O sedentarismo pode agravar significativamente os sintomas do lipedema, pois favorece a piora da circulação sanguínea e linfática nos membros afetados.
A falta de movimento reduz a ação da chamada “bomba muscular”, especialmente das pernas, que ajuda no retorno venoso e na drenagem dos líquidos dos tecidos. Como consequência, pode haver aumento do inchaço, da sensação de peso, da dor e do desconforto.
O sedentarismo também contribui para o ganho de peso e para processos inflamatórios crônicos, fatores que podem intensificar a progressão da doença e impactar negativamente a qualidade de vida das pacientes.
Qual o papel do movimento no tratamento do lipedema?
A prática regular de exercícios físicos é considerada uma das principais estratégias no tratamento conservador do lipedema. O movimento estimula a circulação venosa e linfática, ajudando a reduzir o edema e a sensação de peso nas pernas.
Além disso, a atividade física contribui para a manutenção da massa muscular, melhora o condicionamento cardiovascular, auxilia no controle do peso corporal e promove benefícios importantes para a saúde mental, frequentemente afetada pelo impacto físico e emocional da doença.
Embora o exercício não elimine o tecido característico do lipedema, ele desempenha papel fundamental no controle dos sintomas e na melhora da funcionalidade e da qualidade de vida.
Dr Guilherme Jonas, médico angiologista e cirurgião vascular, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, e referência em tratamento de varizes e vasinhos sem cirurgia. Instagram: @drguilhermejonas
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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/boa-forma-responde/sedentarismo-piora-lipedema/
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