sábado, 12 de setembro de 2026

TPM pode afetar o desempenho no treino?

Para muitas mulheres, os dias que antecedem a menstruação vêm acompanhados de uma combinação conhecida: irritabilidade, cansaço, alterações no sono, aumento do apetite, inchaço e sensação de menor disposição.

E, quando a TPM coincide com a rotina de exercícios, é comum perceber que aquele treino que normalmente parece fácil pode exigir um pouco mais de esforço.

Isso não significa, porém, que exista uma regra de que a mulher precise diminuir a intensidade ou interromper os exercícios durante essa fase. O impacto do ciclo menstrual sobre o desempenho pode variar bastante de uma pessoa para outra e até de um ciclo para o outro.

Segundo a ginecologista Dra. Ana Paula Fonseca, as oscilações hormonais ao longo do ciclo podem interferir em diferentes aspectos relacionados à prática esportiva.

“Durante o ciclo menstrual, principalmente na fase pré-menstrual, acontecem alterações nos níveis de estrogênio e progesterona que podem influenciar sono, temperatura corporal, retenção de líquidos, apetite e também a percepção de esforço. Por isso, algumas mulheres podem sentir que estão menos dispostas ou que o treino está mais difícil naquele período”, explica.

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O que muda na TPM?

A TPM acontece na fase final do ciclo menstrual, após a ovulação e antes da menstruação. Nesse período, as oscilações hormonais podem estar associadas a sintomas físicos e emocionais que acabam repercutindo indiretamente na atividade física.

Um dos fatores é a retenção de líquidos. O aumento do inchaço pode provocar sensação de peso e desconforto durante o exercício. Também podem ocorrer alterações no sono, o que, por sua vez, interfere na recuperação muscular e na disposição para treinar.

“Não é apenas uma questão de hormônios isoladamente. Precisamos considerar o conjunto de sintomas. Uma mulher que está dormindo pior, com mais cólicas, sensação de inchaço, alterações de humor ou maior fadiga pode perceber uma queda no rendimento, ainda que sua capacidade física não tenha necessariamente diminuído”, afirma Ana Paula.

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O aumento do apetite também pode aparecer nessa fase. De acordo com a médica, reconhecer essa mudança sem tratá-la como falta de disciplina é importante para manter uma relação saudável com alimentação e exercício.

É preciso diminuir a carga do treino?

Não necessariamente.

A resposta depende principalmente de como a mulher está se sentindo. Para quem apresenta poucos sintomas, não há motivo para reduzir automaticamente a intensidade dos exercícios apenas porque está na TPM.

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“Não existe uma recomendação universal de que toda mulher deva treinar menos durante a TPM. Se ela está bem, sem sintomas importantes e tem disposição, pode manter sua rotina normalmente. O mais importante é observar os sinais do próprio corpo”, orienta a ginecologista.

Por outro lado, se os sintomas forem intensos, adaptar o treino pode ser uma estratégia mais inteligente do que insistir em uma determinada performance.

Em vez de abandonar completamente a atividade física, algumas mulheres podem se beneficiar de reduzir temporariamente a carga, diminuir o volume do treino ou escolher atividades de menor impacto, como caminhada, mobilidade, alongamento ou exercícios aeróbicos leves.

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“A adaptação não significa que a mulher esteja regredindo ou perdendo condicionamento. Em determinados dias, respeitar a recuperação também faz parte de um programa de treinamento bem estruturado”, destaca.

E treinar durante a menstruação?

A chegada da menstruação também não significa, por si só, que os exercícios precisam ser interrompidos. Algumas mulheres relatam melhora de sintomas como inchaço e cólicas após a prática de atividade física.

Além disso, manter-se ativa ao longo do ciclo pode contribuir para o bem-estar e para a saúde de maneira geral. Para a médica, o ponto principal é abandonar a ideia de que existe uma única forma correta de treinar em cada fase do ciclo.

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É interessante conhecer o próprio ciclo e perceber padrões. Algumas mulheres vão notar queda de disposição antes da menstruação; outras não percebem diferença significativa no desempenho. O acompanhamento individual é muito mais importante do que seguir uma regra rígida baseada apenas na fase do ciclo”, explica Ana Paula.

Vale acompanhar o ciclo para ajustar os treinos?

Para quem percebe alterações recorrentes no rendimento, registrar sintomas ao longo dos meses pode ser uma ferramenta útil. Anotar informações como qualidade do sono, disposição, fome, sintomas de TPM, intensidade do treino e percepção de esforço ajuda a identificar padrões.

Esse acompanhamento também pode ser interessante para profissionais de educação física e médicos, principalmente quando os sintomas interferem significativamente na rotina.

“Quando a mulher percebe que todos os meses apresenta sintomas muito intensos e que eles estão prejudicando o treino, o trabalho, o sono ou a qualidade de vida, vale procurar avaliação médica. TPM não deve ser encarada como algo que a mulher simplesmente precisa suportar”, ressalta a ginecologista.

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Exercício ajuda nos sintomas da TPM?

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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/tpm-afeta-desempenho-treino/

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