármacos para dormir segue em expansão, mas evidências apontam que o exercício regular pode gerar benefícios comparáveis, e mais duradouros, sem os efeitos colaterais associados ao uso contínuo de remédios.

A explicação está na fisiologia. Durante a prática de exercícios, o organismo reduz os níveis de cortisol (hormônio do estresse), melhora a sensibilidade à insulina e regula a liberação de substâncias fundamentais para o descanso, como a melatonina. O efeito não acontece apenas no dia do treino; ele se acumula com a repetição.

“O exercício físico funciona como um regulador natural do organismo. Ele ajuda a alinhar o relógio biológico, melhora a resposta hormonal e prepara o corpo para o descanso. Quando essa prática faz parte de uma rotina estruturada, os efeitos são profundos e consistentes”, explica Rinaldi.

Continua após a publicidade

Não basta apenas treinar…

Um ponto que chama atenção é que não são os treinos extremos que trazem os melhores resultados para o sono, mas a regularidade. Comparativos mostram que pessoas que se exercitam de forma moderada, três a quatro vezes por semana, tendem a dormir melhor do que aquelas que alternam longos períodos de sedentarismo com esforços intensos e esporádicos.

Segundo uma meta-análise publicada no PubMed com mais de 8.600 participantes, melhorar a qualidade do sono está associado à redução de cerca de 63% nos sintomas de depressão, 51% na ansiedade e 42% no estresse, refletindo efeitos na saúde mental. Estudos também indicam que pessoas com sono de baixa qualidade têm até 38% mais chance de morte ao longo do tempo, e dormir pouco está ligado a um aumento de cerca de 14% no risco de mortalidade geral.

E as pesquisas não param por aí. Uma meta-análise em rede, também publicada em 2025, sobre pacientes com insônia mostrou que diferentes modalidades de exercício, como yoga, caminhada e tai chi, estão associadas a aumentos no tempo total de sono, redução do tempo para iniciar o sono e melhora de vários parâmetros objetivos e subjetivos do sono em comparação com controles. 

Estudos também apoiam as recomendações de saúde internacionalmente aceitas de que pelo menos 150 minutos por semana de atividade física moderada, como orientado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para benefícios gerais à saúde, estão associados a efeitos benéficos no sono, incluindo maior eficiência do sono e redução da latência para adormecer, além de potenciais reduções no uso de medicamentos hipnóticos em casos leves de insônia, em comparação com indivíduos sedentários.

Continua após a publicidade

Ademais, revisões bibliográficas apontam que pessoas fisicamente ativas tendem a relatar mais tempo de sono profundo e melhor qualidade geral de descanso em comparação com sedentários, sugerindo que a atividade física pode influenciar positivamente fases do sono associadas à recuperação física e ao equilíbrio emocional.

“O exercício é uma das estratégias mais acessíveis, naturais e eficazes para recuperar o equilíbrio do corpo e da mente”, finaliza o profissional.

Acompanhe o nosso WhatsApp

Quer receber as últimas dicas e matérias incríveis de Boa Forma direto no seu celular? É só se inscrever aqui, no nosso canal no WhatsApp

Publicidade


source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/dormir-melhor-como-a-atividade-fisica-ajuda-a-regular-o-sono/

Gordura localizada: 4 regiões do corpo que são mais difíceis de reduzir

Quem está em processo de emagrecimento, sabe que eliminar gordura corporal é um dos tópicos de objetivos, principalmente, porque o corpo nem sempre responde de forma uniforme. Algumas regiões parecem demorar mais para mudar, mesmo com a constância nas atividades físicas somada à alimentação equilibrada.

Esse desafio também aparece nos números: dados do relatório global World Obesity Atlas 2025, elaborado pela World Obesity Federation e publicado em 2025, mostram que 68% dos brasileiros vivem com excesso de peso, sendo 31% com obesidade e 37% com sobrepeso, evidenciando a dimensão do tema no país.

Fernanda Lopes, nutricionista da Six Clínic, iniciativa 100% online voltada ao cuidado em obesidade e sobrepeso, destaca que essa resistência tem explicação fisiológica. “Algumas áreas do organismo possuem maior densidade de receptores que dificultam a mobilização da gordura armazenada. Além disso, fatores hormonais, genéticos e o próprio padrão metabólico de cada pessoa influenciam diretamente onde o corpo tende a acumular e preservar reservas energéticas”, explica. 

Pensando nisso, a especialista destaca algumas das partes do corpo que costumam apresentar maior resistência durante a trajetória de perda de peso, confira:

1

Abdômen inferior

A região abdominal, especialmente a parte inferior, costuma ser uma das que mais geram frustração. “Essa área concentra depósitos de gordura que sofrem influência direta de fatores hormonais, estresse e hábitos de vida. Por isso, mesmo com diminuição geral do peso corporal, a mudança visual pode demorar mais a aparecer”, explica a nutricionista.

Entre os fatores que podem ajudar estão a melhora da qualidade do sono, o controle do estresse e a manutenção de um padrão alimentar equilibrado associado à prática regular de atividade física.

Continua após a publicidade
2

Flancos (laterais da cintura)

Popularmente conhecidos como “pneuzinhos”, os flancos apresentam uma característica metabólica específica. “Essa área costuma apresentar menor fluxo sanguíneo em comparação com outras partes do organismo, o que pode tornar a mobilização da gordura um pouco mais lenta”, afirma Fernanda.

Continua após a publicidade

Por esse motivo, a redução dessa área costuma acompanhar a diminuição do percentual de gordura corporal total, ocorrendo de forma gradual ao longo do processo.

3

Parte interna das coxas

O acúmulo de gordura na parte interna das coxas é bastante comum, especialmente entre mulheres. “Existe uma forte influência hormonal nesse padrão de distribuição de gordura, além de fatores genéticos e características da composição corporal feminina”, explica a especialista.

Manter constância em alimentação equilibrada e exercícios físicos contribui para reduzir o percentual de gordura corporal ao longo do tempo, impactando também essa região.

Continua após a publicidade

Qual a importância de uma boa alimentação?

4

Região lombar

O acúmulo de gordura na parte inferior das costas também costuma apresentar maior resistência. “Muitas vezes essa área concentra gordura subcutânea de longa duração, que tende a responder mais lentamente às mudanças metabólicas”, afirma Fernanda. Nesses casos, a consistência nas estratégias de alimentação equilibrada, sono adequado e atividade física regular costuma ser fundamental para estimular o organismo a utilizar essas reservas ao longo do tempo.

A profissional reforça que o corpo não elimina gordura de forma localizada e que a redução acontece de maneira global. “Não é possível escolher exatamente de qual área a gordura será eliminada primeiro. O organismo reduz o percentual de gordura corporal como um todo, e cada pessoa possui um padrão diferente de resposta metabólica”, afirma.

Quando buscar acompanhamento profissional pode fazer diferença?

A nutricionista também destaca que contar com acompanhamento profissional pode fazer diferença ao longo do processo. “Buscar orientação em um serviço especializado ajuda a entender melhor o funcionamento do corpo e a ajustar estratégias de forma segura. Hoje, inclusive, já é possível ter acompanhamento por meio da telemedicina, com consultas e suporte online, o que facilita o acesso e permite um cuidado mais contínuo para quem deseja emagrecer com orientação adequada”, conclui.

Continua após a publicidade

Acompanhe o nosso WhatsApp

Quer receber as últimas dicas e matérias incríveis de Boa Forma direto no seu celular? É só se inscrever aqui, no nosso canal no WhatsApp

Publicidade


source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/gordura-localizada-regioes-corpo-mais-dificeis-reduzir/

Exercício físico influencia na libido feminina?

Um estilo de vida ativo beneficia a saúde física e mental de diferentes maneiras. Entre os efeitos mais conhecidos estão o fortalecimento ...