Quando descobri que havia desafios em provas de longa distância, eu nunca imaginaria que algo assim passaria pela minha cabeça. Até que, no final do ano passado, resolvi que treinaria para um.
E Porto Alegre foi a cidade escolhida. O Desafio Gaúcho aconteceu no último fim de semana de maio (30 e 31), onde corri 21km no sábado e 42km no domingo.
O que posso resumir disso é que: não é fácil. Não é fácil conciliar os treinos, com trabalho, viagens e afins, pois o volume para esse tipo de prova é muito maior, mesmo você treinando os mesmos dias para uma prova normal.
Entre março e maio, choveu muito em São Paulo, o que precisei da esteira para os treinos, algo que não tenho muita paciência, mas precisei treinar muito para conseguir concluir a planilha da semana, tanto que o último longo pré-desafio foi de 16km na esteira.
O psicológico também entra no desafio. O fato de, alguns dias não ter conseguido treinar e, por conta de compromissos, não conseguir mudar o treino, pesou e muito na minha rotina.
Mas, o que posso dizer é que, se você tentar, você não vai saber qual o resultado. E, fui para Porto Alegre com a cabeça de que eu fiz o meu melhor nos treinos e que iria dar o meu melhor nas provas.

Dia 1 – 21km
Estava esperando um frio forte em Porto Alegre, mas, ao invés disso, foi chuva no começo da prova e sol no final dela.
O circuito plano ajuda muito no desafio. Além disso, passamos por pontos turísticos da cidade, como o estádio Beira-Rio, a orla do rio Guaíba e parte da Cidade Baixa, Parque da Redenção e o Centro Histórico, que possui prédios históricos lindos!
Terminei a prova com algumas dores nas coxas e fui direto para casa, pois, sim, o descanso foi crucial para me ajudar no segundo dia. Fiz o mínimo esforço, fiz massagem nas coxas e panturrilhas, gelo, tudo o que estava ao meu alcance para não sentir dor no dia seguinte.
Dia 2 – 42km
No domingo, também não estava tão frio quanto eu esperava para essa época do ano em Porto Alegre, mas foi uma temperatura incrível para a corrida.
O percurso é praticamente o mesmo do dia anterior, acrescentando algumas rotas, incluindo passar dentro do tradicional Mercado Público da cidade. O destaque é a altimetria: 14 metros.
Além disso, o percurso de 2026 foi diferente dos anos anteriores, o trajeto eliminou as subidas da Zona Sul e se concentrou na região central e na Orla do Guaíba.
Há um “zigue-zague” na rota, que faz com que a gente passe pela orla do Guaíba e também pelo centro histórico duas vezes na ida e, na volta, passar novamente pela orla do Guaíba.
Escutei algumas pessoas não curtindo muito esse vai e volta, mas, para mim, foi um percurso muito bom, porque a gente tinha mais contato com os atletas que estavam indo ou voltando, algo que, para o meu psicológico, ajuda e muito nas corridas: ver pessoas também correndo!
Outro ponto que vale destaque: a participação do público. Porto Alegre se mobiliza para apoiar os atletas e é outra coisa que ajuda muito quem está correndo longas distâncias.
Além da meia e da maratona, a prova também conta com 5 km e 10 km de distâncias. A prova aconteceu no sábado, mesmo dia dos 21km.
No post abaixo, eu mostro um pouquinho mais de como foi essa corrida pra mim:
História sendo feita na Maratona Internacional de Porto Alegre
Na primeira edição com o nome da Olympikus no título oficial da prova de Porto Alegre, que chegou a sua 41ª edição, os atletas Daniel Sang e Gelane Senbete venceram com tempos históricos, superando o recorde da prova e também nacional.
O queniano Daniel Sang cruzou a linha de chegada em 02:10:21, garantindo não só o pódio, como também os recordes nacional e da competição.
Foi recorde atrás de recorde: os três primeiros colocados bateram o recorde nacional de maratonas de rua, feito pelo Vanderlei Cordeiro de Lima (02:11:19), em 2002 e os seis primeiros colocados bateram o recorde da prova, conquistado em 1994 por Luís Carlos da Silva (02:12:59). Dentre eles, o brasileiro Giovani dos Santos, que conquistou a 6ª colocação geral no tempo 02:12:26, batendo seu recorde pessoal aos 44 anos.
No feminino Gelane Senbete, atleta da Etiópia venceu e quebrou o recorde da Maratona com o tempo de 02:31:16.
Além dela, a atleta queniana Lucy Nthenya, também fez um tempo abaixo do recorde da prova, 02:31:26. O melhor tempo até então era de Ednah Mukhwana (Quênia) com 02:32:41 em 2013.
Isso consolidou a Maratona de Porto Alegre como a mais rápida do país.
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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/blog-do-corre/maratona-porto-alegre/
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