sábado, 7 de fevereiro de 2026

Canetas emagrecedoras: quando perder peso pode custar saúde

Nos últimos anos, as chamadas canetas emagrecedoras ganharam grande popularidade no Brasil. Desenvolvidas inicialmente para o tratamento do diabetes tipo 2, essas medicações passaram a ser amplamente utilizadas para a perda de peso, muitas vezes sem prescrição ou acompanhamento médico adequado.

Embora possam trazer benefícios em contextos específicos, o uso indiscriminado desses fármacos levanta um alerta importante sobre o risco da perda de massa muscular e suas consequências para a saúde.

Essas medicações atuam principalmente no controle do apetite e no aumento da sensação de saciedade, o que leva a uma redução significativa da ingestão calórica.

O problema surge quando essa redução não é acompanhada por uma alimentação equilibrada, rica em proteínas, vitaminas e minerais, além da prática regular de atividade física.

Nessas condições, o organismo pode utilizar a massa muscular como fonte de energia, resultando em um emagrecimento que não se limita à perda de gordura corporal.

O risco da perda muscular excessiva

A massa muscular exerce papel fundamental no funcionamento do corpo. Ela está diretamente relacionada ao metabolismo, à força, à mobilidade, ao equilíbrio hormonal e até ao sistema imunológico.

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A perda muscular excessiva pode provocar fadiga, fraqueza, redução do desempenho físico, aumento do risco de quedas e lesões, além de dificultar a manutenção do peso a longo prazo.

Pessoas com menor quantidade de massa muscular tendem a apresentar metabolismo mais lento, o que favorece o reganho de peso após a interrupção do tratamento.

O perigo das dietas muito restritivas

Outro fator preocupante é a associação do uso das canetas emagrecedoras com dietas muito restritivas e pobres em nutrientes.

A ingestão insuficiente de proteínas de qualidade, aliada à deficiência de micronutrientes essenciais como ferro, cálcio e vitaminas do complexo B, compromete ainda mais a preservação da massa magra e pode impactar negativamente a saúde óssea, cardiovascular e mental.

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A ausência de atividade física, especialmente exercícios de força, agrava esse cenário. O estímulo muscular é um dos principais mecanismos para a manutenção da massa magra durante o emagrecimento.

Sem esse estímulo, o corpo não recebe o sinal necessário para preservar o tecido muscular, mesmo quando a perda de peso ocorre de forma rápida.

A falsa promessa de solução rápida

É fundamental destacar que as canetas emagrecedoras não devem ser encaradas como soluções isoladas ou milagrosas. O emagrecimento saudável exige uma abordagem multidisciplinar, com avaliação médica, acompanhamento nutricional e prática regular de exercícios físicos.

Quando bem indicadas, essas medicações podem ser ferramentas úteis, desde que inseridas em um plano individualizado e seguro. Em um cenário de busca por resultados rápidos, é importante lembrar que emagrecer não significa apenas reduzir números na balança.

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Preservar a massa muscular é preservar saúde, funcionalidade e qualidade de vida. O sucesso no emagrecimento está no equilíbrio e no cuidado com o corpo como um todo.

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BIANCA VILELA é autora do livro Respire, palestrante, mestre em fisiologia do exercício pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e produtora de conteúdo. Desenvolve programas de saúde em grandes empresas por todo o país há quase 20
anos. Na Boa Forma fala sobre saúde no trabalho, produtividade e mudança de hábitos. Não deixe de visitar o Instagram: @biancavilelaoficial

 

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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/home-office-saudavel/canetas-emagrecedoras-saude/

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