quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Reganho de peso não é fracasso: especialista explica como evitar o efeito sanfona

Com a popularização de soluções consideradas “rápidas” para o emagrecimento, como as canetas emagrecedoras, crescem também as dúvidas sobre a real eficácia desses tratamentos e, principalmente, sobre o risco de reganho de peso após a interrupção do uso.

Afinal, é verdade que o paciente pode voltar ao peso anterior? E no caso da cirurgia bariátrica, os riscos são semelhantes? Quem esclarece essas questões é o Dr. José Afonso Sallet, especialista no tratamento da obesidade e das doenças metabólicas, do Instituto de Medicina Sallet.

O primeiro ponto, segundo o médico, é compreender corretamente o conceito de obesidade. “Trata-se de uma doença crônica, complexa e multifatorial. Portanto, falamos em tratamento, não em cura.

Nesse contexto, as medicações que atuam por meio de hormônios intestinais, popularmente conhecidas como canetas emagrecedoras, apresentam boa eficácia na perda de peso e na melhora de doenças metabólicas associadas, como diabetes e dislipidemias. No entanto, o sucesso do tratamento não depende apenas do uso da medicação”, destaca.

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Reganho de peso: por que acontece?

Uma das maiores preocupações dos pacientes é o reganho de peso após a interrupção das canetas emagrecedoras. De acordo com o médico, os dados são claros: “Após cerca de um ano, mais de 80% dos pacientes recuperam o peso que tinham antes do tratamento. Isso reforça que não existe milagre”, ressalta.

Assim como ocorre com outras doenças crônicas, o tratamento da obesidade exige uso prolongado e acompanhamento médico contínuo. “As canetas emagrecedoras precisam estar associadas a mudanças comportamentais reais, que envolvem reorganização da rotina, prática regular de atividade física e um plano alimentar equilibrado. Sem isso, os resultados tendem a não se sustentar”, complementa o especialista.

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Segundo o Dr. Sallet, no caso da cirurgia bariátrica, considera-se reganho de peso quando o aumento ultrapassa 20% a 30% do menor peso atingido após o procedimento, especialmente quando há retorno das doenças metabólicas associadas. Esse cenário ocorre em cerca de 5% a 10% dos pacientes, em um período de 5 a 10 anos após a cirurgia.

“Todos os casos de reganho de peso precisam ser cuidadosamente avaliados por uma equipe especializada. A cirurgia é extremamente eficaz, mas não é mágica. O verdadeiro protagonista do processo é o paciente, que precisa assumir o compromisso com a mudança de hábitos e a continuidade do tratamento”, reforça o especialista.

Qual o primeiro passo para quem quer emagrecer em 2026?

O caminho mais seguro começa com uma avaliação médica especializada. “O ideal é procurar profissionais que atuem no tratamento da obesidade como endocrinologistas e cirurgiões bariátricos ou metabólicos inseridos em uma equipe transdisciplinar, com psicólogos, nutricionistas e orientadores de atividade física. Assim, conseguimos não apenas bons resultados na perda de peso, mas, principalmente, a manutenção desses resultados a longo prazo”, finaliza.

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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/reganho-de-peso-nao-e-fracasso-especialista-explica-como-evitar-o-efeito-sanfona/

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