A prática regular de atividades físicas pode desempenhar um papel crucial no manejo da fibromialgia, condição que acomete cerca de 2% a 3% da população brasileira, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).
O problema é caracterizado por sintomas como dores generalizadas, mudanças de humor, distúrbios do sono e fadiga extrema. Estudos indicam que a fibromialgia está associada a alterações na maneira como o sistema nervoso central processa a dor.
“Os exercícios físicos são importantes no manejo de doenças reumáticas como a fibromialgia, uma vez que atuam como um agente tanto no controle de comorbidades quanto na melhora dos sintomas associados a esses diagnósticos. Também auxiliam na prevenção de déficits funcionais”, comenta a Dra. Luiza Grandini, reumatologista da Sociedade de Reumatologia do Rio de Janeiro.
Um estudo divulgado na National Library of Medicine concluiu que “o exercício físico representa a terapia não farmacológica mais eficaz e com melhor custo-benefício para a fibromialgia, atuando tanto no controle dos sintomas quanto na fisiopatologia subjacente”.
Como a atividade física ajuda na fibromialgia?
A adoção de um estilo de vida ativo faz toda a diferença para o tratamento da fibromialgia, desde que os exercícios sejam realizados sempre respeitando os limites do corpo e com todos os ajustes necessários para cada caso em específico.
“O tipo, a intensidade e a duração do movimento são pontos que devem ser definidos de acordo com cada caso e sempre com a supervisão de um profissional qualificado, a fim de evitar complicações”, explica Grandini.
Movimentar-se com frequência pode colaborar positivamente para a modulação do sistema nervoso central e, consequentemente, para a redução da sensibilidade à dor a longo prazo.
Além disso, os exercícios físicos pode favorecer a qualidade do sono, ajudando a promover melhores noites de descanso e, assim, combatendo a sensação de fadiga que tende a estar associada à fibromialgia.
Outro ponto que vale mencionar é que o treino auxilia na liberação de neurotransmissores relacionados ao bem-estar e ao prazer, o que pode apoiar a questão do humor e aliviar sintomas de ansiedade e depressão.
“A prática regular é fundamental para manter a flexibilidade, fortalecer os músculos, reduzir a rigidez articular, controlar o peso corporal, minimizar o risco de doenças cardiovasculares e melhorar a qualidade de vida do paciente”, acrescenta a reumatologista.
Vale destacar que o exercício ainda pode agir diretamente como um potente anti-inflamatório e analgésico natural.
Quais modalidades são boas para quem tem fibromialgia?
Para casos de fibromialgia, as modalidades que costumam ser mais recomendadas são aquelas de baixo impacto e intensidade progressiva. Entre os exemplos que podem ser boas opções estão Pilates, hidroginástica, natação, yoga e caminhada leve.
Existem evidências científicas que apontam que a atividade aeróbica combinada com alongamento pode ser uma ótima estratégia para a redução da dor ligada ao quadro.
A musculação também pode ser incluída na rotina de quem sofre com essa condição. No entanto, para que o treino de força seja seguro nessas situações, é preciso redobrar a atenção em relação à carga utilizada, ao volume de séries e repetições e à técnica de execução.
Quando o assunto é fibromialgia e a prática de atividades físicas, é ainda mais crucial ficar de olho nos sinais de alerta do corpo e nunca ignorá-los.
“Antes do início das atividades físicas, o paciente reumatológico deve ser avaliado quanto a problemas que contraindiquem a realização de exercícios, sendo que essas restrições podem ser temporárias ou até mesmo definitivas”, finaliza a especialista.
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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/fibromialgia-pode-fazer-atividade-fisica/
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