Que a prática de atividades físicas faz bem para corpo e mente, não é novidade, principalmente depois de diversas comprovações científicas, com estudos e pesquisas a respeito do tema. E tem mais: de acordo com um levantamento da Brain Inteligência e Estratégia, 42% dos brasileiros praticam atividade física regularmente. E esse número vem crescendo, impulsionado por uma busca por mais bem-estar, saúde e longevidade.
Mas, junto com o crescimento da prática de atividades físicas, diversos pontos precisam ser levados em consideração, como equipamentos adequados, dependendo do esporte escolhido e também a performance sem que aconteçam as temidas lesões.
Treino invisível
Se antes o ponto principal estava no volume de treino, hoje há um conceito que anda ganhando cada vez mais espaço no universo das atividades físicas de alto rendimento: o chamado invisible training (ou treinamento invisível).
Ou seja, tudo aquilo que acontece fora da academia, da pista ou da quadra e que impacta diretamente o desempenho.
E o que entrou nessa lista?
- sono de qualidade,
- alimentação balanceada,
- mobilidade,
- recuperação muscular.
E acredite: a massagem passou a ocupar um papel extremamente técnico na rotina de quem deseja melhorar a performance dentro do esporte.
Entenda: não é só o músculo que cansa
Muitas pessoas ainda acreditam que, quando se fala em fadiga, a primeira coisa que vem em mente é “dor muscular”. Porém, esse desgaste vai muito além.
“O treino não fadiga só o músculo. Ele também sobrecarrega o sistema nervoso, que é responsável pela conexão entre cérebro e movimento”, explica o preparador físico Eduardo Shiniti Takeuchi, que já trabalhou com atletas olímpicos e profissionais do circuito mundial de surfe e skate.
De acordo com o preparador físico, a tensão acumulada pode comprometer essa comunicação, reduzindo a eficiência dos treinos e aumentando a rigidez muscular. “Quando há rigidez, essa conexão cérebro-músculo perde qualidade. Você passa a usar menos estrutura para realizar o movimento e isso impacta diretamente na performance.”
E é nesse contexto que exercícios de soltura e técnicas de recuperação estão ganhando espaço e também o mesmo peso que o treino em si. E é dentro disso que a massagem vem ganhando um papel fundamental.
Além de favorecer a mobilidade e a amplitude de movimento, a massagem também atua na regulação do sistema nervoso, ajudando a reduzir o cortisol (hormônio do estresse) e estimulando a liberação de dopamina, associada à sensação de prazer e motivação — o que influencia inclusive a disposição para o próximo treino.
O custo da lesão no esporte amador
Se para atletas profissionais a recuperação já faz parte da rotina, entre os amadores a negligência ainda é comum, além de estremamente e cara.
Muitas pessoas aumentam carga e intensidade sem preparar adequadamente a musculatura, acreditando que treinar duas ou três vezes por semana não exige tanto do corpo, mas exige. E quando a recuperação não acompanha o estímulo, o risco de lesão cresce.
A consequência é conhecida: afastamento da academia, abandono de provas e frustração com a própria performance.
Recuperação virou estratégia de performance
A massagem desportiva é a técnica mais indicada para a recuperação pós-treino, como explica Juliana Kanashiro, coordenadora técnica da rede de spas urbanos Buddha Spa. Entre os principais benefícios estão:
- Aceleração da recuperação muscular
- Redução da rigidez e da fadiga
- Melhora da circulação sanguínea
- Diminuição de dores pós-exercício
- Aumento da flexibilidade e amplitude de movimento
- Melhora do sono e redução da ansiedade
Em paralelo, técnicas como shiatsu e yin yang também podem ser indicadas quando há excesso de estresse ou tensão acumulada.
Guia rápido: como usar a automassagem a favor da performance
Para quem quer começar a incorporar o chamado treino invisível na rotina, Juliana indica práticas simples que podem ser feitas antes e depois da atividade física.
Antes do treino: ativar, não relaxar
Massagem manual leve
- Faça deslizamentos rápidos e superficiais nas pernas, panturrilhas e coxas. O objetivo é estimular a circulação e aquecer o tecido muscular.
- Evite pressões profundas para não relaxar excessivamente a musculatura antes do esforço.
Depois do treino: recuperar e soltar
Bola de massagem (ou bola de tênis)
- Posicione a bola sob áreas de maior tensão — como planta dos pés, panturrilha, glúteos ou costas — e aplique pressão com movimentos circulares ou pressão estática por alguns segundos.
A recomendação é esperar algumas horas após o treino, até que a temperatura corporal normalize, para iniciar a recuperação mais profunda.
Esse tipo de automassagem ajuda na liberação miofascial e no alívio de tensões musculares.
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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/massagem-e-performance-nas-atividades-fisicas-que-elas-tem-em-comum-descubra/
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