Durante uma sessão de treino de força, estruturas como músculos, coração e pulmões tendem a chamar mais atenção, afinal, são eles que “sentem” o esforço físico. No entanto, o que muitas pessoas não sabem é que o cérebro também não fica de fora dessa conta energética.
Cérebro gasta energia durante musculação?
Quando você está fazendo musculação, o seu cérebro entra em cena e desempenha um papel essencial na coordenação dos movimentos, na concentração, no equilíbrio, no processamento da técnica dos exercícios e no envio de impulsos elétricos para a contração muscular e a força.
Mesmo em repouso, o cérebro já demanda bastante energia — ele representa cerca de 2% do peso corporal, porém consome entre 15% e 20% de todo o combustível energético do organismo. E, durante a malhação, quando há uma maior exigência das funções do órgão, esse gasto tende a se intensificar ainda mais — embora de forma localizada, e não necessariamente na mesma proporção do aumento que ocorre nos músculos.
O cérebro percebe o esforço antes dos músculos
Pesquisadores da Universidade de Zurique observaram esse fenômeno em um estudo publicado no European Journal of Neuroscience.
Durante testes em bicicletas ergométricas, eles identificaram que, conforme a exaustão aumentava, a comunicação entre o córtex insular, responsável por interpretar sinais internos do organismo, e o córtex motor, que envia comandos aos músculos, tornava-se mais intensa.
Segundo os autores, o córtex insular passa a enviar sinais de alerta que reduzem gradualmente os estímulos motores, protegendo o organismo contra um esforço considerado excessivo.
O cérebro funciona como um “freio de segurança”
Uma das teorias mais conhecidas sobre o tema é o Modelo do Governador Central, proposto pelo pesquisador sul-africano Tim Noakes.
Segundo essa hipótese, o cérebro monitora constantemente informações como temperatura corporal, disponibilidade de oxigênio, frequência cardíaca e sinais enviados pelos músculos.
Antes que o organismo atinja níveis perigosos de esforço, ele reduz o recrutamento de fibras musculares, aumentando a sensação de cansaço para proteger o corpo.
Na prática, isso significa que muitas vezes você desacelera não porque os músculos “acabaram”, mas porque o cérebro interpreta que é hora de diminuir o ritmo.
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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/cerebro-gasta-energia-musculacao/
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