Você percebe um comportamento padrão de estar sempre aumentando a sua régua, se cobrando cada vez mais e deixando de celebrar suas conquistas? Se sim, quero te lembrar que permitir celebrar a si mesmo é um ato de autoconfiança!
E muitas vezes a gente não percebe o quanto está apenas olhando para quem está “na frente”, comparando quem somos com quem queremos nos tornar e, sem perceber, começamos a diminuir e menosprezar tudo o que já construímos. E isso é uma grande sacanagem com a nossa própria história.
A comparação tem um jeito muito sedutor de nos fazer esquecer do caminho percorrido. Ela seleciona o que o outro tem de mais visível e confronta com as nossas inseguranças mais profundas.
E, nesse processo, a nossa mente apaga conquistas antigas como se fossem pequenas demais para contar, como se o que você já fez não tivesse tanto valor assim. Mas tem, e muito!
Autoconfiança não nasce do nada, na verdade ela se constrói a partir de evidências. Com comprovações de que você já enfrentou desafios, de que já superou medos, que já atravessou fases difíceis, que já aprendeu coisas que antes pareciam impossíveis. Quando você para para reconhecer isso, você começa a alimentar sua base interna de segurança.
Porém, quando não reconhece, a mensagem que fica é de “nunca ser suficiente”. E viver assim cansa. Porque você até cresce, mas cresce sentindo que está sempre atrás, sempre devendo, sempre aquém.
Talvez o ponto não seja parar de querer mais. O problema é crescer ignorando e apagando o que já foi conquistado. É querer se tornar uma versão futura melhor enquanto desvaloriza a versão que te trouxe até aqui. Afinal, não existe crescimento consistente sem respeito pela própria trajetória.
Quantas vezes você já se comparou e se sentiu pequeno, mesmo tendo alcançado coisas que exigiram coragem, disciplina e persistência? Quantas vitórias você já naturalizou? Aquilo que hoje parece “normal” provavelmente exigiu muito de você em algum momento, mas você subiu a régua e esqueceu disso.
E quando você se permite olhar para isso com honestidade, algo muda. Você percebe que não está começando do zero, que não é tão incapaz quanto às vezes imagina, que já provou, para si mesmo, que consegue.
Celebrar as conquistas não é inflar o ego. É fortalecer a base. É lembrar à sua mente que existem fatos concretos sustentando sua capacidade e nutrir essa memória é fundamental para continuar crescendo!
Talvez valha se perguntar:
- O que eu já conquistei que foi bem importante mas que hoje quase não lembro mais?
- Que desafios eu enfrentei que, naquela época, pareciam enormes?
- Se outra pessoa tivesse vivido exatamente a minha trajetória, pelo que eu a admiraria?
- Por que sou tão mais duro comigo do que com os outros?
- O que eu ganho quando me diminuo?
A insegurança cresce no silêncio das nossas conquistas ignoradas e a autoconfiança cresce quando olhamos para a própria história com mais justiça.
Você pode continuar sonhando alto, pode continuar elevando sua régua. Mas faça isso a partir de um lugar de reconhecimento, não de desvalorização. Porque você não é apenas o que ainda quer conquistar.
Você também é tudo aquilo que já conquistou e isso merece ser visto, lembrado e celebrado! Não para te parar, mas para seguir mais forte.
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Oi, eu me chamo Priscila Conte Vieira, mas pode me chamar de Pri! Sou psicóloga, palestrante e mentora. Atuo na psicologia clínica, sou especialista em Psicologia Positiva, pós graduanda em Terapia Cognitivo Comportamental, master em autoconhecimento, coach de vida, practitioner em PNL e também criadora do Podcast Respira, não pira (que tal dar uma conferida lá no Spotify?!)
Estarei por aqui todas as semanas, abordando temas da Psicologia Positiva, felicidade, bem-estar e os auxiliando a serem as suas melhores versões, por meio do autoconhecimento e florescimento. Para saber mais sobre mim e me acompanhar no dia a dia, é só me seguir no Instagram! Estou por lá como @priscilaconte__. Te vejo no próximo Sábado! Até mais <3
source https://boaforma.abril.com.br/coluna/priscila-conte-vieira/sobre-aumentar-a-sua-regua/
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