sexta-feira, 5 de junho de 2026

Retorno à atividade física após cirurgia exige planejamento e cuidado

Os exercícios físicos após um procedimento cirúrgico, dependendo do tipo de cirurgia, devem ser compreendidos como uma parte da reeducação corporal, respeitando os limites biológicos além de variar de acordo com o procedimento realizado e a recuperação de cada pessoa.

Mas os exercícios físicos após um procedimento cirúrgico devem ser encarados como uma liberação imediata de “pode ou não pode”, mas como um processo progressivo, estratégico e individualizado.

“Caminhadas leves e movimentos suaves costumam ser estimulados já nas fases iniciais, com o objetivo de favorecer a circulação sanguínea e reduzir riscos como trombose, sempre respeitando o desconforto e a orientação médica. A partir daí, a evolução para atividades mais intensas depende da consolidação da cicatrização e da avaliação clínica”, ressalta Andreia Pimentel, professora de educação física .

Segundo o cirurgião plástico Eduardo Sucupira, um dos principais erros no pós-operatório é tratar a recuperação como um protocolo fixo, porque ela não é linear e acontece de forma individual, afinal, cada corpo é um corpo.

“Cada organismo responde de maneira diferente ao trauma cirúrgico. O exercício físico, quando introduzido corretamente, faz parte da reabilitação, mas precisa respeitar as fases biológicas da cicatrização”, afirma.

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O segredo para não perder o ritmo dos treinos em datas especiais

O profissional também reforça que a movimentação precoce, quando orientada, não apenas é segura em muitos casos, como pode contribuir para uma recuperação mais eficiente, desde que não haja sobrecarga da área operada.

Além disso, a medida que o processo de cicatrização avança, o paciente pode evoluir para atividades de mobilidade mais amplas e caminhadas prolongadas, sempre sem impacto e sem exigência de força.

“Exercícios de musculação e treinos mais intensos geralmente são retomados apenas após liberação médica, em um processo gradual de reconstrução da capacidade física. Nesse momento, o acompanhamento profissional torna-se essencial para evitar compensações musculares, sobrecargas e possíveis prejuízos ao resultado cirúrgico”, pontua Andreia .

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Retornar = reeducar

A professora de Educação Física destaca que o retorno ao exercício deve ser entendido como uma reeducação do movimento.

“O corpo passou por uma intervenção importante e precisa reaprender padrões de força, estabilidade e controle. Não se trata de retomar o nível anterior de treino imediatamente, mas de reconstruir esse condicionamento de forma progressiva e consciente”, explica. Ela ressalta que essa fase também é determinante para que o paciente recupere confiança no próprio corpo durante o movimento.

Além da recuperação, o exercício físico tem papel central na manutenção dos resultados estéticos ao longo do tempo. A prática regular contribui para o controle do peso, melhora da composição corporal e preservação do tônus muscular, fatores que ajudam a sustentar os efeitos da cirurgia.

Para Andreia, esse entendimento é fundamental para a continuidade dos cuidados após o pós-operatório.

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“A cirurgia pode melhorar o contorno corporal, mas é o exercício que sustenta esse resultado no longo prazo. Quando o paciente incorpora essa lógica, o treino deixa de ser uma obrigação e passa a ser parte do cuidado com o corpo”, diz.

Entenda os sinais do seu corpo

Apesar dos benefícios, o retorno à atividade física exige atenção a sinais de alerta, como dor persistente na área operada, aumento de inchaço, sensação de repuxamento intenso ou fadiga fora do habitual após esforços leves.

Nessas situações, a orientação é interromper a atividade e buscar avaliação médica. A progressão inadequada do exercício pode interferir no processo de cicatrização e comprometer o resultado final, especialmente quando há pressa em retomar a intensidade anterior ao procedimento.

Nesse contexto, o cirurgião plástico reforça que o pós-operatório não deve ser visto como uma fase de restrição absoluta, mas como um período de adaptação ativa, em que o movimento, quando bem orientado, se torna parte essencial da recuperação.

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“O equilíbrio entre repouso, atividade leve e retomada gradual do exercício é o que permite não apenas uma cicatrização adequada, mas também uma reintegração mais consciente ao próprio corpo”, conclui o profissional.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/retorno-a-atividade-fisica-apos-cirurgia-exige-planejamento-e-cuidado/

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