segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Como a musculação pode contribuir para manter a autonomia ao envelhecer?

A musculação traz ganhos interessantes em termos de estética, colaborando para a definição corporal e, muitas vezes, para dar aquele “up” na autoestima. Porém, a modalidade vai muito além do que o espelho consegue mostrar – e a ciência já comprovou que praticá-la de maneira regular pode fazer toda a diferença para viver mais e melhor.

 “A gente saiu de uma lógica focada apenas na estética para um olhar muito mais estratégico sobre composição corporal. Hoje sabemos que massa muscular é proteção metabólica, funcional e até cardiovascular”, comenta o nutrólogo e médico do esporte Dr. Eduardo Rauen.

A modalidade desempenha um papel importante para a manutenção da autonomia ao envelhecer, uma vez que atua justamente nos sistemas do corpo que sustentam a independência: músculos, ossos, articulações e o sistema nervoso.

Uma meta-análise de 2026, indexada no PubMed, identificou que a sarcopenia, perda progressiva de massa muscular, está associada a maior declínio funcional e risco de morte, reforçando que o músculo é um dos principais marcadores de saúde no envelhecimento.

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Como a musculação pode contribuir para manter a autonomia ao envelhecer?

A musculação favorece a autonomia ao envelhecer por diversos motivos, entre os principais, a preservação da força e da massa magra, a melhora do equilíbrio, o suporte à saúde dos ossos e a proteção articular.

Diversos estudos mostram que o exercício melhora a força muscular, evita a sarcopenia, desenvolve a flexibilidade, a coordenação e auxilia na prevenção de quedas, que representam um grande risco para a terceira idade.

Os treinos frequentes são aliados para a independência funcional, ajudando a manter a capacidade de realizar sozinho as atividades do dia a dia, como tomar banho, se vestir, cozinhar, fazer compras e se locomover.

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“A prática regular de exercícios vai muito além da estética, ela é uma ferramenta importante para preservar a capacidade funcional, a autonomia à medida que envelhecemos. O objetivo não é apenas viver mais, mas viver melhor, com independência para realizar as atividades do dia a dia e manter a participação social”, diz a médica, educadora física e CEO da DoctorFit, Clarissa Rios.

Uma meta-análise publicada na revista Sports Medicine analisou 25 ensaios clínicos e mostrou que idosos obtêm excelentes ganhos de força quando treinam duas vezes por semana, com duas a três séries por exercício.

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Uma revisão divulgada na Frontiers in Physiology concluiu que o treinamento resistido é seguro para idosos quando há individualização do treino, assim como progressão gradual das cargas, técnica correta e supervisão adequada.

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Musculação durante a menstruação: como adaptar o treino quando a disposição cai

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Bruna Griphao mostra evolução no samba em ensaio do Salgueiro; veja o vídeo

No último sábado (31), a Bruna Griphao compartilhou um vídeo nas redes sociais em que aparece sambando durante um ensaio do Salgueiro, escola da qual é musa. Ela se prepara para brilhar na Marquês de Sapucaí no Carnaval de 2027 e vem mostrando sua evolução na dança ao longo da jornada rumo ao desfile.

Nos comentários da publicação feita no Instagram, os seguidores soltaram elogios para a desenvoltura da atriz, destacando seu samba no pé e dedicação ao Salgueiro. “A Bruninha está sambando cada vez melhor, muito lindo poder ver ela evoluir tanto“, escreveu um deles.

Confira:

Sambar: 5 benefícios da dança para a saúde física e mental

Não dá para negar que sambar ao som de uma boa música é uma delícia. Mas você sabia que essa dança também é uma ótima forma de beneficiar a saúde física e mental?

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De acordo com Caique Ferreira, professor de aulas coletivas da Bio Ritmo, o samba como atividade física traz diversas vantagens para o corpo e a mente. A seguir, ele indica quais são elas!

1

Melhora a saúde cardiorrespiratória

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O samba envolve movimentos ritmados, transformando essa forma de dança em um ótimo e divertido exercício físico. Aulas coletivas com músicas desse ritmo podem ter diversos níveis de dificuldade. Devido aos diversos movimentos, com passos e giros, a atividade promove um treino cardiorespiratório eficaz, ajudando na saúde cardíaca e pulmonar, aumentando sua resistência.

De acordo com estudo realizado no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HCFMUSP, foi possível observar um aumento de 18% no poder respiratório, e 12% na capacidade do coração de transportar oxigênio nas pacientes que frequentaram ensaios pré-carnavalescos por três meses.

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Beneficia a percepção corporal

Ao aprendermos uma dança, desenvolvemos capacidades perceptivo-motoras e uma melhor consciência corporal e espacial. O professor comenta que “termos uma boa noção de corpo ajuda a entendermos quais nossas dificuldades, trabalhando a autoconfiança para explorarmos melhor nossas limitações.”

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Fortalece os músculos

Sambar também pode ser uma alternativa para quem busca fortalecer a musculatura. Os movimentos ajudam a tonificar os membros inferiores e os músculos das regiões abdominal, pélvica e lombar. Além de aumentar a flexibilidade e a amplitude de movimento.

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Ainda segundo estudo realizado pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia, após o período de avaliação física, as voluntárias da pesquisa tiveram uma diminuição de 15% no percentual de gordura, um aumento de 2,2% de massa magra e 13,8% na redução de peso.

4

Estimula a cognição

Aulas de dança exigem o aprendizado de novos passos e coreografias, que estimulam a função cognitiva e memória. No samba, a necessidade de coordenar movimentos com a música também ajuda a trabalhar o cérebro, o que pode ser benéfico para todas as faixas etárias.

Conforme análise de cientistas da Max Planck Institute for Human Cognitive and Brain Sciences (Alemanha) e do Instituto D’OR de Pesquisa e Educação (Rio de Janeiro), observou-se que o samba estimula o desejo de se movimentar, ativando regiões cerebrais que têm a função de controlar o movimento e a percepção do ritmo, podendo ser instrumento de neurorreabilitação, em que o paciente precisa reaprender algum movimento.

5

Interação social

Por fim, geralmente aulas de samba são praticadas em grupo, o que pode ser benéfico para pessoas que se sentem sozinhas, sendo uma ótima oportunidade para interagir e criar novas amizades. A comunicação é muito importante para o bem-estar e pode contribuir para uma melhor saúde mental.

“O samba é uma atividade múltipla que promove a alegria e bem-estar físico e mental. Além disso, sambar faz parte da rica cultura brasileira, sendo também uma ótima prática para imergir e conhecer a história do Brasil”, explica Caique.

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A performance caiu e o cansaço aumentou durante a corrida? Você pode estar com RED-S

Aumentar a quilometragem, melhorar o pace e buscar novos recordes pessoais fazem parte da rotina de muitos corredores. Mas, quando a intensidade e o volume dos treinos aumentam, a alimentação precisa acompanhar essa demanda. Caso contrário, o atleta pode não consumir energia suficiente para sustentar tanto a prática esportiva quanto as funções básicas do organismo.

Esse desequilíbrio pode levar à Deficiência Energética Relativa no Esporte, conhecida pela sigla RED-S (do inglês Relative Energy Deficiency in Sport). A condição ocorre quando a energia que sobra para o organismo depois de descontado o gasto com os exercícios é insuficiente para manter seu funcionamento adequado. Com o tempo, isso pode provocar alterações hormonais e metabólicas, comprometer a saúde dos ossos, reduzir a imunidade, dificultar a recuperação muscular e aumentar o risco de lesões.

Segundo o Dr. Thiago Viana, nutrólogo e médico do esporte, o problema pode aparecer, por exemplo, quando o corredor aumenta significativamente o volume de treinos, mas não ajusta a alimentação para atender às novas necessidades do corpo.

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“Não basta que o organismo tenha energia suficiente para o treino. O corpo também precisa ter condições para funcionar e realizar suas atividades básicas. Quando essa energia começa a faltar de maneira persistente, o organismo passa a economizar em algumas funções vitais para dar conta de continuar funcionando, o que pode trazer diversos problemas para a saúde”, explica Viana.

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Quais são os principais sintomas da RED-S?

A RED-S não costuma se manifestar por meio de um único sintoma. Por isso, é importante observar mudanças persistentes no funcionamento do organismo e no desempenho esportivo. Entre os sinais que merecem atenção estão a queda inexplicada na performance, o cansaço frequente, a dificuldade de recuperação entre os treinos e o aumento da ocorrência de lesões.

As consequências também podem variar entre homens e mulheres. Nas mulheres, a baixa disponibilidade energética pode provocar irregularidades menstruais ou até a interrupção da menstruação. Nos homens, podem ocorrer alterações hormonais, como a redução dos níveis de testosterona, além de diminuição da libido e prejuízos à função reprodutiva.

Em ambos os sexos, a condição pode afetar a saúde óssea, a imunidade, o metabolismo e a capacidade de recuperação. Ou seja, nem sempre o primeiro sinal aparece no cronômetro: muitas vezes, o corpo começa a dar indícios de que não está conseguindo acompanhar a carga de treinamento.

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Corredores amadores também podem desenvolver RED-S?

Podem sim! Embora seja frequentemente associada ao esporte de alto rendimento, a RED-S não é exclusiva de atletas profissionais. Corredores amadores também estão sujeitos à condição, especialmente quando aumentam a frequência, a duração ou a intensidade dos treinos sem adequar a ingestão de energia.

Uma rotina corrida, com trabalho, compromissos e refeições feitas às pressas, pode dificultar o consumo adequado de alimentos. Nesse cenário, mesmo quem não percorre grandes distâncias pode apresentar um desequilíbrio entre a energia ingerida e o gasto com os exercícios.

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Portanto, não é necessário ser atleta de elite ou correr uma maratona para desenvolver o problema. O risco está relacionado à disponibilidade de energia para o organismo, e não apenas à distância percorrida ou ao nível de desempenho do corredor.

Como prevenir e tratar a RED-S?

A recuperação da disponibilidade energética é o principal caminho para tratar a RED-S. Isso pode envolver ajustes na alimentação, aumento da ingestão calórica e, dependendo da gravidade do quadro, redução temporária do volume ou da intensidade dos treinos. O acompanhamento profissional é fundamental para identificar as necessidades individuais e definir a melhor estratégia.

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“Fica claro que a alimentação adequada ao treino é o ponto principal para evitar o problema. Nesse sentido, os carboidratos contribuem para o fornecimento de energia durante o exercício e para a reposição do glicogênio, enquanto as proteínas participam da recuperação e adaptação muscular”, destaca o médico.

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Além dos carboidratos e das proteínas, as gorduras, as vitaminas e os minerais também têm funções importantes para o funcionamento do organismo. Já os suplementos podem ser úteis em situações específicas, mas não substituem uma alimentação adequada nem corrigem, sozinhos, a baixa disponibilidade energética.

“Para evitar a baixa disponibilidade energética, o corredor precisa entender que alimentação, sono de qualidade e uma boa recuperação fazem parte do treino tanto quanto os quilômetros percorridos. À medida que a carga aumenta, a estratégia nutricional precisa acompanhar essa mudança. Não adianta procurar um suplemento perfeito se está faltando o básico. O treino estimula o corpo, a alimentação fornece a matéria-prima e o descanso permite a adaptação”, conclui o Dr. Thiago Viana.

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Horóscopo semanal: de 02 a 08 de novembro de 2026

ÁRIES

Signo de Áries, a semana começa pedindo foco nas prioridades, com a Lua junto de Júpiter. No meio dela, mudanças de última hora pedem jogo de cintura, então deixe espaço na agenda para o inesperado. No fim de semana, a Lua com Vênus aquece o clima a dois. Que tal um programa especial a dois ou com amigas, com um look que faça você se sentir linda e confiante?

TOURO

Orçamento em foco para o Signo de Touro: no começo da semana, a Lua em quadratura com Urano pode trazer gastos inesperados, então vale vigiar compras por impulso. No meio dela, ideias criativas ajudam a planejar uma renda extra. No fim de semana, a Lua com Vênus traz harmonia. Uma dica: monte looks novos com o que já tem no armário e aproveite para renovar o visual sem gastar.

GÊMEOS

Quanta energia, Signo de Gêmeos! A Lua junto de Júpiter pede foco no que é prioridade, e um pouco de paciência ajuda se o cansaço aparecer. No meio da semana, uma dose de originalidade deixa seu charme em alta. No fim de semana, a Lua com Vênus traz encanto e convites. Que tal dizer sim a um programa leve e caprichar no visual com algo que combine com você?

CÂNCER

Reorganizar a casa pode renovar mais do que o ambiente, Signo de Câncer. No meio da semana, a Lua em trígono com Urano favorece mudanças sutis no lar, como arrumar uma gaveta. No fim de semana, a Lua com Vênus aquece os laços familiares, e curtir o conforto de casa faz bem. Uma dica: vista algo confortável e acenda uma vela cheirosa para relaxar de verdade.

LEÃO

Atenção às finanças, Signo de Leão: no começo da semana, a Lua em quadratura com Urano pode trazer um pedido inesperado de uma amiga, e saber dizer não ajuda. No meio dela, vale planejar os gastos da casa. No fim de semana, a Lua com Vênus deixa as conversas mais doces. Que tal usar esse carisma num encontro com um look cheio de estilo e um batom que realce seu sorriso?

VIRGEM

Hora de olhar as contas com realismo, Signo de Virgem. No meio da semana, a Lua em trígono com Urano favorece soluções inovadoras para ganhar mais. No fim de semana, a Lua com Vênus favorece compras prazerosas, desde que feitas com consciência. Uma pergunta inspiradora: o que realmente combina com a sua rotina e merece entrar no seu guarda-roupa e na sua vida?

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LIBRA

Renovação e curiosidade marcam o Signo de Libra: no meio da semana, a Lua em trígono com Urano inspira aprender algo novo. No começo, vale dar tempo às ideias antes de mudar de opinião. No fim de semana, a Lua com Vênus realça o charme e amplia a popularidade. Que tal sair com as amigas e apostar num look que mostre sua personalidade e deixe você à vontade?

ESCORPIÃO

O Signo de Escorpião tem espaço para sensatez e foco, com a Lua junto de Júpiter na carreira no começo da semana. Evite empréstimos e assuntos delicados com gente próxima. No fim de semana, a Lua com Vênus traz serenidade e sensibilidade. Uma dica: reserve um momento de autocuidado, com um banho demorado e uma playlist que acalma e um chá quentinho.

SAGITÁRIO

Quem você é e o que faz tem mais sentido agora, Signo de Sagitário? No começo, a Lua junto de Júpiter inspira essa reflexão, e agir com paciência evita desgastes. No fim de semana, a Lua com Vênus favorece encontros com amigas e planos de viagem ou cursos. Que tal anotar um sonho e compartilhar com quem é importante para você, de preferência num café gostoso?

CAPRICÓRNIO

Flexibilidade é a aliada do Signo de Capricórnio, já que, no começo da semana, a Lua em quadratura com Urano pode mudar a rotina de repente. Evite assumir mais tarefas do que dá conta. No fim de semana, a Lua com Vênus favorece sua imagem e seus contatos profissionais. Que tal investir num visual que mostre sua dedicação e seu valor, com peças que dão conforto e elegância?

AQUÁRIO

Cuidado com decisões afetivas por impulso, Signo de Aquário. No começo da semana, a Lua em quadratura com Urano pode trazer oscilações de humor e desejos contraditórios, então dê tempo às emoções. No fim de semana, a Lua com Vênus desperta o prazer de aprender. Uma dica: escolha um livro ou um curso novo e comece com calma, sem cobranças, e dedique alguns minutos por dia

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PEIXES

Pausa para respirar, Signo de Peixes: no começo da semana, a Lua junto de Júpiter pede atenção aos propósitos profissionais. No fim de semana, a Lua com Vênus intensifica o desejo e a cumplicidade, e equilibrar vontades e deveres ajuda. Que tal separar um tempo para o autocuidado, o descanso e uma roupa que te faça sentir bem, confortável e com a sua cara?

Júlia Barbosa

juliabarbosapp@gmail.com

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Dicas de dieta para os signos: astróloga Gillian Knowles revela!

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domingo, 1 de novembro de 2026

Do sedentarismo ao movimento: como começar a treinar com segurança para o verão

Com a aproximação do verão, cresce a vontade de cuidar do corpo, recuperar a disposição e aproveitar a estação com mais energia. Para quem passou os últimos meses, ou até anos, sem praticar exercícios regularmente, esse desejo pode representar uma excelente oportunidade de mudança.

O problema começa quando a pressa por resultados estéticos se transforma em uma rotina de treinos intensos, restrições alimentares e metas difíceis de sustentar. O organismo não acompanha a urgência do calendário, e a adaptação ao exercício exige tempo, progressão e respeito à individualidade.

Sair do sedentarismo não significa recuperar de uma só vez todo o condicionamento físico perdido, muito menos compensar anos de inatividade com algumas semanas de esforço extremo. Significa oferecer ao corpo estímulos progressivos para que músculos,
articulações, tendões e sistemas cardiovascular e respiratório se adaptem a uma nova demanda.

Quando essa transição é bem conduzida, o exercício deixa de ser uma obrigação associada à aparência e passa a ocupar um lugar importante na construção da saúde, da autonomia e da qualidade de vida.

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O primeiro passo é conhecer os próprios limites

Antes de iniciar uma rotina de exercícios, vale considerar o histórico de saúde, o tempo de inatividade e o tipo de atividade pretendida.

Pessoas saudáveis e sem sintomas geralmente podem começar com atividades leves e progredir gradualmente, sem que exames médicos sejam obrigatórios de maneira indiscriminada.

Já quem apresenta doenças cardiovasculares, metabólicas ou renais conhecidas, assim como pessoas com sintomas sugestivos de problemas de saúde, deve buscar orientação médica antes de iniciar ou intensificar o treinamento.

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Dor ou desconforto no peito, falta de ar desproporcional ao esforço, tontura, desmaio e palpitações acompanhadas de mal-estar não devem ser ignorados. Esses sinais exigem a interrupção da atividade e avaliação adequada, com atendimento de urgência quando necessário.

Para pessoas com hipertensão, diabetes, dores persistentes ou outras condições clínicas, a orientação individualizada também ajuda a definir quais exercícios são mais apropriados e como aumentar a carga com segurança.

Esse cuidado não deve ser visto como uma barreira para começar, mas como parte de uma estratégia inteligente. O objetivo não é esperar pelo momento perfeito nem transformar a prática esportiva em um processo complicado, e sim compreender as próprias condições para fazer escolhas compatíveis com elas.

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Um profissional de educação física pode ajudar a estruturar a rotina, ajustar a intensidade e acompanhar a evolução, especialmente quando o iniciante ainda não tem familiaridade com os
exercícios.

Começar devagar é uma estratégia, não uma limitação

Um dos erros mais comuns de quem decide mudar de hábitos é confundir motivação com capacidade física. A pessoa que passou muito tempo sem se exercitar resolve caminhar durante uma hora todos os dias, frequentar a academia várias vezes por semana e mudar radicalmente a alimentação.

Nos primeiros dias, a empolgação pode sustentar esse ritmo, mas o excesso de exigência aumenta a dificuldade de recuperação e pode favorecer dores, fadiga e abandono.

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Uma estratégia mais eficiente é começar com sessões curtas, em uma intensidade confortável, e aumentar o tempo, a frequência e o esforço conforme o organismo responde.

Para algumas pessoas, uma caminhada de dez a quinze minutos pode ser um bom ponto de partida; para outras, será necessário começar com menos tempo, alternar períodos de movimento e descanso ou escolher atividades de menor impacto. Não existe uma duração inicial ideal para todos.

O melhor ponto de partida é aquele que permite se movimentar com segurança e repetir a experiência sem comprometer a recuperação.

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A Organização Mundial da Saúde recomenda que adultos acumulem de 150 a 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada, além de realizar exercícios de fortalecimento muscular em pelo menos dois dias da semana.

Essas metas, porém, representam uma referência para a construção da rotina, e não uma exigência que precisa ser cumprida desde a primeira semana.

Para quem está sedentário, qualquer quantidade de movimento é melhor do que nenhuma, e o progresso gradual é parte fundamental do processo.

Também vale abandonar a ideia de que só existe treino quando há suor excessivo, exaustão ou dor muscular. Caminhar em ritmo confortável, usar escadas quando apropriado, levantar-se com mais frequência durante o expediente e incorporar pequenos deslocamentos a pé são maneiras de reduzir o tempo sedentário e aumentar o movimento cotidiano.

Essas atitudes não substituem necessariamente uma rotina estruturada de exercícios, mas ajudam a criar uma base sobre a qual será possível avançar.

O treino completo vai além da caminhada

A caminhada costuma ser uma excelente porta de entrada porque é acessível, permite controlar a intensidade e pode ser incorporada à rotina sem exigir equipamentos sofisticados.

Durante uma caminhada moderada, a respiração fica um pouco mais acelerada, mas a pessoa ainda consegue conversar. Esse teste simples ajuda a perceber o esforço e evita que o iniciante tente acompanhar o ritmo de alguém com condicionamento físico muito superior.

Entretanto, uma rotina equilibrada não deve se limitar aos exercícios aeróbicos.

O treinamento de força é especialmente importante para desenvolver e preservar a massa muscular, melhorar a capacidade funcional e facilitar tarefas cotidianas, como subir escadas, carregar compras e levantar-se de uma cadeira.

Para quem está começando, exercícios com o peso do próprio corpo, cargas leves e movimentos adaptados podem ser suficientes para iniciar esse processo, desde que executados com técnica adequada e progressão compatível com a condição física.

A combinação entre atividades aeróbicas e fortalecimento muscular oferece benefícios complementares.

Enquanto as primeiras contribuem para a aptidão cardiorrespiratória, o treinamento de força ajuda a desenvolver a capacidade muscular necessária para sustentar movimentos e atividades do dia a dia.

O importante é não tentar introduzir tudo de uma vez: organizar os estímulos ao longo da semana, respeitar os períodos de recuperação e ajustar a rotina conforme a resposta do organismo torna o processo mais consistente.

O aquecimento também merece atenção. Alguns minutos de movimentos leves e progressivos antes de uma sessão mais exigente ajudam a preparar o corpo para o esforço.

Ao final, reduzir gradualmente a intensidade pode tornar a transição para o repouso mais confortável. Mais do que cumprir etapas mecanicamente, é importante entender que a preparação, a execução e a recuperação fazem parte de uma mesma estratégia.

Sono, alimentação e hidratação também contam

Os resultados do treinamento não dependem apenas do que acontece durante a sessão. O sono, a alimentação e a recuperação influenciam a capacidade de adaptação ao exercício, a disposição e a manutenção da rotina.

Dormir pouco, treinar intensamente todos os dias e manter uma alimentação insuficiente pode comprometer a experiência de quem está começando.

Por isso, o cuidado com a saúde precisa ser pensado de maneira integrada, sem a expectativa de que o exercício compense noites mal dormidas ou hábitos que dificultam a recuperação.

Na alimentação, o caminho inicial não precisa envolver dietas restritivas, exclusão de grupos alimentares ou uso indiscriminado de suplementos.

Uma rotina variada, com frutas, verduras, legumes, fontes de proteína, cereais e outros alimentos nutritivos, contribui para atender às necessidades do organismo.

A quantidade e a distribuição das refeições podem ser ajustadas conforme a intensidade do treinamento, a rotina e os objetivos individuais, com orientação nutricional quando necessário.

Com a chegada do calor, a hidratação e a escolha dos horários de treino ganham ainda mais importância.

Priorizar os períodos mais frescos do dia, procurar locais sombreados ou ventilados, usar roupas leves e beber água regularmente são medidas simples que ajudam a reduzir os riscos associados ao exercício em temperaturas elevadas.

A intensidade também deve ser adaptada às condições ambientais, especialmente para quem ainda não está condicionado ao esforço.

Fraqueza incomum, tontura, dor de cabeça, náusea e cãibras durante a atividade podem sinalizar que algo não está bem, inclusive em relação ao calor e à hidratação. Nessas situações, é importante interromper o exercício, procurar um local fresco e se hidratar.

Sintomas intensos ou persistentes exigem avaliação médica. Respeitar essas respostas do organismo não significa falta de preparo ou determinação, mas reconhecer que a segurança deve estar sempre acima da meta de treinamento.

O melhor resultado é aquele que permanece depois do verão

As mudanças corporais podem acontecer com a prática regular de exercícios, mas o tempo e a magnitude dos resultados variam conforme a condição inicial, a frequência dos treinos, a alimentação, o sono, a genética e outros fatores individuais.

Esperar transformações expressivas em poucas semanas pode criar uma pressão desnecessária e levar a escolhas pouco sustentáveis.

Quando a atividade física é orientada exclusivamente pela aparência, qualquer resultado abaixo da expectativa corre o risco de ser interpretado como fracasso, mesmo quando já existem ganhos importantes para a saúde.

A evolução merece ser observada por outros indicadores: caminhar por mais tempo sem ficar tão cansado, subir escadas com maior facilidade, sentir mais disposição durante o dia, melhorar a qualidade do sono e perceber que os movimentos cotidianos estão menos difíceis.

Esses sinais mostram que o corpo está respondendo ao estímulo e ajudam a fortalecer a motivação para continuar. As transformações estéticas, quando acontecem, são apenas uma parte de um processo muito mais amplo.

O verão pode ser o convite para começar, mas não precisa ser o prazo final para cuidar de si.  Para quem está saindo do sedentarismo, o passo mais importante é abandonar a ideia de que é preciso estar em forma para começar a se exercitar.

É justamente o movimento, iniciado de maneira compatível com as próprias condições, que permite construir condicionamento e desenvolver novos hábitos.

Mais do que perseguir um corpo diferente em poucas semanas, vale investir em uma vida com mais disposição, força e autonomia. O exercício não deve ser uma punição pelo que foi feito ou deixado de fazer no passado, mas uma escolha consciente em favor do futuro.

Afinal, o melhor treino para o verão é aquele que inaugura uma relação mais saudável com o próprio corpo e continua fazendo sentido muito depois que a estação termina.

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BIANCA VILELA é autora do livro Respire, palestrante, mestre em fisiologia do exercício pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e produtora de conteúdo. Desenvolve programas de saúde em grandes empresas por todo o país há quase 20
anos. Na Boa Forma fala sobre saúde no trabalho, produtividade e mudança de hábitos. Não deixe de visitar o Instagram: @biancavilelaoficial

Estresse e exercício: quando o treino pode se tornar mais uma fonte de desgaste

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Proteína sem carne para quem treina: como fechar a conta no prato, com receitas

Neste domingo, 1º de novembro, é o Dia Mundial do Veganismo. E uma das dúvidas mais comuns de quem treina e quer comer menos carne, ou nenhuma, continua a mesma: onde está a proteína?

A resposta está nas plantas. A proteína participa da construção e da reparação dos tecidos, fortalece o sistema imunológico e mantém a saúde muscular. E dá, sim, para garantir tudo isso com fontes vegetais, desde que o prato seja variado.

Veja mais 30 receitas sem glúten e ricas em proteína vegetal no e-book da Alana Rox

Como fechar a conta da proteína sem carne

Em uma alimentação vegetal, o desafio é garantir todos os aminoácidos essenciais. E isso se resolve com combinação e variedade ao longo do dia:

  • varie as fontes: grãos, leguminosas, sementes e oleaginosas;
  • combine alimentos diferentes, como o clássico arroz com feijão, que juntos garantem os aminoácidos que o corpo precisa;
  • mantenha o prato equilibrado, com gorduras boas e carboidratos complexos.

E quanto de proteína é preciso? Segundo a diretriz da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, pessoas sedentárias precisam de cerca de 0,8 g de proteína por quilo de peso por dia, e quem pratica atividade física, de 1,2 a 1,4 g. Para quem busca ganho de massa muscular, a recomendação vai de 1,6 a 1,7 g por quilo.

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A mesma diretriz lembra que comer mais proteína do que o recomendado não aumenta a massa magra, porque há um limite para o que o corpo consegue aproveitar. Para chegar ao seu número, que depende do tipo, da intensidade e da frequência do treino, vale conversar com um nutricionista.

Uma dica importante: você não precisa comer proteína em todas as refeições, mas precisa garantir a quantidade necessária ao longo do dia. E, quanto mais colorido e variado o prato, mais equilibrado fica o perfil de aminoácidos.

8 fontes de proteína vegetal que talvez ainda não estejam no seu prato

Quantidade de proteína em cada 100 g:

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  • Tremoço: 36 g. Rico em fibras, pode ajudar no controle da glicemia e na saciedade.
  • Semente de abóbora: 30 g. Fonte de magnésio, zinco e triptofano.
  • Linhaça dourada: 29 g. Rica em ômega-3 e fibras solúveis.
  • Amaranto em flocos: 23 g. Contém lisina, cálcio e ferro.
  • Semente de girassol: 21 g. Rica em vitamina E e antioxidantes.
  • Chia: 18 g. Fonte de fibras e ômega-3, pode ajudar na saciedade.
  • Edamame (soja verde): 14 g. Contém isoflavonas.
  • Quinoa cozida: 14 g. É uma proteína completa, rica em ferro, fibras e magnésio.

Na lista do dia a dia também entram ervilha, feijão, grão-de-bico, lentilha, soja, amendoim, cacau e ora-pro-nóbis.

Ideias para cada refeição

  • Café da manhã: smoothie com chia, linhaça e banana.
  • Almoço: quinoa com legumes e tofu grelhado.
  • Lanche: mix de castanhas, sementes e frutas secas.
  • Jantar: risoto de amaranto com vegetais.

Para quem quer aproveitar ainda mais os nutrientes, o demolho ajuda. Algumas fontes vegetais têm menor biodisponibilidade, e deixar o grão-de-bico de molho por 12 horas, descartando a água antes de cozinhar, ajuda a reduzir o ácido fítico e tende a facilitar a digestão.

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Receita 1: Pink Proteico, para o pós-treino

Uma combinação rica em proteínas e nutrientes, que pode ser uma boa opção para o pós-treino.

Ingredientes:

  • 50 g de tofu
  • 2 colheres de sopa de sementes de girassol
  • ½ beterraba pequena
  • 1 maçã média
  • 1 tâmara (ou adoçante de sua preferência)
  • 1 copo de água de coco

Modo de preparo: bata tudo no liquidificador. O tofu deixa a textura cremosa. Se não encontrar tofu, dá para trocar por inhame cozido.

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Receita 2: Cacau Proteico

Uma combinação de amendoim e cacau, cremosa e rica em proteína.

Ingredientes:

  • 1 colher de sopa de pasta de amendoim
  • 1 colher de sopa de chia
  • 1 colher de chá de cacau em pó
  • 2 tâmaras
  • 200 ml de água

Modo de preparo: bata tudo no liquidificador e espere 5 minutos para a chia soltar o gel.

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Receita 3: Bolinho proteico de grão-de-bico e batata-doce

Um lanche prático, sem glúten, com cerca de 20 g de proteína vegetal na receita inteira. Rende cerca de 16 bolinhos.

Ingredientes:

  • 1 e ½ xícara de batata-doce cozida no vapor
  • 1 xícara de grão-de-bico cozido (após 12 horas de molho)
  • 2 colheres de sopa de linhaça dourada moída
  • cebolinha picada a gosto
  • 1 colher de chá de coentro moído
  • 1 colher de café de sal

Modo de preparo:

  • Amasse a batata-doce e o grão-de-bico com um garfo. Evite o processador, para não soltar amido demais.
  • Tempere com cebolinha, sal e coentro e misture com as mãos.
  • Modele bolinhos de cerca de 20 g e passe na linhaça dourada.
  • Leve ao forno a 180 °C por 10 a 15 minutos, só para dourar e firmar. Na airfryer, são 10 a 12 minutos, virando na metade do tempo.

Os bolinhos podem ser congelados por até 3 meses: congele em assadeira e depois guarde em pote fechado.

Variedade é a palavra

Algumas receitas podem parecer estranhas no começo, com ingredientes que você nunca pensou em usar. Mas a variedade é justamente o que fecha a conta da proteína vegetal. Permita-se conhecer novos sabores e texturas. Cada corpo responde de um jeito, e o melhor plano é o que cabe na sua rotina e nos seus objetivos.

Quer levar essa variedade para outros cantos da rotina? Veja os 27 hábitos saudáveis para transformar o seu 2027, também da Alana.

Alana Rox

Autora dos best-sellers Diário de Uma Vegana e Diário de Uma Vegana 2. Prega a conexão corpo, mente e espírito através da alimentação e estilo de vida saudáveis como agentes de transformação.

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Quanto de proteína precisamos depois do treino?

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source https://boaforma.abril.com.br/alimentacao/proteina-sem-carne-para-quem-treina/

Menopausa, calor e exercício: por que a hidratação exige atenção redobrada?

Com o aumento das temperaturas, mais pessoas ficam motivadas a se exercitar, inclusive ao ar livre. A corrida, por exemplo, tem conquistado adeptos de diferentes faixas etárias, entre eles mulheres que estão no período da menopausa. Mas, com o calor, é preciso redobrar a atenção à hidratação e, principalmente, à reposição dos líquidos perdidos durante a atividade física.

A endocrinologista Dra. Deborah Beranger pontua que a desidratação não é apenas uma questão de sede. A redução da água corporal modifica o volume circulante e a concentração de solutos no sangue e aciona mecanismos hormonais que tentam preservar o equilíbrio interno.

“Entre eles estão a vasopressina, também conhecida como hormônio antidiurético (ADH), e o sistema renina-angiotensina-aldosterona. É importante entender que a relação entre hidratação e hormônios não significa que beber água simplesmente aumente ou diminua a produção de determinado hormônio. Na verdade, quando o organismo perde água, ele modifica a secreção de vários hormônios para tentar conservar líquido e manter a pressão e a circulação adequadas. É uma resposta de defesa do próprio organismo”, explica. 

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Essa atenção pode ser ainda mais importante para as mulheres na menopausa, período em que as alterações hormonais podem provocar sintomas que interferem na percepção do calor e no conforto durante os exercícios.

Já a Dra. Ana Paula Fabricio esclarece que, durante a transição para a menopausa, algumas mulheres passam a conviver com ondas de calor e episódios de sudorese, sintomas associados às mudanças na regulação da temperatura corporal. Quando essas manifestações se somam ao exercício físico em ambientes quentes, é importante observar como o organismo responde ao esforço e à perda de líquidos.

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“A menopausa não significa, necessariamente, que a mulher ficará mais desidratada, mas os sintomas vasomotores podem tornar o calor mais desconfortável e interferir na rotina de treinos. Por isso, é importante que ela reconheça seus sinais, observe a intensidade da transpiração e organize a hidratação de acordo com as características da atividade física”, destaca. 

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Como o organismo regula a hidratação?

Segundo a endocrinologista Dra. Deborah, a regulação do equilíbrio hídrico começa, em grande parte, no hipotálamo, região do cérebro responsável por coordenar diferentes funções do organismo. É ali que mecanismos responsáveis por identificar alterações na concentração de substâncias no sangue ajudam a controlar a quantidade de água no corpo.

“Quando a concentração de solutos no sangue aumenta, como pode ocorrer com a perda de água pelo suor, os osmorreceptores detectam essa alteração e estimulam a liberação de vasopressina. O hormônio atua principalmente nos rins, aumentando a reabsorção de água. Na prática, isso faz com que o organismo tente eliminar menos água pela urina”, explica. Ao mesmo tempo, a sensação de sede aumenta, estimulando a ingestão de líquidos.

Durante o exercício físico, especialmente em ambientes quentes, o organismo precisa conciliar duas demandas: manter o fluxo sanguíneo necessário para os músculos e direcionar sangue à pele para ajudar a dissipar o calor produzido pelo corpo. Nesse processo, a transpiração tem papel fundamental, mas também representa uma perda de água e eletrólitos.

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“O suor é uma das principais formas de resfriamento corporal. Porém, ele representa perda de água e eletrólitos. Se a reposição não acompanha essas perdas, o volume plasmático diminui. Com isso, o sistema cardiovascular precisa trabalhar mais para manter o débito cardíaco e a pressão arterial, enquanto a capacidade de dissipar calor pode ficar prejudicada”, explica a endocrinologista. “Quanto maior a perda de líquido e maior a exposição ao calor, maior a preocupação”, afirma a Dra. Deborah.

Hidratação também tem relação com o controle da glicose

Outro ponto que merece atenção é a relação entre o equilíbrio hídrico e o metabolismo da glicose. De acordo com a endocrinologista, alterações importantes nos níveis de açúcar no sangue também podem favorecer a perda de líquidos pelo organismo.

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“Em pessoas com hiperglicemia importante, a glicose em excesso ultrapassa a capacidade de reabsorção dos rins e passa a ser eliminada pela urina. E isso favorece a perda de água, levando à chamada diurese osmótica. Por isso, pessoas com diabetes descompensado podem apresentar sede intensa e urinar em excesso”, diz a médica.

Ela ressalta, porém, que a ingestão de água, embora essencial para manter o equilíbrio hídrico, não substitui o tratamento do diabetes. “Isso, porém, não significa que simplesmente beber água seja capaz de normalizar a glicemia. A hidratação é fundamental para evitar ou corrigir a perda de líquidos, mas o controle do diabetes depende do tratamento adequado da doença”, reforça a endocrinologista.

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Como se reidratar depois de muito exercício no calor?

Depois de uma atividade física realizada em temperaturas elevadas, a reposição de líquidos deve considerar a duração e a intensidade do exercício, além da quantidade de suor perdida. Para quem terminou o treino consciente, orientado e consegue ingerir líquidos, a recomendação é fazer a reposição de maneira gradual.

“Em exercícios leves e de menor duração, especialmente quando a perda de suor não foi grande, a própria alimentação e a ingestão de água ao longo do dia geralmente são suficientes para recuperar o equilíbrio. Já depois de exercícios prolongados, intensos ou realizados em temperaturas elevadas, a reposição de água e sódio pode ser importante, principalmente quando houve sudorese abundante. Bebidas isotônicas geralmente contêm também carboidrato para favorecer a absorção intestinal de água”, explica a endocrinologista.

“Por isso, em situações de desidratação associada a perdas importantes, soluções de reidratação contendo água, carboidratos e eletrólitos podem ser mais adequadas do que simplesmente ingerir grandes quantidades de água”, diz. “Beber água em excesso e rapidamente após uma atividade prolongada, sem considerar a reposição de sódio, pode contribuir para uma queda perigosa da concentração de sódio no sangue, chamada hiponatremia associada ao exercício”, comenta a Dra. Deborah.

A ginecologista Dra. Ana Paula também destaca que a hidratação deve fazer parte de uma estratégia mais ampla de cuidados durante a menopausa, especialmente para quem mantém uma rotina de exercícios.

“A ingestão adequada de líquidos contribui para o funcionamento fisiológico e para a prática segura de exercícios, mas não substitui outras medidas, como adaptar o horário do treino, escolher ambientes ventilados, usar roupas apropriadas e respeitar os limites individuais. Em atividades prolongadas ou com sudorese intensa, a reposição de eletrólitos pode ser necessária, conforme as perdas e as características do exercício”, acrescenta a Dra. Ana Paula.

Dor de cabeça e enxaqueca após a atividade física: qual é a relação?

A dor de cabeça também pode aparecer após exercícios realizados no calor. Entre os sinais que podem acompanhar a desidratação estão sede, boca seca, urina mais concentrada, cansaço e redução do desempenho físico. Em pessoas com predisposição à enxaqueca, a combinação de esforço, aumento da temperatura corporal e perda de líquidos pode favorecer o aparecimento de crises.

“Com o aumento da temperatura, o esforço se soma à dificuldade de dissipar o calor produzido pelos músculos, ao aumento da transpiração e à perda de líquidos, criando condições que podem favorecer o aparecimento do sintoma. Para pessoas com enxaqueca, especialmente quando a doença não está bem controlada, essas mudanças podem funcionar como gatilhos para uma crise”, explica o neurologista Dr. Tiago de Paula, especialista em Cefaleia pela Escola Paulista de Medicina (EPM/UNIFESP).

O médico esclarece que o próprio esforço físico provoca mudanças naturais no funcionamento do organismo, que podem desencadear sintomas em pessoas mais suscetíveis.

“O exercício físico provoca alterações fisiológicas naturais, como o aumento da frequência cardíaca, do débito cardíaco e do fluxo sanguíneo, além de mudanças metabólicas relacionadas ao esforço. Em pessoas suscetíveis, essas respostas podem contribuir para o desencadeamento da dor. É importante deixar claro que a atividade física é benéfica para o organismo e ajuda no tratamento da enxaqueca, mas quando a doença está descontrolada, pode apresentar dor durante o exercício. O cérebro dessas pessoas é mais sensível a determinadas mudanças fisiológicas”, explica o neurologista.

Isso não significa, entretanto, que quem tem enxaqueca precise abandonar os exercícios. O caminho é identificar possíveis fatores desencadeantes e buscar o controle adequado da doença.

“Isso não significa que esses pacientes precisem abandonar a atividade física e a rotina de treinos, mas que devem identificar possíveis fatores desencadeantes e adotar medidas para reduzir os riscos. Pessoas com a doença podem ser mais sensíveis às mudanças fisiológicas que ocorrem durante o esforço. O aumento da temperatura corporal, a perda de líquidos, o jejum e a intensidade excessiva do exercício podem contribuir para o surgimento de crises, sobretudo quando a enxaqueca não está bem controlada”, explica o neurologista Dr. Tiago.

O especialista reforça que a presença de dor de cabeça durante ou após o exercício deve ser investigada, e não encarada como motivo para abandonar a prática esportiva. “Não dá para deixar de fazer exercício físico porque tem dor de cabeça. É preciso entender o que está acontecendo, tratar a doença e reduzir os fatores desencadeantes. É importante pontuar que conforme o tratamento avança os gatilhos perdem força”, explica o médico.

Quando a desidratação exige atenção médica?

Embora a sede e o cansaço possam ser sinais de alerta, alguns sintomas indicam que o quadro pode ser mais grave e exigem atendimento imediato, especialmente após exposição prolongada ao calor.

“Confusão mental, alteração do nível de consciência, desmaio, convulsão, incapacidade de ingerir líquidos, vômitos persistentes ou temperatura corporal muito elevada podem indicar uma condição mais grave, como doença relacionada ao calor ou insolação. Nessas situações, não se deve tentar resolver o problema apenas oferecendo água. É necessário buscar atendimento médico rapidamente”, finaliza a médica.

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source https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/menopausa-calor-exercicio-hidratacao/

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