sábado, 25 de abril de 2026

O dia que em que quebrei durante um longão

Primeiro ciclo de maratona. Aquela ansiedade que já aparece nas primeiras semanas de treino. Você se dedicando ao máximo, se alimentando bem, fazendo fortalecimento necessário….seguindo tudo da maneira mais correta impossível para conseguir dar conta dos primeiros 42 km da vida. 

Até que chegam as semanas de pico. Quem pratica corrida e possui uma prova-alvo, como uma maratona, faltando cerca de 30 ou 40 dias para a prova, os treinos são mais intensos, com um volume maior e a expectativa maior ainda!

Em São Paulo, um dos lugares mais requisitados para fazer treinos longos é a USP. É uma alternativa para quem treina corrida, além de respirar o esporte aos sábados principalmente. 

Foi lá que escolhi fazer o último longão antes da minha primeira maratona. Expectativa: correr 36 km. Realidade: cheguei aos 26 km.

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E foi uma série de “erros”, digamos assim, que eu cometi. Mesmo tendo todo o suporte, não levei água o suficiente, algo raro de se encontrar na USP, além de ter errado na suplementação. Ou seja, desidratei e não me alimentei o suficiente. 

Fora outros fatores externos, como o calor que fez no dia, estava em um momento de muita ansiedade na vida pessoal e profissional e, claro, não dormi direito na noite anterior (quando dizem que o descanso faz parte do processo, acreditem e descansem!).

A decepção na hora foi muito grande, afinal, era o último longão antes dos 42 km. Depois disso, o volume ia diminuir até o dia da prova. Com isso, vieram diversos questionamentos:

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  • será que dou conta?
  • por que eu quebrei assim?
  • por que não pensei na água?
  • por que não suplementei direito? 

Mas, depois que a gente para, conversa com sua treinadora, entende que isso pode acontecer em qualquer ciclo de maratona (eu estou indo para a minha sexta maratona esse ano e já quebrei inúmeras vezes depois disso), porque você não é uma atleta de elite, e sim uma amadora que ama correr, mas que trabalha, tem seus perrengues e precisa pagar os boletos, a gente volta pra realidade e pensa: “está tudo bem, não há necessidade alguma de se cobrar por isso”.

A corrida nos proporciona muito autoconhecimento. Eu digo que é uma das minhas terapias, porque, principalmente nesse primeiro ciclo de maratona, eu pude entender muita coisa sobre mim, sobre meu corpo, minha disposição e força de vontade. 

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Óbvio que a gente leva isso para o nosso dia a dia, mas, durante as passadas, nos treinos, essa avaliação que fazemos com a gente mesmo ajuda a abrir algumas portas e janelas na cabeça que a gente nem tinha ideia que existiam.  

Então, se está em um ciclo e quebrar, a tristeza vem, mas é momentânea. É natural se cobrar, mas, com o tempo, é natural pensar que está tudo bem e refletir dos motivos que levaram a isso e tentar não repeti-los ou fazer diferente na próxima. Outro ponto que a corrida nos fornece: a possibilidade de se reinventar a cada treino! E bora para a próxima maratona! 

Caminhar todo dia pode emagrecer mais que correr?

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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/blog-do-corre/o-dia-que-em-que-quebrei-durante-um-longao/

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