O treino funcional se difere da musculação por alguns motivos, que incluem, por exemplo, o foco do trabalho de cada uma das duas modalidades.
Enquanto a musculação visa especialmente o isolamento muscular e a hipertrofia, o funcional se caracteriza por envolver práticas mais dinâmicas e variadas, estimulando o corpo de forma mais global.
O treino funcional não costuma incluir o uso das máquinas sofisticadas encontradas na academia. Na maioria das vezes, ele se baseia na utilização do próprio corpo e acessórios como barra livre, kettlebell, anilha, bolas e halteres.
“O funcional pode ser feito em circuitos ou com exercícios isolados, o que deve ser determinado de acordo com os objetivos de cada um e a fase do treino”, fala Renata Suárez, profissional de educação física e cofundadora do Stúdio Sattva.
Além disso, geralmente o funcional prioriza a realização de atividades que reproduzem movimentos do cotidiano, como empurrar, agachar e puxar.
Já a musculação concentra-se na execução de exercícios mais controlados e específicos, estimulando grupos musculares diferentes em cada sessão.
Sabendo das diferenças entre treino funcional e musculação, é comum pode surgir uma dúvida: será que um pode substituir o outro? Entenda mais sobre o tema a seguir!
Treino de funcional é um substituto para a musculação?
O treino de funcional pode servir como um substituto para a musculação, oferecendo benefícios significativos em relação à força, construção de massa, melhora do condicionamento, desenvolvimento de coordenação motora e consciência corporal, gerenciamento do peso, equilíbrio psicológico e mais.
Na hora de pensar em um estilo de vida ativo, o segredo é avaliar alguns fatores importantes — objetivos, nível de experiência, possíveis limitações e preferências pessoais, por exemplo —, que são muito decisivos para determinar quais práticas fazem mais sentido para cada pessoa.
Se o maior objetivo é hipertrofia máxima, os treinos de musculação tendem a se destacar em comparação aos funcionais — apesar destes também trazerem efeitos interessantes quando o assunto é ganho de massa.
“É possível ganhar massa muscular com treino funcional, porque, assim como a musculação, ele também envolve o uso de cargas elevadas. Você consegue fazer um trabalho de hipertrofia ou de potência no funcional”, diz Suárez.
Segundo revisões do European Journal of Applied Physiology, protocolos com foco metabólico e circuitos contínuos aumentam o gasto calórico, mas podem não gerar o mesmo nível de tensão mecânica isolada necessária para hipertrofia mais acentuada.
Por outro lado, os treinos funcionais podem ser queridinhos de quem não gosta de rotinas engessadas e repetitivas. Eles podem ser menos monótonos do que as sessões de musculação. Essa modalidade tem um desempenho muito vantajoso na questão da definição.
Uma revisão publicada no Journal of Strength and Conditioning Research indica que o funcional melhora capacidades como mobilidade, controle motor e condicionamento geral, especialmente em pessoas que estão retomando a prática de exercícios após períodos de inatividade.
Por fim, vale destacar que, com um planejamento adequado e uma estratégia bem alinhada, as duas modalidades podem ser incluídas na rotina de um jeito complementar.
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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/funcional-substitui-musculacao/
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