terça-feira, 1 de setembro de 2026

Dor não é sinal de treino forte: entenda os sinais em diversas modalidades e evite lesões

Ao se apaixonar por um esporte, muitas pessoas acabam aumentando a intensidade dos treinos sem nenhuma preparação adequada, não é mesmo? E isso pode ter diversas consequências, como lesões, por exemplo. Em esportes como futebol, corrida, tênis e lutas, os movimentos e exigências são diferentes e expõem determinadas articulações e estruturas do corpo a riscos específicos.

O ortopedista e médico do esporte Dr. Daniel Sapatini, do Hospital Albert Sabin (HAS), explica que prevenção não significa evitar movimentos ou reduzir os benefícios do exercício. O objetivo é preparar o organismo para as exigências de cada modalidade.

“Cada esporte tem características próprias e exige determinados movimentos, grupos musculares e articulações. Por isso, a prevenção deve considerar a modalidade praticada, o condicionamento da pessoa e, principalmente, a progressão adequada dos treinos”, explica Sapatini.

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O profissional separou a seguir algumas modalidades esportivas e suas principais lesões.

Futebol: joelhos e tornozelos exigem atenção

Mudanças rápidas de direção, arrancadas, desacelerações, saltos e contato com outros jogadores fazem com que joelhos e tornozelos estejam entre as regiões mais suscetíveis a lesões no futebol.

Entorses de tornozelo e lesões ligamentares do joelho estão entre os problemas que podem ocorrer durante a prática. Fortalecimento muscular, condicionamento adequado e respeito aos limites do corpo ajudam a reduzir os riscos. “Um dos erros é acreditar que sentir dor faz parte do esporte e continuar jogando. Dor intensa, inchaço importante, dificuldade para apoiar o membro ou sensação de instabilidade são sinais que não devem ser ignorados”, orienta o ortopedista.

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Corrida: o problema nem sempre acontece de uma vez

Na corrida, além das torções de tornozelo, o praticante precisa estar atento às chamadas lesões por sobrecarga, que podem aparecer gradualmente. O aumento brusco da distância, do ritmo ou da frequência dos treinos, principalmente sem condicionamento compatível, pode favorecer problemas em joelhos, tornozelos e pés.

Sapatini destaca que a prevenção deve respeitar a biomecânica e a capacidade funcional do praticante e que a constância é mais importante do que simplesmente elevar a carga do exercício.

Tênis: movimentos repetitivos vão além do cotovelo

Embora o chamado “cotovelo de tenista” seja uma das lesões mais conhecidas da modalidade, o esporte também exige bastante dos ombros e dos membros inferiores. Saques e golpes repetitivos sobrecarregam os membros superiores, enquanto deslocamentos rápidos, freadas e mudanças de direção exigem joelhos e tornozelos. “Não devemos olhar apenas para a região onde aparece a dor. Técnica, força, mobilidade, volume de treino e recuperação precisam estar equilibrados para que o corpo consiga responder à exigência daquele esporte”, alerta o médico do esporte.

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Lutas: contato e movimentos explosivos aumentam a exigência

Modalidades de combate envolvem contato físico, quedas, torções e movimentos rápidos, o que pode provocar contusões, entorses, lesões articulares e até fraturas, dependendo do tipo de luta e do mecanismo do trauma.

Quando procurar atendimento?

Nem toda dor depois do exercício significa uma lesão grave. O problema é tentar fazer essa avaliação sozinho quando existem sinais de alerta.

Dor intensa ou persistente, inchaço importante, deformidade, dificuldade para movimentar uma articulação ou apoiar o membro e perda de força justificam avaliação médica. Uma aparente “torção simples”, por exemplo, pode esconder uma lesão ligamentar ou até uma fratura.

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“A atividade física deve fazer parte da vida, e o medo de se machucar não deve afastar ninguém do esporte. O mais importante é praticar com preparação, evolução gradual e atenção aos sinais do próprio corpo. Quando ocorre uma lesão, identificar precocemente a gravidade também faz diferença para o tratamento e para um retorno seguro ao esporte”, finaliza o especialista.

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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/dor-nao-e-sinal-de-treino-forte-entenda-os-sinais-em-diversas-modalidades-e-evite-lesoes/

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