Um core com baixa capacidade de estabilização pode comprometer a mecânica corporal e aumentar a sobrecarga sobre diversas estruturas do sistema musculoesquelético.
Quais são os riscos associados a um core fraco?
Entre as principais consequências estão maior incidência de dor lombar, especialmente de origem mecânica, pior controle postural, redução do equilíbrio e da estabilidade, maior risco de lesões em membros inferiores, como joelhos e tornozelos, menor eficiência na execução de movimentos esportivos e das atividades diárias e compensações musculares que favorecem o desenvolvimento de dores crônicas.
É importante destacar que a fraqueza do core, isoladamente, não é a única causa de dor lombar. Hoje sabemos que esse é um problema multifatorial, envolvendo fatores biomecânicos, psicológicos, comportamentais e relacionados ao estilo de vida. No entanto, um sistema estabilizador pouco eficiente pode contribuir para o aparecimento ou manutenção desses quadros.
Em vez de buscar apenas “abdominais”, a recomendação atual é investir em um treinamento que desenvolva estabilidade, controle neuromuscular e capacidade funcional do core, proporcionando benefícios tanto para a saúde quanto para o desempenho físico.
Profa. Dra. Karla Goessler, doutora em Educação Física, pós-doutora em Medicina do Estilo de Vida e coordenadora do curso de Educação Física da Cruzeiro do Sul Virtual
source https://boaforma.abril.com.br/coluna/boa-forma-responde/core-fraco-riscos/
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