Emagrecer e voltar a engordar é algo mais comum do que se imagina. O tal “efeito sanfona” acontece e, muitas vezes, é enfrentado com mais frequência por quem sofre ou já sofreu de obesidade.
A obesidade é uma doença crônica que atinge 25,7% dos adultos brasileiros, de acordo com a pesquisa Vigitel 2024, do Ministério da Saúde. Quando se inclui o sobrepeso, são 62,6% da população.
Estresse, a ansiedade e padrões de restrição alimentar estão entre os principais gatilhos, o que desloca o debate para além da nutrição e reforça o papel dos chamados riscos psicossociais, conforme explica o cirurgião geral e médico gastroenterologista, Mauro Lúcio Jácome.
Tanto Jácome, quanto outros especialistas defendem que há maneiras de manter o novo peso e até continuar o processo de emagrecimento através do acompanhamento correto. Veja três delas a seguir:
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O Corpo tende a manter o peso anterior
De acordo com o cirurgião geral, o reganho de peso não é sinônimo de fracasso como muitos pensam. O especialista explica que a reação natural do corpo é manter o peso atual.
“O paciente que recupera peso após um período de tratamento não fracassou. Ele está vivendo a biologia de uma doença crônica que a cultura ainda insiste em tratar como questão de disciplina. E a resposta clínica correta não é julgá-lo. É oferecer o próximo passo de uma jornada que deveria ter sido desenhada desde o início”, observa Jácome.
2Falta de acompanhamento multidisciplinar
O especialista também alerta que, certas vezes, muitas pessoas recorrem a medicamentos ou cirurgias para a perda de peso e tratam esses mecanismos como fim da linha, quando na verdade deveria ser o início. É necessário que haja acompanhamento com médicos como endócrinos e nutricionistas para que eles acompanhem o tratamento.
“Se o reganho é previsível e fisiológico, o tratamento precisa ser desenhado para antecipar esse momento, não para ignorá-lo. A descontinuação de um fármaco não deveria ser o fim do tratamento. Deveria ser uma transição planejada para a etapa seguinte de uma jornada clínica contínua”, pontua.
Falta de conhecimento de outras alternativas
Mauro também sugere mecanismos para que a perda de peso seja mais prolongada e ofereça retorno rápido à rotina, como o uso da gastroplastia endoscópica, que reduz o volume gástrico por suturas internas sem necessidade de incisões externas.
“Quando esses recursos são integrados em protocolos multimodais combinando farmacoterapia, procedimentos endoscópicos e acompanhamento multidisciplinar, estudos clínicos mostram resultados de perda de peso clinicamente relevantes e sustentados ao longo do acompanhamento”, conclui.
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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/emagreceu-e-voltou-a-engordar-3-motivos-que-causam-o-efeito-sanfona/
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