quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Mobilidade na maturidade: quando a cirurgia do joelho se torna aliada

À medida que a expectativa de vida aumenta globalmente e a prática esportiva se populariza entre adultos e idosos, cresce também a incidência de dores e limitações articulares — particularmente no joelho, uma das articulações mais exigidas durante o exercício físico.

No Brasil, práticas regulares de atividade física em adultos com mais de 50 anos já alcançam prevalência de cerca de 67% entre aqueles que cumprem pelo menos 150 minutos semanais de atividade física, conforme o Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), destacando o engajamento crescente mesmo com o avanço da idade.

Entretanto, nem sempre as articulações respondem bem às demandas físicas prolongadas ou repetidas: globalmente, cerca de 365 milhões de pessoas vivem com osteoartrite, sendo o joelho a articulação mais afetada — sobretudo após os 55 anos — evidenciando o peso dessa condição na mobilidade e na qualidade de vida da população.

Para o ortopedista especializado em cirurgia do joelho, Prof. Dr. Ari Zekcer, dores crônicas, instabilidade e limitação funcional não devem ser encaradas como inevitáveis do envelhecimento: “É comum que pacientes reduzam ou abandonem a prática esportiva por dor, quando muitas vezes existem tratamentos eficazes — incluindo cirurgias modernas — capazes de restaurar a função e permitir o retorno seguro às atividades físicas”, afirma.

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Após falha de tratamentos conservadores como fisioterapia, reeducação física, fortalecimento muscular e manejo de cargas, procedimentos cirúrgicos têm demonstrado resultados progressivamente melhores graças à evolução tecnológica e às técnicas minimamente invasivas.

“A cirurgia não só alivia a dor, mas tem potencial real de restaurar a função articular e melhorar o desempenho nas atividades do dia a dia e no esporte”, explica Zekcer. Cada indicação é personalizada, considerando idade, nível de atividade, tipo de lesão e expectativas de retorno às atividades.

Além disso, a recuperação funcional pós-cirurgia, quando alinhada a um protocolo de reabilitação criterioso, pode ampliar a capacidade física, melhorar o condicionamento muscular e restabelecer autonomia — fatores associados a benefícios tanto para a saúde física quanto para a saúde mental, reforçando a importância do movimento na maturidade.

Prof. Dr. Ari Zekcer reforça ainda que “o retorno ao esporte deve respeitar fases de cicatrização e adaptação funcional; a pressa em voltar à atividade é um dos principais erros e pode comprometer resultados duradouros”.

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Para o especialista, o sucesso da cirurgia está também na condução responsável do pós-operatório. “Quando o tratamento cirúrgico é associado a reabilitação estruturada e acompanhamento contínuo, os índices de retorno seguro ao esporte e às atividades diárias são elevados, permitindo que pacientes maduros mantenham rotina ativa por muitos anos”, finaliza Zekcer. 

5 exercícios eficazes para quem sofre com dores no joelho

1. Leg press com amplitude controlada

Dentro desse contexto, o leg press aparece como uma opção frequente para quem sente dor no joelho. Quando realizado com carga moderada e sem exagerar na profundidade, o exercício permite trabalhar quadríceps e glúteos com apoio das costas, o que reduz instabilidade e impacto. 

Um estudo publicado no Clinical Biomechanics, demonstrou que limitar a amplitude do movimento diminui significativamente as forças compressivas sobre o joelho, reforçando a importância de ajustes individuais.

2. Agachamento no banco (box squat)

O agachamento no banco segue a mesma lógica de controle. Ao utilizar uma referência de altura, a descida se torna mais previsível, evitando amplitudes profundas que costumam aumentar o desconforto. Essa variação permite manter o padrão do agachamento no treino, mas com maior participação do quadril e menor sobrecarga direta sobre o joelho.

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3. Stiff ou levantamento terra romeno

Outro ponto fundamental para proteger o joelho é fortalecer a musculatura posterior. Exercícios como o stiff ou o levantamento terra romeno deslocam o foco do movimento para glúteos e posteriores de coxa, músculos essenciais para a estabilidade articular. 

Um estudo publicado no Sports Medicine, aponta que o fortalecimento dessa cadeia muscular melhora o controle do joelho em atividades como agachar, correr e subir escadas.

4. Cadeira flexora

A cadeira flexora complementa esse trabalho ao equilibrar a força entre a parte anterior e posterior da coxa. Esse equilíbrio é importante porque reduz o estresse excessivo sobre a articulação, especialmente em pessoas que treinam quadríceps com mais frequência do que posteriores.

5. Step-up baixo

Movimentos funcionais como o step-up, quando feitos em um degrau baixo e com controle da descida, também costumam ser bem tolerados. O exercício fortalece quadril e coxa ao mesmo tempo em que simula gestos do dia a dia, permitindo ajustes fáceis de intensidade conforme o nível de dor.

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Com escolhas inteligentes e execução consciente, o treino pode continuar fazendo parte da rotina, mesmo quando o joelho pede mais atenção.

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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/mobilidade-na-maturidade-quando-a-cirurgia-do-joelho-se-torna-aliada/

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