O consumo de Ômega 3 tem ganhado cada vez mais espaço na rotina de quem busca prevenção, saúde e bem-estar em todas as fases da vida.
Reconhecido por seu papel no funcionamento do organismo, o nutriente está relacionado a benefícios como manutenção da saúde do coração, suporte à função cognitiva, ação anti-inflamatória natural e equilíbrio metabólico.
Mas, por que suplementar com Ômega 3 e qual tipo escolher? De acordo com Carolina Sommer, diretora do Epicenter, centro de pesquisa e desenvolvimento da Equaliv, marca da farmacêutica Althaia, o ômega 3 está associado a diversos benefícios comprovados, como a manutenção da saúde do coração, suporte à função cognitiva, ação anti-inflamatória natural e equilíbrio metabólico, com impacto positivo nos níveis de triglicerídeos quando associado a uma alimentação equilibrada.
Avaliar a concentração de EPA e DHA é um dos principais critérios
Carolina explica que mais do que escolher um ômega 3, é fundamental entender o que diferencia os produtos disponíveis no mercado.
“Isso envolve avaliar se o suplemento é consumido de forma isolada ou associado a vitaminas e minerais, a concentração de EPA e DHA, a dosagem indicada para cada perfil e, principalmente, se ele conta com certificações que garantam pureza, segurança e sustentabilidade da matéria-prima”, orienta.
A profissional ainda complementa que os principais ativos do Ômega 3 são os ácidos graxos EPA (ácido eicosapentaenoico) e DHA (ácido docosahexaenoico), que respondem pelos benefícios associados à saúde do coração, do cérebro e ao equilíbrio inflamatório do organismo.
Produtos chamados de “concentrados” ou “ultra concentrados” costumam apresentar maior quantidade de EPA e DHA por cápsula. Isso significa que o consumidor atinge a ingestão recomendada com menor número de cápsulas ao dia.
“Existem opções para atender diferentes perfis de consumo e fases da vida, sempre com foco em qualidade, segurança e eficácia”, explica Carolina.
Os benefícios do ômega 3 na recuperação muscular para quem faz musculação
Apesar de garantir uma série de vantagens tanto para a nossa parte física quanto para a mental, a musculação estimula processos inflamatórios no organismo.
Isso acontece porque os exercícios resultam no rompimentos das fibras musculares, o que ativa uma resposta inflamatória natural do corpo para a recuperação e o fortalecimento dos músculos.
Graças às propriedades anti-inflamatórias, o ômega 3 ajuda a minimizar os impactos desse processo, proporcionando uma regeneração mais eficiente. Esse ácido graxo também pode atuar na melhora da dor muscular tardia após os treinos
“Não podemos esquecer que após atividade física também pode ocorrer a dor muscular tardia e o ômega 3 pode contribuir para a melhora desse efeito”, afirma a Patrícia França, farmacêutica e gerente científica da Biotec Dermocosméticos.
Além disso, as propriedades antioxidantes do ômega 3 colaboram para o combate aos danos gerados pelos radicais livres produzidos durante as atividades físicas, especialmente em treinos de alta intensidade. Dessa forma, o nutriente promove a proteção contra o estresse oxidativo.
Estudos mostram que o ácido graxo pode agir na redução dos níveis de colesterol ruim e dos triglicérides, diminuindo o risco de doenças cardíacas. Ele ainda auxilia na regulação da pressão arterial.
Como favorece a saúde cardiovascular, o ômega 3 pode trazer um melhor desempenho físico durante os exercícios.
Lembre-se: para aproveitar todos os benefícios do ácido graxo ao corpo, ele deve fazer parte de um estilo de vida equilibrado, que inclua, além dos treinos regulares, uma alimentação nutritiva, o gerenciamento do estresse e o descanso adequado.
Quais alimentos são fonte de ômega 3?
“O ômega 3 é composto por três principais tipos: ácido eicosapentaenoico (EPA), ácido docosaexaenoico (DHA) e ácido alfa-linolênico (ALA). Os dois primeiros são encontrados em fontes animais, como peixes, enquanto o ALA é predominante em fontes vegetais”, conta o Thiago Martins, biomédico e mestre em Medicina Estética
As principais fontes de ômega 3 incluem peixes de água fria, como salmão, sardinha, atum e cavala, sementes de linhaça, chia, nozes, brócolis, ovos, sementes de girassol e grãos de soja.
Quais cuidados ter com a suplementação de ômega 3?
A melhor forma de obter ômega 3 é por meio de uma dieta balanceada, no entanto, a suplementação pode ser recomendada em alguns casos.
“Para indivíduos que têm dificuldade em obter quantidades adequadas pela alimentação, a suplementação com cápsulas de óleo de peixe ou óleo de algas pode ser indicada, desde que sob orientação médica para evitar excessos ou possíveis interações medicamentosas”, ressalta o biomédico.
Quando feita de forma errada, a suplementação de ômega 3 pode desencadear efeitos adversos, incluindo desequilíbrios na coagulação sanguínea.
“A suplementação deve ser feita com base em uma avaliação individualizada e sob supervisão especializada. Vale lembrar que a eficácia desse tratamento depende da qualidade do produto utilizado e da dose administrada”, alerta Martins.
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source https://boaforma.abril.com.br/alimentacao/omega-3-saber-escolher-suplemento/
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