sexta-feira, 1 de maio de 2026

Boa Forma Experimenta: Aula de Pole Dance

O pole dance é uma prática que combina elementos de dança, acrobacia e treino de força, utilizando uma barra vertical como principal apoio. Apesar de ainda ser associado apenas à performance, o exercício exige preparo físico, técnica e controle corporal.

Durante os movimentos, o corpo inteiro é ativado. Braços, abdômen e pernas trabalham juntos para sustentar o peso, enquanto coordenação e equilíbrio são constantemente desafiados. Além disso, a prática também envolve mobilidade e flexibilidade, já que muitos movimentos dependem de amplitude e fluidez.

Benefícios do pole dance para o corpo

O pole dance se destaca por ser um treino completo, que combina força, resistência e coordenação em uma única prática.

Um dos principais ganhos é o fortalecimento muscular, especialmente de braços, costas e abdômen. Como muitos movimentos exigem sustentar o próprio peso, o core é constantemente ativado, o que contribui também para maior estabilidade corporal.

A modalidade também ajuda a melhorar a coordenação motora e o equilíbrio, já que os movimentos exigem controle preciso do corpo em diferentes posições.

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Outro ponto importante é o aumento da flexibilidade e mobilidade, fundamentais para executar giros, extensões e transições com mais fluidez.

Além disso, o pole pode contribuir para o condicionamento físico geral, já que as sequências exigem resistência ao longo da aula, elevando a frequência cardíaca.

A prática também favorece a consciência corporal, ajudando a entender melhor os próprios limites e capacidades.

Como foi a aula na prática

Mulher jovem, de cabelos castanhos presos, usando top esportivo preto e shorts coral, pendurada de cabeça para baixo em uma barra de pole dance, com uma perna esticada para cima e a outra dobrada, em um estúdio com paredes de tijolos brancos e espelhos
<span class="hidden">–</span>freepic.diller/Freepik
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Fiz a aula de iniciantes, pensada justamente para quem nunca teve contato com o pole dance, que era o meu caso. E isso fez toda a diferença.

A aula começa com um alongamento bem completo. Não é algo rápido ou superficial, dá para sentir que todas as regiões do corpo são trabalhadas, principalmente mobilidade de pernas, braços e costas. Já nesse momento, também existe um primeiro contato com a barra.

Depois do aquecimento, começam os movimentos iniciais. São exercícios mais simples, mas fundamentais para entender a base da prática, principalmente a pegada e a forma de usar o peso do corpo.

O professor demonstrava cada movimento antes e depois passava individualmente em cada aluna, corrigindo e ajustando. Essa atenção faz diferença, porque no pole dance pequenos detalhes mudam completamente a execução.

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Um dos primeiros exercícios foi aprender a girar na barra, com os pés no chão, entendendo como segurar com firmeza e como entrar no movimento. Parece simples, mas exige coordenação e confiança.

Ao longo da aula, fizemos cerca de cinco posições diferentes na barra. Mesmo sendo iniciante, dá para evoluir rápido dentro da própria aula. Eu não esperava conseguir ficar pendurada na barra logo no primeiro dia, mas com a ajuda e orientação do professor consegui por conta própia nas últimas tentativas.

Por outro lado, também é uma atividade mais intensa do que parece. O pole exige muita força de membros superiores. Braços e mãos são extremamente solicitados o tempo todo, até mais do que eu imaginava. Mesmo com o uso das pernas em algumas posições, a sustentação depende muito da força de braço.

Outro ponto importante é o atrito com a barra. Antes da aula, a orientação é não usar hidratante no corpo nem nas mãos, idealmente nas 24 horas anteriores, justamente para garantir aderência. Sem isso, o corpo escorrega e os movimentos ficam mais difíceis.

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Ainda assim, o contato da pele com a barra pode ser desconfortável, principalmente no início. Em alguns movimentos, especialmente aqueles em que você precisa se segurar com a perna, esse atrito gera uma sensação dolorida. Não chega a machucar, mas incomoda e faz parte do processo de adaptação.

Durante a aula, também é comum limpar a barra com uma toalha, já que a mão pode começar a suar e comprometer a aderência. O estúdio também oferece um produto que ajuda a manter as mãos mais secas, facilitando a execução dos movimentos.

Mesmo com essas adaptações, fica claro que o pole dance exige resistência. As mãos cansam rápido, os braços tremem e o corpo inteiro precisa se manter ativo o tempo todo.

Ao mesmo tempo, essa exigência é o que torna a experiência interessante. A cada tentativa, o corpo responde um pouco melhor, e os movimentos começam a fazer mais sentido.

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No final da aula, a sensação é de esforço, mas também de conquista. Principalmente por perceber que, mesmo sem experiência, já é possível evoluir e executar movimentos que, antes de começar, pareciam distantes.

O pole dance se mostrou uma prática desafiadora, intensa e muito mais técnica do que eu imaginava. Para quem busca um treino diferente, que trabalhe força, controle e coordenação ao mesmo tempo, é uma experiência que vale testar.

Essa aula foi feita no Tulipa Pole Studio através do Wellhub, benefício que permite você praticar diferentes modalidades em diversas academias pagando apenas uma mensalidade.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/boa-forma-experimenta-aula-de-pole-dance/

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