Você sabia que usar o peso da balança como métrica de emagrecimento não é uma boa deia? Segundo os profissionais da saúde, esse método não é só ineficiente, como também pode trazer prejuízos ao longo do processo.
Médico do esporte que por 12 anos coordenou o núcleo das seleções femininas da Confederação Brasileira de Futebol, Nemi Sabeh, explica que para avaliar a evolução física de forma mais precisa, médicos e educadores físicos estão recorrendo a métodos como dobra cutânea, bioimpedância e densitometria de corpo total. Cada um deles tem suas particularidades, mas há um ponto em comum: a especificação da quantidade de massa muscular e de gordura corporal, algo que o peso isolado não é capaz de mostrar.
“Tem um exemplo muito legal que eu gosto de usar, que é o do Mike Tyson, pugilista histórico. Ele tinha mais de 100 quilos com cerca de 1,80 metro de altura, mas ninguém diria que ele era obeso. Isso acontece porque o músculo pesa, mas ocupa menos espaço e tem uma função completamente diferente da gordura”, explicou o médico.
E complementou: “Ao basear a análise da evolução física apenas no peso corporal total, ignora-se o fato de que a balança soma estruturas muito diferentes entre si, como músculo, gordura, ossos, vísceras e água”.
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Essa mudança de paradigma tem uma ligação direta com os achados científicos que reforçam a importância da massa muscular para a saúde em geral. Essencial para o metabolismo, para a funcionalidade do corpo e para o envelhecimento saudável, este componente pesa mais do que a própria gordura e exerce papel central na prevenção de doenças metabólicas.
“O músculo funciona como uma esponja de glicose. Quanto mais massa muscular a pessoa tem, maior é a capacidade de consumir glicose, reduzir a glicemia e diminuir o risco de doenças como diabetes e obesidade ao longo do tempo”, afirma Sabeh.
Embora essa questão já seja consenso entre a comunidade da saúde, esse entendimento ainda precisa avançar na população em geral. Treinador da Smart Fit, Lucas Florêncio afirma que muitos alunos ainda se orientam quase exclusivamente pelo número da balança, mesmo quando já apresentam ganhos claros de força e melhora na composição corporal.
Para mudar o quadro, Florêncio conta que a principal rede de academias do país tem feito um trabalho especial de educação para reforçar a ideia de que um processo de emagrecimento adequado deve mirar na recomposição corporal, isto é, em um equilíbrio mais saudável entre a representatividade de músculo e gordura no total do peso corporal. Este trabalho, ele acrescenta, consiste no incentivo à realização de avaliações de bioimpedância, testes de força e análises de mobilidade.
“Na maior parte das vezes, o aluno absorve bem quando mostramos essas métricas. Quando ele percebe que está ‘mais forte’ e ‘mais disposto’, a dependência da balança diminui. A satisfação passa a vir da conquista de capacidades físicas e de ganhos estéticos, o que acaba mantendo o aluno mais motivado no longo prazo”, relatou o treinador.
Emagreça com saúde com as dicas do treinador Lucas Florêncio no vídeo a seguir!
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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/emagrecimento-saudavel-vai-alem-da-balanca-entenda-as-metricas-que-realmente-importam/
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