sábado, 7 de março de 2026

Você não está com fome

Está cansada, sobrecarregada, ansiosa. Mas abre a geladeira mesmo assim, como se ali dentro estivesse a solução para o que está apertando no peito. E, por alguns minutos, até parece que está.

Descontar emoções na comida é muito comum e, antes de qualquer coisa, não é sobre falta de força de vontade. É sobre repertório.

Muitas vezes aprendemos, ao longo da vida, que comida conforta, distrai, recompensa, acalma. E de fato, ela faz tudo isso.

O problema não está em sentir prazer ao comer, mas se torna um problema quando ela se torna o único ou principal regulador emocional. O coitado do brigadeiro não tem culpa!

A comida não foi feita para ser uma anestesia constante, ela pode ser prazer, encontro, celebração. Mas quando vira fuga automática da tristeza, da ansiedade, do tédio ou da frustração, merece ser olhado com mais carinho.

Perceber o próprio comportamento alimentar é um exercício de consciência, não de culpa. É começar a se perguntar: “Eu realmente estou com fome ou quero me acalmar?”. “Se eu comer agora, o que exatamente estou tentando sentir ou evitar sentir?”, “O que eu realmente preciso neste momento?”.

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Quero te ajudar a lidar melhor com esse comportamento padrão de descontar na comida, para que você possa se libertar e ter uma relação ainda melhor com seu corpo e sua alimentação! Então aqui vão algumas dicas:

Melhore sua relação com a comida com essas dicas

1. Desenvolva consciência do gatilho

Antes de tentar mudar, é preciso compreender. Em que horários você costuma comer sem fome? Depois de quais situações? Ao sentir quais emoções? Às vezes é cansaço acumulado. Às vezes é solidão. Às vezes é excesso de cobrança. Se perceba!

2. Crie a pausa dos 5 minutos

Não é se proibir de comer. É adiar por 5 minutos e perguntar: “O que eu estou sentindo agora?” Muitas vezes, só de nomear a emoção, ela diminui de intensidade. Ou você pode perceber que a fome era sede, irritabilidade ou até mesmo busca por felicidade.

3. Amplie seu repertório de prazer

Se a comida virou o principal prazer do dia, talvez faltem outros micro-prazeres. Ele não precisa ser grandioso, pode ser um banho demorado, uma caminhada ouvindo música, um capítulo de um livro, ligar para alguém querido, deitar 10 minutos sem fazer nada. O cérebro precisa aprender que existem outras formas de regulação.

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4. Trabalhe pensamentos tudo-ou-nada

A mentalidade do “já que comi um doce, perdi o dia” mantém o ciclo. Comer algo fora do planejado não invalida todo o resto. Flexibilidade é saúde mental!

5. Pratique alimentação consciente

Sentar para comer. Mastigar devagar. Perceber textura, sabor, temperatura. Comer sem celular. Quando estamos presentes, comemos o suficiente com mais facilidade.

6. Autocompaixão no lugar da crítica

Culpa não ensina e vergonha não regula. Olhar para si com gentileza é o que realmente cria mudança sustentável.

Ter um bom relacionamento com a comida não significa comer “perfeitamente”. Significa poder comer com liberdade, sem que a comida seja inimiga e nem muleta emocional constante.

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Significa saber que você pode sentir tristeza sem precisar engoli-la junto com um pacote inteiro. Significa entender que emoções passam e que você é maior do que qualquer impulso momentâneo!

Talvez a pergunta mais importante não seja “como paro de descontar na comida?”, mas “o que está faltando em mim que estou tentando preencher?”

Quando você começa a se ouvir de verdade, a comida deixa de ser o tapa buraco emocional e passa a ser apenas alimento, às vezes prazer, às vezes nutrição, mas não mais o único refúgio. E isso muda tudo!

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Oi, eu me chamo Priscila Conte Vieira, mas pode me chamar de Pri! Sou psicóloga, palestrante e mentora. Atuo na psicologia clínica, sou especialista em Psicologia Positiva, pós graduanda em Terapia Cognitivo Comportamental, master em autoconhecimento, coach de vida, practitioner em PNL e também criadora do Podcast Respira, não pira (que tal dar uma conferida lá no Spotify?!)

Estarei por aqui todas as semanas, abordando temas da Psicologia Positiva, felicidade, bem-estar e os auxiliando a serem as suas melhores versões, por meio do autoconhecimento e florescimento. Para saber mais sobre mim e me acompanhar no dia a dia, é só me seguir no Instagram! Estou por lá como @priscilaconte__. Te vejo no próximo Sábado! Até mais <3

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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/priscila-conte-vieira/voce-nao-esta-com-fome/

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