A escolha do whey protein dentro da estratégia alimentar está cada vez mais individual. E ele não é apenas uma fonte de proteína de alto valor biológico derivada do soro do leite, mas como um componente que também precisa ser analisado dentro de um contexto mais completo de rotina, objetivo e necessidades individuais.
Camila Dias, head de nutrição da Black Skull, afirma que os diferentes tipos de whey possuem características técnicas específicas. Sua escolha mais adequada depende da forma como o suplemento será inserido na rotina.
O whey concentrado, por exemplo, costuma apresentar maior presença de lactose e outros componentes do leite, enquanto o isolado passa por um processo de filtragem mais intenso, elevando a concentração proteica. Já o hidrolisado possui proteínas parcialmente quebradas, favorecendo uma absorção mais rápida.
“A principal diferença entre os tipos de whey está no processamento e na composição final de cada produto. Mas a escolha não deve partir apenas do que é mais concentrado ou mais avançado. É importante entender qual opção faz mais sentido para o objetivo, a rotina alimentar e até para a tolerância individual de cada pessoa”, explica Camila.
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A profissional levantou três pontos importantes a serem considerados para não errar na hora da compra do whey protein:
1Entenda qual é o seu objetivo com a suplementação
O primeiro passo para escolher o whey protein ideal é entender qual será a função do suplemento dentro da rotina alimentar. Isso porque cada tipo de whey possui características diferentes relacionadas à concentração proteica, presença de lactose e velocidade de absorção.
“É Importante entender qual é o objetivo principal da suplementação. O whey concentrado, por exemplo, pode atender muito bem quem busca suporte proteico no dia a dia, enquanto versões isoladas e hidrolisadas costumam ser utilizadas em estratégias com foco em maior concentração de proteína ou absorção mais rápida”, explica Camila.
Além disso, os blends proteicos também vêm ganhando espaço por combinarem diferentes fontes e tempos de absorção dentro de uma mesma formulação, ampliando as possibilidades de uso conforme a estratégia alimentar de cada pessoa.
2Observe a composição e a tolerância individual
Além do percentual de proteína, a análise da composição completa do produto também faz diferença na escolha. Ingredientes adicionais, quantidade de carboidratos e presença de lactose podem impactar diretamente na adaptação do suplemento à rotina e às necessidades de cada pessoa.
“Além de olhar apenas a quantidade de proteína, é importante analisar a composição completa do produto, incluindo presença de lactose, carboidratos e outros ingredientes da fórmula. A escolha também precisa considerar a tolerância individual e como esse suplemento será inserido na alimentação”, afirma Camila.
Escolha um suplemento compatível com sua rotina
Para Camila, a escolha também deve considerar aspectos práticos do dia a dia, como adesão ao consumo e preferência sensorial, pontos que muitas vezes acabam sendo decisivos na constância do uso. Por isso, fatores como sabor, textura, facilidade de preparo e frequência de uso também devem entrar na decisão.
“O melhor whey não é necessariamente o mais concentrado ou o mais tecnológico, mas sim aquele que consegue ser mantido de forma consistente dentro da rotina alimentar. Praticidade, sabor e frequência de consumo também fazem parte de uma escolha mais assertiva”, finaliza.
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source https://boaforma.abril.com.br/alimentacao/whey-protein-guia-pratico-para-nao-errar-na-hora-da-compra/
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