sábado, 30 de maio de 2026

Ficar muito tempo sem comer emagrece?

Ficar muito tempo sem comer não necessariamente faz perder peso. Emagrecer depende mais do equilíbrio da alimentação ao longo do dia do que simplesmente ficar sem comer por muitas horas.

Em algumas situações, o jejum pode até funcionar, mas quando é feito sem orientação, pode aumentar a fome, causar exageros depois e dificultar a eliminação dos quilos a mais.

Além da falta de energia e da irritação, ficar muito tempo sem comer pode favorecer compulsão, ansiedade alimentar e perda de massa muscular. Quando a fome chega muito forte, fica mais difícil controlar a quantidade e a qualidade do que se come.

O que acontece quando ficamos muito tempo sem comer?

O corpo usa primeiro a glicose do sangue como energia. Depois, começa a usar os estoques do organismo. Com muitas horas em jejum, podem aparecer sintomas como fraqueza, irritação, dor de cabeça, tontura e dificuldade de concentração.

Pular refeições ajuda a queimar gordura?

O corpo pode usar gordura como fonte de energia, mas isso não significa emagrecimento saudável. Muitas vezes, pular refeições aumenta muito a fome e faz a pessoa exagerar depois, o que pode ter o efeito contrário.

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Qual a melhor forma de emagrecer com saúde?

O mais recomendado é manter uma alimentação equilibrada, com rotina alimentar organizada, boa ingestão de água, sono adequado e atividade física.

Não é obrigatório ficar muitas horas sem comer para emagrecer. O mais importante é criar hábitos que sejam saudáveis e sustentáveis no longo prazo.

Protocolos de jejum podem funcionar para alguns casos muito específicos, mas devem ser individualizados e acompanhados por profissionais, já que não são indicados para todos.

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Respondido por:

Viviane Macedo, coordenadora do Setor de Nutrição do Hospital Quali Ipanema (HQI) e nutricionista.

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Suar muito no treino: será que isso realmente ajuda a emagrecer?

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source https://boaforma.abril.com.br/coluna/boa-forma-responde/muito-tempo-sem-comer-emagrece/

sexta-feira, 29 de maio de 2026

É normal sentir dor na lombar após fazer agachamento?

Sentir dor na lombar após o agachamento pode representar um sinal de alerta. O exercício serve para o fortalecimento de pernas e glúteos e perceber desconfortos nas costas ao realizá-lo pode significar problemas na execução, sendo necessário fazer alguns ajustes importantes.

“O agachamento, quando realizado do jeito certo, com orientação profissional e com controle rigoroso de carga, não é prejudicial à coluna“, afirma o Daniel Oliveira, ortopedista especialista em coluna vertebral.

É normal sentir dor na lombar após fazer agachamento?

De forma geral, não é normal notar dor na lombar após fazer agachamento. A técnica inadequada está entre os principais motivos por trás desse incômodo.

Vale lembrar que esse fator, além de aumentar o risco de lesões, ainda compromete a ativação muscular ideal, reduzindo significativamente os efeitos positivos do exercício.

“Situações como perda do alinhamento da coluna, especialmente com flexão lombar durante o movimento, uso de cargas excessivas ou prática sem preparo podem gerar sobrecarga”, cita ele.

Erros no agachamento que podem prejudicar a coluna

A seguir, o profissional de educação física Lucas Florêncio, gerente técnico do Grupo Smart Fit, revela três erros comuns no agachamento que podem afetar a coluna e resultar em dores na lombar:

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1. Ombros para frente

“As pessoas têm a tendência de deixar os ombros posicionados para frente. Consequentemente, as escápulas [ossinhos localizados nas costas que movimentam os ombros] ficam separadas e os cotovelos acabam apontando para trás, e não para o chão — como é o correto”, explica Florêncio.

Essa posição faz com que a postura fique inadequada, o que pode sobrecarregar a coluna. “O ideal é que as escápulas fiquem próximas, os ombros fiquem longe das orelhas e os cotovelos apontem para o chão”, orienta o profissional de educação física.

2. Quadril para dentro

“Vale lembrar também que, dependendo do nível de flexibilidade de cada um e da angulação que a pessoa tenta alcançar, pode ocorrer a retroversão pélvica, isto é, uma rotação do quadril para ‘dentro’. Isso sobrecarrega a coluna lombar e pode causar dores e até potencializar lesões instaladas”.

3. Dobrar mais o quadril do que os joelhos

Outro grande erro que as pessoas cometem na hora de agachar é não realizar os movimentos de flexão dos joelhos e do quadril simultaneamente.

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“Durante a descida, a tendência é dobrar mais o quadril do que os joelhos, jogando o glúteo para trás e o peitoral para o chão. Isso faz com que o aproveitamento do agachamento seja prejudicado, uma vez que a sensação é de que você desceu mais do que deveria — o que causa mais cansaço na região lombar do que nas coxas e nos glúteos”, conta Florêncio.

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Quais são as dicas para potencializar o treino de glúteos?

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/agachamento-dor-na-lombar/

Boa Forma experimenta: Boxe

Muito além dos golpes e dos sacos de pancada, o boxe também funciona como um treino intenso de cardio e força. E foi exatamente isso que percebi ao experimentar uma aula de Boxe, Cardio e Abs pela primeira vez.

O boxe é uma modalidade de luta que combina resistência cardiovascular, coordenação motora, velocidade e força muscular. Apesar de ser conhecido pelos movimentos de ataque, a prática envolve muito mais do que socos: existe um trabalho constante de postura, deslocamento, equilíbrio e reação rápida.

Nas versões mais voltadas para condicionamento físico, como as aulas de boxe junto com cardio, a modalidade mistura técnicas tradicionais da luta com exercícios funcionais e treinos de alta intensidade, criando uma aula dinâmica e extremamente cansativa.

Benefícios do boxe para o corpo

O boxe trabalha o corpo inteiro ao mesmo tempo. Os movimentos exigem bastante dos membros superiores, principalmente ombros, braços e costas, mas pernas, abdômen e core também permanecem ativos praticamente durante toda a aula, principalmente nos deslocamentos e nas bases de luta.

Outro benefício importante é o condicionamento cardiovascular. As sequências costumam alternar exercícios intensos e rápidos, elevando bastante a frequência cardíaca.

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Além disso, a modalidade também ajuda a desenvolver coordenação motora, agilidade, reflexo e consciência corporal, já que os movimentos exigem sincronização entre braços, pernas e respiração.

E existe ainda um fator mental muito forte na prática. O boxe exige foco constante e acaba funcionando também como uma forma de aliviar estresse e descarregar tensão física e emocional.

Como foi a aula na prática

Como nunca tinha feito boxe ou qualquer outra luta antes, eu realmente não sabia o que esperar da aula.

Logo no começo, antes mesmo do alongamento, o professor já colocou em nossas mãos as bandagens de boxe, aquelas faixas usadas para proteger punhos e articulações durante os golpes. A ideia era já começar a se adaptar à sensação das mãos enfaixadas, porque elas permanecem assim durante praticamente toda a aula.

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Depois disso, veio um alongamento rápido, mais voltado para preparar o corpo para a intensidade do treino. E então começou o aquecimento. E honestamente: o aquecimento já parecia a aula.

A primeira parte era totalmente focada em cardio. Fazíamos sequências alternando corda e shadowboxing, prática em que os movimentos de luta são feitos no ar, sem contato físico, simulando golpes e deslocamentos.

Como era minha primeira aula, o professor acabou me dando mais atenção enquanto os outros alunos faziam os exercícios normalmente. Foi nesse momento que comecei a aprender os golpes básicos do boxe, como jab, direto e curvado. As sequências eram feitas em séries longas, alternando vários minutos de corda com rounds de shadowboxing. E isso sozinho já exigia muito fôlego.

Depois do aquecimento, chegaram as luvas. O estúdio disponibilizava todos os equipamentos, então as luvas eram colocadas por cima das bandagens antes de irmos para os sacos de pancada. Foi aí que a aula começou a ficar ainda mais intensa.

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No saco, o professor orientava constantemente a execução dos golpes. Não era só “bater”, ele corrigia posicionamento dos pés, força, direção do soco, postura da mão e até a maneira de retornar os braços para proteger o rosto depois dos movimentos.

E esse detalhe da guarda foi algo que me chamou muita atenção. Mesmo durante as sequências rápidas, a posição das mãos no rosto precisava ser mantida o tempo inteiro. Qualquer distração e eu já esquecia de voltar para a postura correta.

As combinações também iam ficando progressivamente mais difíceis. Primeiro vinham os golpes básicos, depois ele começava a mudar as sequências, adicionar esquivas e novos movimentos no meio das combinações, como por exemplo o gancho. Em alguns momentos eu me perdia completamente tentando lembrar a ordem dos golpes enquanto ainda precisava manter postura, base e força.

E tudo isso ainda alternava com exercícios no chão. Depois das sequências no saco, a aula passava para exercícios de abdominal, flexão e fortalecimento de core. O primeiro bloco foi abdominal seguido de flexão com com toque no ombro. Depois vieram flexões tradicionais e outros exercícios de abdômen.

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E fazer tudo isso usando luvas deixava o treino ainda mais difícil. As flexões, principalmente, ficaram muito mais desafiadoras do que eu esperava por causa do volume das luvas e da limitação das mãos.

Na parte final da aula, os alunos foram divididos em duplas. Como eu era a menos experiente da turma, fiquei treinando diretamente com o professor. Ele colocou as manoplas de foco nas mãos, espécie de alvo usado para treinar precisão e velocidade dos golpes, enquanto eu executava as sequências seguindo os comandos dele.

E essa acabou sendo uma das partes mais divertidas da aula. A gente se movimentava pela sala enquanto ele mudava rapidamente a ordem dos golpes, misturando jab, direto, curvado, gancho e esquivas nas sequências.

Ao mesmo tempo em que era divertido, também exigia muita concentração. Bastava perder um segundo de atenção para esquecer completamente a sequência.

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Depois de mais uma rodada de exercícios de abdômen e elevação de pernas, a aula terminou. E a sensação final era muito clara: boxe cansa muito mais do que parece.

Ao mesmo tempo, talvez justamente por isso, a prática também funciona como uma forma muito eficiente de descarregar estresse. No final da aula, eu estava completamente cansada, mas com aquela sensação boa de ter realmente colocado toda a energia para fora.

Essa aula foi feita no Fight Club Brasil através do Wellhub, benefício que permite você praticar diferentes modalidades em diversas academias pagando apenas uma mensalidade.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/aula-de-boxe/

Longevidade: uma escolha que começa hoje

Quando pensamos em saúde , é comum imaginarmos a ausência de doenças, exames dentro dos valores de referência ou uma consulta médica que ter...