Você precisa parar de se ver como o centro de tudo. Não de um jeito duro ou punitivo, mas honesto. Quantas vezes, ao longo do seu dia, você interpreta situações como se fossem sobre você? Um olhar diferente, um silêncio, uma mensagem não respondida… e, de repente, tudo ganha um peso enorme. Já se perguntou o quanto disso é real e o quanto é construção sua?
Existe uma armadilha em viver assim. Porque parece que te coloca em um lugar de importância, mas, na verdade, só te sobrecarrega.
Quando tudo é sobre você, tudo dói mais, tudo exige resposta, tudo parece urgente. E, sem perceber, você vai ficando mais reativo, mais cansado e mais distante da realidade do que realmente está acontecendo.
Eu quero te convidar a questionar esse lugar. Afinal, nem tudo é sobre você. E isso não é para te diminuir, mas para te aliviar.
Compreender o seu tamanho no mundo não é sobre se sentir pequeno, irrelevante ou insuficiente. É sobre ajustar a lente. Você é importante, sim.
Sua história importa. Suas escolhas têm impacto. Mas você não é o centro de todas as narrativas, nem o destino final de tudo que acontece ao seu redor!
Quando você começa a aceitar isso, tudo pode mudar. Você para de inflar situações, para de levar tudo para o lado pessoal, para de reagir como se cada detalhe fosse uma ameaça ao seu valor. E, no lugar disso, começa a responder com mais consciência, mais equilíbrio, mais maturidade emocional.
É um movimento delicado: se validar sem se superestimar. Reconhecer sua potência sem cair na ilusão de que tudo gira ao seu redor.
Se você quiser começar a se deslocar desse lugar, talvez essas perguntas possam te ajudar:
- O que de fato aconteceu e o que eu estou acrescentando à história?
Separar fato de interpretação muda completamente a forma como você sente. - Eu estou reagindo ao presente ou a experiências antigas que estou projetando aqui?
Muitas reações intensas têm raízes que não são do agora. - O outro pode estar vivendo algo que não tem absolutamente nada a ver comigo?
As pessoas têm seus próprios mundos internos, assim como você. - Qual é a minha responsabilidade real aqui?
Assumir o que é seu, sem carregar o que não é. - Como eu posso me posicionar com mais realidade e menos ego ferido?
Essa pergunta te traz de volta para um lugar mais maduro.
No fim das contas, parar de se ver como o centro do mundo não te apaga. Te organiza, te coloca no seu devido lugar, que não é pequeno, mas também não precisa ser inflado para existir!
E, talvez, seja exatamente aí que a vida começa a ficar mais leve. Porque quando nem tudo é sobre você… você finalmente pode respirar.
___________________________________________________________________
Oi, eu me chamo Priscila Conte Vieira, mas pode me chamar de Pri! Sou psicóloga, palestrante e mentora. Atuo na psicologia clínica, sou especialista em Psicologia Positiva, pós graduanda em Terapia Cognitivo Comportamental, master em autoconhecimento, coach de vida, practitioner em PNL e também criadora do Podcast Respira, não pira (que tal dar uma conferida lá no Spotify?!)
Estarei por aqui todas as semanas, abordando temas da Psicologia Positiva, felicidade, bem-estar e os auxiliando a serem as suas melhores versões, por meio do autoconhecimento e florescimento. Para saber mais sobre mim e me acompanhar no dia a dia, é só me seguir no Instagram! Estou por lá como @priscilaconte__. Te vejo no próximo Sábado! Até mais <3
Acompanhe o nosso WhatsApp
Quer receber as últimas dicas e matérias incríveis de Boa Forma direto no seu celular? É só se inscrever aqui, no nosso canal no WhatsApp.
source https://boaforma.abril.com.br/coluna/priscila-conte-vieira/voce-nao-e-o-centro-de-tudo/
Nenhum comentário:
Postar um comentário