quinta-feira, 9 de abril de 2026

Abdominal em pé: qual é a diferença e benefícios

Abdominal é um exercício essencial para qualquer prática esportiva. Seus benefícios para fortalecimento da região do abdômen e também do core são essenciais para movimentos do dia a dia. Mas, saiba que o corpo não se move apenas na horizontal nesse exercício, e é justamente por isso que o abdominal em pé vem ganhando destaque entre educadores físicos e praticantes de treino funcional.

O abdominal em pé trabalha o core de forma dinâmica, reproduzindo gestos do dia a dia, como girar o tronco, subir escadas ou carregar peso. Além de melhorar o tônus da região abdominal, ele exige estabilidade, força e coordenação. Em outras palavras, é um exercício que desafia o corpo por completo, e não apenas a barriga.

O que o abdominal em pé trabalha?

De acordo com a educadora física Carolina Fraga, o abdominal em pé “não ativa apenas o abdômen, mas também os glúteos, os músculos estabilizadores da coluna e o quadril, tornando o corpo mais equilibrado e resistente a lesões”. Ela explica que essa abordagem funcional contribui para uma postura mais firme e melhora o desempenho em outros exercícios.

Um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), publicado na Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, analisou diferentes variações do movimento e concluiu que o exercício feito em pé ativa intensamente o transverso abdominal e os oblíquos externos, músculos responsáveis por proteger a coluna e manter a estabilidade do tronco. Além disso, a pesquisa observou melhora no equilíbrio corporal e no controle respiratório após quatro semanas de prática contínua.

Quais as diferenças do abdominal em pé com o tradicional deitado?

A principal diferença entre o abdominal em pé com o tradicional, deitado, está na direção da força e na forma como o movimento é feito, afirma o especialista técnico da Smart Fit, Lucas Florêncio.

O profissional pontuou as forças realizadas em cada um dos exercícios:

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Abdominais tradicionais: a gravidade quem atua para você fazer força, o que torna a parte mais difícil do exercício ser no começo ou no meio do movimento, dependendo da posição.

Abdominal em pé (com cabo ou elástico): neste caso, a resistência vem do lado (ou em diagonal) e é constante durante todo o movimento. Com isso, os músculos das costas têm um papel importante para manter o equilíbrio, algo que você não precisa quando está deitado. A estabilidade do corpo também é muito exigida no exercício, para que ele seja executado da maneira correta.

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Principais variações para incluir no treino

O abdominal em pé pode ser adaptado de diversas formas, de acordo com o objetivo e o nível de condicionamento físico. Abaixo, algumas opções que potencializam o trabalho do core:

Abdominal cruzado: leve o cotovelo direito em direção ao joelho esquerdo e depois troque o lado. Esse movimento de torção trabalha intensamente os oblíquos e ajuda a definir a cintura.

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Joelho alto com toque no cotovelo: eleve o joelho até o cotovelo do mesmo lado, sem cruzar o tronco. É uma variação simples, ótima para ativar o core e melhorar a coordenação.

Agachamento com cruzamento: realize um agachamento e, ao subir, cruze o cotovelo em direção ao joelho oposto. A combinação de força nas pernas com o trabalho abdominal aumenta a intensidade do treino.

• Agacha, sobe e toca o joelho nas mãos: agache com apenas um dos joelhos para trás, suba e eleve o outro  joelho até as mãos; repita alternando as pernas. Trabalha força nas pernas, estabilidade do core e ritmo.

Toque nos pés alternados: erga uma perna por vez e leve a mão oposta até o pé, mantendo o abdômen firme. Além de trabalhar a flexibilidade, esse movimento fortalece o abdômen inferior e melhora o equilíbrio.

Joelhos alternados com toque das mãos: suba um joelho de cada vez e toque com as mãos, mantendo o ritmo constante. É uma variação dinâmica, que também ajuda na resistência cardiovascular.

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Pontos importantes na hora da execução do abdominal em pé:

Lucas separou algumas dicas na hora de executar o abdominal em pé, para que o exercício não seja apenas um “balanço”:

  • Base: Pés afastados na largura dos ombros, joelhos levemente flexionados (destravados) para estabilizar a pelve.
  • Ponto de Carga: Geralmente utiliza-se uma polia alta ou elástico. Segure a manopla próxima à cabeça ou estendida à frente (aumentando o braço de momento).
  • Fase Concêntrica: Realize a flexão da coluna (aproximando o processo xifoide do púbis). O movimento é curto.
  • Fase Excêntrica: Retorne controladamente, resistindo à tração do peso, sem hiperestender a lombar.
  • Respiração: Expire na contração máxima (ápice do movimento) para aumentar a pressão intra-abdominal.

Dicas para executar com segurança

Carolina Fraga reforça que o principal erro ao fazer abdominais em pé é relaxar o abdômen durante o movimento ou usar o impulso dos braços. “O segredo está em manter a contração o tempo todo e respirar corretamente, inspirando no retorno e expirando na contração”, explica. Além disso, os joelhos devem permanecer levemente flexionados, evitando sobrecarga na lombar.

Outra dica é incluir o abdominal em pé no início ou no fim do treino de musculação, alternando com exercícios tradicionais para o core. A variedade de estímulos ajuda a evitar platôs e garante evolução constante.

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Já Lucas acrescenta que o maior risco no abdominal em pé é a compensação da lombar. “Evite a “Gangorra”. Não utilize o peso do corpo para “puxar” a carga. Isso sobrecarrega os discos intervertebrais sem gerar tensão real no reto abdominal”, ressalta.

Outros pontos que o profissional destaca são o controle de quadril e a carga: “O quadril deve permanecer o mais estático possível. Se o quadril se move excessivamente para trás, você está usando os flexores do quadril (iliopsoas) em vez do abdome”.

E continua: “Inicie com cargas leves para entender a biomecânica antes de progredir, evitando o estresse excessivo na região lombo-sacra”.

Qualquer pessoa pode fazer o abdominal em pé?

Lucas afirma que pessoas com hérnias de disco agudas ou instabilidade na coluna devem evitar variações de flexão de tronco com carga até que a fase de reabilitação permita.

“Já idosos ou indivíduos com déficit de equilíbrio precisam de supervisão, pois a carga externa pode alterar o centro de gravidade e causar quedas”, pontua.

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Resultados além da estética

Mais do que definir a barriga, o abdominal em pé fortalece o centro do corpo e melhora a eficiência dos movimentos cotidianos. Isso se traduz em mais força funcional, postura corrigida e menor risco de dores nas costas. “Quando o core está forte, tudo flui melhor, desde o desempenho no treino até as tarefas simples do dia a dia”, conclui Carolina Fraga.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/abdominal-em-pe-qual-e-a-diferenca-e-beneficios/

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