O spinning vai muito além de um treino intenso. Com aulas que unem música, movimento e presença, a prática vem conquistando quem busca cuidar do corpo e da mente ao mesmo tempo.
Apesar de já ser uma prática muito popular nas academias, muitas pessoas têm dúvidas sobre os benefícios da modalidade.
“Spinning faz mal para o joelho?”, “É indicado para iniciantes?”, “Realmente ajuda no emagrecimento?”, “Trabalha quais músculos do corpo?”, são algumas das diversas perguntas que profissionais recebem de pessoas interessadas em praticar a bike indoor. Para esclarecer os principais mitos e verdades sobre a prática, Will Astolfo, professor da Spin’n Soul, tira algumas dúvidas.
Spinning: 5 mitos e verdades que você precisa conhecer
1Spinning trabalha apenas as pernas
Mito
Embora o movimento de pedalar tenha foco importante nos membros inferiores, o spinning ativa diferentes grupos musculares ao longo da aula.
Quadríceps, posterior de coxa, glúteos e panturrilhas estão entre os mais exigidos, especialmente nos momentos de subida e aumento de carga.
Mas o trabalho não para por aí. O abdômen e a região lombar também são constantemente ativados para garantir estabilidade e postura durante os movimentos, enquanto braços e ombros participam do suporte do corpo na bike.
“Dependendo da intensidade e da condução da aula, existe um trabalho muscular bastante completo. A resistência da bike ajuda no fortalecimento dos membros inferiores, enquanto o core é muito acionado para manter equilíbrio e consciência corporal”, explica Astolfo.
2Spinning ajuda na definição muscular
Verdade
Por combinar esforço cardiovascular com resistência muscular, a modalidade pode contribuir para tonificação e definição, principalmente de pernas e glúteos.
O aumento da carga durante a pedalada funciona como um estímulo de força, favorecendo o fortalecimento muscular ao longo do tempo.
Segundo Will, a prática regular também ajuda na resistência física e no condicionamento geral do corpo. “É um exercício que exige bastante da musculatura de forma dinâmica, principalmente quando existem variações de ritmo, subidas e permanência fora do selim.”
3Spinning é só para quem já está em forma
Mito
Apesar da intensidade associada às aulas, o spinning pode ser adaptado para diferentes níveis de condicionamento físico.
Segundo Will, a modalidade permite que cada aluno encontre seu próprio ritmo, ajustando carga, velocidade e resistência de acordo com suas limitações e objetivos.
“A grande vantagem do spinning é justamente a possibilidade de personalização. Não existe uma obrigação de acompanhar o ritmo da turma o tempo todo. Cada pessoa vive a experiência no seu tempo”, explica.
4A modalidade faz mal para os joelhos
Mito
Esse talvez seja um dos receios mais comuns entre iniciantes, mas o spinning é considerado uma atividade de baixo impacto, especialmente quando comparado a exercícios como corrida.
O problema, segundo Astolfo, costuma estar relacionado à execução incorreta. “Ajuste inadequado da bicicleta, postura errada e excesso de carga podem gerar desconfortos. Por isso, a orientação dos professores e a regulagem correta da bike são fundamentais.”
5Spinning também ajuda na saúde mental
Verdade
Se antes o foco estava apenas no físico, hoje muitas pessoas procuram exercícios que também promovam bem-estar emocional. E é justamente aí que o spinning ganha uma nova leitura.
“A música, a respiração e o movimento criam um momento de pausa mental. Muitas pessoas chegam estressadas e saem com a sensação de terem desligado do mundo por alguns minutos”, afirma Astolfo.
source https://boaforma.abril.com.br/movimento/o-que-ninguem-te-conta-sobre-o-spinning-5-mitos-e-verdades/
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