A atriz, comediante e apresentadora norte-americana Leslie Jones, de 59 anos, apareceu nas redes sociais para comemorar sua evolução fitness e comentar sobre o papel de um estilo de vida mais ativo e saudável em seu bem-estar, sua longevidade e sua autonomia. Ela publicou um carrossel em seu perfil no Instagram mostrando detalhes de sua transformação física.
Na legenda, a famosa falou da importância da adaptação dos treinos às necessidades do organismo com o passar dos anos e ainda aproveitou para soltar elogios ao seu treinador, Ronnie Czar, que atua especialmente com pessoas 40+.
“Minha jornada com o corpo tem sido uma loucura. Fui atleta no ensino médio e na faculdade — a gente acha que vai continuar em forma para sempre quando é jovem, né? Mas, desde que comecei a focar de verdade nos treinos certos com o treinador ideal, tudo mudou para muito melhor”, iniciou.
“Depois dos 40, é preciso focar bastante na musculatura. Adoro o Ronnie. Ele é fisioterapeuta e hoje atua como treinador, com foco em pessoas acima dos 40 anos. Ele acredita que devemos ser capazes de nos movimentar pelo resto da vida!”, completou Jones.
Confira:
Menopausa pode afetar músculos e ossos: como adaptar o treino depois dos 40
Depois dos 40 anos, algumas mudanças nos treinos podem ser interessantes, principalmente porque, nesse momento da vida, o corpo passa por transformações profundas que mexem com músculos, ossos e metabolismo, apresentando necessidades e prioridades diferentes.
No caso das pessoas que menstruam, a chegada da menopausa desencadeia uma queda na produção de estrogênio, um fator que pode contribuir para a enfraquecimento dos ossos, o ganho de peso e o acúmulo de gordura. Dados apontam que você pode sofrer uma redução de até 20% na densidade óssea nos primeiros cinco anos após o fim dos ciclos menstruais.
“Com a diminuição da produção natural do estrogênio, há desaceleração do metabolismo basal e alterações na forma como o corpo passa a armazenar gordura”, comenta a Fernanda Lopes, nutricionista e profissional da Six Clinic.
Além disso, é importante ressaltar o hormônio tem um papel protetor e regulador dos músculos, agindo, por exemplo, na síntese proteica, na força e no estímulo à recuperação. Dessa forma, a declínio nos níveis de estrogênio pode afetar negativamente a preservação e a construção da massa magra.
Um estudo publicado no Menopause mostrou que mulheres na pós-menopausa apresentam maior percepção de fadiga e recuperação mais lenta após exercícios intensos.
Esses impactos trazidos pela menopausa causam prejuízos que vão além da parte estética, atingindo questões como longevidade, independência, funcionalidade e a qualidade de vida.
O ganho de peso e o acúmulo de gordura que tendem a aparecer durante essa fase podem representar um perigo para a saúde cardiovascular. O comprometimento dos músculos pode aumentar o risco de quedas, dores articulares e perda de autonomia.
Uma revisão publicada no The Lancet Diabetes & Endocrinology aponta que o exercício físico é uma das ferramentas mais importantes para reduzir os impactos metabólicos e cardiovasculares da menopausa.
O que muda no treino na menopausa?
Uma das principais adaptações nessa fase é aumentar o foco no treino de força. De acordo com a médica ginecologista, Dra. Caroline Alonso, a musculação é indispensável para preservar e recuperar massa muscular, fortalecer os ossos e reduzir o risco de osteoporose e fraturas.
Isso acontece porque a perda de estrogênio acelera a redução de massa muscular e densidade óssea. Um estudo publicado no Journal of Bone and Mineral Research mostrou que o treinamento resistido ajuda a preservar a densidade mineral óssea em mulheres após a menopausa.
Além disso, uma revisão no Sports Medicine aponta que o treino de força melhora funcionalidade, equilíbrio e composição corporal nessa fase.
Outra adaptação importante é respeitar mais a recuperação. Alterações hormonais podem impactar sono, fadiga e recuperação muscular.
Um estudo publicado no Menopause mostrou que mulheres na pós-menopausa apresentam maior percepção de fadiga e recuperação mais lenta após exercícios intensos.
Na prática, isso pode significar reduzir excesso de volume, evitar muitos treinos intensos seguidos e prestar mais atenção aos sinais do corpo.
O exercício aeróbico continua importante, mas o objetivo vai além do emagrecimento. Caminhada, bicicleta, dança e corrida leve ajudam principalmente na saúde cardiovascular e no controle da gordura visceral, que tende a aumentar após a menopausa.
Uma revisão publicada no Menopause Journal mostrou que exercícios aeróbicos ajudam a melhorar sensibilidade à insulina, pressão arterial e saúde cardiometabólica em mulheres nessa fase.
Treinos como pilates, yoga e exercícios de mobilidade passam a ter papel mais estratégico. Segundo a Dra. Caroline, essas modalidades ajudam na flexibilidade, no equilíbrio e na prevenção de quedas, além de contribuírem para a qualidade de vida.
Um estudo publicado no Journal of Aging and Physical Activity mostrou que exercícios focados em equilíbrio e mobilidade reduzem risco de quedas e melhoram estabilidade em mulheres após a menopausa.
Na prática, adaptar significa reorganizar prioridades: mais força, mais recuperação, mais mobilidade e uma estratégia mais alinhada ao novo momento do corpo.
source https://boaforma.abril.com.br/movimento/leslie-jones-evolucao-fitness-59-anos/
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