quarta-feira, 10 de junho de 2026

Como a mudança de percurso afeta sua performance na corrida?

Nas últimas semanas, tivemos duas Maratonas de destaque no calendário nacional de provas no Brasil: Porto Alegre e Rio de Janeiro. Ambas tiveram alterações no percurso. Em Porto Alegre, a alteração do percurso dos 42km resultou em uma altimetria de 14 metros. 

Ou seja, a prova manteve um de seus atrativos que reuniu milhares de pessoas do Brasil e do mundo: ser praticamente plana. 

Já no Rio de Janeiro, a mudança no percurso foi desde a largada até a chegada. Os corredores iniciaram a prova na Praia da Reserva e finalizaram na Marina da Glória. 

O percurso literalmente percorreu toda a orla e quem correu pode desfrutar das paisagens da capital carioca. 

Essas alterações de percursos resultaram em recordes quebrados.

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No masculino, o vencedor da prova carioca (Tsegaye Getachew com 02:10:22) ficou apenas 1 segundo – sim 1 segundo – atrás do campeão da competição gaúcha (Daniel Sang, com 02:10:21), que quebrou o recorde brasileiro de Vanderlei Cordeiro de Lima  (02:11:19), em 2002.

Já no feminino, o recorde brasileiro foi quebrado na Maratona do Rio, pela etíope Gadise Mulu Demissie, com o tempo de 02:25:47. 

Percurso altera pace, gasto energético e esforço biomecânico 

Claro que não foi apenas a alteração do percurso que resultou nesses números impressionantes: treino, constância, dedicação, alimentação também somam para o sucesso desses resultados. Mas, o esforço de fazer uma prova com altimetria em comparação a uma prova mais plana, é bem diferente. 

Toda prova precisa de uma estratégia bem elaborada, mas quando ela possui  muitas subidas e descidas, é preciso ainda mais estudo e entendimento do percurso para não sofrer nenhum tipo de lesão ou até mesmo perder o gás no final da prova. 

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O estudo Influência da Mudança de Inclinação do Terreno sobre o comprimento da passada em corredores, publicado pela Universidade Federal do Pampa, concluiu que as mudanças de percurso alteram o ritmo, gasto energético e o esforço biomecânico.

As subidas exigem mais força, o que aumenta a frequência cardíaca. Já nas descidas traz uma sobrecarga na musculatura muito maior. 

Mais provas com alteração de percurso

Outra prova que atrai atletas do mundo inteiro, a Nike SP City Marathon, na capital paulista. Esse ano, já são mais de 32 mil inscritos e, com o objetivo e ter mais fluidez nos quilômetros iniciais, a organização da prova alterou o percurso.

A mudança do percurso da Nike SP City Marathon substitui o trecho do Elevado Presidente João Goulart (o conhecido Minhocão) por um novo trajeto na região do Pacaembu e Barra Funda. 

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Após a Avenida Pacaembu, os corredores seguirão pela Avenida Doutor Abraão Ribeiro, passando ao lado do Memorial da América Latina, acessando a Avenida Norma Pieruccini Giannotti, a Avenida Rudge e a Avenida Rio Branco, antes de retornar ao percurso original na região da Praça da República. 

Mas, não pense que só porque não terá a subida do Minhocão que a altimetria foi alterada. Ela praticamente se manteve a mesma do percurso anterior, com ganho de elevação (subida) de 276 metros e perda de elevação (descidas) de -321m.

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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/blog-do-corre/mudanca-percurso-performance/

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