O sono exerce um papel central na regulação hormonal, especialmente de hormônios anabólicos como a testosterona e o hormônio do crescimento (GH). A maior liberação de GH ocorre predominantemente durante na fase profunda de sono, denominada N3.
A privação de sono, mesmo por poucos dias, pode reduzir significativamente os níveis de testosterona e comprometer a secreção adequada de GH.
O sono inadequado está associado ao aumento de hormônios catabólicos, como o cortisol, favorecendo um ambiente metabólico menos propício à síntese proteica e à recuperação muscular.
Esse desequilíbrio hormonal pode impactar diretamente os resultados físicos, levando à redução da força, pior desempenho nos treinos, maior sensação de fadiga e dificuldade para o ganho de massa muscular.
Paralelamente, alterações hormonais relacionadas ao sono também podem favorecer o aumento da gordura corporal, tanto por desregulação metabólica quanto por mudanças no apetite e no comportamento alimentar.
Dessa forma, o sono deve ser considerado um componente essencial do processo de adaptação ao exercício. Mesmo com treino e alimentação adequados, a má qualidade de sono pode limitar os ganhos e comprometer a evolução dos resultados ao longo do tempo.
Profa. Dra. Vânia D’Almeida, bióloga, mestre e doutora pela UNIFESP e pesquisadora do Instituto do Sono
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