sábado, 24 de outubro de 2026

Sinto dor de cabeça após o exercício físico, devo abandonar os treinos?

Sentir dor de cabeça durante ou após a prática de exercícios físicos pode levar algumas pessoas a reduzir os treinos ou até abandonar a atividade. Mas essa não é, definitivamente uma boa estratégia.

“Para quem tem o diagnóstico de enxaqueca, essa decisão pode significar abrir mão de algo que contribui para o controle da doença. Mas, para quem ainda não tem o diagnóstico, é importante buscar um médico especialista para entender os padrões e iniciar o tratamento”, explica o neurologista Dr. Tiago de Paula, especialista em Cefaleia pela Escola Paulista de Medicina (EPM/UNIFESP).

“Se a pessoa percebe que sempre que faz exercício sente dor, isso precisa ser investigado. Não significa que ela deva simplesmente parar de treinar. Pode existir uma doença que precisa ser tratada”, explica o médico.

Segundo o neurologista, existe uma diferença importante entre apresentar dor em uma ocasião isolada, após um esforço excepcional, e ter episódios recorrentes sempre que se exercita.

“Uma pessoa que realiza uma atividade muito mais intensa do que está habituada, por exemplo, pode apresentar dor pontual. Já quando o sintoma aparece repetidamente, inclusive em exercícios de intensidade habitual, é importante procurar avaliação médica”, diz o médico.

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Por que a enxaqueca ocorre durante a prática de exercícios?

Durante a atividade física, o organismo passa por mudanças naturais, como aumento da frequência cardíaca, alterações do fluxo sanguíneo, elevação da temperatura corporal e maior demanda metabólica.

“Em pessoas com enxaqueca, especialmente quando a doença não está bem controlada, essas mudanças podem funcionar como fatores desencadeantes de crises. A exposição ao calor, a desidratação, o jejum prolongado e a privação do sono podem somar-se ao esforço físico e aumentar a suscetibilidade à dor. Isso ajuda a explicar por que algumas pessoas apresentam crises em determinadas condições, enquanto outras conseguem se exercitar sem sintomas”, destaca.

“A enxaqueca também pode apresentar manifestações além da dor de cabeça, como náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e aos sons. Quando os episódios se tornam frequentes ou incapacitantes, a avaliação neurológica permite investigar o diagnóstico, identificar fatores associados e definir a estratégia terapêutica mais apropriada”, destaca.

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O exercício pode ajudar no controle da enxaqueca

O Dr. Tiago de Paula reforça que não é indicado parar a atividade física.

“A prática regular de exercícios pode contribuir para reduzir a frequência e a intensidade das crises em pessoas com enxaqueca. Por isso, quando o exercício desencadeia dor, a conduta não deve ser necessariamente excluir essa atividade da rotina, mas compreender o motivo do sintoma, procurando ajuda e tratando a doença. Se está tendo dor frequente, provavelmente é um quadro de enxaqueca mesmo e precisa procurar ajuda”, explica.

O tratamento pode envolver medidas comportamentais e medicamentosas, conforme as características e a frequência das crises.

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Também pode ser necessário ajustar temporariamente a intensidade do exercício, investir em aquecimento gradual, melhorar a hidratação e evitar treinar em horários de calor excessivo.

“Durante muito tempo, o tratamento da enxaqueca ficou baseado em evitar tudo o que pudesse desencadear uma crise. O problema é que isso pode restringir profundamente a vida da pessoa”, explica o médico.

“O objetivo hoje é controlar a doença para que o cérebro fique menos sensível aos estímulos. Quando a enxaqueca está bem tratada, muitos gatilhos perdem força e o paciente consegue voltar a tomar uma taça de vinho ocasionalmente, comer determinados alimentos, viajar, frequentar ambientes iluminados ou aproveitar momentos de lazer sem viver com medo constante de uma nova crise”, enfatiza o médico.

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“Em outras palavras, tratamos a enxaqueca para devolver qualidade de vida e autonomia ao paciente, e não para colocá-lo em uma bolha de restrições”, finaliza.

Atividade física e enxaqueca: quando o exercício faz bem e quando deve ser evitado

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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Por que o número na balança não mexe, mas seu treino já está funcionando?

Começar a treinar costuma vir acompanhado de expectativa imediata por resultados e, muitas vezes, a primeira coisa que decepciona é a balança. Porque o treino pode até estar funcionando, mas o número na balança não mexe. Qual seria o motivo?

Por que o número na balança não mexe, mas seu treino já está funcionando

A nutricionista e colunista da Boa Forma, Marina Nogueira, explica que o problema não está na balança em si, mas na forma como muitas pessoas usam esse número como único parâmetro de evolução. “Se o número determina sua alimentação, seu humor e suas atividades físicas, está na hora de repensar esse hábito. O peso não é sinônimo de saúde”, alerta.

O que o número não mostra

Ao iniciar uma rotina de treinos, especialmente com musculação, o corpo passa por adaptações importantes. É possível perder gordura e, ao mesmo tempo, ganhar massa muscular, e o peso total pode não mudar ou até aumentar.

Um estudo publicado no Journal of Strength and Conditioning Research, mostrou que iniciantes em treino de força apresentaram melhora significativa na composição corporal sem alterações relevantes no peso nas primeiras semanas.

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Ou seja, o corpo muda, mas a balança não conta essa história inteira.

Como o corpo avisa que seu condicionamento físico está melhorando

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Mais do que pesar, é preciso observar

Por isso, acompanhar o progresso vai além de subir na balança. Medidas corporais, desempenho nos treinos, percepção de energia no dia a dia e até a forma como as roupas vestem são sinais importantes de evolução.

Ferramentas como a bioimpedância ajudam a entender melhor essas transformações, mas mesmo estratégias simples, como fotos comparativas e anotações de performance, já oferecem uma visão mais realista do progresso.

Como reforça Marina Nogueira, “a balança não mostra o quanto você está mais forte, mais resistente ou com mais disposição”.

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Quando você começa a treinar, o corpo muda antes do número. A balança pode até demorar a reagir, mas isso não significa estagnação. Muitas vezes, é sinal de recomposição corporal. Olhar além do peso é essencial para não desvalorizar um processo que está, sim, funcionando.

Por que o peso varia ao longo do dia? Saiba 3 fatores

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Aos 59 anos, Leslie Jones mostra evolução fitness e comenta: ‘Depois dos 40, você realmente precisa se concentrar em seus músculos’

A atriz, comediante e apresentadora norte-americana Leslie Jones, de 59 anos, apareceu nas redes sociais para comemorar sua evolução fitness e comentar sobre o papel de um estilo de vida mais ativo e saudável em seu bem-estar, sua longevidade e sua autonomia. Ela publicou um carrossel em seu perfil no Instagram mostrando detalhes de sua transformação física.

Na legenda, a famosa falou da importância da adaptação dos treinos às necessidades do organismo com o passar dos anos e ainda aproveitou para soltar elogios ao seu treinador, Ronnie Czar, que atua especialmente com pessoas 40+.

“Minha jornada com o corpo tem sido uma loucura. Fui atleta no ensino médio e na faculdade — a gente acha que vai continuar em forma para sempre quando é jovem, né? Mas, desde que comecei a focar de verdade nos treinos certos com o treinador ideal, tudo mudou para muito melhor”, iniciou.

“Depois dos 40, é preciso focar bastante na musculatura. Adoro o Ronnie. Ele é fisioterapeuta e hoje atua como treinador, com foco em pessoas acima dos 40 anos. Ele acredita que devemos ser capazes de nos movimentar pelo resto da vida!”, completou Jones.

Confira:

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Menopausa pode afetar músculos e ossos: como adaptar o treino depois dos 40

Depois dos 40 anos, algumas mudanças nos treinos podem ser interessantes, principalmente porque, nesse momento da vida, o corpo passa por transformações profundas que mexem com músculos, ossos e metabolismo, apresentando necessidades e prioridades diferentes.

No caso das pessoas que menstruam, a chegada da menopausa desencadeia uma queda na produção de estrogênio, um fator que pode contribuir para a enfraquecimento dos ossos, o ganho de peso e o acúmulo de gordura. Dados apontam que você pode sofrer uma redução de até 20% na densidade óssea nos primeiros cinco anos após o fim dos ciclos menstruais.

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“Com a diminuição da produção natural do estrogênio, há desaceleração do metabolismo basal e alterações na forma como o corpo passa a armazenar gordura”, comenta a Fernanda Lopes, nutricionista e profissional da Six Clinic.

Além disso, é importante ressaltar o hormônio tem um papel protetor e regulador dos músculos, agindo, por exemplo, na síntese proteica, na força e no estímulo à recuperação. Dessa forma, a declínio nos níveis de estrogênio pode afetar negativamente a preservação e a construção da massa magra.

Um estudo publicado no Menopause mostrou que mulheres na pós-menopausa apresentam maior percepção de fadiga e recuperação mais lenta após exercícios intensos.

Esses impactos trazidos pela menopausa causam prejuízos que vão além da parte estética, atingindo questões como longevidade, independência, funcionalidade e a qualidade de vida.

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O ganho de peso e o acúmulo de gordura que tendem a aparecer durante essa fase podem representar um perigo para a saúde cardiovascular. O comprometimento dos músculos pode aumentar o risco de quedas, dores articulares e perda de autonomia.

Uma revisão publicada no The Lancet Diabetes & Endocrinology aponta que o exercício físico é uma das ferramentas mais importantes para reduzir os impactos metabólicos e cardiovasculares da menopausa.

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O que muda no treino na menopausa?

Uma das principais adaptações nessa fase é aumentar o foco no treino de força. De acordo com a médica ginecologista, Dra. Caroline Alonso, a musculação é indispensável para preservar e recuperar massa muscular, fortalecer os ossos e reduzir o risco de osteoporose e fraturas.

Isso acontece porque a perda de estrogênio acelera a redução de massa muscular e densidade óssea. Um estudo publicado no Journal of Bone and Mineral Research mostrou que o treinamento resistido ajuda a preservar a densidade mineral óssea em mulheres após a menopausa.

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Além disso, uma revisão no Sports Medicine aponta que o treino de força melhora funcionalidade, equilíbrio e composição corporal nessa fase.

Outra adaptação importante é respeitar mais a recuperação. Alterações hormonais podem impactar sono, fadiga e recuperação muscular.

Um estudo publicado no Menopause mostrou que mulheres na pós-menopausa apresentam maior percepção de fadiga e recuperação mais lenta após exercícios intensos.

Na prática, isso pode significar reduzir excesso de volume, evitar muitos treinos intensos seguidos e prestar mais atenção aos sinais do corpo.

O exercício aeróbico continua importante, mas o objetivo vai além do emagrecimento. Caminhada, bicicleta, dança e corrida leve ajudam principalmente na saúde cardiovascular e no controle da gordura visceral, que tende a aumentar após a menopausa.

Uma revisão publicada no Menopause Journal mostrou que exercícios aeróbicos ajudam a melhorar sensibilidade à insulina, pressão arterial e saúde cardiometabólica em mulheres nessa fase.

Treinos como pilates, yoga e exercícios de mobilidade passam a ter papel mais estratégico. Segundo a Dra. Caroline, essas modalidades ajudam na flexibilidade, no equilíbrio e na prevenção de quedas, além de contribuírem para a qualidade de vida.

Um estudo publicado no Journal of Aging and Physical Activity mostrou que exercícios focados em equilíbrio e mobilidade reduzem risco de quedas e melhoram estabilidade em mulheres após a menopausa.

Na prática, adaptar significa reorganizar prioridades: mais força, mais recuperação, mais mobilidade e uma estratégia mais alinhada ao novo momento do corpo.

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source https://boaforma.abril.com.br/movimento/leslie-jones-evolucao-fitness-59-anos/

Depois das proteínas, fibras e saúde intestinal ganham espaço na dieta

A busca por alimentos que ofereçam benefícios nutricionais além de conveniência e sabor vem transformando as prateleiras e ampliando o espa...