Já imaginou realizar uma corrida em que não há uma linha de chegada, mas sim um carro de perseguindo e, de quebra, apoiar uma causa? Esse é o objetivo da Wings For Life, que atrai pessoas – literalmente – do mundo inteiro.
O objetivo principal: ajudar nas pesquisas para a cura da lesão da medula. Essa é a causa principal da Wings For Life. Todo o dinheiro é revertido para a instituição, criada pela Red Bull, de mesmo nome, que atua no financiamento destas pesquisas.
A largada é simultânea e acontece ao mesmo tempo em diversas cidades ao redor do mundo. Em 2026, a corrida contou com mais de 300 mil atletas de 173 países.
E quando a corrida acaba? Quando o Catcher Car te pegar. Sim, um carro sai 30 minutos após a largada “perseguindo” literalmente os atletas. Quando ele te alcança, fim de prova! Em alguns países, o Catcher Car é real, mas, em outros como no Brasil, ele é virtual.
Tudo é monitorado pelo aplicativo World Run. No Brasil, Manu Cit foi a voz motivacional desse ano, trazendo informações curiosidades sobre a corrida e, quem perseguiu os atletas foi o piloto de rally Lucas Moraes.
Mas, apesar de virtual, Brasília e Bragança Paulista foram as cidades onde os atletas se uniram para correr, mas, com esse formato virtual, você podia correr em qualquer lugar do mundo.
Eu estive em Brasília e pude acompanhar de perto a corrida. Dentro do meu objetivo de distância percorrida, não fui “pega” por ele, mas vi de perto o esforço dos atletas para conseguirem fugir do Catcher a Car. O masculino percorreu 50 quilômetros e o feminino 32. Já o primeiro lugar no mundo, com 78 quilômetros no masculino e 70 no feminino.
Histórias que inspiram
Além de correr, também tive a oportunidade de conhecer participantes que histórias inspiradoras, como o atleta paralímpico Estevão Lopes.
“Ser o embaixador dessa corrida tão nobre é uma honra pra mim. Vai lá, procura e você vai entender porque é tão importante vestir essa camisa e fazer a diferença na vida das pessoas com deficiencia. é muito bom corer por aqueles que ñao podem”
Já Daiane Barros, campeã da edição de 2026, em Brasília, já subiu ao pódio outros anos. “Minha história com a Wings For Life começou em 2024, quando fui campeã e ano passado fui vice campeã. Esse ano eu percebi que não ia bater a minha meta de distância, mas eu estava com uma pulseira que estava escrito a frase “corram por aqueles que não correm” e continuei até onde pude. Essa corrida é incrível, estou muito emocionada de subir no pódio mais uma vez e fazer muita festa”.
Márcia Rosa, que está à frente de uma das maiores assessorias esportivas de Brasília, participa da Wings For Life desde sua primeira edição. “É muito incrível você se inscrever para uma prova em que todo o dinheiro dela é pra a cura da medula espinhal, então essa é a grande diferença”.
O treinador Alexandre Alves já é figurinha carimbada na Wings For Life. “Eu acho que é a minha quinta edição e ver mais pessoas abraçando a causa, deixa o evento ainda mais especial. E, dentro do meu grupo de corrida, há desde o iniciante, até o mais avançado, e essa corrida abraça todo mundo”.
Números Wings For Life:
- Países: 173
- Cidades: 192
- Atletas inscritos: 346.527
- Atletas inscritos na américa latina: 16.239
source https://boaforma.abril.com.br/coluna/blog-do-corre/wings-for-life-2026/
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