terça-feira, 6 de outubro de 2026

Pesquisa global alerta para a falta de atividade física no Brasil; veja como se movimentar mais

Acredite: seis em cada dez brasileiros não fazem os 150 minutos semanais de atividade física recomendados pela Organização Mundial da Saúde.

 

 

Segundo uma nova pesquisa global da ASICS, 59% da população brasileira está abaixo desse patamar e 35% fazem menos de 30 minutos de atividade por semana. Com esse resultado, o Brasil aparece como o terceiro país com a maior taxa de adultos nessa faixa entre os 31 mercados analisados. 

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Os dados fazem parte do Relatório de Preservação do Movimento 2026, estudo realizado com 34 mil pessoas, incluindo participantes brasileiros. 

Como a tecnologia reduz o movimento no dia a dia

A pesquisa mostra como a conveniência, as telas e os serviços digitais estão reduzindo oportunidades de movimentação no cotidiano. Considerando as 16 horas diárias em que uma pessoa normalmente permanece desperta, os brasileiros estimam passar 88% desse período praticamente sem se movimentar, o equivalente a cerca de 14 horas por dia. 

Para 80% dos entrevistados no país, a vida moderna tornou fácil passar um dia inteiro quase sem movimentação. Mais da metade, 53%, afirma que conseguiria ficar três dias ou mais sem sair de casa. Entre os jovens de 18 a 24 anos, esse percentual sobe para 60%. 

A digitalização também aparece nos hábitos diários: 41% dos brasileiros realizam regularmente tarefas e compras on-line em vez de fazê-las presencialmente, enquanto 61% costumam socializar por telefone ou vídeo no lugar de encontros presenciais. 

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A relação entre corpo e mente

Para comparar como diferentes níveis de movimentação se relacionam ao estado mental, a pesquisa utiliza um indicador próprio, seu estudo global intitulado State of Mind (Estado Mental). Em uma escala de 0 a 100, ele reúne a autoavaliação dos participantes sobre dez aspectos cognitivos e emocionais, como disposição, confiança, concentração, tranquilidade e capacidade de lidar com o estresse. 

Entre os brasileiros que atingem pelo menos 150 minutos de atividade física por semana, a pontuação média foi de 74. No grupo que faz menos de 30 minutos semanais, o resultado caiu para 63. 

Os jovens apresentam alguns dos resultados mais preocupantes. Entre os brasileiros de 18 a 24 anos, 36,8% fazem menos de 30 minutos de atividade física por semana. Além disso, 96% relatam ao menos um efeito que associam à falta de movimentação, como piora do humor, aumento do estresse ou sono de menor qualidade. 

David Raichlen, professor de Antropologia que participou da pesquisa afirma que: “construímos um mundo que torna o movimento opcional. Conseguimos trabalhar, fazer compras, socializar e nos entreter sem realmente nos mover – e, embora isso seja conveniente, nosso corpo e nossa mente ainda dependem de movimento regular para se manterem saudáveis. Os achados são um lembrete de que o movimento não é um extra; ele é fundamental para como sentimos, pensamos e funcionamos. O lado animador é que não é preciso muito para mudar: pequenos momentos de atividade, fáceis de alcançar, podem fazer uma diferença real, e o desafio é simplesmente trazê-los de volta para o mundo em que vivemos hoje.” 

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Não apenas no Brasil, mas no mundo todo

O cenário brasileiro acompanha uma tendência observada nos demais países. Globalmente, 53% dos entrevistados não atingem os 150 minutos semanais de atividade física e 23% fazem menos de 30 minutos por semana. 

Se o ritmo atual for mantido, a proporção de adultos que não atingem a recomendação semanal nos mercados estudados deve subir dos atuais 53% para 56% até 2035, o equivalente a aproximadamente 2,3 bilhões de pessoas. 

6 dicas práticas para largar o sedentarismo

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5 passos para vencer o sedentarismo e ter mais saúde e movimento em sua rotina

Para Bianca D’Elia, coordenadora técnica da Selfit Academias, o importante é dar o primeiro passo. Além disso, o segredo está na constância e na adaptação gradual.
“Sair do sedentarismo não é complicado, mas é importante começar devagar. Com pequenos ajustes na rotina e um pouco de dedicação, é totalmente possível se tornar uma pessoa mais ativa e saudável”, destaca.
A seguir, Bianca compartilha cinco orientações práticas para vencer o sedentarismo:
1

Comece com exercícios leves e progressivos

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Atividades de baixo impacto são ideais para quem está começando, como caminhadas. Uma meta inicial recomendada é realizar 30 minutos de caminhada, três vezes por semana.  “Exercitar-se antes do trabalho pode transformar sua energia para o dia inteiro. Uma caminhada ou uma série rápida de alongamentos já ajuda a ativar o corpo”, explica.
2

Escolha uma atividade que você realmente goste

O prazer na prática é o que mantém a constância.  Se correr não agrada, tente pedalar.  Se a musculação não anima, experimente dança, pilates ou yoga. “A dança, por exemplo, é acessível, agradável e uma excelente opção para quem está começando”, comenta Bianca.
3

Inclua a musculação na rotina 

A musculação é uma excelente alternativa desde que seja realizada com orientação profissional. A prática regular de duas a três vezes por semana, com treinos de aproximadamente 40 minutos contribui para o fortalecimento muscular, melhora da postura e prevenção de dores, especialmente aquelas associadas a longos períodos na posição sentada. “O treinamento de força auxilia no aumento da massa muscular, na proteção das articulações e na aceleração do metabolismo, favorecendo a saúde global e a qualidade de vida” , explica a especialista.
4

Treine em casa quando for necessário 

Quando não for possível ir até sua academia, os exercícios em casa são uma alternativa prática e eficiente. Segundo Bianca, plataformas digitais ajudam a manter a rotina ativa ao oferecer treinos estruturados de modalidades como funcional, yoga, pilates, dança e alongamentos, adaptados a diferentes perfis e níveis de condicionamento. Além disso, pequenas mudanças no dia a dia como reduzir o tempo sentado, alongar-se nos intervalos, optar pelas escadas e caminhar ou pedalar em trajetos curtos contribuem para diminuir o sedentarismo e aumentar o gasto calórico de forma gradual e sustentável.
5

Alimente-se de forma adequada

Uma alimentação equilibrada é indispensável para sustentar o aumento do nível de atividade física. Bianca reforça que a orientação de um nutricionista é essencial para definir um plano alimentar compatível com as necessidades individuais. “Uma dieta adequada melhora a disposição, favorece a recuperação muscular e torna o processo de adoção de uma rotina ativa mais consistente e sustentável”, destaca.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/pesquisa-falta-atividade-fisica-brasil-movimentar-mais/

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