sexta-feira, 26 de junho de 2026

Exercício físico faz bem para a memória? Entenda

Além de fortalecer os músculos e promover o condicionamento físico, o estilo de vida ativo está entre os pilares mais indispensáveis para preservar a saúde cerebral, impactando positivamente nas funções cognitivas e na comunicação neural. Esse efeito é resultado de uma série de adaptações que acontecem no organismo durante e após a prática de atividades físicas.

Malhar de maneira frequente pode desempenhar um papel fundamental na prevenção de doenças como Alzheimer e demências, além de colaborar favoravelmente para o aprendizado, a atenção, a capacidade de concentração e a memória. Os benefícios das atividades físicas à questão cognitiva já foram investigados pela ciência, e os resultados são bem consistentes.

Uma pesquisa da Unicamp reuniu 44 pessoas com comprometimento cognitivo leve e separou elas em dois grupos: um que fez treinos de musculação duas vezes por semana, com intensidade moderada a alta e progressão de carga, e outro que se manteve sem realizar exercícios físicos.

Após seis meses, os resultados mostraram que o primeiro grupo apresentou uma memória verbal melhor, neurônios mais fortes e resistentes e partes do cérebro ligadas ao Alzheimer protegidas contra desgaste. Já o segundo grupo registrou uma piora na saúde cerebral.

Exercício físico faz bem para a memória?

Exercício físico faz bem para a memória, o que ocorre devido a muitos fatores. Os treinos regulares promovem um aumento do fluxo sanguíneo e da oxigenação cerebral, estimulando a neurogênese e a produção de fatores neurotróficos, que favorecem a plasticidade dos neurônios.

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A neuroplasticidade consiste na capacidade do cérebro de se adaptar, criar novas conexões e reorganizar circuitos para aprender e memorizar melhor.

“Além disso, reduz o estresse e a inflamação, colabora para a qualidade do sono e a saúde cardiovascular e regula o humor, criando um ambiente cerebral favorável à função cognitiva e à memória“, fala o Dr. Rander Alves, endocrinologista da clínica Les Peaux.

“Se movimentar regularmente ainda reduz o declínio cognitivo relacionado à idade e melhora o bem-estar mental, contribuindo para um cérebro mais saudável e resiliente“, completa ele.

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Portanto, malhar pode resultar em uma memória bem mais aguçada, com aprendizado, recuperação e retenção de informações aprimorados.

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