A má qualidade de sono compromete diretamente os principais mecanismos fisiológicos envolvidos na recuperação muscular e na hipertrofia.
Durante o sono, especialmente nas fases mais profundas de sono (denominada de NREM, mais especificamente o estágio N3), ocorre um ambiente hormonal favorável à reparação tecidual, com maior liberação do hormônio do crescimento (GH) e estímulo à síntese proteica muscular.
Quando o sono é insuficiente ou fragmentado, esse processo é prejudicado. Estudos demonstram que a privação de sono está associada à redução da ar e maior liberação de hormônios relacionados ao estresse e aumento do catabolismo musculortisol.
Esse desequilíbrio favorece um estado metabólico menos eficiente para recuperação e construção muscular. Além disso, a má qualidade de sono pode impactar negativamente o desempenho físico, reduzindo força, resistência e capacidade de treinamento. Como consequência, o estímulo necessário para o ganho de massa muscular também se torna menos eficaz.
Outro ponto importante é que o sono inadequado está associado a maior percepção de fadiga e dor muscular, o que pode prolongar o tempo de recuperação entre os treinos e aumentar o risco de lesões.
Dessa forma, o sono não deve ser visto apenas como um período de descanso, mas como uma etapa ativa e essencial do processo de adaptação ao exercício. Dormir mal, de forma crônica, pode limitar significativamente os resultados, mesmo em indivíduos com treino e alimentação adequados.
Profa. Dra. Vânia D’Almeida, bióloga, mestre e doutora pela UNIFESP e pesquisadora do Instituto do Sono
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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/boa-forma-responde/qualidade-do-sono-ganho-de-musculo/
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