Se permitir ser feliz parece algo simples mas, na vida adulta, muitas vezes se torna um desafio silencioso. Quando o carnaval chega, vemos cores, música, movimento e celebração por todos os lados.
Mas existe um carnaval ainda mais importante acontecendo dentro de nós. Um carnaval que não depende de festa, fantasia ou feriado, mas de algo muito mais sutil: permissão.
Permissão para sentir leveza, permissão para brincar, permissão para viver o momento! Porque a verdade é que muitas vezes não é a falta de alegria que nos impede de sermos felizes, mas a dificuldade de nos autorizarmos a senti-la.
Basta observar as crianças para perceber algo essencial. Elas não precisam de grandes eventos para se divertir. Uma situação comum vira aventura, um instante vira alegria, e não porque a vida seja perfeita, mas porque estão totalmente presentes.
Adultos, por outro lado, raramente estão inteiros no agora, mas sempre um pouco no passado, um pouco no futuro. Mesmo nos momentos de descanso, a mente continua ocupada, preocupada, planejando, comparando, cobrando.
Mesmo nos momentos que deveriam ser leves, nossa mente continua trabalhando, avaliando, antecipando, julgando. E, sem perceber, vamos nos afastando da experiência genuína de alegria. Parece que só conseguiremos sentir a leveza quando tudo ficar bem, mas sabemos que isso não vai acontecer.
E é aqui que entra um ensinamento precioso trazido por Catherine Price em “The Power of Fun”: existe a diversão que apenas distrai e a diversão que realmente nutre.
E essa diversão verdadeira envolve três elementos: alegria genuína (não aquela alegria performática ou socialmente esperada, mas a sensação real de prazer e envolvimento), conexão (com outras pessoas, com uma atividade, com o próprio corpo, com o momento) e presença (o estado em que o tempo parece diferente, em que você não está dividido entre mil pensamentos).
O livro propõe uma reflexão de que diversão verdadeira não é futilidade, não é perda de tempo, não é algo infantil que deve ser abandonado à medida que amadurecemos. Diversão é uma necessidade psicológica básica! É combustível emocional, é aquilo que nos reconecta com vitalidade, energia e sentido.
E talvez o carnaval interno seja justamente isso. Não necessariamente sair, festejar ou fazer algo extraordinário. Mas se permitir viver pequenos momentos de prazer real, rir, descansar, brincar, fazer algo apenas porque é gostoso.
Porque, muitas vezes, não é a falta de alegria que nos impede de ser felizes, mas a crença de que precisamos merecê-la antes!
E se permitir ser feliz é abandonar, ainda que por instantes, a fantasia da seriedade constante, da rigidez, de estar no controle de tudo. É lembrar que leveza não é irresponsabilidade, que diversão não é futilidade, que viver não é apenas dar conta.
Às vezes, felicidade é algo muito mais simples é estar presente, sentir o agora e permitir que a vida tenha, também, espaço para a alegria!
Oi, eu me chamo Priscila Conte Vieira, mas pode me chamar de Pri! Sou psicóloga, palestrante e mentora. Atuo na psicologia clínica, sou especialista em Psicologia Positiva, pós-graduanda em Terapia Cognitivo Comportamental, master em autoconhecimento, coach de vida, practitioner em PNL e também criadora do Podcast Respira, não pira (que tal dar uma conferida lá no Spotify?!)
Estarei por aqui todas as semanas, abordando temas da Psicologia Positiva, felicidade, bem-estar e os auxiliando a serem as suas melhores versões, por meio do autoconhecimento e florescimento. Para saber mais sobre mim e me acompanhar no dia a dia, é só me seguir no Instagram! Estou por lá como @priscilaconte__. Te vejo no próximo sábado! Até mais <3
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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/priscila-conte-vieira/se-permita-ser-feliz/
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